E começou a contagem regressiva: faltam só 5 meses

para ter minha vida de volta 😀

Olá pessoas!

Uma coisa interessante que eu percebi de quando se é au pair, a impressão que se dtem é que você deu um pause na sua vida de verdade.  Você não mora na sua casa, e nada aqui te pertence: objetos, o carro que você dirige, a cama que dorme e muito menos a sua rotina.

Não que eu ache o Brasil o melhor país do mundo e também muito menos o pior, pelo contrário. Eu sou/estou/me tornei meio desapegada com terra, e juro que toparia morar em qualquer lugar (com exceção da Colômbia :P), não tenho essa necessidade de ter que voltar para o Brasil e essa experiência aqui só me confirmou que eu me tornei menos nacionalista pra me tornar mais uma cidadã do mundo.

Aqui é um país maravilhoso sem dúvidas nenhuma, mas as vezes acho que também não me encaixo aqui. De repente pela condição ou então pelo fato de sempre morar em subúrbio e por isso conviver com um estilo de vida mais provinciano e ortodoxo, o que não combina muito comigo.

Mas o motivo do countdown não tem nada ver com a América, e muito menos os americanos (que digamos assim, não é o povo mais simpático, pelo menos no norte do país) e sim com o atual estilo de vida de m*rda.

E nem falo da falta de realização pessoal, porque isso meu povo, a gente já sabe que vai encarar antes de vir. A gente sabe que vai ser faxineira, babá, mãe, recreadora, chofer, andadora de cachorros e o que mais tiver aí, não dá pra reclamar (tá eu reclamo ainda sim, eu sei que tenho uma veia mimimi aflorada, vou tentar me controlar).

Mas o que dá mais saudade é da liberdade. É saber que quando eu saía do meu trabalho eu tinha o dia livre pra mim e não precisava mais justificar nada para meu chefe. E o melhor, que eu tinha hora pra começar e pra terminar. Todas as horas extras que fiz na vida, foi porque quis, e quando não podia por sei lá, ter um compromisso, eu não fazia.

Coisas pequenas dessa vida, ter controle do seu próprio schedule.

E foi assim ontem que eu trabalhei até meia noite, e sem nem saber, porque no meu schedule oficial eu termino as 8:30. Só que eu ja até desisti de sonhar em parar de trabalhar a essa hora, já que fofa nunca chega aqui no horário. Então pra não ficar desmarcando compromisso mais (acho chat0) eu simplesmente desisti de sair de casa de segunda a sexta de noite. Fácil e prático. Fica em casa eu e mais meu menino.

Ele normalmente dorme lá pelas 9 ou 10, mas ontem ele ficou acordado a noite inteira. O que foi uó, porque eu taca caindo de sono, doida pra tomar banho e nada. e sem saber que horas fofa iria chegar, sabe quando você não sabe o que fazer? Não queria dormir e deixar ele acordado, então lá pelas 11:30 mandei sms perguntando que horas ela voltaria, e tenho a leve impressão que ela não gostou.

E minha fofa nunca tem a consideração de em avisar quando ela vai chegar mais tarde, tipo bem mais tarde. Então, eu fico assim, no escuro sem saber realmente quando vou terminar, literalmente a disposição.

Sei que todo mundo vai falar que isso não tá certo, e eu sei que não tá mesmo não. Mas eu resolvi nem mais revoltar, sabe, só me conformo. Não tá certo eu sei, mas né, a vida não é justa mesmo, muito menos esse programa. Então, deixa. Eu só preciso dar um toque nela pra ela ter a consideração de me avisar, só pra eu ter uma noção também. De resto, bom, faltam só 5 meses… passa rápido.

E amanhã eu tinha combinado de bater perna, mas minha amiga aqui também foi pega de surpresa e vai ter que trabalhar amanhã e nem sabe como vai ser o schedule. Tá bom também, né? Porque au pair tem mais é que viver em função das suas famílias… viemos aqui só pra isso mesmo.

A coisa boa que finalmente conseguimos resolver meu curso. Ela não tava afim de pagar curso pra mim (contei aqui, não contei?). Mas conversando a gente se entende e encontramos um meio do caminho: um curso de final de semana não caro pra eu fazer e no final de semana que eu queria. Já me matriculei.

A parte triste da história: ela disse que o curso não estava no orçamento então eu teria que pagar com meu dinheiro (porque eu devo ganhar mais que eles). Como aqui eu recebo por quinzena, ela vai descontar o valor do meu salário e vai me pagar de volta em abril. Ou seja, terei que sobreviver com metade do salário de uma semana, só que pra duas semanas. Não queria mesmo sair de casa ¬¬

E de novo, deixa né. Com tanto que pague em Abril eu me viro nos 30 com o resto. O que mais aprendi aqui foi me virar nos 30. Já falei que ganhei 2 cabelos brancos aqui, mas cabelo a gente pinta e fica tudo certo.  Não to afim de ganhar é ruga, porque aí é mais complicado de disfarçar 😛 Então, tô matriculada no curso que mais ou menos queria, na semana que queria. Só que mais pobre que nunca.

Se alguém aí tiver a conta do netflix pra me emprestar juro que vou agradecer, porque a HBO não tá querendo colaborar para essa minha temporada em casa.

Juro pra vocês que tô bem e quem nem tô chateada. Já me conformei. Faço meu trabalho, quebro um monte de favores mas só restam mais 5 meses e aí será FREDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!

No mais é isso galera. Vou ficando por aqui, porque também não recebi e tenho 10 dolares na carteira o que reduz minha opção de coisas pra fazer.

Só o saco que tá dando Tron na televisão, pô podia dar um filme melhor pra eu assistir, né? Já que tô aqui sem fazer nada (desculpa Laís mas eu realmente não gosto desse filme :P)

Beijocas pra quem fica!

Ps.: Obrigada a todos pelas palavras de carinho, de ânimo e de força nesses 7 meses. Desde o processo, passando pelo rematch, e até em  pequenas coisas da vida, os comentários sempre muito positivos.

Ser ou não ser uma Au Pair…?

Estava revisando o post anterior que na pressa pra postar ele foi parecendo que foi escrito por uma criança de 5 anos. Cada erro que JESUIS doía meu coraçãozinho frágil.

Mah, geeeeente, como eu tô parecendo bipolar nesses últimos dias, né? Já entrei no espírito americano pelo jeito. Aqui vocês sabem né, americano é tudo cambada de bipolar.

Quis fazer intercâmbio pra interagir com a cultura e olha aí que coisa, ser au pair acabou me deixando com uma raiva do povo americano. O tiro não poderia ter saído mais pela culatra. Juro!

Uma vez conheci um rapaz americano e advinha a primeira coisa que ele me disse: sorry for my people! (desculpa pelo meu povo!). E eu que nem gosto de uma platéia pra soltar todo meu drama shakeaperiano auperístico fiquei lá chorando todas as pitangas do mundo.

Americano são folgados, cara. Se você deixar, super montam. Aqui eu percebi que pró atividade não é uma boa porque tudo que você faz a mais vira sua obrigação. E isso vai contra minha religião, sabe? Odeio ver algo pra ser feito e ignorar, mas né, lei da sobrevivência, ajoelhei não ajoelhei? Então, agora me mandem os creminhos da natura (porque Yate eu não quero! piada interna gente, foi mal aê) porque o joelho tá todo esfolado de tanto rezar.

Era isso, ou a outra opção seria começar acumular o cargo de cleaner fooooda. Por isso meu carro virou um grande latão de lixo sobre 4 rodas. Minhas amigas morrem de nojo  de pegar carona comigo e eu também teria, viu? Se depender devo achar um rato no meio daquela nojeira toda. Mas vai ficar assim, quem mandou fofaiada criarem três aprendizes de porquinhas.

Eu tento ensina, não quer? F*da-se! O carro não é meu. Eu só não tenho vontade de vomitar mais porque claro que meu banco e meu espaço ficam limpinhos mas o resto…. imundice. Papis teria um ataque do coração quando visse. As meninas aqui morrem de rir porque é impossível abrir a porta do carro e não deixar algum porcaiada  cair.

E pra vocês não acharem que estou exagerando, registrei a nojeira.

GROSS

Mas aqui é tudo assim. A casa é bem imundinha e toda bagunçada. Tem porcaria espalhada em tudo quanto  é lugar e pra piorar, americano tem mania de acumular. Nada se joga fora. Tem brinquedos aqui que ninguém toca, mas não pode passar pra frente. E isso aqui não é só na minha casa aonde a mão-de-vaquice rola solto, já percebi na casa de outros fofos também é do mesmo jeito.

Nossa, como tô chata. né? Alias, falei láaaa em cima que tava bipolar porque uns post eu meto o pau no programa e em outro eu falo normalmente dos passeios como se nada mais me afetasse.

Então, de começo eu nem iria comentar sobre o rematch aqui e essas coisinhas mais pessoais porque tenho a maior impressão que tô lavando roupa suja em público.

E tô mesmo!

Mas, vê aí se vocês não concordam porque na minha cabeça fez sentindo: esse blog é um registro da minha vida de au pair e não só de passeio e viagem pelo USA. Daí não achei justo a proposta do blog relatar só as dicas de passeio porque sei lá, quem tá lendo isso aqui (a pessoa que deve ganhar o prêmio Nobel da paciência) vai ficar com uma visão não muito real do programa.

Porque não só de passeio vive uma au pair. Assim também como não só de chimbatada vive uma au apir. A gente passa por várias coisas. Infelizmente eu passei pelo rematch, e achei que seria honesto contar como está sendo.

Aliás, podem aguardar um post mais detalhado sobre como foi o processo, como se deu, todo o bafão de como fui falar com a família, a reação deles, os procedimentos e claro, como foi a posição da agência. Já aviso logo, tomei muito no c* (esses moletons me deixaram uma menina tão delicada, gente. É muita finess) por causa da agência.

Vai ser pratcamente um E! Entreteriment Television sobre todo o bafo do rematch. Mas só depois que tudo se resolver.

Mas isso é história para um próximo capítulo…

Queria deixar bem claro que a intenção não é fazer ninguém desistir. Antes de eu vir pra cá, eu li uma caralhada de blogs contando experiência legal e outras com experiências péssimas. A minha infelizmente está sendo essa daí. Mas é minha experiência. Não é porque eu nasci com Murfhey agarrado no pescoço não quer dizer que a sua, futura limpadora de bunda, será assim também.

Se eu indicaria: NÃO! Não indicaria por tudo que eu já cansei de falar. Isso aqui não é intercâmbio cultura nem aqui nem na china, paguei pra ser empregada e nas horas vagas babá. Olha aí que bosta. E eu ODEIO (letra maiúscula e negrito pra enfatizar bem) o trabalho.

ODEIO a rotina chata de trabalho que ou estou bocejando ou estou estressadíssima com alguma criança encapetada berrando no ouvido. Ou tendo que engolir sapos da fofaiada… sei lá. A rotina em si ainda acho que é pior. Não adianta, não nasci pra esses trabalhos em que você precisa desligar o cérebro.

Sinto falta de colocar o cérebro pra funcionar de vez em quando. Toda vez que estou ajoelhada limpando o chão da cozinha (dignidade pra que?) eu sinto que meu QI despenca. Gente, como tenho a impressão que estou emburrecendo. Pelo menos estou emburrecendo em inglês 😛

Limpar chão, organizar armário, tirar roupa por roupa pra ver se cabe nas fofinhas (sim, eu fiz isso, num  FERIADO!), nossa… odeio. É muito desanimador. Sei lá, cada um nasce pra fazer alguma coisa e eu não nasci para trabalho braçal e muito menos pra tarefas domésticas, limpar banheiro, varrer chão, sempre foi meu ponto fraco.

Tenho certeza que fofa acha a mesma coisa porque eu olho e vejo que a cama não está bem feita. Daí tento duzentas vezes arrumar e continua uma bosta então deixo de lado. O chato que quero ser perfeccionista e fico até com raiva de mim quando vejo que tô colocando muita energia pra limpar o fogão da velha, por exemplo.

Enfim, ODEIO trabalho, será que alguém notou? Será que deixei claro o suficiente? Ou fui muito sutil? Cada um com sua aptidão e cuidar de criança somado a todas as outras tarefas não é a minha, mas né, tem gente que vai trabalhar no McDonald e gosta. Que bom! Como diria a Paris de Gilmore Girls, sempre precisamos de alguém para trabalhar no McDonald.

Agora a pergunta é: deixaria de vir? NÃO! Porque eu nunca me contentaria com a opinião dos outros. Por mais que eu lesse o meu blog, vamos supor, eu viria assim mesmo, porque acredito que cada um tem a sua experiência e eu não vou tomar uma decisão puramente baseado na dos outros.

É como aconteceu com o museu de cera da Madame Tussauds. Todo mundo falou não valia muito a pena. Não quis nem saber! Pa* no c* de todo mundo! Tirei o escorpião do bolso e paguei lá os 34 dolares (39 mas eu tinha desconto) pra ver a parada mas creepy da face da terra.

E… realmente, não valia muito a pena. Trequinho sem graça para se gastar essa grana toda. Mas agora eu sei disso porque vi com meus próprios olhos que um dia se Deus quiser e minha medica permitir deixaram de usar óculos, e posso dizer com toda a propriedade que não, não vale a pena!

Jamais deixaria de ir baseada na experiência de outra pessoa. Não dá, porque sou muito curiosa e tem coisas 9(que só a Philco faz pra você :P) que eu tenho que ir lá ver e tirar minhas próprias conclusões. Então agora eu sei que o museu não vale a pena baseada em mim mesmo.

Agora é legal ler tudo e tal pra você não ir no escuro, saber o que poder esperar. Legal ser realista. Não venham iludidas pelo cao brabo que as agências vendem.

Mas e se eu soubesse como seria a minha experiência, eu viria mesmo assim? Minha falta de maturidade momentânea vai dizer que não viria, porque né PQP! Mas sei lá, vou esperar pra ver lá na frente… como diria Steve Jobs, não dá pra conectar os pontos pra frente. Então vou esperar o ano passar (faltam 9 meses)  pra poder conectar os pontos lá atrás.

Beijos pra quem fica galera!

Família êh! Família ah!

Sem querer desanimar as candidatas a futura au pair, aí vaí mais um post contando como cada vez mais eu tô amando esse programa … NOT

Muita gente sempre me perguntou aqui sobre como era minha relação com a família. Post esse que era pra ter saido láaa atrás, mas não deu então vou falar assim mesmo, com esse atraso. E ainda que essa host family será minha por pouco tempo (Graças a Deus!).

Só um parênteses bem rapidão, esse clima de despedida daqui é super estranho: é um tal de vamos fazer isso porque não sei se vou ficar aqui, ou então minhas amigas achando um máximo que não vão precisar mais encarar minha driveway (é dos infernos, se bobear você atola o carro). Alias os amigos já até me deram um intimado: vê se escolhe uma família com uma driveway decente!

E eu sempre repondo: vê se da próxima vez eu escolho uma família que eu possa usar mais o carro, ser menos carona e daí você não precisam frequentar tanto minha driveway 😛

Não é atoa que os posts ficam sempre grande, né Luna? Mudando de assunto toda hora também fica difícil…

Enfim, dizia eu que a aritmética, que minha relação com minha quase ex-host family…

Puramente profissional. Eu vou lá faço meu trabalho, volto pra senzala e pronto! Nós nunca tivemos uma conversa assim de verdade. É sempre alguma coisa que envolva as fofinhas. Eles sempre foram muito educados, daí pergunta como você (no caso eu) está por educação. E por educação eu respondo que estou bem (mesmo que eu esteja pensando em me tacar da janela naquele dia).

Como eu janto com a fofa, as vezes eu puxava um assunto whatever só pra quebrar o silêncio constrangedor e também porque eu sou uma tagarela de marca maior. Odeio quando fica um monte de gente na sala e ninguém olha pra ninguém ou fala com ninguém. Daí eu puxo assunto até com a parede.

Até com os avós das fofinhas eu bati altos papos num super jantar que teve aqui pra comemorar o ano novo judeu. E olha que eles sempre me trataram como empregada. Mas foram tão bonzinhos comigos. Sei lá, acho que eles gostavam de mim. O avô fez piadinha comigo e tudo. Fiquei até sem graça de recusar o jantar quando vi que ela tinha colocado um prato lá pra mim na mesa.

Mesmo assim, normalmente sou eu que começo, como no dia que fomos ter outro jantar especial e eu já estava de rematch. Era outro jantar de celebração de algum feriado whatever judeu e tal, as fofinhas não param na mesa pra comer (normal) e ficou eu e a velha lá, sozinhas na mesa. Uma de cara para outra, eu era a cara da tensão. Eu sempre sento do lado oposto dela da mesa. Já fiquei me vendo naquela cena de Guerra dos Sexos.

 E na falta do que falar mandei um: ‘e não é que Steve Jobs morreu mesmo!’ Juro, isso foi a única coisa que meio veio na cabeça pra falar. Eu tinha acabado de entrar de rematch. E o que aconteceu? Passamos a falar de cancer durante todo o jantar (eu super sem noção).

Eu também nunca senti uma preocupação genuínas deles sobre a minha pessoa. Era sempre mais aquela preocupação de se eu tava bem para trabalhar. Ou então, eu sinto uma preocupação com a propriedade deles. Motivo pela qual eu quase nem uso o carro pra evitar futura dor de cabeça. Eu prefiro muitas vezes encher o tanque dos outros ou morrer no taxi mesmo. Porque né, já levei uns carões quando ía saindo toda bonitona de carro.

O carro também é um assunto a parte. Primeiro, ele de longe nunca foi meu. Um carro só pra mim, que vira e mexe tá lá todo mexido. Ah, mas vai que o fofo precisou andar com ele? Gente, meu carro é velho, não tem aquecedor, nem esquentador de bunda, atola na neve (não é 4X4), é um carro velho, de 2002.  Não, ele não precisa usar o carro! É, só sei lá, paranóia? Maybe. As vezes eu sei que ele enche o tanque. Daí tudo bem. Mas se não for isso, não tem outro motivo.

Aqui tem um Pilot, um carro desses de familia pra enfiar a pirralhada dentro, 4X4 e tal. E uma BMW. Sério mesmo que ele vai precisar de um Honda 2002? Nunca entendi porque entro no carro e tá todo reevirado. Ah! detalhe, a maioria das au pairs que tem um carro só pra ela, normalmente os hosts nunca nem entram. Ou se precisam, fazem a gentileza de avisar. Aqui não. Ele sempre deixou claro que o carro é dele. E é mesmo! Por isso que quase sempre tá lá na garagem.

Claro que isso nunca fica as claras mas é assim que as coias sempre foram levadas aqui. Eu nunca fui uma au pair, mas só uma babá. Que tem a vantagem de ser mão de obra mega barata e tem o bônus da flexibilidade.

Flexibilidade, pra quem não sabe, é um eufemismo para: vou usar você na hora que eu bem entender, como for mais conveniente pra mim e você nem tem direito de reclamar. Mas tudo sempre com muita educação.

Uma vez perguntei para a família por que que eles tinham uma au pair nossa, a mulher quase engasgou. Mandou lá uma desculpinha qualquer. Disse uma coisa interessante também, que a agência fala que au pair tem muito mais experiência que uma babá. Mas o motivo todo mundo já conhece (é que o de cima sobre o de baixo desce :P) mão de obra barata.

Todo mundo aqui (com as exceções gente, claro) caga para experiência cultural. Povo quer saber de te colocar pra ralar e pronto! F*da-se o resto você que se vire aí. Quem mandou virar Au Pair? Bem que minha mãe mandou eu estudar…

As crianças também me tratam só como a empregada delas, claro porque é assim que elas foram educadas. Então assim, elas meio que já estão acostumada com entra e sai de meninas. E te tratam mesmo como você está na minha casa e de favor, tem direito a trabalhar pra mim, e sem reclamar. E olha que as mais novas tem só 4 anos.

Já ouvi muito, Luna venha aqui agora. Luna você faz o que eu mando você fazer. Ou então, farei o que eu quero fazer. Luna você não é permitida a fazer isso. Luna, essa luva é minha? (oi?). Mais o que eu mais tenho ouvido ultimamente é: You’re sooooo mean! (Você é tão má!). E tudo porque ela quer que EU carregue a mochila dela e cate a bagunça que ela faz no carro. E eu mando catar tudo! Mas eu sou muito má e injusta por isso.

Como babá eu não tenho direito de ficar cansada: não adianta toda vez que eu sento, e é raro isso acontecer, uma delas me coloca pra fazer alguma coisa. Por isso que quando estou off, eu não movo uma palha. Eu até posso ser gata borralheira, mas tenho minhas horas de Cinderela 😛

rola uma identificação

É assim, eu arrumo e elas bagunçam. Com os pais do lado e você acha que alguém fala, meninas a Luna acabou de arrumar isso aí, vamos colocar no lugar? Nãaooo fica lá e eu tenho que arrumar quantas vezes elas tirarem do lugar.

Na hora de pedir rematch fica até dificl dizer o porque,viu? Porque pela APC, a familia tem que fazer algo fora do contrato praticamente. O problema é que dá pra você contornar as regras sem quebrá-las de fato. Putz, estudei direito por 5 anos e meio, é só o que advogado faz 😛

E é isso que acontece com essa família. Tecnicamente falando eles não quebram nenhuma regra, mas só porque eles são educados não querem dizer que são um bando de filhos da p*ta. Porque, até tirar o prato da dondoca eu tenho as vezes, porque ela deixa pra eu arrumar a cozinha quando ela termina de jantar, e não quando as crianças terminam.

Dai ela fica lá de madame jantando (da comida que eu fiz) sai e deixa tudo pra eu arrumar. E essa é só uma das folgadices, fora as várias outras que fui cortando. Como respeitar horário.

Uma família bacana vai respeitar seu horário certinho, e ser honesto. Quando precisar de horas extras vai combinar ou pagar mais ou uma folga, sei lá, porque é isso que pessoas honestas fazem. E não usam do trabalho alheio de graça em benefício próprio. Primeiras semanas e eu atrás da mulher toda hora pra avisar que óoooo fofa, tá passando das horas. E eu ainda levava umas olhadas feias. E uma vez tomei uma reposta: se preocupa não Luna que não vou deixar passar suas horas (claro porque tô em cima porque se deixar…).

Ah mas pelo menos eles são educados. Ué! Ser ignorante é uma opção? Nunca foi pra mim. Eu nunca nem cogitaria ficar mais de dois dias numa casa de família aonde as pessoas gritam ou faltam o respeito comigo. Não tô pedindo muito, mas como uma relação puramente profissional (como eles enxergam) só quero o contrato sendo respeitado.

Não tô pedindo demais, mas só que minhas horas fosse cumpridas certinhas, porque ninguem nunca se esquece de colocar pra eu trabalhar que nem mula. 😛

E assim as coisas foram indo. As coisas são feitas e decididas sem ninguém me consultar. Eu só tenho que aceitar e pronto. Sempre conforme as conveniência deles. Relação profissional, e só!

É assim que passei a encarar logo no meu primeiro dia aqui. Para evitar futura frustração, esqueçam logo esse negócio de “ser parte da família”. A gente não é. Porque na hora de ir tomar no c*, vamos todas sozinhas. Claro que se você conseguir uma família bacana, beleza. Mas não vá esperando isso pra não se frustrar. Vá com cabeça de tô aqui pra trabalhar.

E exija seus direitos. Aqui ninguém vai brigar por você. Ninguém! Então esteja preparada para se defender sempre de quando quiserem abusar de você. Faça seu trabalho bem feito, respeite as regras e vá curtir seu tempo off que é tudo que a gente tem nessa vida de merda au pair.

Como sempre, falei demais…

pra quem conseguiu ficar até o final,

beijos pra quem fica!

Escrava Isaura, muito prazer!

Finalmente, trabalho entregue é igual a mais tempo que eu tenho pra escrever no blog 😀

Tá fácil a vida não, essa semana estou trabalhando que nem uma mula e até fiquei feliz por estar em rematch. Mesmo sabendo que existe uma grande possibilidade de eu me f*der com outra família, mas já dizia o velho e sábio ditado: tá no inferno, abraça o capeta 😛

Então, vida de au pair familyless não é mole não. Preparem -se porque essa semana estou num modo mimimi extreme. Não posso fazer planos de férias, não posso estudar, fico naquela agonia de ter que correr igual uma louca por NYC pra conseguir ver tudo que eu planejava ver por um ano mas que agora tenho só um mês, e fora a sensação sem teto de saber que nada mais disso aqui te pertence.

Tá bom vai que nunca pertenceu, mas sei lá, por um ano celular, carro era “meu”. Agora é pra daqui a pouco sabe, muito estranho. É tudo muito esquisito. Eu meio que já tô de mala pronta pra vazar daqui.

Por outro lado, agora tentando desesperadamente olhar o copo meio cheio, tem coisas que não te aborrecem mais. Qualquer coisa que acontece que eu pensava, caraaaaiii vou aturar essa apurrinhação por um ano, agora eu penso, tá bem, só por mais um mês.

Como eu acho que essas meninas nasceram com diabo no corpo, elas sempre arranjam um motivo novo pra querer me tirar do sério. Agora é a briga pelo carro: uma das pequenininas quer ir andando para o ponto de ônibus. Até aí tudo bem, só que está um frio da porra agora e eu não quero ficar lá virando picolé enquanto todo o resto da fofaiada fica lá confortavelmente dentro dos seus possantes.

Pronto! Virou uma novela essa história: ela grita que não é justo! E foi contar para os pais. A cara da mãe do tipo, é acho que você tinha razão (minha filha é uma chata de galocha) e meio que resolvendo com, tá seu pai vai andar com você até o ponto um dia (vai esperar sentada) e eu levei a cambada toda de carro, aos berros, mas já aprendi a ignorar o berro dessas meninas. E como eu tô meio que largando o f*da-se pra essa gente, elaborei uma resposta padrão para todos os desaforos da pirralhada: deixa pra se comportar assim com a próxima au pair em um mês, comigo as coisas funcionam do meu jeito! E aí elas não tem muito pra onde ir…

E dai todo mundo se cala. Não tem, jeito, tô indo embora. Qualquer coisa eu falo beleza em um mês não é mais problema meu e u falo isso out loud o tempo todo. E sabe se lá deus porque as fofinhas ainda pedem pra eu ficar aqui 😛

Alias elas estavam preocupadíssimas dia desses porque na cabeça delas elas não entendem como vou morar em outro lugar se eu não tenho uma casa aqui. Estavam planejando como eu iria ficar aqui então trataram de arranjar uma solução: vou pra city de trem e lá arranjo um hotel pra ficar porque tem muito hotel e eu não ficaria homeless. Adorei a solução, quem banca o hotel pra mim? Posso usar sua poupança da faculdade?

Nesse meio tempo, já ganhei delas um I love you seguido de um mega abraço dado nas minhas pernas ( pela que mais me deu trabalho), um pedido pra ficar, também já ouvi que eu sou a melhor babysitter e no fim das contas umas dela agora só quer ver televisão no meu colo. Eita povo bipolar esse.

Legal também ver o avanço nesse tempo. Como elas aprenderam que comigo nada funciona na base do grito, que tirou do lugar tem que colocar, que a hora que falo tem que fazer, não tem negociação no melhor estilo Capitão Nascimento. Deu trabalho, mas foi um facilitador de vidas pra mim. Já que a mãe tem preguiça de educar fui lá eu fazer o papel. Não porque sou legal, mas porque facilita minha vida depois.

Momentos que fazem valer a pena

Sabe o que me deixa mais frustrada com essa história toda? (mudei de assunto gente, acompanhem o raciocínio)É que minha verdadeira intenção era ter uma experiência de intercâmbio, aonde você realmente compartilha cultura. E como au pair essa é ultima coisa que a gente faz aqui.

Primeiro, vivemos numa bolha: a maioria das au pairs estão em subúrbio aonde pra ir na esquina precisa de carro e os moradores estão muito preocupados com suas próprias vidas. Assim, no subúrbio só dá fofaiada e esse povo não me mistura. Só tem gente velha casada ou então crianças. Aqui tudo é segregado, fofaiada só fala com fofaiada, latino com latino, au pair com au pair.

Levanta a mão aí cambada quem conseguiu fazer um amigo americano? gGrande parte da resposta será não. Subúrbio tende a ser lugares bem provincianos, sabe? Cansei de ser ignorada por fofaiada. Ate em situação de social eu aqui sou ignorada. Tipo uma vez levei as fofinhas numa festa de aniversário (chatooooo toda vida, esse povo não sabe se divertir, espontaneidade passa longe) e eu fiquei lá de dois de paus, ninguém se aproxima porque você tem uma placa de babá na testa.

No ponto de ônibus é a mesma coisa, ou são os maridos que falam comigo ou uma paraguaia que chuta aí? É cleaner também. E latina daí, já viu, mas o resto…

O máximo de interação cultural que você faz é com outros países (isso se você não ficar com preguiça de falar inglês, acredite muitas meninas tem): Sérvia, Itália (adooooro minha amiga da Itália, ela é muito engraçada), Alemanha (também adoro as meninas maluquinhas de lá), Africa do Sul. Mais a maior interação que as meninas costumam fazer mesmo é Rio – São Paulo. Eu ainda não falo (nem falarei) “meu” nem “mano” mas aprendi a dar um beijo só na bochecha porque cansei de ficar no vaco (no Rio são dois, ou três pra casar :P).

Fora isso você tá trabalhando igual uma mula isolada na sua bolha, em casa. Sem ver ninguém ou então lá lidando com as fofinhas. E aí no seu tempo off, o que se faz? Turista! Vai passear, conhecer lugares novos, tudo o que um turista faz. Cadê a experiência cultura? Esse não vem no pacote. Ou você tá lá de camelo ou de turista. São 5 dias de turista para 2 de camelo, se você tiver a sorte de não trabalhar no final de semana.

Hoje eu repenso muito o programa de Au Pair como categoria de intercâmbio. Não é! É quase que um trabalho escravo legalizado pelo governo americano. Ou como diria uma mulher que conheci no club das fofinhas (ah é, ela é exceção) it’s almost against the law (quase contra a lei) trabalhar as horas que a gente trabalha, na flexibilidade que trabalha (pra quem não sabe, au pair não tem direito a nenhum feriado, e a folga pode ser em qualquer dia)e ganhando o quanto a gente ganha.

E a gente ainda é pagou por isso!

Ah, mas a gente pode estudar! É cara pálida, mas com 500 obamas é difícil achar um curso decente que valha a pena (pelo menos aqui em NY), só cursinho de Inglês, que pra mim não me interessa. Queria fazer algo que valesse a pena, para dar um up no curriculum. E pra isso eu teria que desenbolsar no mínimo o dobro.

E outra coisa, com eu já expliquei isso aqui, você tem que estudar num horário que seja conveniente para a família. Por exemplo, eu tava quase sem horário de estudar, tive que bater o pé pra poder escolher o curso na faculdade que eu queria porque se fosse pela fofaoiada eu faria curso de um dia só, numa faculdade mega cara. Alias, a véia (porque como diria a Ket, fofa é ela) aqui quase querendo decidir o que eu ía estudar. Ahh váaaaaa.

Mas Luna, você tá dizendo, no auge dos seus três meses aí, que  ser au pair não vale a pena? Isso vai depender muito do que você quer dessa experiência 9algo extremamente pessoal), dos seus objetivos aqui e claro, da sua família. Grande parte da sua experiência ser agradável ou não vai depender da sua host family. E tipo, 95% das famílias são filhos da p*ta. Mas se você cai aí nos 5% dai você pode ter uma experiência bem agradável.

Exemplo: no mesmo dia que eu estava conversando sobre rematch aqui em casa, minha amiga que chegou no mesmo dia que eu estava conversando com a família dela de estender Ela e eu tivemos experiências super diferente desde o começo. Putz, mas a família dela é bem legal, e olha que ela trabalha, hein?! A experiência dela é bem diferente da minha tanto é que ela vai ficar aqui mais tempo.

Sempre desconfiem se a antiga au pair não estendeu. Porque aqui pelo que vi, todas as meninas que pegaram famílias bem legais estão estendendo. Fica aí a dica.

Eu já cai lá nos 95% de família que sem nem te beijar só quer te f*der. Aqui eu não fui contratada pra ser au pair, e sim pra ser mãe, secretária, faxineira. E fora que é uma família de esquizofrênicos, eles são muito desconfiados com tudo. Já falei que uma vez eu tive que calcular com a fofa quantas fatias de pão eu gastava porque ela não acreditou o quanto de pão se gastava. Õ mulher!! Tá achando que eu tô mandando pão para o Brasil?

Não é a toa que estou super desacreditada do programa. E não estou esperando nada da próxima família (que um dia vai parecer, ainda tô na esperança) só pura ralação mesmo. Mas com um pouco menos de esquizofrenia. Do resto, o que vier é lucro.

Quando eu cheguei aqui super achei que iria partilhar cultura, ser parte da família… BULLSHIT! Agora eu só espero, para a próxima família me f*der um pouco menos. Quero só umas regalias, tipo um carro sem frescura, sem curfiew, um schedule mais tranquilo… posso acrescentar mais?

No mais, o crescimento vai ser pessoal mesmo ou espiritual, como queiram. Apesar que com três meses de au pair não acho que tenha me tornada tão mais sábia assim 😛

Termino aqui minha sessão mimimi, pessoas! Eu precisava desabafar já que não tô podendo jogar ninguém pela janela ainda.

Beijos pra quem fica!

 

Não vou sentir falta de…

Pertinho de viajar comecei a me dar conta do que NÃO vou sentir falta quando estiver limpando bunda de criança nos Estados Unidos e resolvi listar aqui. Sempre que vejo uma coisa que me faz querer dar um soco na parede eu penso, beleza está acabando, não vou ter que aturar isso por um bom tempo. Então todos esses incomodos passei a encarar como “coisas pitorescas que se encontram por aqui”.

como eu te entendo Calvin

Mas chega de enrolação e vamos a lista: Não vou sentir falta de…

barulho, gritaria, tumulto e mais gritaria. Por aqui aonde eu moro na zona nada chique do Rio tudo se resolve na base do gogó. ÔOo inferno isso! É gente gritando pra anunciar dentista, ótica, almoço sem balança, empréstimo, caras da van que quase te pegam pelo braço a força pra te enfiar na van, todas as lojas que resolvem colocar música e anunciar seus produtos no microfone, e por último, a porra da bandinha de farmácia. Alguém faz favor de me explicar pra que serve o raio daquela banda na frente da farmácia? Se o objetivo é te deixar irritado ao extremo, então beleza, conseguiram.

– ainda no quesito barulho, se enquadra os ouvintes de celular em transporte público SEM o fone de ouvido. Ôoo povo pra gostar de uma poluição sonora. Já pensou se todo mundo resolvesse ouvir música sem a droga do fone de ouvido, que inferno que seria? Pois é. E sem contar que a qualidade dessas músicas são sempre, digamos assim, duvidosa.

– e falando de música, também não posso deixar de dizer que vou me sentir muito aliviada de não mais ser obrigada a escutar pagode, sertanejo, funk e afins (tá, funk na night pode, a veia carioca é mais forte nessa hora). O pior de tudo é que normalmente o refrão é chiclete e você se pega repetindo aquela porcaria o tempo todo. Eu não quero mais ter que cantar “o jeito é dar uma fugida com você” ou ainda “vou não, quero não, posso não…” contra minha vontade.

mosquito. Nem um pouco. Deve ser ótimo não ter que ter pânico toda vez que um mosquito te pica achando que vai pegar dengue instantaneamente (quem teve dengue sabe do que estou falando). E a sinfônia de zumbido pra dormir também não me agrada.

– do meu bairro em geral. Bairro escroto, sem nada pra fazer, contra-mão e longe pra tudo. Sem contar na falta de transporte público aqui que dificulta mais ainda o processo de sair pra fazer alguma coisa. Se fizessem uma pesquisa pra descobrir a maior causa de mortes por aqui seria de tédio. E olha que nem sou saidera, mas ter opção seria legal pra variar.

preços absurdamente caros. Como diria o Bluehand, aqui no Brasil se nego não levar 500% de lucro em tudo, não há negócio. Tudo aqui é o olho da cara. Lazer, roupa, comida, e tecnologia então nem se fala. Eu acho que só de sacanagem vou comprar um Ipad por semana 😛 (#VaiSonhando)

– do calor infernal que faz no Rio de Janeiro. Quem me conhece sabe que eu tenho tolerância zero ao Rio 40ºC, quando  dá pico de 46 então, eu já estou surtando. No frio a gente coloca casaco, liga aquecedor, as escolas param de funcionar e o povo fica em casa. E no calorzão, como faz?  Nada, você tem que ir trabalhar, fazer as coisas normais como se a temperatura estivesse agradável. E no calor não tem roupa que resolva, a gente ainda não pode ir trabalhar de biquíni.

tropa de elite versão real. Que o Rio de Janeiro é lindo todo mundo sabe (também depende da onde você está, mas enfim). Mas que a cidade andou esculhambada também não é novidade pra ninguém. Eu já perdi a conta de quantas vezes me vi de barata tonta no meio de tiroteio. Também estou cansada de andar por aí alerta o tempo todo, agarrada a bolsa com medo de um mão leve passar, espalhar dinheiro pelo corpo e esses macetes que nós cariocas nos acostumamos. Mas o pior de tudo, é meu medo de me perder na cidade e parar numa favela. Morro de medo de parar em lugar que não conheço e desembocar em favela braba.

Me livrei o/

Então é isso gente, post desabafo que ficou bem Fernanda Young pro meu gosto, cheio de mimimi 😛 Mas eu sei que depois de um tempo a gente acaba meio sentindo falta das coisas que nos irritavam, ou não.

 beijo pra quem fica!!

Ps roubei a idéia para o post da minha querida Mary. 😀

ps2: volto depois pra fazer a parte 2: coisas que vou sentir falta

Receios e inseguranças (ou ainda mimimi)

Olá meninas lindas!!

Nossa, posso confessar que essa história de Au Pair está uma montanha russa de emoções?? Tipo um dia eu levanto no maior astral, achando que tudo vai dar certo, que serei a pessoa mais feliz nos EUA, que a family será perfeita e que encontrarei um tesouro no final do arco iris. No outro dia, já levanto pensando , cara, mas se a family for doida, não cumprir o prometido, e se não conseguir me adaptar, e  se me bater homesick….

Enfim, essa semana foi uma avalanche de noticias ruins, acho que isso influenciou um pouco no meu humor. Nem vou falar de novo sobre esse bendito aceite que não sai. Muitas meninas metindo rematch ao mesmo tempo (parece que é um vírus, minha gente), e meninas que foram e estão homesickiadas.

imagem aleatória pra não deixar o post sem uma 😛

Isso me fez lembrar da minha prova prática no Detran, a primeira que fiz e reprovei. Ninguem conseguia nem sair da baliza pra chegar a fazer o percurso. Aquilo foi me batendo um mini desespero. O seu cérebro (no caso o meu) já entrou no “modo boicote”. O único pensamento que me vinha em mente era: se todo mundo está reprovando, porque cargas d’aguas seria justo eu a não reprovar?? Não deu outra, reprovei também. Nem preciso dizer que fiquei arrasada né?! Mais pelo fato de ter que adiar a entrega do app por pelo menos 1 mês.

Como dizem por aí, se viesse fácil a gente não dava valor. Acho que tô nessa vida pra aprender mais que nunca a dar muito valor as coisas que conquisto, porque ôô dificuldade… #mimimi

Nas segunda vez que fui fazer a prova fui simplesmente decidida a passar na prova. Não queria saber se todo mundo tava reprovando (nem fiquei olhando os outros fazendo prova), se meu carro tava ruim ( e estava gente, perto de eu fazer a prova, saia litros e litros de água do escapamento), se os examinadores do detran iriam ou não com a minha cara (porque ôoo povinho, bando de mal comidos, como diria uma sabia professora minha), eu decidi que ia passar e não teria outro jeito.

E passei!! Com tudo contra: um maluco que se jogou na frente do carro durante a prova , a ré do carro agarrando e o medo dele não andar (a rebinboca da parafuseta não estava funfando) e o nervosismo normal e super intendível que te bate na hora não foram empecilhos para que eu não conseguisse (apesar de ainda achar que eu perdi meu patuá antes de nascer, porque o zica).

Então não vão ser esses pequenos detalhes que vão me desanimar, né? Porque o caminho só existe depois que a gente passa nele, e não dá pra ficar baseando sempre nas experiências dos outros, então vamos vestir o manto da coragem e vamos a luta! E seja o que Deus quiser (momento mega clichê, piguice ownando total)!!! 🙂

Acho super normal sentir insegurança e receio, só não podemos deixar de seguir em frente por causa disso, né nao??!! Sentiram que eu mesmo me ponho pra cima (pra que terapeuta??). E depois é só olhar pra trás e ver como tudo valeu a pena!! 🙂 *hoping*

“I haven’t got much time to waste, it’s time to make my way
I’m not afraid what I’ll face, but I’m afraid to stay
I’m going down my own road and I can make it alone
I’ll work and I’ll fight till I find a place of my own”

       … e beijo pra quem fica!!

Ps: imagem (aleatória) emprestada daqui!

À espera de um Ok

Domingo, chovendo, nada contra a chuva, mas tudo contra o Domingo, humor resolveu dar uma passeio e não retornou por essas bandas…

Bom, já que esse espaço é meu, hoje vou me permitir um pouco de #mimimi

Pra quem já leu isso aqui, ou não (impressão de falar pra ninguém as vezes) já percebeu que estou no meio do processo de Au Pair.

Mas, PQP!!!! ( não tô afim de controlar nos pontos de exclamações) que troço demorado esse!! Primeiro foi o parto da CNH. Sente o drama da pessoa, reprovei na primeira prova prática . Um mês a mais pra entregar o App. Valeu Detran!!

Entreguei meu App exatamente no dia 25 de fevereiro. Uma sexta-feira ensolarada, acho que o dia mais feliz do ano. Ufa, finalmente esse processo ía sair. Fiuu *suspiro*

Semana seguinte recebi e-mail da agência avisando que só iria mandar os docs para a APC depois do carnaval porque, aparentemente, os correios entravam no espírito carnavalesco e a possibilidade dos docs serem extraviados era grande. Ok, então né, respondi. Vamos deixar o correio aproveitar seu momento folião com os pacotes dos outros, afinal quem esperou 6 meses, espera mais uns dias.

Pois bem, carnaval passou, a pascoa está quase aí (vou ganhar o oscar de drama, gente) e meu aceite da APC ainda não veio. Que merda!!

Era isso, minha gente. A média do Ok chegar é em torno de 15 dias, mas como diria a sabedoria popular, eu devo ter pisado em rastro de corno. Porque o que pode dar errado, comigo, vai dar. Isso porque essa semana minha primeira compra num site gringo mega confiável extraviou… então tá, né?!

Pronto, agora que coloquei isso pra fora, vamos seguindo em frente e esperar. Ai, como é chato esperar. Preciso controlar ansiedade. Já sei, vou ali fazer brigadeiro de panela e ser feliz!

 

Alguém viu um Ok perdido por aí?!

Por hoje é só pessoal!

… e beijo pra quem fica!!

 

Foto fonte: daqui!

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