Casando de novo

Como todo mundo sabe, término de relacionamento é uma merd@. É um saco pra  aquele que pediu o divórcio e muito pior para aquele que tomou um chute na bunda. Aí aquele que levou um kick in the ass vai ficar todo revoltadinho, querer chantagiar até dizer chegar e depois, no auge do desespero, vai querer fazer questão de tudo, das pequenezas.

O resultado disso tudo é um trauma foda. Não só para o que levou o chute mas para o chutador também. Não pessoas eu não vim aqui falar da minha vida pessoal (povo gosta de uma fofoca :P), mas mais ou menos posso dizer que depois de passar por um rematch é assim que eu me sinto. E por incrível que pareça, tenho a impressão que minha atual família também.

Pelo menos ela saiu com 300 mil de mesada por mês. E eu?

Vim aqui hoje pra contar pra vocês como  funciona (ou está funcionando) pra mim a vida pós rematch. Não lembro de outro blog comentar sobre isso e tem um motivo, normalmente é bem doloroso, traumático o que te faz você querer virar essa página pra sempre e nunca mais tocar no assunto. Mas como eu incorporei  essa veia Machado de Assis ( olha aí que modesta) eu vou relatar um pouquinho. Até porque depois de quase um mês (nossa tempo, sai dessa velocidade 5 do créu porque assim você me assusta) as feridas começam a cicatrizar (agora tô me sentind A Drummond :P).

Pedir rematch é como pedir um divórcio. No meu caso foi eu que pedi, pegou a família meio que de surpresa até porque quando eu pedi eu não queria tentar resolver eu só queria sair dali. Aí, segue-se a sequência que todo mundo conhece de fim de relacionamento.

A parte com a traseira chutada vai fazer de tudo pra te convencer a mudar de idéia (contei sobre meu bate-papo com ex fofo aqui!), depois vem o climão, depois você que jogou tudo para o alto passa a ser tratado como o lobo mal, aí vem as mesquinharias ( que eu tive que devolver o dinheiro do curso e graças a isso fiquei uma semana sem receber, e ainda devolvi 5 obamas e 25 centavos em moedas também), o conformismo e finalmente o let it go.

Com tudo isso, lógico que você entra no próximo relacionamento com uma bagagem pesada de traumas. E uma das coisas que mais me incomodava na outra família era a falta de confiança. Sério, eu tinha uma rotina pesada, crianças capetas, uma casa horrível (que se não fechasse a porta logo os ratos entravam), o pior quarto do mundo auperiano, mas no final das contas, essa falta de confiança que eles tinham (eu devia desconfiar, o cara é advogado :P) acabava comigo.

Eu sempre me sentia na berlinda. Sabe quando você nunca relaxa? Pra vocês terem noção, toda vez que eu queria cochilar eu ligava pra alguém pra poder dar ma passadinha na casa da pessoa, era o único jeito de eu desligar um pouco a mente.

Enfim, que volta né, desiste não gente, vou chegar lá (tô começando a desconfiar que tô perdendo leitores  porque falo muito)… quando eu cheguei na nova família, eu vim com toda essa carga. Demorou um tempo até eu relaxar, sabe? Não ter mais que agir como se todos suspeitassem de você o tempo todo te deixa uns 50 kg mais leve.

O mais engraçado é que minha família passou pela mesma coisa, só que do lado da au pair. Sente o bafo, a ex-au pair jogou na cara da minha fofa que não confiava nela. Assim do nada (minha Lcc que me contou).

Então host family e eu estamos trabalhando para que nosso passado não interfira no nosso atual relacionamento. Desde o começo foi combinado que conversaríamos sobre tudo e tal. E realmente, vire e mexe a gente acaba meio que “desabafando”. Contei pra ela como vendiam o programa pra gente, e ela me contou como era o programa vendido para famílias (são dois programas diferentes, juro pra vocês.).

Ela também me contou o futuro da carreira dela (oi?) achei bonitinho. Daí aos poucos eu fui relaxando. Relaxei tanto que na minha primeira semana eu fiquei doente assim de cara. Maior merda ficar doente na sua primeira semana de trabalho (sim, gente, por mais fofa que os atuais fofos sejam, isso aqui ainda é trabalho). Fiquei de cama e tive que ligar para o plano de saúde pra ver como ficaria.

Alias, eu tenho que fazer esse post de como se usa o plano que vem com a gente. Eu nem cheguei a usar mas né, custa nada deixar aqui, vai que um dia alguém precise.

Então é isso meninas, para aquelas que passaram, o vão passar por rematch, fiquem clama. Rematch é a coisa mais natural nesse programa. Pra vocês terem uma idéia, vim com 16 meninas do Brasil ( a gente tem um grupo nosso no facebook) e de todas nós metade já entrou em rematch. Simples assim.

Uma, porque muitas das vezes (quase sempre) a família não respeita o combinado e outra, só depois que você está aqui que você tem uma idéia de o que você quer da família. Por exemplo, quando eu fui escolher família pela segunda vez eu descartava de cara judeus (sem preconceitos, mas a fama de pão duros não saiu do nada aparentemente) ou famílias conservadoras demais. Mas isso porque eu já tinha uma noção do que eu realmente queria e não o que eu achava que ía dar certo.

Ou você pode entrar naquele 5%  (tô começando achar que são 3%) de azaradas que nunca se foderam tanto ao ponto de pedir rematch (não sabem o que estão perdendo, a experiência de au pair em toda sua glória). É como alguém que casa com um cara só e fica até o fim da vida. Mas tudo bem gente mudar, Elisabeth Taylor casou só umas 8 vezes 😛

A adpatação na segunda família foi bem mais rápido. Em um m~es já me sinto mega adapatada aqui. Me sentiria mais adapatada se meu GPS não ficasse de pombagirisse com a minha cara e parasse de me mandar pra lugares que não existe.

Mas é isso por hoje gente, já falei de mais (pra variar).

Beijos pra quem fica!!

Ps.: Lembrando que não existe família perfeita mas tem as aturáveis ou aquelas que não vão te fazer de escrava Isaura. Sempre vai ter algo aqui ou alí que né, você vai ter que engolir. Lembrando que engolir sapo é a primeira atividade básica de toda au pair.

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Aquele do rematch – capítulo final

E pra terminar a trilogia da saga do meu rematch… vamos ao que aconteceu depois do rematch oficializado.

Na quinta de noite saiu o rematch oficial e na sexta acordei a pessoa mais feliz do mundo. Tão feliz que iria sair daquela casa que comecei a fazer as malas e fazer umas comprinhas na target (aquelas né que compram na target ¬¬).

Veio o final de semana, e no sábado pumba, já tinha uma família no perfil. O perfil da família não me animou em nada (eram judeus e o pai advogado com três crianças, sem carro e mom stay at home), ou seja uma versão piorada da família que já estava. Porém o lugar era aonde eu super queria ficar: Scarsdalles, NY. Perto da City e dos amigos.

Mas não rolou. E aí cara,foi uma sucessão de ou família doida (até família perigo entrou no meu perfil) ou então, não entrava absolutamente ninguém no meu perfil. Aí que caiu a ficha que ficar de rematch era só o começo da luta, ainda eu teria que passar de novo por todo o nervosismo de busca por família, só que com o relógio batendo na minha nuca. Duas semanas, and that’s it!

Comecei a desesperar, passada uma semana e nada.  Foí aí que bateu o desespero de verdade. Ficava remoendo se o rematch foi a melhor opção, se não dava pra segurar a barra pra fechar o ano, se fui imatura e precipitada. Comecei a achar que foi minha culpa. Essa foi a a pior parte do processo do rematch.

Ligava pra LCC e nada. Os e-mails dela era sempre muito vagos, e terminava com, eu te falei que existia a possibilidade de você não achar família. Aí, conversa daqui, conversa dali descobri o telefone da mulher que fica no QG da APC em são Francisco responsável em colocar as fichas das meninas em rematch para as famílias verem.

Fica aí a dica para as meninas que estão em rematch pela APC: o nome dela é Casey e o telefone é, anotem aí:

 1-855-381-3516

A Casey que faz a triagem de au pairs com perfil parecido e coloca lá como sugestão para as famílias verem. Mais ou menos como funciona o fastmatch no GAP.

A Casey também não me foi de muita ajuda, porque né, a agência resolveu tratar meu pedido de rematch como uma crise de homesick aguda, e que no fundo eu tava querendo em ir pra casa.

Por essas e outras eu vou fazer uma pausa aqui para contar tudo que eu penso sobre a Au Pair Care. Já começa tudo errado que no Brasil você não pode escolher família. Se você sair dispensando família, você leva uma chamada de atenção ou ainda é expulso do programa.

Agora me diz, se você não pode escolher a família, concorda que o coeficiente de vai dar merda rematch aumenta muito? Aí depois minha filha, você ainda não pode pedir rematch. Sentiu o qão feliz eu fiquei com essa agência, né?

A outra burrice, mas essa foi minha mesmo, foi pedi rematch depois que as escolas começaram. Todas as famílias vão se ajeitar antes das escolas começarem. Eu pedi rematch na pior época possível, daí outro razão para a escassez de família. Fora o fato de estar com ‘depressão’ estampado no meu perfil. Só dava família maluca assim.

Depois de uma semana fui lá na família conversar sobre como ficaria nossa situação e tal e a fofa falou que estava emocionalmente envolvida (seja lá o que isso significa) com uma outra menina mas que a guria só poderia chegar dia 19 de novembro. Daí ela me perguntou se eu não queria ficar lá até aquela data, daí ela não ficaria sem child care e eu teria um mês a mais para procurar uma família ou fazer o que eu tivesse que fazer e voltar pra casa (nessas palavras que ela usou).

Aceitei, of course. Um mês me tirou um peso nas costas, era um tempo bom pra achar outra família. Só não sabia que se eu achasse uma família anterior a isso eu não poderia sair. E eu quase (a história é mais complicada) perdi família por causa disso. Passado três semana perguntei se poderia ir ,porque tinha uma família que me queria mas que não poderia esperar até a data e levei um NÃO na cara.

A família disse que não poderia me esperar. Depois disse que esperaria mas nossa, foi uma confusão. Enfim, acabei fechando com a atual família que estou, por ser perto, uma criança só e a mulher falar que era bem relaxada e claro ela poderia me esperar. Era quase tudo que eu precisava 😛

Aí foi só ficar esperando o tempo passar pra me mudar. Nesse meio tempo me bateu a looouca dos passeios por NY (até então não sabia pra aonde iria, e vou te dizer que quase parei no Arizona). Em um mês eu fiz: Empire State, Estátua da Liberdade, Brooklyn Brigde, Wall Street, Torres Gêmeas, 5ª Ave, fui a dois espetáculos da Broadway, Central Park (ponte e Starwberry Fields) e mais algumas coisas que devo estar esquecendo. Fora claro, aproveitar a nightlife de NY.

os lugares por onde visitei

Depois dos passeios virei a looouca das compras: achava que iria ficar no meio do nada e sai comprando umas coisinhas que acabou virando aquela foto cheia de sacolas que vocês viram.

Mas o rematch é isso aí. Mexe demais com vocês. Nesse meio tempo eu não pude fazer planos de férias, nem de viagem nem de nada. Ficava numa angustia pra saber sobre o novo lugar, a família… porque afinal eu não fiquei 1 mês e me mudei, foram 4 meses. Depois de 4 meses, você se acostuma.

Agora tõ aqui tentando me acostumar com tudo de novo. Preguiça eterna de começar tudo de novo, mas vamos lá né… e acho que eu tô ficando doente… e laiá =/

E acaba aqui essa trilogia do rematch. Espero ter esclarecido como é o processo e matado a curiosidade de geral 😛

Beijos pra quem fica!

Aquele do rematch – capítulo 2

E lá vamos nós perder uma horinha de sono pra atualizar a galera do bafão que se deu em seguida da minha surtada e quando eu decidi pedir o rematch finalmente.

A situação era a seguinte: a família mega feliz e satisfeita, me explorando até não poder mais, super satisfeitos com minha mão de obra escrava meu trabalho. Eu mega infeliz, desanimada, desmotivada e querendo jogar tudo para o alto.

Até que veio um feriado que eu nem sabia que existia, o feriado de ano novo judeu, o shabalalaahm ahman (não sei pronunciar =P) e beleza, fomos nós lá comemorar o tal do feriado. Odeio que eles inventaram trabalho que não existia, ao invés de assinar a lei áurea por um dia, mas nãooooo (vou me controlar ao máximo pra não fazer piada politicamente incorreta com judeus) e no sábado, já contei isso aqui, saí do curso mais cedo achando que trabalharia pra nada.

Eu realmente fiquei fora de mim naquele dia. Fofa veio me pedir desculpa e tal mas tarde demais, eu estava no meu limite. Gabi veio ao meu resgate e eu passei o findi  lá na casa dela, que é uma casa bem agitada, diga-se de passagem (4 pentelhos, 2 cachorros e 1 peixe) mas é um encanto de lugar. Que diferença de vibração, sabe qualé?

4 meses depois, se multiplicaram que nem Gramlim

Deu segunda e nossa, cade a vontade de sair da cama pra trabalhar. Aí, passei a mão no telefone e dei bafão com a lcc. Confesso que esse não é a melhor maneira de se tomar uma decisão dessas, não mesmo. Conselho que dou de pessoa mais experiente (se achando a mestre dos magos agora :P) é, faça isso com calma e não de forma afobada, meio que no desespero como eu fiz.

Seja racional e coloque seu motivos de forma esclarecida. Porque que eu tô falando isso? Porque a lcc encarou como uma crise de frescurite aguda e não quis me ajudar. Lavou as mãos foda, e me mandou conversar com a famíla.

Fui lá eu de noite falar com a fofa. Falei, falei, falei, e no final ela mandou um: tá, mas e aí, o que você quer. E eu na lata devolvi: quero rematch. Jurava que naquele momento a mulher iria voar no meu pescoço. Ela fez uma cara de como assim?? como assim você está pensando em sair dessa maravilhosa família?

Aí sei lá se ela pensou isso, mas a cara dela de não acredito nisso, “você não tem motivos nenhum de pedir rematch” foi incrível. Ela ficou sem fala, falou que se era isso que eu queria, que iria falar com fofo e com a lcc no dia seguinte.

E aí que tudo danou. Meu fofo veio ate mim conversar, com papinho mole de advogado que eu saco muito bem. Ele ía jogando os argumentos dele, e eu ía rebatendo com os meus. Até chegou uma hora que ele mandou um : “esse programa é pra você vir aqui trabalhar exclusivamente, não é pra viajar nem estudar”. Pronto, tinha certeza que tava na droga de família errada!

Respondi de volta que eu nem ninguém que vinha pra cá ser au pair tinha um sonho de se tornar babá nos EUA. Ponderei com ele: porque que eu deixaria de ser advogada no Brasil para ser babá nos EUA se nem dinheiro eu ganhava fazendo isso sendo au pair?

Ah cara, já tava segurando muito tempo. Ele merecia ouvir muito mais, mas não queria ter que sair sozinha com minha sacolinha alá chaves nas costas e ficar desabrigada, né? Não tava podendo tanto assim. Enfim, falei , falei, falei e reinforcei o rematch, mesmo contrariando lá os argumentos da fofaiada.

Beleza? Problema resolvido? Claro que não. Porque, uma vez que a família não estava de acordo com o rematch, a agencia simplesmente não te coloca em rematch. Tipo meio que uma punição, eles colocam seu caso em avaliação. Eu precisei fazer uma carta explicando os motivos que eu queria o rematch.

A suprema corte da APC iria avaliar minha carta para analisar se eu tinha motivos suficiente para eu pedi rematch. Ou isso, ou então eu seria expulsa do programa. Sim pessoas, olha aí a cagada de urubu, eu tive por um triz de ser expulsa do programa. Escrevi a carta e tentei deixar ela mais racional possível porque é assim que eles lidam com as coisas aqui, nada de passionalidade.

Foi a pior quinta-feira da minha vida. Numa agonia absoluta. Levei as fofinhas na gisnática e tente de tudo pra ver se dava certo: auto ajuda, positivismo, oração, tava apelando para todas as forças do universo que não deixasse interromper o programa de forma tão abrupta.

E como tudo que tá ruim pode piorar, a agência do Brasil ligou pra minha casa avisando minha mãe que eu tava de rematch. Minha mãe tadinha, que nada sabia da situação (não queria preocupar e tinha decidido contar só depois de tudo resolvido) tomou um susto e ficou mega preocupada, com toda razão.

café da manhã de despedida em Chappaqua

Aí lá vou gastar todo o meu verbo pra convencer minha mãe que tava tudo bem e tive que explicar tudinho pra ela. No final do dia tava lá no meu e-mail que eu já estava on line. Fiuuuuu, uma bigorna gigante saiu da minha cabeça. Eu estava on line de novo, significava que eu não tinha sido enxotada do programa.

Sobre o processo: uma vez que você pede ematch, se a família não estiver de comum acordo, a agência pode ficar de sacanagem  e não te dar o rematch de forma imediata. Agora, se a família pedir, na mesma hora você fica on line.

Por isso que eu não indico o programa porque sempre que você precisar a agência não vai te ajudar, eles vão ficar do lado da família. Essa foi a pior parte, se sentir sem ninguém que realmente possa resolver seu caso. Aqui eles te tratam (no meu caso, na minha agência APC e com minha LCC aquela piiiiii) como uma imigrante legal como os chicanos que vieram nadando do México.

A família, por outro lado, escreve o que bem entende no seu perfil e você, pobre au pair que vai todo dia no bosque colher lenha, nunca saberá o que foi escrito. Eu soube sem querer, uma vez que uma família me disse, que segundo meus arquivos constava que eu tava com depressão.

Olha aí a sacanagem, minha gente! Agora me diz, que família vai querer uma au pair que está com depressão? Mas isso é outra história, a história da volta a procura de família, família nenhuma que entra no perfil, e meu rematch de 1 mês e 2 semanas.

Deixa para o próximo capítulo, porque extrapolamos aqui o tempo de novo. Vocês já sabem, né? Nessa mesma hora, nesse mesmo bat canal. 😛

Beijos pra quem fica!

Ps: como não sabia como ilustrar esse post, coloquei as fotos que deveriam ilustrar os post anterior 😛

Agora e oficial: sou uma Jersey Girl

Bem amigos da rede globo 😀

Estamos aqui para narrar mais um capitulo dessa minha jornada auperiana. Essa narracao sera toda feita sem acento porque nao conseguimos descobrir qual e o codigo do wifi da casa e pra eu nao ficar sem contato com o mundo exterior, meus novos fofos me deram um laptop deles pra eu ficar ate esse pequeno problema tecnico se resolver.

Siiiim pessoas, eu agora estou vivendo em New Jersey!! Desde ontem eu me tornei uma Jersey Girl! Confesso que a ideia de deixar Nova York doia muito nesse coracazinho que ja sofreu muito nessa vida de au pair. Ficava imaginando, como agora vou poder usar meu moleton I ❤ New York morando em New Jersey?A ndava pela City com uma carinha de volta o cao arrependido pensando o quanto eu iria sentir falta da cidade e ate da minha rotina em Chappaqua. E olha que eu nunca fui fa de Chappaqua.

Pausa para fazer mais uma confissao: to adorando poder digitar sem ter que colocar os acentos. Isso e tao libertador! Quem teve a ideia de colocar acentos nas palavras? Mas que atraso na nossa vida… mas enfim, voltando a vaca…

Mas meus queridos, nada disso importa quando voce esta numa familia legal. Caguei foda pra New York quando cheguei na casa e fui tao bem recebida por todos. Todos muito atenciosos incluindo o moleque que vou tomar conta. Sim e so um. Ele nao chorou, nao surtou nenhum vez, e educado e suuuper carinhoso. Ta naquela fase maldita dos 4 anos se tornando 5, mas e super aturavel.

Jogamos basquete, futebol, brinquei de transformes, ganhei abracos, e tal. Ahhhh o moleque e mega espoleta mas tudo bem porque ele e educado e a familia tem o trabalho de educar ele. Beleza, dessa vez eu farei meu papel de au pair e nao mais de mae. Fiuuuuu que alivio.

Me senti tao bem e tao aliviada aqui que nossa, dormi tao bem nesses dois dias, como eu nao dormia nesses quatro meses. So conseguia dormir bem na casa de amigos e agora eu tenho uma cama tao confortavel que noooossa, falei para a fofa (tenho pena de chamar ela de fofa porque ela e tao legal) que a cama me abraca.

Achei tao fofo da parte deles eles ficarem preocupados de eu achar a casa pequena por eu viver em Chappaqua e esta acostumada com casarao. Mal sabe ela que eu vivi na casa mais escrotizada de Chappaqua, a mais imunda , a menor, sei la, com o pior quarto. E eles todos sem graca achando que meu quarto era pequeno e que eu teria que me apertar com as minhas coisas, alias, coisas essas que se multiplicaram tanto em 4 meses que ate eu me assustei.

Juro pra voces, como pode em 4 meses eu ter comprado tanto porcaiada? Jeeesus, prometi a mim mesmo que nada de comprar ate o final de Novembro, mas putttz tem o Black Friday semana que vem, e tem umas tres targets pertinho de mim. Ahh! E uma Best Buy, e academia barata (em Chappaque era em torno de 100 Obamas por mes, fora o gas) e ela ficou de ver se podia me colocar de membro, enfim, aqui tem tudo…tudo mesmo que eu preciso. To muito melhor provida aqui do que em Chappaqua.

Amei o lugar, simplesmente amei. Tem calcada, tem poste, eu possso ir andando ate a target mais proxima. E e tudo plano, voce ve os vizinhos e o melhor de todos, nao e uma floresta cheia de arvore tirando sua visao. E aqui em 5 minutos voce tem tudo perto. Tudo mesmo. E como aqui eu nao tenho as regras esquizofrenicas do carro que eu tinha antes na outra familia, eu vou poder dirigir pra tudo quanto e lugar ate ir na Pensilvania, ta bem, que fica a 5 minutos daqui.

Hoje foi um dia cheio, damos uma volta na regiao, fomos na Pensilvania (e o quinto estado que conheco) que tem uma cidade liiinda, gente! Ah! Joguei boliche pela primeira vez (sou uma caipira gente, nunca tinha jogado boliche na minha vida) e e e e, dirigi uma pick up. Cara, imagine eu, desse meu tamanho (sei que pareco maior nas fotos, mas nem sou) numa pick up. Fiz umas merdinhas, tipo nao conhecer o tamanho do carro ainda, mas estacionei mega bem. Fiquei super orgulhosa de mim mesma.

Tava morrendo de medo dessa parte, porque nossa, a pressao para dirigir na outra casa era tao grande, tao grande que eu sentava no carro e comecava a tremer. Aqui tudo e mais tranquilo, dirigi a pick up, tava noite e tal e ela foi bem tranquila, apesar do velocimetro esta com defeito e eu nao ter nocao se eu tava na velocidade certa. Mas deu tudo certo. Era meu sonho dirigir um carrao, que sonho bobo o meu 😛 E nem gostei, muito ruim prefiro o menor que voce enfia em qualquer lugar 😛

Ai gente, entao e basicamente isso. Sei que prometi contar tudo como foi o processo e vou contar. Mas eu vim aqui tantas vezes pra tacar pedra no programa e tal quando estava muito chateada entao achei que devia vir logo para contar que no final deu tudo certo. E ainda ser um fio de esperanca para as meninas que estao nessa situacao e tal. O rematch nao e facil, nao e mesmo! Narrei bem pra voces, mas a coisa boa e que a existe chance das coisas darem certo e eu acho (espero que nao seja muito cedo pra dizer) que no meu caso deu.

Sei que tem muita coisa pela frente, so de pensar me cansa. A adaptacao, a rotina, o conhecer os lugares, o fazer novos amigos (nao tenho nenhum aqui ainda #foreveralone) ter minha rotina, mas pelo menos me sinto mais renovada pra comecar tudo de novo, porque tive uma adapatacao aqui melhor. Eu me senti aqui tao confortavel como nunca na historia dessa au pair que vos escreve tinhas sentindo com a outra familia em 4 meses.

SAo nesse pequenos detalhes que voce nota a preocupacao dos hosts com voce. Eu cheguei tava aqui arrumando minhas coisas, o hosto que e super timido, veio aqui e me deu um pendurador pra eu colocar na porta. A televisao do meu quarto tava ligada num canal de seriado . E o melhor de tudo: eu tenho Tv a cabo no meu quarto uma janela com uma visao linda que o sol entra de manha. Mega cafona isso, sao pequenas coisas que nao prestamos atencao mas eu morria de saudade de ter uma janela pra chamar so de minha.

Preciso ir nessa agora. O post vai ficar assim bem cru, sem fotos porque cara, to sem condicao de subir as fotos que separei agora. Acho que voces entendem, eu so nao queria deixar de passar aqui pra dizer que it`s going to be all right, like a sunshine day 😀

Eu tinha tanta gente pra agradecer (momento Oscar rapidao) que me ajudou muito ate as coisas aqui darem certo: Gabi (que me abrigou, cacou familia pra mim no Gap, ouviu muito meu chororo), Mili (que nem le esse blog e e servia) umas das pessoas mais legais que conheci e mais prestativas, juro que foi muito dificil dizer tchau pra essas meninas. Ficamos tao feliz que daqui ate chappaqua leva so 1:30 min o que sigfinifica que visitas serao feitas.

Fora Ligia que me mandou uma oracao lindissima. Dudi minha fofa eterna que tambem estava super preocupada e me mandou mensagens. Cris que mesmo estando laaaa longe ouvia minahs lamurias pelo telefone. Renata que tambem super me apoiou e sua amiga Livia que eu peguei emprestada pra mim que no comeco dessa historia do rematch eu pertubei o plantao dela. Lais que desde o comeco vinha com essa ideia de rematch e ficou super preocupada de eu voltar pra casa achando que a culpa seria dela (magiiiina). Ao que me deu aquele acorda Maria, no melhor estilo Edna de ser “pela amor de deus mulher se componha” (e com voce mesmo Igor que estou falando). Fora os amigos do Brazil,  familia, todo mundo com seus pompoms erguidos fazendo torcida organizada para mim.

Ai e pra todos aqueles que por um lapso eu tenha esquecido e claro, a todas as leitoras e leitores que torceram muito, mandaram mensagens, comentarios na torcida que eu nao voltasse para casa e que o blog continuasse 😀 A TODO VOCES meus mais sincero obrigada!!

Gente, vou dormir que amanha e dia,

 beijocas pra quem fica!

Aquele do rematch – capítulo 1

Já vou avisar desde já: preparem os snacks, os bebíveis, se arranja aí numa posição confortável e senta que lá vem a história. Vou começar a narrar todas as desventuras dessa pessoa que um dia decidiu que não tava tendo uma boa experiência com a host family e resolveu pular fora do barco.

Como podem imaginar, toda essa fase de rematch foi uma loucura. O rematch mais longo de todo o oeste e um dos mais complicados também.

Nesse meio tempo eu:

Me arrependi do rematch e quis voltar atrás. Fiquei feliz por ter pedido rematch depois. Chorei muito. Ansiedade foi lá na estratosfera. Me senti uma sem teto, sem ninguém, num país diferente. Não tive apoio nenhum da agência e da vaca da Lcc. Trabalhei igual uma mula. Me senti insegura. Fiquei confusa. Fofo e eu paramos de nos falar.

Mas vamos começar essa história do começo: vou contar o porque do rematch. Para quem caiu de para-quedas nessa história, fui eu que pedi rematch. Era uma terça-feira, estava chovendo (piada interna de #nerdcast :P). Mentira, era uma segunda-feira e eu estava surtando.

Seguinte, eu nunca tive lua-de-mel com essa família. Nunca gostei deles desde o começo mas sempre tentei muito mesmo me adaptar. Primeiro veio a árdua adaptação da rotina nova. Eu não tive nenhum tipo de recepção aqui e as demônias nunca foram tipo, legais. Muito pelo contrario, eu tive uma pequenininha que PQP! Eu deixava elas na aula de tênis sentava e chorava. Ela me testou até aonde não podia mais.

Óooo e agora, quem poderá me ajudar?

Fora isso, eu sempre tive esse relacionamento profissional com a família. Até aí nada demais. Pensei assim: seria ótimo se eu tivesse uma família bacana, um quarto legal ( o meu parece quarto de empregada, chegamos a conclusão aqui que é o pior de todos os quartos de au pair), crianças legais mas enfim, não tinha nada disso. Mas vamos lá, não posso jogar a toalha em duas semanas.

Eu sempre trabalhei muito aqui, muito mesmo! Mas até aí tudo bem também porque tamos aqui pra trabalhar (me f*di mas é a vida).  A parte chata mesmo ficava no desconforto de estar num lugar que você não se sente bem. Tudo que você faz alguém te chama atenção. Sabe quando você está no seu trabalho? A gente sempre tem um comportamento mais comportado, meio que controlado no trabalho, porque né…. é trabalho.

Aqui eu vivo assim 2 4h por dia, 7 dias da semana. Eu nunca sabia quando fofo iria me chamar atenção. Ninguém nunca tentou me deixar realmente relaxada. Fora que a flexibilidade sempre partia só da minha parte. Toda vez que eu pedi pra alguém me quebrar um galho, tomei um não na cara!

Coisas boba, não dá pra ficar aqui remoendo tudo que me fez pedir o rematch, mas as coisas não foram melhorando. Quando fui para Vermont, fui totalmente contrariada porque imaginava o que iria me esperar. Mesmo assim, fui tentando abrir a cabeça, relaxar, aproveitar o lugar e tentar melhorar o relacionamento e o que eu sentia pela família.

Sei que pelas fotos e pelos posts parecia tudo perfeito mas tava longe disso. Eu passei 2 semanas sem amigos, sem internet, sem liberdade, sem nada, só trabalhando.

Eu acordava mais cedo (tinha hora pra levantar também, descobri isso quando eles mandaram as crianças me acordarem porque elas queria ver tv as 7 horas da manhã), e ficava lá esperando as crianças levantarem. Esperava fofaiada levantar e decidi o que seria do dia e dai eles me avisariam se precisariam de mim ou não. Não tinha nada que eu pudesse fazer, só esperar o que eles resolvessem.

Muitas vezes deitava na cama e ficava olhando para o teto esperando as horas passar, pra dar noite para ser um dia a menos pra voltar para Nova York. E foi lá também que eu fiquei sabendo (ninguém me contou mas a gente percebe) que a mais velha tem algum tipo de problema mental porque ela simplesmente surtava todos os dias, por nada.

Não tinha um dia que a menina não dava um escândalo com todo mundo, por qualquer coisa. Sair com todo mundo era maior aborrecimento. Fofos até se esforçavam pra fazer algo legal pras crianças, mas cara, que meninas perturbadas essas. Era sempre uma choradeira, briga, berreiro. A demônia mais velha então, misericórdia, eu nunca tinha visto nada igual.

Mas mesmo assim, com tudo isso eu me esforçava pra ficar na presença deles. Passei a aceitar os convites para sair: 1 porque as vezes eu tava com fome e não tinha nada em casa pra comer, 2 porque minha outra opção era ficar na cama olhando para o teto. Não só isso, eu queria forçar a barra, pra ver se aturar eles ficava menos sofrível (vou escrever roteiro de novela porque eu adoro um drama :P).

olha eu aí

Nessa época fiquei mega criativa para poder me entreter comigo mesma: escrevi muito post e deixava gravado no word pra poder postar quando tivesse internet. Arrumei meu HD. Fiz backup das fotos. Coloquei um monte de seriados em dia que eu tinha trazido do Brasil. Fui caminhar de all star e fiquei pisando torto por uma semana. Mas também olhei muito para o teto do quarto esperando as horas passar. Principalmente quando ficamos sem luz por causa da amiga Irene.

A parte mais chata foi perceber como ninguém estava nem aí pra mim. Tudo bem que em hora de trabalho eu concordo que eu tenho mais é que trabalhar mesmo (ainda achando que essa não é a proposta do programa mas é assim que as coisas funcionam por aqui). Mas nem nas horas off alguém se preocupava comigo, se por exemplo eu estava prestes a morrer de um tédio gigante.

Eu ía lá na cara dura pedir uma carona caso alguém estivesse prestes a sair. Daí alguém me deixava na livraria. Tava lá tranquilona e fofo ligava pra ir me buscar. Ou seja, eu nunca podia planejar de fazer nada. Ficava sempre dependendo deles e tal. E uma vez que fiquei lá na cidade horas, cidade pequena, o comércio todo fechando e não tinha ninguém pra me buscar. Voltei a pé pra casa. Sozinha e no escuro.

Depois fiquei até feliz, porque descobri que dava pra andar da casa até a cidade. De tanto andar de carro, a gente meio que perde essa noção. No outro dia fiz esse mesmo percurso a pé toda feliz com a nova independência conquistada e até fiz um vídeo para registrar a façanha.

Voltei para Nova York e foi um horror. As crianças piores que nunca, uma chuva e pra quem já não tava bem por causa das duas semanas de isolamento, só tendeu a piorar. Comecei a ficar bem chateada, principalmente quando reparei que eles nunca podiam me quebrar o galho, pra nada. Aí pronto, todo esses rancorzinhos acumulados vão virando bola-de-neve foda!

Coisas simples, sabe, como te colocar pra trabalhar num feriado quando ta todo mundo em casa e nego fica te arrumando coisa pra você fazer. Trabalhar quando nem as crianças estão em casa.  Mas  o pior foi me dizer que eu iria trabalhar num sábado, e eu tive que sair cedo do curso por causa disso. Até aí tudo bem, mas…

Cheguei em casa e não tinha ninguém. Fiquei uns 15 minutos, fofa chegou sozinha. Perguntei pelas meninas e ela avisou que estavam nos avós. Podem imaginar todas as maldições que passaram pela minha cabeça?

Tá tudo bem que eu já tava meio surtada mas isso foi a gota dagua. Não isso, mas toda falta de consideração. Falta de valorização do trabalho e claro, três demônias que não são nada fácil. Fora o fato, total desconforto dentro de casa. O fato deles terem preguiça de educar as crianças e o trabalho sobrar todo pra mim.

Lembro que eu falei para minha amiga da Sérvia, quando voltei de Vermont, (era início de Setembro) se as coisas não melhorarem no final do mês eu vou pedir rematch. No início de outubro eu realmente pedi. Foi meio como uma explosão, eu tava bem de saco cheio.

Ainda não sei se foi a melhor decisão, se eu deveria ter tentado mais, nem nada disso. Não sei como é que foi, como será, só sei que foi assim.

E foi assim o porque do rematch. Para o próximo capítulo eu vou contar, como foi dar a noticia para a LCC e para a família, a reação deles, da agência. O processo de rematch. O porque de eu ter ficado mais de 1 mês em rematch e é claro, a busca por uma nova família. Aliás, hoje é meu último dia aqui. Amanhã eu parto rumo a família nova, porque sim pessoas eu tenho uma família nova.

Não percam então os próximos capítulos, nessa mesma bat hora, nesse mesmo bat canal 😛

Beijos pra quem fica!!

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