It was Legen… wait for it…

DARY!!

It was LEGENDARY, people!!

É assim, que vou começar  a narrar como foi meio ano novo, em plena Time Square.

Depois de muito pensar se eu deveria topar essa loucura eu pensei, cara, tenho que ir. É mais uma daquelas paradas de dar o check in na lista da vida. Sabia que iria me f#der, mas como diria o  velho e sábio ditado, está no inferno, então abraça o capeta!

Reveillon na Time Squart é o mais famoso do MUNDO! Vem gente de tudo quando é lugar do mundo, e eu morando aqui, não podia perder.

A aventura começou pra mim de madrugada: as 6 horas da manhã. Levantei, escovei dente, joguei água na cara, coloquei o sobretudo (por cima do pijama, americanizei) e fui dirigindo de forever alone até Chappaqua. Num sono, no escuro e chovendo. Coisa linda de meu Deus!

Agora eu sei porque não se deve dirigir quando se está cansada. Eu simplesmente não podia piscar. Deixei o som alto e vim numa concentração pra não fazer merda.

Cheguei na Gabi umas 8 horas em ponto. Nem ela acreditou na minha pontualidade. As 7:50 eu já estava ligando pra ela preparar o café que eu já tava chegando (e pra saber a saída certa da SawMill porque depender do meu GPS, te contar, viu?).

10 e pouca já éramos as preparadas (o baile todo) na estação pra pegar o trem pra City. Eu, Gabi, Bárbara e toda galera de Weschester, aparentemente. Parecia hora do rush.

Eu, que normalmente sou “a” cagada de urubu, não tive meu ticket esburacado pelo carinha do “ticket please”, olha aí que presente de ano novo (me contento com pouco, menos com pantufa e M&M). Mas como não sei quando vou pegar aquele trem de novo, dei meu ticket intacto pra Gabi (é muito amor!).

Como fomos para Times: eu fui sem bolsa. Enfiei nos bolsos do casaco a câmera, o celular, o Ipod (pra caso batesse um tédio), dinheiro e CNH do Brasil (que é pequena e molinha). Bárbara tinha uma micro bolsa transpassada e ela deixou as coisas dela lá.

A Gabi já levou uma bolsona gigante, com os nossos snacks, nossa água e nossa água batizada. Távamos naquela cagaço da revista (tinha gente falando que eles revistavam, tinha gente que dizia que não revistavam, informçãoes tudo desencontradas), e de não poder entrar de bolsa. Mas deu tudo certo, como vocês verão mais lá pra frente.

Eu fui tirando uma nap básica no trem (porque a mula trabalhou até tarde no dia anterior) e chegamos na Grand Central por volta de 12:00. Como o outro elemento que faltava pra chegar estava atrasada, fomos no McDonald nos abastecer.

Aí que tá, porque como sabíamos que a espera seria grande, a gente fez essa parada estratégica no McDonald e nos empanturramos de carne de minhoca. E aproveitamos para ir no banheiro, porque seria a última vez (escorre uma lágrima).

Dona Lais chegou toda trabalhada na maquiagem carregada e sua saia piriguete de night toda toda. Ufa, ela conseguiu chegar! Fizemos nosso pipi básico e fomos nós caminhando e cantando e seguindo a canção para a Times Square.

A essa altura as ruas já estavam sendo fechadas. Porque o Reveillon na Times não funciona como em Copacabana, que você chega, se posiciona em qualquer lugar e fica lá pra sempre. Na Times não é assim que a banda toca. Eles vão fechando e abrindo determinadas ruas pra controlar o tanto de pessoas que podem ficar em um determinado lugar e assim não super lotar um local.

O problema é que uma vez que você entrou numa dessas barreiras, meu bem, não pode mais sair. Quem tá dentro não sai e quem tá fora não entra mais. Simples assim. A não ser que você tenha um passe de algum hotel daquela rua, aí você, seu VIP dos infernos, pode passar (guardem com carinho essa informação).

Enfim, começamos a rodar as ruas e elas já estavam embarreiradas. Quem tava dentro os policias colocavam pra fora porque não adianta você chagar lá as 7 horas da manhã. Lá por meio dia que começa a arrumação das ruas e os policias remanejam as pessoas.

Finalmente encontramos uma rua aberta, que era a 48th com a 7th na altura da loja do M&M (tô com trauma, nunca mais vou querer comer M&M na vida, mas isso é outra história). Ficamos ali e quase morremos esmagadas. Sério, me bateu um pânico. Pensei, morri. Putz, morri foda em plena Times Square.

Meus pés não tocavam mais o chão, sensação horrível e não dava pra sair mais. Até uma policial do meu lado ficou meio assustada. Mas ela falou que iriam abrir a barreira que estava bem na nossa frente, então galera, se fode aí mais uns minutinhos.

Ai cara, quando abriu a porteira, putz, foi um horror. Os policias teoricamente teriam que revistar a galera, mas não dava pra controlar  a multidão. Eu não entrei, fui entrada. Quando eu vi PUFT já tava lá,  e o melhor de tudo, como não deu pra ter revista a bolsa da Gabi passou junto.

Qual o problema da bolsa? Acho que todo mundo já sabe, mas não custa avisar. Aqui no EUA é PROIBIDO carregar ou beber qualquer tipo de bebida alcoólica em público. Tem que dar uma disfarçada. Mas cara, como fazer pra aguentar o frio por umas 10 horas? Tinha que rolar uma vodca porque senão não dava.

O que a gente fez? pegamos duas (nos arrependermos, tinha que ter sido mais) garrafinhas de água, dessas pequenas, e colocamos vodca. Pura? É pura! Pura, porque era pra aguentar o frio,  mas não podia dar na pinta, né? E outras duas garrafinhas mas que eram de água mesmo.

só faltava isso

E isso foi que deu uma segurada no frio, porque PQP! Lá pelas tantas você não sente mais nada. O frio vai entrando em todas as partes do seu corpo, e como na maior parte não tem música tocando, você tá lá paradão tomando vento na cara. Parecia que iríamos morrer de hipotermia. Juro, o gole na vodca (que  puro até parece álcool de cozinha) foi o que ajudou a dar uma segurada no frio.

Aí fia, quando entramos na barreira foi só alegrias. Nos posicionamos perto de uma cerca, só pra caso de necessidade ter uma escape fácil (eu tenho pavor de multidão). E ficamos lá, segundo a Lais, 100 metros de distância do palco 😛 Aonde ninguém mais podia chegar.

Ficamos na frente da bola, mas atrás do palco. Razoavelmente perto e confortável. Naquela altura do campeonato, sentar no chão foi um conforto e tanto. Como diria a Gabi, só faltou o baralho.

só faltou o baralho

Aí ficamos nos socializando com  a galera. Tinha um grupo muito engraçado do Canada. Eles tavam de calça jeans e camiseta. E  agente lá com vinte mil casacos, congelando. Eles morriam de rir da nossa cara, falando que aquilo era o verão deles. Enquanto que pra mim já era a Sibéria.

Mas ainda faltava mais um elemento, que veio diretamente da Carolina do Norte. Atrasada com sempre, a Cris ainda não tinha chegado e eu pensei, fudeu, ela não vai entrar mais. Mas cara, que baixinha mais persistente é ela (também, muito amor!).

E não é que de barreira em barreira ela foi convencendo os policiais a entrar até que ela chegou a mim. Cara, ela me liga já, quase chorando, Luna tô dentro de qualquer coisa, levanta aí a mão pra eu te ver. Eu subi na cerca lá de ferro com a bandeira do Brasil da Lais e fiquei acenando loucamente até ela me ver.

E ela veio toda desfilando, até me enxergar e vir correndo. Foram muito abraços (a Cris é amiga velha, de lá do Rio, esse mundo é muito pequeno) e tava sozinha, foi muita emoção. Mas ainda faltava a barreira final, a que nós estávamos. Ela não podia passar. o policial veio, falou que não podia, que se deixasse ela entrar todo mundo iria querer entrar e blá blá blá.

A gente pediu, implorou para o policial pra ela entrar. Até os canadenses que estavam perto estavam pedindo pra deixar ela passar por um buraco que tinha na cerca. A Lais ficava mandando o policial se virar. Até que ele, coitado, no auge da simpatia, falou: vou me virar por 7 segundo e eu não vou ver nada.

A Cris escorregou para o nosso lado e pronto, não estávamos mais separadas. Comemoramos muito, até os canadenses comemoraram. Na hora do perreungue, filho, todo mundo se une.

e assim a Cris (a da esquerda) conseguiu entrar

Fizemos escambo de coca cola por vodca com os canadenses pra  poder render mais a parada e ficamos lá, virando picolé esperando dar meia noite.

Seguinte, tô com a ligeira impressão que esse povo não sabe fazer festa, pelo menos não como os cariocas. Eu tô quase me oferecendo pra ser produtora do evento da times e dar uma levantada naquilo lá, porque em Copacabana, meu filho, ninguém fica parado. E a espera e o perrengue é o mesmo, debaixo de um sol de 40 ºC.

Pra começar: não toca música. Isso mesmo que você ouviu cara pálida. Quando começou a tocar música, eles esqueciam no repeat e ela tocava over and over again. E depois… parava de novo.

Daí, 6 horas deu-se início a cerimônia. Teve umas paradas lá da China, boring pra caceta. Fica um carinha lá tentando animar a galera. A única coisa que ele falava entre uma apresentação e outra é a tal tradição de se beijar a meia noite.Se fode aí forever alone. Eu e toda a torcida do flamengo nos sentimos o Chandler.

As apresentações no geral são chatas e você mal consegue ver porque o único telão que passa é o da toshiba que fica atrás da bola (que é minúscula diga-se de passagem. Vira e mexe eu perdia a bola), telão esse bem pequeno, como vocês podem ver pela foto. E dependendo do lugar que você fique, nem som você ouve (não foi meu caso, eu estava a 100 m de distância :P).

a bola petititinha e atrás o único telão que mostrava as apresentações

Cara, em Copa isso é inimaginável. Se depender, até no Flamengo nego tá ouvindo o que acontece no palco. Tem música o tempo inteiro e você escuta não importa aonde esteja. Não é a toa que todo mundo tinha simpatia pela a gente, porque ficávamos lá pulando pra animar, todo mundo em volta olhava e comentava, nossa brasileiro é animado mesmo (e concluiam com, precisamos ir pra lá no carnaval :P).

E aí começou o que foi a melhor apresentação de todas, por incrível que pareça, o Pitbul. Nem seu sabia que ele tinha tanta música conhecida assim. Mesmo sendo maior playback, foi legal. Esse cara é engraçado, maior cara de canastra, eu morro de rir só de olhar na cara dele. E ele conseguiu tirar o pé da galera do chão, como diria nossa amiga Ivete.

Pitbul na telinha

Depois de mais uma espera e muito blá blá blá, foi a vez do Justin Bieber se apresentar. Sério, me recuso a comentar, vou até mudar de parágrafo…

Então, mas como eu não me aguento, vou falar assim mesmo. Primeiro, eu, como dá pra imaginar, não gosto de Justin Bieber e aquela franja me irrita demais. Só que né na festa é diferente. Mas o Justin teve a idéia mais estúpida de todos os tempos: tocar “Let it be” dos beatles.

Just Bieber

Cara, ele não conseguiu agradar os fãs do Beatles (presente!) vendo ele assassinar a música e John Lennon se revirando na tumba, e nem os fãs deles que não faziam idéia que música eram aquela. Valeu aí espertão! Putz, era melhor ter tocado Baby, baby. baby ooohhhhhhh e pronto, quem gosta iria adorar, até os chatões como eu iriam pular (qualquer motivo pra se mexer e espantar o frio) e, pronto, pelo menos agradariam ou gregos ou romanos e alguém ficaria feliz.

Mas nãooooo esse povo não entende nada de evento, viu? Ah, daí ele tocou essa música e ralou peito. Só! A cara da galera de, ué, ele já foi? Aí o Pitbul voltou e fez a sua graça. Tocou na nada menos que “Give me everything tonight…” e pronto, animou a galera tudo de novo.

Só mais uma observação sobre a apresentação do Justin (eu não me aguento), cara, se não for em Olimpíadas, não me toca uma música triste, né? Tem que agitar a galera pô, cadê a bateria da Mocidade pra agitar o pessoal? 😛

E aí cara, a vontade de fazer xixi já tava descomunal. O frio me faz ficar com muita vontade de fazer xixi. A Bárbara já tinha feito xixi na fralda, no chão (fizemos barreira com ajuda de dois brasileiros, mais os canadenses e ajuda da bandeira do brasil da Laís. A Cris também tinha feito um meio xixi, no mesmo esquema… até as canadenses copiaram a idéia porque tava foda.

Mas eu não consigo. Eu tenho um bloqueio mental cara, porque você tá no meio da rua, sabe… gente, eu ficaria horas alí com a bunda pra fora e o xixi nunca iria sair. Mas mesmo assim, ele tava alí, por mais que eu tentasse enganar a vontade, ele tava alí. E como falei, quem ta fora não entra, e quem ta dentro não sai mais.

Maaas a minha querida Cris, que é uma baixinha muito da insistente (quero ser que nem ela quando eu crescer) virou pra mim e falou: um dos policias me deu um passe desse hotel ( e apontou para um hotel perto da gente, que eu achava que era uma loja #caipira) vamos tentar entrar?

E eu: ai Cris, tem certeza? E se a gente não poder voltar mais?(sentiu que eu sou a medrosa) . E ela,  vamos tentar ué!

E não é que ela conseguiu? Beleza, o segurança deixou a gente pular a cerca e fomos no hotel. Ahhh que delícia, temperatura agradável. Subimos no elevador e demos de cara com um festa. Tinha lista na porta, claro que não entramos na festa, fomos direto para o banheiro.

só no conforto

Ahhh que bom poder fazer xixi que nem gente, com dignidade e no quentinho. Aproveitamos pra dar um trato na cara e retocar a maquiagem. Ainda não acreditávamos que tínhamos conseguido entrar alí.

Mas a prova de ferro ainda estava por vir, voltar para o lugar de origem. Quando estávamos saindo do hotel , uma mulher com a cara da Queen Latifah só que mais gorda, não deixou a gente voltar. Ficou apontando por onde deveríamos nos dirigir. Eu, a cara da tensão, pensei, fudeu. Perdemos a barreira.

A Cris, toda pimpona virou para um cara (homens sempre são mais gentis que mulheres) falou toda natural que éramos hóspedes do hotel, que tínhamos pedido ao segurança para ir no banheiro e que ele tinha garantido que poderíamos voltar. O cara falou pra ela: impossível, eu sou o chefe dele e apontou para o cara.

Aí ela, ué então vamos lá falar com ele. Ele ficou mega desconcertado, eu querendo já sair, pendurar a derrota no pescoço e ir embora. E só ouço a Cris falando, mas você  não precisa abrir a barreira, eu dou uma puladinha, ué.

Eu sei que depois de toda uma resenha, ela conseguiu fazer o segurança deixar a gente voltar para o nosso lugar. PQP!! Falei pra Cris,, não vai mais gastar toda a sua sorte hoje. Chega por hoje, né?

Enfim, aí ficou muito mais fácil aturar o frio ( a vodca já tinha acabado #TodasChora) mas de xixi feito, e ter se esquentado um pouquinho, era só alegrias. Não para a Lais, coitada, ela já tava chorando lágrimas de sangue, se concentrando pra não virar picolé.

aparição fail do duende verde, lagarto verde sei lá o que é isso...

E olha que segundo todo mundo comentou, nem tava tão frio. Deveria estar uns 7ºC mas que por causa do vento a sensação era menor. Mais mesmo assim, nessa época do ano a temperatura já tem bem abaixo de zero e nevando. Sinceramente, acho que assim eu não aguentaria não.

O que me salvou foi que mesmo não estando nevando, eu fui com bota de neve. Porque é mais quentinho por dentro, o chão fica gelado depois de algum tempo e o frio passa pelo sapato normal. Mas como o meu era isolante, então fiquei com os pés bem quentinhos. Enquanto que a mão, nossa, luva de 1 dolar nunca mais #pobreza.

Lá pras 11 e cacetada a Ladu Gaga me aparece tocando uma música que nunca tinha ouvido na vida. Acho que tava todo mundo tão morto que ninguém nem conseguiu animar. Depois ela cantou “Merry the Night”, também tava meio blá e depois “Born thisWay” o que deu uma animadinha, pelo menos pra mim.

Lady Gaga

E… depois de nada menos que 10 horas de espera, finalmente ía começar a contagem regressiva. Que emoção! Com um minuto a bola começa a descer, e ela vai descendo devagar, devagarinho, tipo como num elevador (na minha cabeça era uma descida rápida e brusca). E a gente vai… 10,9,8, 7 a essa altura do campeonato eu já tinha perdido a bola, 6,5,4,3 menor idéia por onde a bola estava,2  ummmmmmmmmmm!!

HAPPY NEW YEAR!!!

Uhuuu, os casais se beijam, segundo a tradição todo mundo deveria beijar alguém, mas não vi estranhos se beijando. Isso é lenda. Só dá beijos os casais mesmo.

Enfim, nem vem que todo mundo se beija, mentira, não vi nenhum estranho agarrando estranho. Só os casais. O resto se abraça mesmo. Cai um monte de papelzinhos dos prédios e começa a tocar New York, New York. No fundo, dá pra ver os fogos (bem pobrinhos) do Central Park.

papelzinhos

Nessa hora eu esqueci das 10 horas quase virando picolé no frio, da fome, da sede, da vontade de fazer xixi e do cansaço. Foi emocionante pra carai…

E ai? Ai filha, é fim de festa legal. Os policias começa a remanejar o povo pra sair. Não pode ficar lá hanging out na rua, tem que seguir o fluxo. Nem mudar a direção, o caminho de vazar já está determinado, e você é literalmente colocado pra fora da Times Square.

Aí quem tem festa pra ir ruma para as suas festas. Eu não comprei  convite porque eu não sabia se iria estar afim de festa ou não. Eu não queria badalar, eu queria ver a Time Square, mas se o corpo aguentasse eu toparia um bar.

Acontece que o corpo não aguentou. Lembrando que eu acordei as 6 horas da manhã e tinha trabalhado até a meia noite do dia anterior, eu tava um caco, morta com vinagrete. Ainda assim caminhamos até ao McFadden e desovamos a Lais e a Cris que tinham fogo o bastante pra aturar cair na gandaia.

E depois me bateu um arrependimento tão grande de ter deixado a Cris sozinha lá, afinal ela veio lá das carolinas. Nossa, morri de culpa depois e liguei e mandei mensagens pra ela pedindo mil desculpas, me sentindo a pior pessoa do mundo (dramática).

Mas mesmo assim: CRIS, AÌ DESCULPA DE NÂO TER FICADO. TÔ DEVENDO UMA NIGHT CONTIGO. JURO QUE NA PRÓXIMA EU FAÇO TUDO QUE VOCÊ QUISER :p

Mas enfim, Gabi, Bárbara e eu voltamos para a Grand Central e voltamos para Chappaqua. E fim!!

Agora vamos as considerações finais (como sempre!): então né, primeiro Ano Novo sem brinde. Aliás, senti falta de ver um monte de Cidra Cereser sendo aberta a meia noite.

Eu sei que o Reveillon na Times Square é famosos e nananã, mas cara, Copacabana é muito mais bonito e emocionante. Sério, na boa. Eu sei que eu sou a chata de galocha difícil de impressionar, mas eu dou a Cezar o que é de Cezar.

O Rio tem vários defeitos, mas o reveillon de lá não tem pra ninguém. Primeiro, que você  vai e fica aonde quiser e não tem confusão. Você pode ficar espalhado por toda orla que você vai ouvir o som, e tem telão espalhado então você não precisa ficar perto do palco. E o telão é grande!

Porque na Times eles não usam aquela infinidade de telão não. É só um o que fica atrás da bola bem pequenininho.

E assim, quando começa a cerimônia, meu nego, a festa não para (voltamos a falar de Copacabana). Tem música, show o tempo inteiro, sem apresentação chata de dragão da China (que merda que foi aquilo?). Só pára tudo pra fazer a contagem regressiva e depois volta a festa. Termina lá para umas 2 horas da madrugada e tem nego que fica até o sol raiar.

Na Times não, acabou é tchau, e o show é bem rápido. Depois da contagem, tipo acho que dá uns 5 minutos de música e papel cainho do céu. Os fogos do Central Park são bem caídos (acho que até no piscinão de ramos os fogos são melhores).

Mas claro que a experiência é única e mais uma vez pude dar um check na lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer (ou como as meninas falam, a lista da vida). Amei a experiência, o tempo colaborou muito (mais frio que aquilo não sei  se suportaria) e fiz uma vez para nunca mais:P

Também amei passar o Reveillon com gente tão querida, a companhia fez tudo ficar legal e engraçado (e a vodca também).

Mas falando sério, a dica pra quem pretende ir: roupa confortável e quentinha (não vão me meter um salto 15, minha filha), snack no bolso, cara de pau caso você precise (A Cris tem pra dar e vender0 e alcool pra poder aguentar o sudoeste norótico na cara. Mas não vá ficar bêbado e correr o risco de perder a  bola cair, ou pior, ser preso.

Gente, tentei contar tudo no mínimos detalhe mas acho que esse post ficou chatão de enorme. Mas vou deixar, porque daqui há um ano eu quero ler isso aqui pra eu poder lembrar como essa aventura foi.

beijos pra quem fica galera!

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Estátua da Liberdade

Depois do Empire State, óbvio que não podia faltar outro landmark famosíssimo da grande maçã, a Estátua da Liberdade.

Estátua da Liberdade

Alias, NYC tem tanta coisa famosa pra se ver e visitar que conta a lenda que o turista que vem aqui pra olhar tudo que a cidade tem a oferecer perde uns três Kgs, só na andança.

com sombra

A Estátua da Liberdade fica numa ilha, e pra chegar lá tem que ir de ferry. A ilha fica localizada lá para lower Manhattan, dali perto fica a Governors Island e o Brooklyn.

plaquinhas que eu passei batida =P

O que tem na ilha? A Estátua, obviamente, e um museu que quando eu fui tava fechado. Tem uns quiosques também com comidas e bebidas (que você paga, claro) e lojinhas com souvenir de NYC.

de baixo

A ferry que leva a gente dá uma parada na ilha da Estátua, e depois numa outra ilha whatever. Você tem direito a visitar essas duas ilhas. Eu só fui na da Estátua porque estávamos muito cansada e tinhamos hora. A gente deve ter ficado umas duas horas pra ver essa bendita Estátua.

a ilha whatever

A história da Estátua da Liberdade todo mundo já conhece: foi um  presente dado aos americanos pelos franceses. Pesquisando mais um pouquinho (mesmo não confiando muito na fonte), a explicação do presente tem a ver com uma vitória dos EUA sobre a Inglaterra.

Diga x

Estátua da Liberdade é um símbolo dos ideias iluministas da época ( a liberdade iluminando o mundo) e segundo a fonte, tá cheia de símbolos maçons, como a tocha, o livro na mão esquerda e o diadema de sete posições. Eu não sabia de nada disso e achei legal, adoro uma teoria da conspiração =P

Estátua da Liberdade fake no Madame Tussauds

Lembrar da Estátua da Liberdade é também lembrar dos inúmeros catástrofe aonde a pobre coitada é a primeira a ser destruída, né? Quem não lembra da onda gigante varrendo Manhattan em “Impacto Profundo”?

Agora como não podia deixar, mais um comentário da chata de galocha aqui nunca satisfeita com nada: a Estátua nem é tão grande gente. Super pequena. Ela parece mais majestosa nos filmes, viu? Ao vivo eu fiquei lá procurando, cadê o resto? Ela não é tão grandona, gente, juro que eu não queria comentar que o Cristo Redentor é muito maior e imponente…oops, já foi:P

Vale a pena? Super vale! O preço é bem tranquilo: 13 beijocas. Brincou né? Se for em alta temporada vai preparada pra filinha básica. E lembrem-se, a revista é aquela idêntica a de aeroporto, com direito a tirar sapato e tudo.

Beijos pra quem fica!!

Ps.: Fonte nada confiável na Wikepedia.

Empire State

Juro pra vocês que me segurei ao máximo para não colocar um “of mine” alí no título. Aí gente, sei que essa música na Alica Keys (que nem é tão velha assim por sinal) já tá batida e tal mas eu não resisto. Essa música virou hino de NYC mesmo.

Quem vai turistar por NYC não pode deixar de passar no Empire State, claro. Depois que as torres do World Trace Center nos deixaram, ele continuou lá todo majestoso como sendo o prédio mais alto de NYC onde tem um andar com observatório pra você admirar a vista de Manhattan em toda sua glória.

Nerd que sou, viciada em cinema, claro que o Empire State só me lembrou uma coisa: o filme do King Kong e a clássica cena do King Kong lá em cima, tentando abater os aviões em torno dele.

cena clássica

E qual não foi minha surpresa ao adentar o Empire State, ter a maquete lá. Claro né, porque não sou só eu que lembra dessa cena, provável que toda a torcida do flamengo junto.

king kong

Para quem quiser ir visitar: o Empire State fica na 5th Avenida nº 350. Pra quem achar mais fácil achar o endereço pelo zip code aqui vai 10118.

no lobby

Agora, sem querer jogar um banho de água fria mas já jogando, eu esperava mais da vista. Esperava levar um soco na cabeça, ficar embasbacada e putz, nunca será… sei lá, tava um frio da porra lá e cima, uma cabeçada e aí você tem que disputar lugar pra ficar tirando foto e você nem consegue parar pra admirar a vista direito.

óoo boi na linha ¬¬

Acho muito chato quem fica comparando cidades sabe, até paro de ler blog quando a menina começa com “New york é igual São Paulo”. Acho que cada lugar tem sua particularidade e a gente tem que aprender a admirar elas assim, cada um com a sua peculiaridade.

panorâmicazinha básica pra não perder o hábito

Mas sem querer ser a chata que tudo diz, porque no Rio de Janeiro… então, eu estive no Cristo Redentor a pouco tempo (fui mas era pequena nem lembrava mais) antes de vir pra cá e tenho muito viva a memória da vista do Rio de lá de cima.  Sempre fico sem palavras, toda boba olhando para o espetáculo que é (mas sem bater palma pra por-do-sol gente que isso é hippie demais).

a cabeçada disputando lugar

E olha que sou carioca da gema, que via o Cristo Redentor todo dia indo para o trabalho e tal, nenhuma novidade mas mesmo assim, a vista sempre me surpreende. E sei lá, de cima do Empire State eu não tive essa mesma sensação (que não sei se to conseguindo explicar). Acho que esperava mais.

a vista

Nunca vou saber se a vista não é lá aquelas coisas ou fui eu que criei o monstro da expectativa da vista de Manhattan que se tornou impossível de atingir.

a floresta de concreto

Li no blog da Dri (vício master) quando ela foi no Top of the Rock e comentou que a vista de lá é mais interessante que a do Empire State porque: 1º voçê tem a vista para o Central Park e 2º você vê justamente o Empire State. Até que faz sentindo.

I want to be a part of it... New york, New York

O preço para o deck de observação custa 22 Lincons, e prepare-se para a fila básica que terá que encarar. E prepare-se também para a revista a lá aeroporto que nós pobres turistas tempos que enfrentar. Lembrando que aqui ameaça de terrorismo é sempre presente, então né, essas revistas por aqui são rotineiras.

já esgotei a criatividade com legendas =P

Inclusive dá até uma aflição subir lá no topo (que nem é tão topo assim) do Empire State. Juro que em dado momento eu pensei: favor terrorista não mirar no Empire State hoje, grata.

Para quem não tá afim de curtir uma filinha, bem o jeito será desembolsar 46 Doletas. Isso mesmo que você ouviu cara pálida, 46. E aí é para ir no topo topo mesmo. Esse eu passei gente, minha condição de pobre-mortal-au pair-fudida só me permitiu o deck normal de observação de 22 obamas.

No mais, já posso riscar mais um item da minha lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer.

Beijos pra quem fica meu povo!

Ps.: sem fotos minha com o fundão atrás porque eu tava muito cansada nesse dia e sai com cara de bocó em todas as fotos (desculpa esfarrapada pra disfarçar o fato  que sou a pessoa menos fotogênica ever! :P)

A casa de cera: Madame Tussauds

Vamos nós a mais uma dica de: coisas que você não pode deixar de fazer uma vez que está na em NYC.

O museu de cera Madame Tussauds é um dos mais famosos e está espalhado por esse mundão afora, inclusive em Manhattan. Ele fica alí na muvuca da Times Square, impossível de perder de vista.

sai bruaca =P

Como funciona um museu de cera? Bem, são estátuas de famosos, celebridades, políticos e pessoas conhecidas em geral feito tudo de cera. Coisa mais creepy ever! Você fica olhando lá pras estátuas e cara, se você olhar fixamente da até pra jurar que o P Diddy piscou pra você. Tipo, jamais ficaria numa sala daquelas sozinha.

Trocando ideia com Lady Di, momento Einstein e com Salvador Dali

O que fazer? Tirar fotos. Basicamente é isso que se faz num museu de cera. Fotos, fotos e mais fotos. No mais, você fica comparando as estátuas tipo pra ver quem ficou mais parecido e quem não tá. Shakira não ficou parecida, Oprah ficou e por aí vai.

com a família Obama

As fotos vão ser de acorodo com a sua imaginação. Eu, por exemplo, me diverti tentando pensar qual seria a pose pra tirar ao lado de fulano de tal. E você vê a galera tentando arranjar posição pra se encaixar com a estátua., fica hilário.

Dando uma sapatada no Bush, dando um oi pra fofa da Jackie Oh e dando um olá para meus ex-vizinhos, os Clintons

Só não faça como eu e minha amiga, não deixem a bateria da maquina descarregar. Nossas maquinas ficaram sem bateria bem no começo do museu. Eu quis morrer, porque ir num museu de cera sem maquina não vale de nada. Você vai num museu de cera basicamente pra tirar foto. Mas aí a gente conseguiu recarregar lá dentro e ficou tudo certo no final.

Com os 4 moleques de Liverpool

Ahh e você fica assim, nossa como fulano é alto. A Angelina Joulie por exemplo, é um poste e super vara pau.

I am Iron Man

No mais é isso. Sinceramente, não achei muita graça. Tipo, meio que é passável. Se você está com pressa e sem grana, o Madame Tussauds pode passar tranquilamente, você não vai perder pois não tem nada muito do outro mundo lá dentro pra ser visto.

lembrando meu momento adolescente com Nsync

Eu fiz questão de ir porque eu tinha que fazer, só pra dar aquele check na listinha de coisas que tenho que fazer antes de morrer 😛

com Woody Alien

Fora que o preço não é muito amigo, custa uns 39 Obamas. Eu peguei um cupon  e paguei 34, mas mesmo assim, pois para o que o museu proporciona, acho que o custo benefício não vale muito a pena.

Don't cry for me Argentina

Ahh é legalzinho mas não faço de novo. Agora não importa, quando eu vir um museu de cera, eu vou passar batido. Next 😛

Beijo pra quem fica!

Brooklyn Bridge

Galera que tá vindo aqui para os lados de NYC, anotem aí mais um landmark incrível que vocês não podem perder.

A Brooklyn Bridge, como o próprio nome já diz é umas das pontes que liga Manhattan ao Brooklyn. Ela fica localizada em Downtownzão mesmo, beeem lá em baixo. Super low Manhattan.

ai essa mochila estragando tudo aí atrás

Pra chegar: fácil, só pegar qualquer linha de metrô que vai em direção ao Brooklyn, downtown e sair na estação mais próxima. Gente, a ponte é xicante, não dá pra perder ela de vista.

a vista do lado de lá

O que eu fiz? Saltamos do lado do Brooklyn pois a vista mais bonita é do lado de lá, da onde dá pra ver Manhattan. Tem banquinhos, casais tirando fotos, noivas tirando fotos, crianças pra lá e pra cá perturbando nosso plantão (criança é sinonimo de trabalho por tanto né, nas horas off nem quero avistar uma :P). Tem um mini parque também.

É um lugar bem aconchegante. Se eu morasse por alí, certeza que de vez em quando estaria lá com meu tumblr da starbucks e um livrinho (ou uma revista trash de fofoca :P) para matar o tempo. Ou ainda, para os dias ruins, receita da minha querida Dudi, nada como Brooklyn Bridge e um potinho de sorvete da Häagen Dazs.

na ponte

Daí, esgotado a vista, lá fomos nós caminhar pela ponte. Atravessamos a ponte toda a pé. Bem legal. tava cheia pra caraaaai mas valeu a pena pela experiência. Sempre vale, né? E aí, a pé, estávamos em Manhattan 😀

Comendo cheetos na Brooklyn Bridge. Ao fundo a Manhattan Bridge.

Existe umas centenas de filmes que tem a Brooklyn Bridge como cenário. Obviamente que o único que me vem a mente agora é o… dou um doce pra quem adivinhar…. “Sex and the City 1”. É a onde a Miranda se reconcilia com o Steve. No meio da Brooklyn Bridge.

Miranda e Steve na Brooklyn Bridge

Bom gente, essa dica eu diria que é um “must go”. Não dá pra perder. Outra dica é ir lá de noite, fica lindo também. O bom é que é 088, tú só vai gastar com o dinheiro do metrô e com o seu Starbucks 😀

Beijos pra quem fica!

Guia definitivo pra se andar pela City

Aviso: Esse blog nao eh mais atualizado. O endereco novo eh

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Olá pessoas!

Hoje o post vai ser um pouquinho diferente. Há tempos queria escrever sobre isso, mas a correria do rematch nunca me permitia. Agora que tenho um  tempinho (olha só, quem diria), já tava mais que na hora de escrever um guia prática de como se virar por NYC.

Porque isso minha gente? Sei que tem centenas de blogs e sites e afins espalhada por aí falando de NYC, não será nenhuma novidade. Mas como esse blog dá várias dicas para au pair, por que não ensinar como se localizar pela City aqui também? Achei que seria um certo serviço de utilidade pública. 

Eu tô sempre aqui dando dicas do que fazer pela City, mas do que adianta se né, quando eu falo passa lá na 42th, os leitores devem fazer um ãh? Assim como faço quando leio blogs de viagem (amo) e a pessoa sai falando da cidade como se eu fosse mega íntima do lugar.

Espero que não fique pedante, mas que seja só um facilitador mesmo.

Primeiramente, quando a gente fala de CITY, estamos nos referindo a toda NYC. Os “bairros” (não sei se essa seria a denominação mais correta) da City seriam: Manhattan ( amo os jeito novayorkino de dizer Manhattan :P), Queens (Eu: mãe tô indo pra rainha amanhã :P), Bronx (um alou pra nossa amiga J.Lo), Brooklyn e Staten Island. Galera, tudo isso é City. Olhem aí no mapa pra vocês conseguiram se localizar melhor.

olha aí City em toda sua glória

 Tem metrô que te leva pra tudo quanto é canto da City. Inclusive por debaixo da água, como acontece com o metrô que vai para o Queens, por exemplo.

A Staten Island já é mais como Niterói, e tem que ir de ferry mesmo. Por lá dentro não sei se tem metrô, tenho que perguntar para minha amiga que mora lá.

Muito bem, crianças, uma vez que vocês sabem aonde fica cada lugar, vamos nos focar agora no lugar que é de interesse de 15 entre 10 au pairs, Manhattan.

Ahhhh Manhattan. Suspira suspira… tá mas vamos lá. Mapinha de novo pra facilitar a vida. E olha só, arranjei um mapa bem legal com ilustrações fofas pra gente poder se localizar melhor.

Manhattan

Vamos começar a aula de geografia. Mas seria ótima, queridas leitoras e leitores se vocês tiverem assistido televisão bastante. Tudo que aprendi foram nos filmes, sempre fui péssima em geografia.

Ta vendo o grande quadrado verde alí? Pois é, é o famoso Central Park. Um parque imenso (de você se perder) incravado no meio da cidade. Já falei dele aqui! Então, vamos usar o Central Park como ponto de referência.

Tudo que fica naquela região, nós chamamos de uptown. Do lado esquerdo do Central Park é o Upper West Side, e só pra ajudar situar é aonde fica o Museu Histórico Nacional Americano (aquele do filme “Uma Noite no Museu). Do lado esquerdo, xoxo baby, é o Upper East Side (beijo para nossa amiga Blair) e também do lado que fica o Metropolitan, um dos museus de arte mais famosos. Tudo bem que esse lado ficou mais famoso por Gossip Girl.

Serena e Blair badalando pelas bandas do Upper East Side

Em cima é o Harley, aonde fica o Estádio dos Yankees e aquela igreja de “Mudança de Hábitos” com coral de gente cantando e tudo mais. Legal pra visitar, de dia. O Harley é perigoso, segundo me disseram ( bom, eu sou do Rio, sei lá o que é perigoso para esse povo daqui :P).

Dali do Central Park você vai descendo as quadras. O bom que na City as ruas são numeradas e é a melhor coisa do mundo! Não dá pra se perder. Tá na 72th e que ir pra 50th. É só ir descendo por exemplo. Existe a exceção, uma delas é a Broadway que é a Jesus Cristo de Manhattan, tá onipresente de uptown até donwtonw. Ai, tem uma outra rua famosa que eu esqueci agora ¬¬

Então, tá, tá no Central Park vem descendo… vem vem até a 42th. Auperizada marca essa rua, a 42th é a primeira que você tem que saber. É aonde fica a Grand Central, estação de trem que leva a gente da City até os subúrbios de NY.

Grand Central do lado de fora

Dá 42th pra baixo (vai vendo o mapa), é tudo Downtown. Consegue achar aonde ficavam as Torres Gêmeas no mapa? Consegue perceber que é super downtown? E por alí aonde fica a Estátua da Liberdade, a Staten Island e o Brooklyn, tudo downtownzão.

Uma vez eu perguntei, mas cadê a 1th ave. Existe, você vai seguindo a 2th ave, a 3th ave, maior barato. Acho mais fácil pra se localizar. As ruas de numero menor, com a famosa 5th ave (já falei dela aqui!) elas ficam perpendicular as de números maiores como a 42th. E mais ou menos assim, você começa a se achar pela City.

Lá para o downtown também, alí no que se chama de Village é que fica por exemplo, o prédio de Friends e o ap da Carrie Bradshaw. Pra lá é mais sossegado digamos assim.

as meninas pela City

O meio de Manhattan, alí para 48th, 49th, 50th é a muvuca: a Times e também aonde estão os espetáculos da Broadway, off broadway como Blue Man Group, por exemplo. É muita cabeçada, gente parada pra tirar foto, pédios cheio de outdoor que brilha, muito neon, é isso aí 😛

Times

Mais pra baixo, mas não tão pra baixo assim (senão você acaba nas Torres Gêmeas ou na Wall Street0 é aonde fica o Chinatown (famoso pelas porcarias vindas da China e seus réplicas) e o Soho. Dois lugares que ainda não tive a oportunidade de ir conhecer.

Mesmo achando que ficou mega confuso, esperoter conseguido ajudar vocês pelo menos um pouquinho. Pelo menos quando algum personagem de algum seriado, filme ou whatever, comentar que se mudou para o Upper East Side de Manhattan, por exemplos, vocês não precisam mais ficar perdidas. Já vamos conseguir ter uma noção, eu espero, né?

Saber aonde ficam os pontos de Manhattan é crucial para poder andar no metrô de NYC, famoso por ser complicado e todo mundo (inclusive eu) já se perdeu nele um dia. Coisa mais normal de ver é galera de mapa no metrô.

Mais metrô de NYC é post pra outro dia né. Se eu tiver saco de explicar, porque né, nem eu sei se aprendi direito a andar lá 😛

Beijos pra quem fica galera!

Ps Muita felicidade em saber que o ônibus que me leva direto pra City fica a 5 minutos de mim. Muita tristeza em saber que o valor dele é maior do que minha ida e volta em Chappaqua #GanhasePerdas

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Outono em Nova York

Todos os filmes narram o outono como se fosse a estação mais linda e romântica de todas e agora consigo entender o porquê. O outono definitivamente virou minha estação preferida.

Mesmo com vinte mil folhas na frente do vidro do seu carro, com os carinhas tacando folha na tua cara, com o chão da entrada da casa repleto de folhas, ainda sim, o outono é lindo! Ahhh o outono (suspira suspira).

Agora imaginem ver o outono no Central Park! Já vou logo avisando, o outono no central park pertence aos casais. Você au pair que está aqui desacompanhada prepare-se pra uma dor de cotovelo sem precedentes naquele lugar. Ou vá abraçar a amiga mais perto pra ver se dá uma acalmada na carência 😛

Assim, não dá pra sair andando aleatoriamente pelo Central Park porque né, o bicho é xicante. Então minha dica é: entra no site do Central Park Conservancy e planeje o que você quer ver e fazer lá dentro. Do contrário você vai acabar cansando de tanto andar lá e não vai aproveitar muita coisa (lembra que o relógio anda com a velocidade dobrada na City).

Eu já tinha em mente duas coisas que eu tinha que ver: o Strawberry Fields, que é um memorial feito em homenagem ao John Lennon e aquela ponte que é cartão postal do Central Park e que eu, pra variar esqueci o nome. Quase todas as comédias românticas que se passam em Manhattan, uma hora vai terminar naquela ponte (Mensagem pra você).

Imagine

a bendita ponte

Strawberry Fields com mencionei, é uma aéra do Central Park localizada na parte Oeste (bem na entrada da 72th Ave, e tem saída de metro lá) dedicada ao John Lennon, que no fim dos tempos ( da sua vida, não do mundo :P) adotou NYC como seu lar. Até ele ser morto por um fã, em NYC.

foco no zoon imperador!

De novo, é aquele lugar abarrotado de cabeça pra se tirar foto. Rola sempre uma disputa acirradíssima pra ver quem que fica na melhor posição para dar o melhor clique. Minha máquina coitada, sempre humilhada pelas semi profissionais da gringaiada.

Cortei a placa. Sente só a habilidade da pessoa ¬¬

Eu só preciso comentar que fizemos a burrice antes de comprar coisas. Não façam isso minha gente. É muita estupidez ficar caminhando pra cima e pra baixo com sacola. Guarde as comprar para o final do  passeio. O bom que vai estar todo mundo cansado e aí você não gasta muto e economiza umas verdinhas.

Luna: olha, um pato!

uma panorâmiccazinha pra não perder o hábito

Ficamos pra lá e pra cá, tiramos vinte mil fotos que parecem quadros, e claro, ficamos totalmente encantadas. A única coisa chata é que como eu não vivo em NYC, eu realmente não posso desfrutar Central Park de verdade. Normalmente eu tô de passagem já com planos pra ir em outro lugar. Sortudos aqueles que conseguiram ser au pair por lá, viu?

podem suspirar

Mas né, tá bom assim. Há um ano eu nunca me imaginaria passando o outono em Nova York.

sempre saio com cara de poia nas fotos ¬¬

Essa ponte também fica na parte oeste do parque. Quem achou a Strawberry Field é só ir seguindo o fluxo rumo ao lago e tcharãaaa, não tem como se perder. Até tem, mas você vai ter que se esforçar muito 😛

Beijo pra quem fica galera!

Aonde o dinheiro nunca dorme: Wall Street (and the Cow’s Husband)

A Wall Street é uma rua que fica bem lá em lower Manhattan e aonde se situa o coração financeiro de Nova York.

É lá que está também a bolsa de valores de NY, a mais importante do mundo.

Wall Street na queda da bolsa de 29

 Mas o que tem pra fazer lá? Bom, não muita coisa. 😛 É interessante passear pela rua, comprar moleton mais barato que na Times, ver a tão famosa bolsa de valores (que uma vez a Carrie ringed the bell). Tem também um museu lá, mas eu não cheguei a entrar porque estava fechado.

na foto ficou escuro

Como grande parte do meu conhecimento vem do cinema, lembro que a primeira vez que ouvi esse nome foi com um filme chamado Wall Street – Poder Cobiça. Recentemente saiu uma espécie de continuação: Wall Street, O Dinheiro Nuca Dorme. Os dois com Michael Douglas. E claro, eu não podia deixar de passar por lá.

o museu finaceiro

Quem passa por Wall Street não pode deixar de ir dar um clique junto com o Touro de Bronze ( o Charging Bull) ou como diria uma amiga minha: the Cow’s Husband. Isso porque ela veio visitar NYC uma vez, queria mas que queria ver o tal do touro só que tinha um detalhe: ela esqueceu como se falava Touro em inglês. Daí ela e amiga dela saíram atrás do touro perguntando aonde ficava the cow’s husband (o marido da vaca) 😛

as bolsa vão ficar para outro dia

Segundo li por aí, esse Touro significa otismismo finaceiro agressivo (seja lá o que isso quer dizer) e prosperidade. Assim como o Love, o Charging Bull também é parada obrigatória para se turistar. Sempre tem cabeçada para tirar foto por lá.

Me contaram que pra você ter sorte e dinheiro, você tem que passar a mão nas bolas do touro (alguém confirma isso aí, produção?). Eu não tive a chance de fazer isso por causa do manifesto que estava tendo recentemente pela Wall Street, eles cercaram o Bull. Daí só deu pra tirar foto da gradinha mesmo. Tenho que voltar lá, tô precisando de sorte e dinheiro 😀

Tanto a Wall Street quanto o Bull fica bem lower Manhattan, pra galera que sai da Grand Central ou Penn Station tem que pegar metrô e descer tudo.

Nesse dia a gente andou tudo e terminamos num pier que tem no final da rua aonde do outro lado fica o Brooklyn, no fundo a Brooklyn Bridge. Fica bem gostoso lá, galera passeando com cachorro, fazendo uma corridinha básica, ou só curtindo a paisagem mesmo.

no pier

Fica a dica aí galera. E esse passeio você só paga o metrô mesmo. Ou seja, super cabe no nosso bolso de au poor.

Beijos pra quem fica!

Mais passeios aleatórios por NYC: Biblioteca Pública e Bryant Park

Tô falando pra vocês, o que não falta em NYC é opção do que fazer. Terminado esses posts eu vou poder até publicar um compendio sobre “coisas pra fazer em NYC”, “como se virar em NYC”, “como aproveitar NYC” , “oque não vale a pena em NYC (já já eu digo…) e assim por diante.

Tem uns posts específicos que eu quero (e juro que vou tentar) muito fazer: como se andar por NYC, entendendo o mapa, o metrõ e essas coisas, porque percebi que as vezes falo as ruas e tal, ou a região específica da City porem tem muita gente que não faz ideia do que estou falando, da onde estou falando.

E lógico, sempre tem também au pairs novas chegando aqui e super ansiosas pra saber como se faz pra se virar na City.

Não que seja a coisa mais original do mundo, um manual ensinando apontando coisas pra fazer em NYC, maaaaas como eu já tô aqui fazendo nada nem você também, faz mal bater um papo assim gostoso, com alguém?

Infelizmente quando estou passeando por Manhattan é sempre na correria. Gostaria muito de ter o c# virado pra lua ter sido au pair por lá e poder desfrutar com tempo as atividades que Manhattan tem para oferecer. No meu caso é meio que um bate e volta e eu fico chateada as vezes porque passo meio batido por muitas coisas.

Claro que tem certas coisas que não consigo deixar passar: a Biblioteca Pública lindona que fica alí pela 42th por exemplo. Ela fica no meio caminho que faço toda vez que saio da Grand Central e quero seguir em direção a Times. Daí eu sempre passava por lá e pensava, gente, tenho que conseguir parar aqui.

a biblioteca

Infelizmente essa horas ainda não chegou 😦 No máximo que consegui foi tirar foto dela, por fora mesmo. Um dia quem sabe?

se achando =P

Outra coisa que acho o máximo é parar pra relaxar em parques e afins. Eu no Rio não tinha muito dessa cultura. Sempre ficava aflita com um pedinte ou então jamais sacaria um notebook por lá, por exemplo. Sentar pra relaxar no meio de  um parque aberto definitivamente nunca foi meu forte.

Mas again, passava lá pela 42th e via a galera lá descansando no Bryant Park, lendo no seu Kindle, ou no seu Ipad tomando uma limonada. Queria simplesmente pode descer do meu break pra poder fazer isso com um pouco mais de tranquilidade.

Diferente da biblioteca eu já conseguir parar no Bryan Park pra relaxar e tomar uma limonada. Tava voltando pra casa com uma mochila pesadíssima e era meio cedo, então parei lá de metidona mesmo e de forever alone. Me distraí e acabei por não clicar nenhum registro desse dia (já falei que não tenho habilidade de tirar foto sozinha) e esqueci de tirar foto do parque em si.

Fiquei nem 5 min aí, foi só pra tirar a foto mesmo =P

Essa foto dai é fake. Eu não estava bem no parque, sentada de pés pra cima relaxando. Estávamos passando e lembrei que precisava tirar uma foto nele. E assim foi feito 😀 Tirei a foto e piquei a mula logo em seguida.

Pra quem se interessou, o Bryan Park fica na 42th esquina com a 5th, perto da gran Central e tem saida de metro também. Tem uns quiosques pra você comprar umas bebíveis e o melhor de tudo, wifi 😀

Beijos enormes pra quem fica! 😀

Ps.: pra quem quiser saber mais da Biblioteca Pública, só clicar aqui! E sobre o Bryant Park, aqui!

 

 

 

 

 

Só Love

Já até respondo de antemão: não minha gente, não pude resistir de colocar um título tão medíocre desses só pra poder mostrar o tal do LOVE.

A escultura LOVE fica na esquina da 6th com a 32th, bem ali no mid-town de Manhattan e é outro ponto de parada obrigatória de turista por ser um símbolo também mega famoso da cidade.

Eu sem elas

Essa escultura foi feito por um artista chamado Robert Indiana em 1963 primeiramente para ficar num cartão de natal para o Museu de Arte Moderna. Depois virou selo e depois foi parar lá toda majestosa na 6th avenida.

Eu com elas

Sempre tem filas e mais filas de gente lá tirando fotos da escultura. E também sempre tem um inconveniente sentado nela pra sair de entrão na sua foto ¬¬

Fica aí a sugestão pessoas: se existe uma escultura famosa que você sabe que as pessoas vão estar doidas pra tirar fotos, NÃO RESOLVA DESCANSAR NELA. Lembro de sempre ficar irritada quando queria tirar foto com o Drummond em Copacabana e tinha um sem noção no banco dele. Ôooo inconveniência, hein?!

Outro mito de NYC que caiu também (minha cabeça tem explodido bastante ultimamente com esses mitos caindo todos) é andar em NYC como nos filmes sem ninguém. Cara, comprar numa loja na 5th Ave por exemplo, é cabeçada na rua, fila na porta e essas coisas. Sempre tem muita gente em NYC e eu lembro nos filmes a galera andando tranquilamente por esses lugares famosos.

Justamente por esses lugares serem famosos, é aonde todo mundo, inclusive a pessoa que vos escreve quer ver e conhecer. Então sempre tem mulão junto. Só nos lugares mais afastado e menos ponto turístico que fica mais normal mesmo.

A Times por exemplos, é linda nas primeiras 10 vezes que você vai. Depois você quer evitar ela a todo custo porque é maior cambada sempre por lá e é um porre quando se quer fazer alguma coisa e sempre tem muita gente no meio do caminho.

Por hoje tá bom então, né?

Beijocas pra quem fica!

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