A Era Americana da Razão

Mas o título alternativo desse post poderia ser: Cazuza é o  ca****o, meus heróis não morreram de overdose!  (frase chupada do Guga) 😛

E vamos combinar?!! Se teus heróis morreram de overdose  você tá mal pra caramba de herói.

Mas vamos lá: hoje vamos dar continuidade ao post cultural. Vamos conhecer a história de um dos homens que muito contribuiu para a sociedade americana, e até hoje nós (brasileiros e o resto do mundo) aproveitamos de suas contribuições. Uma  figura tão importante que tem  sua cara ilustrada na nota de 100 dolares 🙂 Já descobriram?

Maaas antes de falarmos sobre ele, vamos nos situar em tempo e espaço. Estamos em meados do século 18, e a Europa está imersa num movimento que se denominou o Iluminismo, ou A Era das luzes. (gente, se libertam do trauma das aulas de história do colégio, história não é decobera e é legal!)

Tal movimento, inevitavelmente chegou na América também. Lembrando rapidamente do que se trata o Iluminismo (no inglês The Enlightenment, no grego, não faço menos idéia… mas voltando ao conceito de estratégia…), então os filósofos dessa época eram basicamente seculares, ou seja, a razão e a ciência predominavam em relação a superstição e espiritualidade. No lugar do supernatural, o natural (as leis físicas da natureza). Procurava-se entender mais as leis dos Homens, do que a divina (vinda de Deus). A razão em contrapartida da fé.

Essa filosofia caiu como uma luva para certa regiões americanas, (mais ao centro e ao norte), uma vez em que nesses lugares predominava fazendas pequenas trabalhada pelos próprios proprietários. Alí, muito se precisava de cooperação mútua, e o espírito de tolerância era necessário, inclusive em relação a tolerância religiosa. Esse cenário contrastava com as colônias localizadas mais para o Sul, aonde havia grandes plantações com mão de obra escrava ( que a Tia Cotinha da escola chamava esse esquema de “plantation).

Muito bem, voltando ao cenário que eu pintei pra vocês das colônias mais ao centro e ao norte (lá pra NYC), conseguem perceber que alí foi desenvolvido um espírito de confiança  no progresso, de modo que os próprios homens seriam capazes de resolver seus próprios problemas. Pois muito bem, e é aí que entra BENJAMIN FRANKLIN.

Benjamin Franklin (1706 – 1790)  nasceu em Bonston, eventualmente acabou se mudando para NYC, mas foi na Filadélfia (da onde saiu o Will Smith em “Um Maluco no Pedaço”) que ele deixou todo seu legado (e é um dos motivos que eu quero tanto conhecer a Filadélfia. O outro motivo é pelo Rocky Balboa) começou trabalhando numa editora. Defendia a abolição dos escravos (esqueci o adjetivo que se dá a isso, foi mal aê) e tinha interesses em diversas áreas como ciência, filosofia, foi escritor, político, funcionário público, tinha interesse também na diplomacia(mais tarde foi discutir sobre a independência das colônias americanas na Inglaterra) e várias outras.

Para difundir suas idéias inicialmente ele publicava seus textos sobre o codinome de Ms Silence Dogood. Com o passar do tempo ficou tão rico que pode patrocinar a busca por tudo aquilo que o interessava.

Foi criador dos óculos bifocais, o pára-raios (afinal, com hifén ou sem hifén??), o forno que esquenta (existe algum que esfria, Luna?), um instrumento musical. Fundou uma Universidade e um hospital em Filadelfia e também organizou um departamento de combate ao fogo, biblioteca e policia. Tinha forte sentimento no coletivo público e acreditava que tinha que retribuir para a cidade que tanto lhe ajudou quando nada possuía. Por esse mesmo pensamento, todas as sua invenções eram de domínio público, pois já que ele aproveitou de invenções alheia, ele deveria sentir-se satisfeitos de dividir suas próprias com os outros (clap clap clap).

Cena clássica do Rocky treinando nas escadarias do museu

Ele escreveu uma auto biografia e nela numerou as 13 virtudes que devemos cultivar em nós mesmo para alcançar nossas realizações pessoas e sermos boas pessoas, entre elas estão humility (assim com Jesus e Sócrates) , silence (fale somente o necessário, evite conversa furada) e order (deixe cada coisa em seu lugar, deixe cada parte do business ter seu tempo).

Bom, gente, fala sério que uma pessoa dessa você não vê por aí todo dia. Gosto muito desse espírito coletivo americano, a idéia de que o público deve ser cuidado porque é de todos, e não escrotizado porque não é de ninguém.

Por hoje é só pessoal, espero que vocês tenham gostado das informações. Pra terminar o post, vou deizer uma série de quotations deixada pelo nosso ilustre personagem do dia aqui no blog.

“Peixe e visitas fedem em três dias.” (essa é muuito boa)

“Como para satisfazer a você mesmo, mas vista-se para satisfazer ou outros.” (não deixa de ser uma verdade)

“Nem uma fortaleza ou uma virgem vão se segurar por muito tempo se já começaram a negociar.”

“Mantenha o olho bem aberto antes de casar e meio aberto depois de casar.”

“Aonde há casamento sem amor, há amor sem casamento.” (de uma sabedoria ímpar)

  … beijo pra quem fica!!

Ps: traduções livres todas feitas por mim.

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