Escolhendo a fofaiada certa

Olá pessoas que não sei se leem mais esse blog, tudo bem?

Antes de mais nada um AVISO: post enooorme, mas muito útil. Se eu fosse você você, cara zero meia, anotaria essas dicas com muito  amor e carinho 😛

Continuando com a sequência de posts “utilidade pública” para au pairs iniciante… vamos falar da etapa mais difícil na vida de uma au pair, a escolha da famílias, ou como eu prefiro falar, a escolha da fofaiada.

se prepara para o que te espera

Porque infelizmente, a família que você vive que vai ditar sua vida aqui, e vai determinar grande parte da sua felicidade como au pair em Terras do Tio Sam (tá meio batido essa expressão, né não?!)

Vocês acompanharam minha saga de escolha de fofos por aqui, bem detalhada como sempre, mas né, naquela época era garota e escolhi a família errada. Como eu passei duas vezes por esse processo chato, eu , no auge da minha humildade, já tô me achando um pouco mais caveira no assunto 😛

Uma coisa é fato, você só sabe o que quer depois que chega aqui e talvez essa seja a maior razão que depois do rematch a vida da au pair tende a melhorar. Porque aí você não vai pelo achismo ou impulsividade ou pressa de viajar (presente!) mas sim pelo que mais tem chance de dar certo, sabendo o que você tá disposto a aturar ou não, seja pelo schedule, pelas leis da casa, ou pelo estilo da família, números de crianças e por aí vai.

Para tentar minimizar isso, vou tentar desmistificar esse processo, e a primeira coisa que tenho a dizer que essa história de “feeling” é bullshit! Pronto falei!

Ouvi muito essa parada de feeling e na boa, maior história da carochinha. O que você tem a fazer é mais ou menos selecionar suas prioridades  e na hora de conversar com a família você saberá o que é importante, e o que você acha que não viverá sem afinal, você não terá tudo. As vezes a família é foda, mas tem 4 filhos. As vezes não tem curfiew mas o lugar parece smalville e por aí vai.

Primeiro de tudo: tenha em mente que sei lá, 97% das famílias são um bando de filhos da p*ta que só querem uma escrava baba, não entendem nada do programa e só querem alguém para criar seus filhos no lugar deles. Com isso em mente, pode fazer a listinha de coisas que podem tornar sua vida mais confortável.

Ahhh mais eles parecem tão legais. É, mais na hora dos interesses prevalecerem, serão os deles primeiro. E você filha, bom, você é só au pair, então, se f*de aí. Mas né, não vai me perguntar sobre carro na primeira entrevista, se não a mulher vai achar que você tá mais interessada na sua vida social que nos pirralhos delas (o que não deixa deixa de ser verdade :P).

Exemplo: ter carro! Ter um carro aqui nos EUA não é luxo é necessidade. Você não vai na esquina comprar remédio sem carro pois o país funciona a base de carros. Nos subúrbios não tem transporte público como estamos acostumados no Brasil, no máximo um trem, mas né, você precisa se deslocar até a estação pois até aonde eu saiba, o teletransporte ainda não foi inventado.

E aí que entra: se você for tomar conta só de bebês, por exemplo, grandes chance de você não ter carro porque né, bebês não tem uma vida social agitadíssima e suas funções se limitaram as paredes de madeira barulhentas da sua casa. Por tanto, make sure que na sua cidade tenha um sistema de transporte público decente que te permita um mínimo de independência ( no caso de você não ter carro), porque trust me, você não vai querer ficar dependendo de carona ou muito menos ficar presa em casa.

Antes eu achava que iria ficar bored em casa tomando conta de bebê, mas hoje eu até preferiria. Só não sou muito fã da responsabilidade gigante que é tomar conta de bebê, mas eles não falam, e só choram sei lá, hoje eu prefiro ficar bored do que estressada. Dai você liga a TV no canal que quiser (eu já to quase surtando com tanto Spongebob que tenho que assistir) e voalá.

Tenha em mente a idade de crianças que você gostaria de lidar. Todas as idades  tem suas vantagens e desvantagens. É com base na idade dos fofinho, ou demônios, dependendo da educação da kids, é que seu schedule será elaborado.

Bebês e todlers (as kids de 2 e 3 anos que estão aprendendo a andar). Normalmente não vão para a escola, e você terá que ficar com eles o dia inteiro sem break. O que é bom que normalmente você termina seu dia cedo, lá pra umas 5 horas, 6 as vezes até umas 4 dependendo da família. Começa mais tarde também, uma 7:30, 8 dependendo da família.

Com essa idade a sua atenção é voltada toda exclusivamente para elas, você mal pode ir no banheiro, e aí é esperar pela tão sonhada nap time ( o cochilo) pra você fazer seu xixi em paz. A vantagem é que são argila mole você pode meio que pode moldar do seu jeitinho. Se for só bebê, então tem a vantagem da nap, seu horário anjo, e você pode ficar assistindo TV amarrodana enquanto ta lá ninando a criança.

Dos 4 aos 6 – com quatro anos a criança já pode ir para escola, começa no Kintergarten (nosso jardim da infância se é que o nome é esse ainda). Tem que tá na escola umas 8:00 depende, também. E volta lá pras  3 horas e esse será seu break. Seu horário vai consistir em de manhã enfiar uma roupa nas criaturas, e dirigir pra escola, ou colocar no tal do ônibus amarelo. Dai, vai buscá-los e normalmente eles já tem varias atividades nessa idade, natação é a mais comum. E vai ficar até bedtime, as vezes até as 7, até as 8:30 (mais comum), até as 9 horas da noite, depende da família (ou se você tiver nascido com o c* pra lua, vai ficar até as 5:30, mas é muuuita sorte).

Tem as sortudas que mesmo com esse break fica livre quando os host chegam, umas 5:30, mas isso é bem raro. Normalmente você vai trabalhando até as 9 que é a hora de todo mundo ir pra cama. E aí sua vida social vai ficar um pouco resumida na hora do seu break, ou se você não tiver curfiew você poderá dar uma escapadinha para um programa mais light no fim do trabalho só pra dar aquela aliviada.

Vantagens – também são argila mole, ou seja, você até pode conseguir moldar um pouquinho. Porém, na minha opinião, as desvantagens são maiores e explico o  porque: essa idade as crianças precisam de atenção total sua, você mal pode ir no banheiro que pode dar merda (meu moleque conseguiu um olho roxo gigante na primeira semana minha aqui), eles são mega dependentes, precisam de você pra tudo mas se acham independentes. Não querem sua ajuda mas vão precisar de você e pior, ficam testando limites deles o tempo inteiro e das pessoas, e claro que vai sobrar pra você querida zero meia.

Eu particularmente não suporto essa fase, mas foi a fase que me especializei pois tomei conta de duas demônias dessa mesma idade.  Era um inferno, até porque a educação dos pais não colaboravam em nada, e agora cuido de um moleque de 5 anos e a coisa boa que ele é educado, me trata bem, tem seus momentos mas se ficar de graça fica de castigo (sim, aqui eu tenho carta branca pra colocar de castig0 então minha vida aqui é infinitamente mais fácil).

São detalhes tão pequenos de nós dois que a gente nunca vai imaginar que são importantes, mas além de sair metralhando aquela listinha de perguntas pra fazer aos seus futuros fofos, pergunta sobre como é a educação, pergunta também em caso dos fofinhos te desobedeceram, qual seria o procedimento e o mais importante tenta descobri se os país são envolvidos na criação dos filhos.

Parece coisa besta, mas ó, uma coisa que percebi e que depois a fofa de uma amiga minha meio que confirmou, a maioria das casais americanos meio que tem filho só pra seguir um protocolo na vida. Tipo casar, ter uma casa no subúrbio, comprar um SUV e ter filhos. A impressão que dá é que eles não estão nem aí pras crianças e que só tiverem porque assim manda o protocolo.

Por exemplo, eu achava mega estranho as vezes eu saía com as demônias e os país nem vinham dar um beijo nela e muitas vezes elas não veriam eles por uns dois dias pois quando eles chegavam tava já todo mundo dormindo. E quando elas gritavam e tal, eles íam lá davam um doce pra elas pararem de berrar e pronto. Sempre optavam para o que seriam mais fácil pra eles.

Conclusão: eu deixava de ser au pair e ficava no papel de mãe. E isso é a pior coisa que pode acontecer com uma au pair, quando você assume extra oficialmente um papel de mãe, sendo que você não tem realmente os poderes de mãe ( se fossem minhas filhas- bate na madeira 3 vezes – já teria descido o cacete em todo mundo)e aí, a parte mais chata é ter que lidar com a frustração das crianças pois os país nunca estão presentes.

E você também fica frustrado porque você não queria ser mãe (deus me livre) só queria ser au pair (deus me livre também, mas no meu caso, tarde demais). Então procura saber se nos tempos livres dos pais eles curtem estar na companhia das crianças, por exemplo, você sabe que os fofos gostam de suas crias se quando eles chegam você já fica off. Na maioria das vvezes, os pais, por incrível que pareça, só querem se livrar das pirralhadas e não curtem nem um pouco passar tempo com eles.

De novo, detalhes bobos mas que fazer uma diferença enorme. Essa idade eu acho mais chatinha e complicada, ainda mais se os pais não tão nem aí, porque aí você encara pergunta do tipo “minha mãe é uma péssima mãe pois se fosse boa ela deveria deixar eu ficar com ela”. Juro que quase me deu vontade de responder: “é sim, também acho que sua mãe é uma vaca”. Mas eu preferi ignorar, ligar o rádio do carro e cantarolar a musica da única rádio que devia pegar em Chappaqua.

Dos 7 aos 9- são mais independentes e no máximo você vai colocar a comida deles. Já tomam banho sozinhos, se vestem sozinhos e as vezes até colocam a própria comida. Você também não vai precisar interagir muito (que no meu caso é ótimo porque eu ODEIO ter que ficar brincando de power ranger, por exemplo). Vai ficar dando as ordens, tipo> fulano, tira isso do chão, hora de ir pra escola, hora de comer e essas coisas. Ah, e você poderá fazer seu xixi que não vai ter perigo da casa estar em chamas quando você sair do banheiro.

Dos 10 em diante, independência total, delicia. Você só precisa ser a presença adulta na casa. Eles não precisam ser vigiados o tempo todos e muitas vezes nem fazem muita questão da sua presença. Aí você saca seu Ipod e fica lá na internet o dia inteiro esperando o dia passar. Ah, claro, vai ter que preparar a comida e dirigir eles também , que eu acho ótimo, eu adooooro ter que dirigir porque o tempo passa rápido, você pode ver o dia ( um porre ficar socado em casa o dia inteiro) e ainda durante aquela atividade você tem uma folga da presença da sua kid.

A maior desvantagem dessa idade é que se eles não tiverem educação, você se fufu, porque já saõ grandes e você não molda mais nada. Aí, vai ser só aturar a pirraça mesmo.

De novo, todas as crianças que vão pra escola, significa que o break da au pair vai ser no meio do dia, vai da manhã até umas 2:30 . Lá pelas três começa a trabalhar de novo e aí vai até umas 9 horas, ou se for mais sortuda menos.

Você tem que ter em mente qual a melhor faixa estaria pra você e qual tipo de schedule você fica mais confortável. Se você quiser muito uma interação social com sua kid, então pula fora de adolescentes e pré adolescentes, mas se você não faz questão, então kid pequeno não é uma boa.

Outra coisa, não adianta fechar no desespero, o legal é você esperar que uma família se adequa a você e vice versa. Por exemplo, eu conheci uma menina que é vegetariana e a família não é. Mas a família dela é foda, no aniversário dela a fofa dela fez um jantar todo vegetariano. Achei tão simpático deles. Eles zoavam ela o tempo todo falando que a comida estava uma delicia mas que se tivesse carne ficaria melhor (eu super concordo) mas eles tavam lá mega aberto a respeitar um escolha dela.

Se você é uma pessoa mega descolada, não entre numa família muito conservadora por exemplo, porque a convivência pode ficar meio complicada se a família não for mente aberta. Não há problema nenhum em conservadorismo, mas o problema quando a família não entende o programa (95%) e pouco ligam para as diferenças culturais e suas necessidades.

Por exemplo, aqui eles são super preocupados em deixar feijão estocado, porque sabe que na alimentação básica de um brasileiro tem feijão, então mesmo eles não ligando muito, sempre tem feijão aqui em casa. De novo, pequenas coisas que deixam uma au pair feliz e satisfeita.

Se você tem tatuagem, ou piercing, não esconda. A família que te escolher tem que saber e vai ter  que te aceitar assim, e acho legal que grandes chances de uma família ser mega mente aberta.

Meu maior erro na hora de escolher a família na primeira vez, além da pressa (eu já tava velha) foi não perceber esses detalhes e acabei fechando com uma família conservadora, que queria só uma empregada e o pior de tudo, controladores. Porque aí você tem que ficar toda hora explicando porque o sabão em pó acabou e a pior coisa do mundo é viver com alguém que te tem como suspeita acima de qualquer coisa.

Sobre curfiew: família que não tem curfiew normalmente são mais relax. Eu achava que curfiew era uma coisa que não me incomodaria, porque sempre fui caseira. Só que a vida de au pair é diferente, como sua área de trabalho vira o lugar que você mora, quando você tá off você quer mais é picar mula e não ver mais a cara de ninguém. O curfiew era um saco pra mim (não tenho mais) porque você fica naquela esquizofrenia de ter que voltar correndo pra casa, e claro que ganhei a alcunha de Cinderela nas época que eu morava em Chappaqua.

Eu virava abóbora as 11:00. E sempre era a última a terminar de trabalhar, sempre saímos tarde por minha causa e voltamos cedo por causa desse maldito curfiew. As vezes eu não queria ficar fazendo nada, só batendo papo mesmo na casa de alguém. Mas ta aí uma coisa que nunca pude reclamar, porque quando eu topei match com eles eu já sabia do curfiew. O que eu não sabia que isso seria bem chato depois. Fora que você se sente uma criança tendo hora pra voltar pra casa né.

Pra quem vai ter curfiew. Olha, nem é a pior coisa do mundo, mas só tenta make sure que esse curfiew possa ser flexibilizado em caso você precise. Tipo, um dia eu quis ir no cinema numa terça (era mais barato) e a fofa quase embarrerou falando que eu tinha que acordar cedo no dia seguinte. Mandei um foda-se. Mentira, mas me deu muita vontade 😛

Na verdade eu respondi: e você acha mesmo que vou estar dormindo as 11 horas da noite? E ignorei e fui assim mesmo. Eu não pedi meio que avisei. Mas não façam isso, eu já tava de rematch e já tava com o foda-se meio ligado (melhor sensação eveeeer!).

Mas olha só que vaca, eu sempre cumpri direitinho as minhas funções de escrava isaura. Custava deixar? Além de ser um porre você ter que ir lá pedi pra ir no cinema (me senti com 15 anso) ainda tem essa, deles não gostarem.

Então, só conversem antes para caso esse curfiew seja flexibilizado. E muitas das famílias legais acabam depois derrubando o curfiew, depois que já te conhecem e tal e ganham confiança na sua pessoa.

Sobre o carro: carro nos subúrbios americanos como falei não é luxo, é necessidade, senão você não consegue ir na esquina. Então, tenha certeza que você terá um carro disponível pra você. A não ser que você more numa cidade aonde tenha transporte público. Viver aqui sem carro, é pedir pra se aborrecer.

Também preste atenção nas regras do carro. Eu só me fudi na outra família. Eles me disseram que eunão podia pegar highway, por exemplo. Ah tá tudo bem, pensei. Mas aí eu não sabia que pra voc~e se locomover por todo canto dessa terra, você precisa pegar highway. Me fudi, porque eu não podia ir pra lgar nenhum.

Depois, não satisfeito inventaram uma outra regra (essa foi surpresa porque não tinha sido combinada anteriormente, foi depois que cheguei), que eu poderia andar só em Chappaqua (que o centro se resumia a uma rua), e outras duas villages que tinham do lado (que os centros também se resumiam a uma rua) e só. Conclusão, meu carro e nada era a mesma coisa. Fui muito carona em Chappaqua. Ah, e eu também não podia dormir fora com o carro.

O que é irritante, é que sem carro você não faz nada. Colocar regra no carro significa limitar seu ir e vir, então pesquisa direitinho sobre os limites e tal pra não cair em armadilha quando chegar. Melhor coisa é quando você tem o carro com disponibilidade total pra você, vai por mim aspiras 😛

E por último, temos a loteria. Sim, loteria, porque por mais que você faça tudo certinho e que consiga fazer match com aquela família que parece perfeita pra você, no lugar perfeito, ainda tem chances de eles se tornarem um tremendo dos filhos da puta. E isso, não dá pra prever, infelizmente.

Tem família que tem tudo pra ser ruim, exemplo, minha amiga tinha uma família igual a minha, judeus, três crianças, e eles eram super amigos da minha ex-família mas acabou que ela está numa das melhores famílias que já conheci. A família é super mente aberta, as crianças uma educação incrível e ela tem uma série de regalias que fazem a vida dela aqui ficar bem confortável. Nem preciso dizer que ela vai extender com a família. Mas também, com a família dela até eu extenderia, e pra sempre 😀

A loteria pode funcionar tanto para o bem quanto para o mal. Não há bola  de cristal, por tanto o jeito é (dá uma fugidinha com você :P) tentar minimizar o coeficiente de vai dar merda o máximo possível. Estuda direitinho o que você quer de uma família, estabeleça suas prioridades vai esperando até uma família ser mais ou menos compatível com você.

Lembrando que você nunca vai ter tudo (minha amiga da família perfeita, por exemplo, trabalha sábado de noite, as vezes, ó que saco) mas ela tá feliz lá que a família realmente é muito boa. Então você tem que priorizar.

Outra coisa importante dizer para as meninas que vem pela AuPaircare (uma bosta de agência) que você não pode sair rejeitando família não se não eles te suspendem o processo ou até te expulsam do programa. Então cuidado aí na hora de dispensar família. Vê lá direitinho o que vocês vão dizer. Não pode sair dizendo que o lugar é uma merda por exemplo, senão a agência fica achando que você tá escolhendo lugar o que tecnicamente falando não pode.

Ah, perguntar para a atual au pair ajuda mas não tanto assim. Porque né, o que as vezes é bom pra um, não é pra outro. E relacionamento de au pair com family é igual casamento, as vezes dá certo com ela mas não contigo.

Ah não ser que a menina extendeu por mais 1 ano, daí isso é um excelente indício de que a família é realmente boa, porque o que eu pude perceber é que quando a família é realmente boa as meninas extendem, fato. Só esse mês eu tenho três amigas extendendo, mas todas tem famílias suuuuper legais e no lugar delas eu também faria o mesmo (ou não… sinto falta de lidar com pessoas da minha idade, sabe qualé?)

No mais, depois do match é rezar para que você tenha feito a escolha certa relaxar e esperar pra ver o resultado, porque aí só vai depender da loteria se deu sorte ou não de ter pegado uma família bacana.

Boa sorte pra todas as meninas que estão nessa fase, força na peruca pra todo mundo!

Beijo pra quem fica!

Anúncios

Agora e oficial: sou uma Jersey Girl

Bem amigos da rede globo 😀

Estamos aqui para narrar mais um capitulo dessa minha jornada auperiana. Essa narracao sera toda feita sem acento porque nao conseguimos descobrir qual e o codigo do wifi da casa e pra eu nao ficar sem contato com o mundo exterior, meus novos fofos me deram um laptop deles pra eu ficar ate esse pequeno problema tecnico se resolver.

Siiiim pessoas, eu agora estou vivendo em New Jersey!! Desde ontem eu me tornei uma Jersey Girl! Confesso que a ideia de deixar Nova York doia muito nesse coracazinho que ja sofreu muito nessa vida de au pair. Ficava imaginando, como agora vou poder usar meu moleton I ❤ New York morando em New Jersey?A ndava pela City com uma carinha de volta o cao arrependido pensando o quanto eu iria sentir falta da cidade e ate da minha rotina em Chappaqua. E olha que eu nunca fui fa de Chappaqua.

Pausa para fazer mais uma confissao: to adorando poder digitar sem ter que colocar os acentos. Isso e tao libertador! Quem teve a ideia de colocar acentos nas palavras? Mas que atraso na nossa vida… mas enfim, voltando a vaca…

Mas meus queridos, nada disso importa quando voce esta numa familia legal. Caguei foda pra New York quando cheguei na casa e fui tao bem recebida por todos. Todos muito atenciosos incluindo o moleque que vou tomar conta. Sim e so um. Ele nao chorou, nao surtou nenhum vez, e educado e suuuper carinhoso. Ta naquela fase maldita dos 4 anos se tornando 5, mas e super aturavel.

Jogamos basquete, futebol, brinquei de transformes, ganhei abracos, e tal. Ahhhh o moleque e mega espoleta mas tudo bem porque ele e educado e a familia tem o trabalho de educar ele. Beleza, dessa vez eu farei meu papel de au pair e nao mais de mae. Fiuuuuu que alivio.

Me senti tao bem e tao aliviada aqui que nossa, dormi tao bem nesses dois dias, como eu nao dormia nesses quatro meses. So conseguia dormir bem na casa de amigos e agora eu tenho uma cama tao confortavel que noooossa, falei para a fofa (tenho pena de chamar ela de fofa porque ela e tao legal) que a cama me abraca.

Achei tao fofo da parte deles eles ficarem preocupados de eu achar a casa pequena por eu viver em Chappaqua e esta acostumada com casarao. Mal sabe ela que eu vivi na casa mais escrotizada de Chappaqua, a mais imunda , a menor, sei la, com o pior quarto. E eles todos sem graca achando que meu quarto era pequeno e que eu teria que me apertar com as minhas coisas, alias, coisas essas que se multiplicaram tanto em 4 meses que ate eu me assustei.

Juro pra voces, como pode em 4 meses eu ter comprado tanto porcaiada? Jeeesus, prometi a mim mesmo que nada de comprar ate o final de Novembro, mas putttz tem o Black Friday semana que vem, e tem umas tres targets pertinho de mim. Ahh! E uma Best Buy, e academia barata (em Chappaque era em torno de 100 Obamas por mes, fora o gas) e ela ficou de ver se podia me colocar de membro, enfim, aqui tem tudo…tudo mesmo que eu preciso. To muito melhor provida aqui do que em Chappaqua.

Amei o lugar, simplesmente amei. Tem calcada, tem poste, eu possso ir andando ate a target mais proxima. E e tudo plano, voce ve os vizinhos e o melhor de todos, nao e uma floresta cheia de arvore tirando sua visao. E aqui em 5 minutos voce tem tudo perto. Tudo mesmo. E como aqui eu nao tenho as regras esquizofrenicas do carro que eu tinha antes na outra familia, eu vou poder dirigir pra tudo quanto e lugar ate ir na Pensilvania, ta bem, que fica a 5 minutos daqui.

Hoje foi um dia cheio, damos uma volta na regiao, fomos na Pensilvania (e o quinto estado que conheco) que tem uma cidade liiinda, gente! Ah! Joguei boliche pela primeira vez (sou uma caipira gente, nunca tinha jogado boliche na minha vida) e e e e, dirigi uma pick up. Cara, imagine eu, desse meu tamanho (sei que pareco maior nas fotos, mas nem sou) numa pick up. Fiz umas merdinhas, tipo nao conhecer o tamanho do carro ainda, mas estacionei mega bem. Fiquei super orgulhosa de mim mesma.

Tava morrendo de medo dessa parte, porque nossa, a pressao para dirigir na outra casa era tao grande, tao grande que eu sentava no carro e comecava a tremer. Aqui tudo e mais tranquilo, dirigi a pick up, tava noite e tal e ela foi bem tranquila, apesar do velocimetro esta com defeito e eu nao ter nocao se eu tava na velocidade certa. Mas deu tudo certo. Era meu sonho dirigir um carrao, que sonho bobo o meu 😛 E nem gostei, muito ruim prefiro o menor que voce enfia em qualquer lugar 😛

Ai gente, entao e basicamente isso. Sei que prometi contar tudo como foi o processo e vou contar. Mas eu vim aqui tantas vezes pra tacar pedra no programa e tal quando estava muito chateada entao achei que devia vir logo para contar que no final deu tudo certo. E ainda ser um fio de esperanca para as meninas que estao nessa situacao e tal. O rematch nao e facil, nao e mesmo! Narrei bem pra voces, mas a coisa boa e que a existe chance das coisas darem certo e eu acho (espero que nao seja muito cedo pra dizer) que no meu caso deu.

Sei que tem muita coisa pela frente, so de pensar me cansa. A adaptacao, a rotina, o conhecer os lugares, o fazer novos amigos (nao tenho nenhum aqui ainda #foreveralone) ter minha rotina, mas pelo menos me sinto mais renovada pra comecar tudo de novo, porque tive uma adapatacao aqui melhor. Eu me senti aqui tao confortavel como nunca na historia dessa au pair que vos escreve tinhas sentindo com a outra familia em 4 meses.

SAo nesse pequenos detalhes que voce nota a preocupacao dos hosts com voce. Eu cheguei tava aqui arrumando minhas coisas, o hosto que e super timido, veio aqui e me deu um pendurador pra eu colocar na porta. A televisao do meu quarto tava ligada num canal de seriado . E o melhor de tudo: eu tenho Tv a cabo no meu quarto uma janela com uma visao linda que o sol entra de manha. Mega cafona isso, sao pequenas coisas que nao prestamos atencao mas eu morria de saudade de ter uma janela pra chamar so de minha.

Preciso ir nessa agora. O post vai ficar assim bem cru, sem fotos porque cara, to sem condicao de subir as fotos que separei agora. Acho que voces entendem, eu so nao queria deixar de passar aqui pra dizer que it`s going to be all right, like a sunshine day 😀

Eu tinha tanta gente pra agradecer (momento Oscar rapidao) que me ajudou muito ate as coisas aqui darem certo: Gabi (que me abrigou, cacou familia pra mim no Gap, ouviu muito meu chororo), Mili (que nem le esse blog e e servia) umas das pessoas mais legais que conheci e mais prestativas, juro que foi muito dificil dizer tchau pra essas meninas. Ficamos tao feliz que daqui ate chappaqua leva so 1:30 min o que sigfinifica que visitas serao feitas.

Fora Ligia que me mandou uma oracao lindissima. Dudi minha fofa eterna que tambem estava super preocupada e me mandou mensagens. Cris que mesmo estando laaaa longe ouvia minahs lamurias pelo telefone. Renata que tambem super me apoiou e sua amiga Livia que eu peguei emprestada pra mim que no comeco dessa historia do rematch eu pertubei o plantao dela. Lais que desde o comeco vinha com essa ideia de rematch e ficou super preocupada de eu voltar pra casa achando que a culpa seria dela (magiiiina). Ao que me deu aquele acorda Maria, no melhor estilo Edna de ser “pela amor de deus mulher se componha” (e com voce mesmo Igor que estou falando). Fora os amigos do Brazil,  familia, todo mundo com seus pompoms erguidos fazendo torcida organizada para mim.

Ai e pra todos aqueles que por um lapso eu tenha esquecido e claro, a todas as leitoras e leitores que torceram muito, mandaram mensagens, comentarios na torcida que eu nao voltasse para casa e que o blog continuasse 😀 A TODO VOCES meus mais sincero obrigada!!

Gente, vou dormir que amanha e dia,

 beijocas pra quem fica!

Depois do match…

… vem a calmaria.

Cronologicamente falando esse post devia ter ido ao ar muito antes mas… antes tarde do que mais tarde 😛

Resolvi fazer um post sobre o que acontece depois que você tem o match com a família pois vi muita menina lá no grupo do face se desesperando comentando que depois do match a família desapareceu.

Esse post meio aleatório é só pra acalmar os coraçõeszinhos aflitos das futuras au pair que ficam ávidas por um contato mais próximo com a sua future host family. Na verdade o que acontece é que as famílias tem as suas vidas normais depois do match. Pra elas nada mudou. Muda tudo pra gente que está do lado de cá, que pára a vida por causa desse bendito intercâmbio.

Nós brasileiros, emotivos até o talo, somos carente de atenção. Lembrando que isso é uma característica muito  nossa, eles não fazem tanta questão de demonstração de afeto assim. Por tanto se sua família demora pra responder seu e-mail não se desespere, é normal.

Como diria Edna: não se desepere, and "pull yourself together woman!!"

Claro que é sempre muito legal tentar uma proximidade. No meu caso, os e-mails diminuiram muito, até por culpa minha, eu estava muito ocupada e sem criatividade pra resenhar qualquer coisa (vide o blog que ficou parado). Por outro lado, essa nunca foi uma preocupação minha, diferente da maioria das meninas, meu match foi muito perto da data do visto que ficou ridiculamente perto da data do embarque, então vida está a mil.

Final de semanas a gente costuma trocar mensagens e tal. As vezes ela demora um pouco nas resposta, as vezes sou eu (mea culpa). Mas eu nunca bati a cabeça na parede por uma resposta que demorou a voltar, até porque as vezes eu que demorava um pouco pra responder. O papo vai fluindo, só um pouco mais lento.

Se você fizer muita questão de um contato, tente relatar para sua família como anda seu processo e tal. Se for data especial, mande um cartão virtual por e-mail. Essas demonstração de interesse pela família soam muito simpático. Mas não seja aquela chata carente que ficar exigindo por resposta a cada cinco minutos, fia.  Certeza que sua future host family ama falar com você mas eles também tem mais o que fazer, né?! 😛

Por hoje é isso meu povo,

   beijo pra quem fica!!

 

Ps: Tirei a Edna daqui!

 

 

I HAVE A MATCH!!!!!!!!!!!!!!!

Assim mesmo, em caps Lock, meu povo!!! (ou no jeitinho da Xuxa, como preferirem)

Yeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiii o/

“Give me a chance to go, and I’ll take it”

Pensei inúmeros títulos para colocar nesse post, mas não teve jeito. Esse é o título menos original ever, que você encontra de 10 blogs, está em 15, mas não podia ser outro, porque a sensação de escrever I HAVE A MATCH é muito boa. E não me canso de repetir (P. Sherman, Wallaby Sidney): I HAVE A MATCH!

Ãh? Mas como, assim? Jáaaa?! Nem foi assim tão rápido, foi uma semana de conversa com a família P (que já já, vai ganhar um nome de verdade :P). Nos falamos desde então, eles sempre muito fofos, solícitos e o principal, responderam a TODAS as minhas perguntas. Tirei todas as dúvidas.

Desde a experiência com a primeira família (não sabe do bapho? leia aqui!), eu coloquei na cabeça que só fecharia com uma família se eu tivesse perguntado todas as perguntas que coloquei naquele meu post sobre perguntas para os hosts. Aminha intenção era tentar reduzir o coeficiente de vai dar merda  rematch ao máximo. Não que não possa acontecer, mas pelo menos fiz a minha parte.

espero que meu match também tenha um final feliz 😛

E fiz mesmo, viu minha gente?! Para dar o exemplo, eu realmente perguntei tuuuudo daquela lista. A melhor parte foi nem precisar perguntar tanta coisa assim, porque a própria hosta (que é suuuuuper, adoro ela #jovemnerdfeelings) já foi me esclarecendo tudo que ela sabia que eu queria saber (oi?). Então, sim, eles parecem ser a família semi perfeita, a não ser que depois de um tempo se tornem um bando de psicopatas, mas isso eu não tenho como prever 😛

Agora respondendo as perguntas: Pra onde eu vou (se os deuses do consulado permitirem a minha humilde entrada em terras americanas)? Chappaqua, NY. Quantas kids? São três girls, duas de 4, e uma de 10 (idades potimas, não limparei bunda de ninguém, assim espero :P). Tenho curfiew? Sim, durante a semana e nos finais de semana, mas posso escapar pra cidade (só avisar). Tenho carro? Sim, vou poder usá-lo no meu tempo livre, mas aí eu arco com o combustível. É automático? Não faço idéia, mas to rezando que para seja. Vou trabalhar nos finais de semanas? Alguns sim, não são todos. Como é o schedules? É pesado, vai ser trabalhoso, as meninas são cheias de atividades mas vou ter uma folguinha á tarde quando todas tiverem na escola. Onde vai dormir? Porão. Sim, terei um porão pra chamar só de meu.

Perceberam que todas as perguntas foram feitas no presente! Siiim, porque já estou contando comigo lá (a arte de praticar a positividade).

Outra coisa, o schedule pode variar porque eles trabalham muito, então terem que ser flexível (muito medo dessa palavra).

Você é louca se aceitar isso? Talvez uaauhauhaha mas você tem que ter na mente bem o que quer e saber priorizar. Porque fia, você não vai ter tudo. eu priorizei o famoso, o tão falado feeling. O me “sentir bem com a família”, me sentir confortável de perguntar tudo (e eu perguntei gente, só faltou perguntar cor da calcinha). Ela me deixou mega avontade, então acho que uma coisa vai compensar a outra.

O lugar também foi beeem legal. Não nego que fiquei bem feliz, NY era um sonho mesmo pra mim, mas esse nem de longe foi um fator decisivo, várias outras coisas contribuíram. O importante é não ter afobação e ir com calma!

Quando embarco? Again, se as lindezas de mi vida lá do consulado me liberarem, dia 11 de Julho. Eu sei tá em cima, é muita coisa pra fazer em pouquíssimo tempo.

Agora, é correr pra ver visto, PID, burocracia e mais burocracia. Continuem na torcida, porque a saga ainda não terminou, só vou descansar quando meu visto tiver na mão. E, é como eu já disse lá no grupo: em bunda de neném e cabeça de consul a gente nunca sabe o que pode sair.

Detalhe, a ficha não caiu. Pra mim hoje foi mais um dia qualquer. Tô meio lenta, achei que foi rápido demais. E antes que me perguntem, já vou responder, levei menos de um mês pra fechar match (falta 4 dias pra completar um mês que estava On).

Obrigadas a todas pelo carinho, pela torcida, pelo apoio, pelas vibrações, pelas mandigas, tuuudo!! Obrigada mesmo, gente. Ontem foi uma festa lá no grupo, todo mundo me dando os parabéns!!

  beijo pra quem fica!!!!!

Families, families e mais families

Olá leitoras!!

Pra quem caiu aqui de para quedas, só pra explicar que eu estou na fase do processo de falar com as famílias. De longe imaginei que essa seria uma tão fase estressante. Primeiro vem a espera, depois as conversas (e haja resenha) e depois vem a escolha.

Eu juro que se eu pudesse pagar alguém para escolher a família (semi) perfeita pra mim, eu pagaria. Nossa, e como pagaria! Pagaria feliz! (ara, você tem que ficar presa ao e-mail, tem que checar o tempo todo, responder perguntas e mais perguntas (as vezes pode rolar um stress) e depois vem pra mim uma das piores partes, rejeitar a família.

E foi assim que eu descobri que não poderia trabalhar com Recursos humanos, todas vez que tivesse que dispensar um candidato eu ficaria arrasada.

Mas vamos por ordem cronológica, né minha gente.  E por parte.

Sobre a Família S: então, depois de muito pensar, eu tinha enviado um e-mail para eles a achei que tinham desistido. Mas eis que ela me manda um e-mail super fofo também, e com a famigerada pergunta: que ser minha Au pair? Assim, na lata. Bom, não teve jeito, tive que mandar um e-mail dizendo que não. Ai gente, cortou meu coração fazer isso, sério.

Eu acho que prefiro ser dispensada (apesar de eu nunca ter sido, ou ignorada) do que ter que dispensar. Primeiro, corro um risco de ficar queimada com a APC e segundo, acho uma situação muito chata. Até porque eles até que são legais e tal, mas já não tava mais rolando o feeling. Mandei um e-mail pedindo mil desculpas, que eu estava de coração partido mas que tinha pensado muito etc etc. Fiquei com dó (que dóoooo), gente, não posso negar. Eu sou muito manteiga derretida pra essas coisas.

No e-mail de resposta ela me perguntou o porque que eles não eram uma boa família para mim. Nossa, fiquei com mais dó ainda. Sério, me senti uma evil!! Fiz uma resposta, mas ainda não tive coragem de mandar.

Sobre a família P: essa por enquanto está só love. Ainda estamos em lua de mel. Mas não sei o que acontece com as famílias que entram no meu perfil que adoram uma resenha. Porque ôoo demora de vir esse match, viu?! É sempre muita conversa, muito e-mail e match que é bom neca! Mas eu gosto muito deles e se pedirem, é match na cabeça. Tomara que não desistam de mim.

E por fim, outra família no perfil. Da Califórnia. Uhuuu, ó dúvida cruel! Nova York, Califórnia, Califórnia, Nova York. Uahuahahauh

Brincadeiras a parte, nem me animei muito. Hosta mandou um e-mail tão seco, sério tão seco. Pôo, nem uma seduçãozinha, um vinho, qualquer coisa. Outra, também porque já fiquei animada com a família P, então já viu né?!

Mas lógico que não ignorei (porque não tô afim de levar puxão de orelha da APC), respondi o e-mail, mas sabiamente fiz de um jeito que ela pudesse me dispensar. Gente, cuidado ao fazer isso porque eles repassam tudo para a APC e você pode se queimar. A APC pode suspender seu processo ou ainda pior, te expulsar do programa (sim pessoas, não há justiça no mundo das Au Pairs, vão se preparando).

Eu sei, eu sei, Califórnia é o sonho de todo mundo, mas sinceramente de longe meus olhos brilham como brilham quando eu falo de Manhattan. Eu estou tão acostumada com sol, praia, essas coisas, eu quero ver cosias diferentes. E eu penso que se fosse pra ver tudo o que eu já tenho aqui, nem precisava sair do meu país. Né não?!

Vamos ver quanto mais essa segunda família vai me enrolar, ainda não sei porque não fecharam comigo. Talvez pelo probelma da carteira (:(). Mas seria perfeito!

 esperando mais novidades pra contar pra vocês!

   beijo pra quem fica!!

Sobre a Família P

Hello fellas!!

e continuando com a saga: contato com famílias…

No último post eu contei que havia entrado uma outra família no perfil. Uhuu, high five _o/

Na verdade, eu nem fiquei assim tão animada. Depois da canseira da primeira família, você meio que perde a empolgação. E eu fiquei tão cansada de todo aquele drama que quando vi uma outra família pensei: aí não, de novo não. Ficou um trauma foda minha gente.

Pois bem, essa família também já tinha me mandado um e-mail bem simpatiquinho, e diferente da primeira família a resposta veio que quase imediatamente (ponto positivo). E ontem a hosta já me ligou. Conversamos só uns 2o minutinhos porque ela estava no trabalho e eu pronta para ir para o meu.

O que eu gostei: objetividade minha gente. A mulher foi mega objetiva, depois de toda enrolação daquela primeira família, era tudo que eu queria. É esse espírito americano que espero. Ela ainda mandou um: vou te responder todas as suas perguntas, até aquela que você está pensando mas que esqueceu de perguntar (duplo ponto positivo).

A conversa na verdade foi quase um monólogo, ela cuspiu tanta coisa que eu nem lembro mais o que foi dito, e eu de vez em quando soltava um: aham, nice, oh.. this is good. Uma pastel mesmo, mas acho que ela entendeu.

Sobre a família P:

Kids: são três (tá virando número cabalístico, pelo visto) kidas. Duas de 4 anos, gêmeas e uma de 10. A mais velha parece está naquela fase de transição para adolescência segundo a hosta (a.k.a malcriada).

Lugar: não lembro a cidade uahauhuah sério, e tô com preguiça de lá ver, mas o estado é NY, há 45 min de Manhattan (pontos master positivo). Ela me contou mil coisas que tem pra fazer. Adorei essa objetividade dela (tô me repetindo, eu sei,  mas é só pra vocês terem idéia do trauma que a outra family deixou).

Agora como não poderia faltar, um draminha básico; acho que não vai dar em match. E por um detalhe burocrático (como odeio burocracia com todas as minhas forças). Aparentemente no estado NY não precisa tirar uma carteira local, ou seja, só com a minha carteira internacional basta. O problema é que minha permissão vence em fevereiro, ou seja, minha PID também vence em fevereiro. Daí pra renovar só estando no Brasil.

Ela me perguntou sobre isso e na hora não soube responder. Liguei para o Detran e tive essa excelente notícia. Ou seja, não vai dar, porque depois de fevereiro minha carteira vai estar vencida. Então Luna, nada de se animar, acho que vou perder essa playboy (controle de ansiedade mode on!).

Byeee NY. Não queria mesmo 😦

É isso que tem pra contar por hoje, gente.

vamos continuar em busca da família semi perfeita, conto com a torcida, pensamento positivo, orações, reza braba, simpatia, mandinga e o que vocês puderem me enviar. Tô aceitando qualquer coisa.

    beijo pra quem fica!!

Dispensando a Família S

Olá leitoras!!!

Gente, essa semana é a semana das boas notícias (não, ainda não foi um I Hava a Match) mas a vida não se resume a isso (apesar de contar muitos pontos).

Bom, primeiro eu tenho que terminar de contar o que resultou no contato da Família S.

Foram muitos e-mails, no começo ela demorou um pouco pra responder, mas desde o domingo a conversa por e-mail deslanchou. E aí ela me adicionou ao skype e nos falávamos todo dia. Sem nunca combinar, sempre me pegava desprevenida, ou seja, ela  me via de pijama sempre!

A conexão estava de sacanagem com a minha cara, e sempre que ela ligava a parada baleiava, sumia vídeo essas coisas. Mas me virei bem e meu inglês foi elogiado. Ela se demonstrava muito simpática e tal, até que começou alguns pequenos desetendimentos, e a primeira decepção com a sua futura host family a gente nunca esquece (atual ex-futura).

A gente sempre conversava muito, ela me mandava e-mail perguntando um monte de coisa, até sobre meu dia e tal, eu sempre respondendo tudo. Comecei a perceber que ela nunca mencionava minhas obrigações, quais seriam, essas coisas. Eu evitei de perguntar no começo pra não parecer que era só isso que me interessava (não é, mas conta muito).

Até que depois de muitas trocas de e-mail e conversa com skype eu comecei a enviar e-mails com perguntinhas sutis. Comecei com: quais era os hábitos das kids? Do que elas gostavam de fazer? Se tinham filme preferido? O jogo preferido? De que super-herói gostavam?

Aí ela me ligava (sempre sem avisar) e conversávamos mais e ela ia respondendoo que eu tinha perguntado por e-mail. Um dia resolvi perguntar sobre minhas obrigações, curfiew essas coisas pra eu saber se a família realmente me interessava. Depois de uma semana de contato eu ainda não sabia nada disso. Pra ter uma noção, nem quando ela precisava de um Au Pair eu sabia.

Foi aí que o drama começou (porque eu acho que o destino pensa que minha vida sem drama não tem graça), o e-mail voltou seco, muito diferente do tom dos anteriores. E ainda com uma semi puxada de orelha. Ela terminou com (você deveria perguntar essas coisas para as ex-Au Pairs). Oi?! Mas não seria você, a dona da casa que deveria me dizer isso? Por acaso vou lidar com as ex-Au Pairs o tempo todo?! Povo doido esse.

Depois ela mandou mais outros dois e-mails amenizando o tom, e dizendo para eu feel free de perguntar o que quer. Mas ô minha senhora, como você quer que eu me sinta free se você age de outra forma?! Constatei que a mulher era bipolar, gente, só pode!! Os e-mails vinham tão diferentes que pareciam que eram duas pessoas distintas escrevendo.

e essa imagem que me veio a mente

Eu, no auge da minha razão, já não gostei, of course.  Mas como estamos lidando com pessoa de cultura diferente, resolvi não levar aquilo para o lado pessoal e lidar da melhor forma possível. Mandei e-mail explicando que tentei falar com as outras Au Pairs, que só uma tinha me respondido mas que tinha trabalhado lá muito tempo, e que ela me disse que seria melhor se eu perguntasse para a própria hosta (ôoo esse povo não se entende, é pra perguntar ou não é?!!).

No mesmo dia  a gente se falou pelo skype, mas alguma coisa já tinha ficado estranha. Ela mencionou um negócio e eu não sabia se ela estava me perguntando ou falando só por falar. Estava tarde e eu morrendo de sono. Enfim, no final, mandei e-mail perguntando sobre a parada que ela mencionou, porque eu não sabia se tinha entendido direito. A resposta foi: uma patada.

É sério mesmo que vou ficar me estressando com a família sem nem ter saído da minha casa. ôoo minha senhora, tú tá de sacanagem, só pode?! Eu sou flexível coisa e tal, mas sei que não dá pra fechar com a família na pressa, e sério, eu souAu Pair mas tenho sentimentos, né! Como assim ela pode dar uma de bipolar e nem está me pagando ainda.

Pois bem, ignorei os próximos e-mails dela, pra ganhar tempo e me informar sobre o que acontece se eu dispensar um família.  Olha que maravilha, a gente ganha uma notificação da APC no perfil, meio que fica mal visto (só alegrias com a APC, *plaquinha de sarcasmo*). Eu sou meio cagona com essas coisas gente, nem advertência na escola eu tomei (só uma suspensão, mas foi coletiva, a turma toda ganhou :P).

Deixei passar o fim de semana, e ela me mandou e-mails mas carinhosos. Segunda chegou e eu estava toda pimpona pra sair e ir ver meu querido Paul McCartney (história para um próximo post, nada a ver com au pair), ela me envia um e-mail mega carinhoso, deu até pena, quase que lembrei que tinha gostado deles no inicio. Mas resolvi ler todo meu histórico pra lembrar e constatar novamente que e mulher era bipolar gente.

O que eu fiz? Dei uma de bipolar também. Escrevi um e-mail e fiquei esperando pra enviar assim que eu saísse de casa (sente o esquema), porque eu estaria saindo pra me divertir e não iria lembrar daquilo. Não fui grossa, só fui direta e objetiva, como todo bom americano. E deixei o tom amável de lado.

E… deu certo. Ela nunca mais me respondeu, e pelo visto, não me acusou na APC (porque eles podem te dispensar a gente não, justiça cadê você!). Então, acho que para APC é como se a família tivesse desistido de mim.

E olha que maravilha, quando voltei do show (o melhor ever!!) tinha uma outra família no meu perfil. E eu com medo de nunca mais aparecer ninguém. Mas gente, foi no mesmo dia, eu “dispensei” uma entrou outra. O Paul me trouxe sorte.

Também tinha e-mail da minha agencia (as meninas da World Study são umas lindas gente, pena que elas trabalham com a APC), na hora pensei, xiii será que levei bronquinha. Mas nem era, só querem que eu vá falar com a psicóloga. Então tá bom então.

Hoje estou em contato com a outra família. Vou falar deles depois. E a família S me ignorou. Está tudo seguindo seu caminho… é essa minha vida de Au Pair que se segue.

Meninas, por hoje é só!

… beijo pra quem fica, minha gente!!

Desanimando com a família S

Sentiram meu grau de criatividade para criar títulos?! Pois é, o título do post já diz muita coisa…

Depois de toda aquela empolgação inicial de finalmente, não estou mais me sentindo rejeitada, alguém me ama, alguém me quer, a coisa começou a esfriar, principalmente porque depois do primeiro contato (não muito imediato, e sem grau nenhum – Turum tssss , desculpem não resisti :P) não houve mais contato at all.

Isso mesmo, quarta feira, recebi a notificação que tinha uma família admirando meus lindos olhos azuis (inexistentes) no meu perfil, e até me enviaram um e-mail, e eu fui toda pimpona pronta pra responder. Respondi, tentando não parecer muito ansiosa e desperada (me adotem me adoteem) e sem fazer aquela cara de bolt que quer comida.

Essa era minha casa em frente ao computador - me adoteem!!

E… pronto, gente acabou a história por aqui. Eles continuam com meu app, mas me ignoram solenemente. E eu não sei se mando outro e-mail ou não (vai que eles me acham chata, sei lá, de ficar perturbando o plantão deles). Eles disseram que são muitos ocupados e tal, e fiquei pensando será que estão esperando o final de semana para um contato digamos assim, mais profundo.

Bom, como felicidade de fudido Au Pair é efêmera, bem que ter outra família no profile não seria nada ruim, né! Só pra dar uma animada de novo. E não depositar toda minha esperança num único pote.

E depois de tanta pesquisa, de me empolgar com o lugar, eu que já estava aqui me vendo em Maryland, morando a 1 hora de Washington, DC, mandando tchauzinho para a família Obama. 😦

Por hoje é só pessoal

   … beijo pra quem fica!!

Ps: participação especial da minha cachorra Mione. Muito fotogênica ela, né não??!!

Primeira Família o/

Pelo nome do título vocês podem imaginar tamanha felicidade. Eu sei, eu sei, nem se compara com um I HAVE A MATCH ou ainda com um I GOT MY VISA, mas eu acho que me contento com pouco (por enquanto :P).

Gente, eu precisava disso, para dar um ânimo de novo. Fiquei com muito trauma do chá de cadeira que tomei da APC, só de esperar tudo aquilo de novo já me dá um siricutico.

Mas vamos as news:

Foi assim: pra variar eu recebi e-mail e não estava em casa. Por isso que eu amo ir trabalhar. Porque é a hora que esqueço de tudo referente a Au Pair, me concentro em outra coisa e é sempre nessas horas que recebo notícia boa quando chego em casa. Hoje (ontem) ainda levei mais tempo pra chegar em casa porque passei no zoista (e descobri que estou ficando cada vez mais míope, mas a médica não me libera pra fazer a droga da cirurgia). É, vou para as Terras do Tio Sam de quatro olhos mesmo.

Mas voltando ao assunto (ôo mulher pra devagar eu), abri o e-mail (costume) e vi que tinha um e-mail da Au Pair Care, me avisando que tinha uma família interessada no meu perfil e que eles poderiam entrar em contato a qualquer tempo. Uhuuuuuu, depois de sair gritando pela casa igual uma louca, fui olhar melhor meu inbox, e quase que jogo o e-mail da minha future host family (se Deus quiser) fora achando que era spam (ô cabeção).

Mas vamos falar da família: Família S!

Eles moram em White Plains, Maryland. É perto de Washington DC, uma hora mais ou menos (ponto super positivo). Fui catar uma foto do local, e achei nada, é mole? Só um site de real state agent com fotos daqueles casarões suburbanos dos EUA. O local é bem subúrbio mesmo, mas até aí nenhuma novidade.

Kids: são três. Dois irmãos gêmeos (que dó, que dóooo da formiguinha :P) de 7 anos, e uma girl de 6. Amei as idades, e dá pra fazer atividades que englobe todo mundo (mais um ponto positivo). Também gostei que a casa vai ficar movimentada, eu acho que com uma kid só, periga eu cair num tédio (é mais trabalho, mas sou professora, encaro tranquilamente).

Outro ponto positivo, o e-mail que me enviaram quase que imediatamente quando entraram no meu perfil. Eles já tiveram 6 Au Pairs, então já devem estar mega acostumado com o esquema, e sabem que deve ser chatão deixar a pobre da coitada da au pair esperando por um mísero contato. Ah, e todas elas eram do Brasil, e já me disseram que eu posso entrar em contato com todas elas, se eu quiser ( e macaco quer banana?).

O e-mail é a coisa mais fofa. Tudo bem que eu tenho andado “a” sensibilidade em pessoa desde que essa coisa de au pair toda começou, mas deu vontade de dar um enorme abraço na tela do meu computador depois que eu li o meu e-mail. Gente, eles só se referem as antigas au pair por friends, e fizeram questão de dizer que querem alguém que faça parte da família. E o que eu mais quero nessa vida (auperiana) é ser adotada por uma família (olha aí, combina direitinho).

Também contaram que a atual au pair chama os pais deles de avós, para que eu não me sentisse obrigada a fazer o mesmo, mas , cara, é claro que adorei a idéia, né?! Eu super quero ser da família, (não escondo meu sangue latino, né?). Enfim, eles deixaram claro que são diferentes porque apesar de saberem que é um trabalho, eles querem mesmo um membro a mais para a família.

Até aí tudo bem né. Vamos esperar (pacientemente, né Luna?!) como serão os próximos contatos, e saber coisas de muita importância para uma vida (mais ou menos) tranquila, tal como schedule, curfiew, carro e essas coisas. Mas tô animada gente (mas me controlando, viu Vanessa?), mas juro pra vocês que o feeling tá rolando solto por aqui 😀

Ai gente, por hoje é só, fico aqui esperando um novo contato da família o/

 … e beijo pra quem fica!!

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 40 outros seguidores