I made through my first month o/

Um mês, já?!

Pois é, contando com a semana do treinamento tem 1 mês que eu tô aqui. Já posso começar a filosofar da vida, do universo e tudo mais?!

Um mês só e tô me sentindo 10 anos mais velhas, impressionante como a intensidade dessa experiência faz a gente se sentir assim, tão diferente. Certeza que eu estou aqui me conhecendo muito mais, e muito mais aware do que sou capaz de fazer (não tô bêbada apesar da filosofia de botequim foda sendo vomitada).

Umas coisinhas que aprendi nesse mês:

– que eu tenho uma capacidade de adaptação incrível. Até a comida não foi tão ruim assim de engolir (literalmente).

– que eu sou uma excelente companhia pra mim mesma. Eu nunca gostei de fazer as coisas sozinha, mas o trabalho de Au Pair pode ser bem solitário as vezes. E no começo a sua vida social não é assim tão agitada. Eu descobri que sou uma pessoa bem legal pra passar o tempo comigo mesma (apesar da internet ajudar bastante :P).

– que eu consigo ser mais paciente quando preciso . Nem tudo precisa ser pra ontem e eu não vou morrer se esperar 2 min para o microondas esquentar a comida.

– que na guerra (drama!) todo mundo vira companheiro. Aqui são as amizades que você tem que vão te segurar. Sabe, no perrengue mesmo, seus amigos aqui vai virar uma grande fraternidade. A gente vive no melhor estilo “um por todos e todos por um.”

– que eu sinto muita saudades dos amigos e principalmente minha família mas eu aguento. A gente aprende a viver com esse aperto no peito que dá as vezes, mas isso não me faria voltar a trás na minha decisão. Hoje posso dizer que moraria até na China 😛 Mas antes daria aquela passadinha na terrinha pra dar aquele abraço quebra-costela na minha família.

– e que salário de Au Pair não dá pra muita coisa. a carteira é praticamente um trampolim, o dinheiro bate e pula pra fora. Aqui tem que rebolar pra fazer quase tudo que você acha que pode fazer (nada de um Ipad por semana). Levando em consideração que estou não só num Estado caro, mas num dos condados mais ricos, aí sobra pro pião aqui né! (Tá, mas ainda não se compara com os preços absurdos do país de origem não)

Tá bom, né?! Em um mês não dá pra ficar tão mais sábia que isso. Mas eu olho aquela menina desanimada da faculdade que decidiu ser Au Pair da noite para o dia, nossa parece que foi ontem que eu estava lá toda entediada fazendo aulas teóricas de direção focando pra ser Au Pair. E olha só, aqui estou eu, limpando bunda de criança (mentira as minhas são todas grandes :P), quanto orgulho!

Mudando de assunto :

Antes de vir pra cá eu fiz um post conjecturando sobre coisas que iria sentir falta e não vou sentir falta. Pois é, agora já posso falar com propriedades que sinto falta de:

camelô. Na boa, eu tenho muita alma de fudido mesmo. Eu não nasci pra morar em bairro chique minha gente, porque bate vontade de devorar um chocolate e o que que eu faço? Nada, chupo dedo. Porque não vou sair pro “centro” da cidade pra comprar mísero chocolate. Camelô era um super life-saver, era só ir na esquina de casa e pronto, meus problemas estavam resolvidos.

andar a pé e poder esbarrar com as pessoas. Quando me falavam isso eu achava um exagero, mas não é! Deem crédito pra mim quando digo, aqui você não faz nada sem carro. Juro  que dependendo de onde você mora e até da sua driveaway, nem suas correspondências você pega sem carro. Aí é um porre, porque tem ficar caçando vaga toda hora que os planos mudam. Não que não tenha vaga, claro que tem em tudo que é lugar, mas tem que pagar. Eu quero uma que seja de graça e que de quebra não tenha uma multa lá enfeitando meu carro, porque né, sou Au Pair e isso explica tudo.

– me sentir confortável na minha própria casa. Morar na casa dos outros é foda, você nunca pode ficar a vontade, tipo entrar e já sair arrancando a roupa,por exemplo. Ou trazer a galera pra fazer reunião a qualquer tempo, colocar o copo do jeito que você bem entende. Só a sensação de tá incomodando então tipo sair sem achar que vai incomodar o morador quando você chegar 9garagem barulhenta da porra). Vou sentir um alívio quando puder voltar a fazer as coisas do meu jeito 🙂

É isso que tenho pra falar dessa data comemorativa, meu povo. Obrigada a todas as mensagens que recebo, fico muito feliz em saber que estão gostando do blog. Obrigada pelos coments também e até pelos comentários corrigindo uma burrice qualquer que tenha eu soltado.

Mas mais que nunca, obrigada a todo mundo que me ajudou a segurar a barra e me ajudou nessa minha na adaptação. Não sei o que seria sem vocês (já me sentindo na entrega do Oscar, cadê meu Prada?).

Só faltou o: beijos pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra vocês 😛

Para fechar o post, deixo aqui um vídeo de um dos momentos com as meninas mais animadas, estavamos nos esbaldando ao som de “Give me Everything” que virou nosso hino aqui. Como diria a Débora, um momento bem toxa!

       Beijo pra quem fica!

Ps.: Reparem (se conseguirem porque o video tá meio escuro)só na animação e preparação pra falar o “Grab somebody sexy tell’em hey!” 😛

Ps2.: eu não apareço não,  pra variar eu sou a looouca da filmagem, tô sempre gravando. Mas minha voz rouca de pato tá lá firme e forte.

Ps3.: Muito feliz pelo seu match Lais zinano!! See you soon in NY!! =D

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Meia dúzia de dicas para virar uma imigrante caveira.

Faaaala auperizada, e aí como vai a vida?
Hoje o post vai ter uma pegada diferente, primeiro de tudo não fui eu que escrevi (pausa dramática para o espanto)  COMO ASSIM?! Não gente, eu não tô pagando de blogueira famosa e colocando outros pra escrever no meu lugar. Excepcionalmente hoje trago um convidado não tão especial assim  pra falar da sua experiência (que tem de sobra, pra dar e vender) como intercambista. Sem mais delongas, vou deixar que ele mesmo se apresente. Enjoy!! (aí que ele vai reclamar desse meu vício de ponto de exclamações :P)
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Olá meninas!
Pra quem não me conhece meu nome é Igor, mentor espiritual da Luna, dona desse blog. Vim aqui de entrão porque ela achou que faltava um pouco de testosterona nesse clube da Luluzinha. Antes de mais nada aviso que nunca fui aopér, mas já lidei com intercâmbio por 3 anos e atualmente moro em Mumbai, Índia depois de ter rodado uma caralhada de países.
Durante uns dias fiquei pensando no tema pro meu primeiro post aqui (se é que vão me deixar  escrever mais algum). Daí decidi escrever algo baseado na minha pesquisa dos comentários e experiências com intercâmbio: Adaptação cultural.

A parada é o seguinte, quando se pensa em morar fora o olho de muita gente brilha, afinal parece ótimo ir pra um lugar diferente e curtir o que o mundo tem de bom, certo? Marromeno. O problema com os brasileiros que se mandam é a dificuldade maior em se adaptar ao novo país. Não sou só eu que digo isso, vários gringos já vieram com a mesma reclamação e o que eu notei é que nós somos demais apegados ao estilo de vida da terra do oba-oba.
Essa falta de preparo mental faz muita garota arregar depois de um tempo e voltar pra casa falando que os EUA, Alemanha, Japão ou Austrália são uma merda. O povo é frio, a comida é ruim, a gente é esquisita, o clima é mais frio-quente-morno, não tem feijão… enfim aquele saco de asneiras que a gente adora usar pra não assumir que somos uns frouxos que não conseguem viver sem mamãe-e-papai por perto.
Seguindo essas dicas em 2 meses vocês vão estar descendo o morro fazendo  rapel, de cabeça pra baixo e dando tiro de fuzil. Perguntem pra Luna, é resultado garantido ou seu dinheiro de volta.

Você depois do intercâmbio

1 – Brazil, let it go.
Até funk no ônibus fica legal depois que a gente cruza a fronteira, mas a verdade é que tentamos lembrar de cada coisinha do Brasil quando moramos fora e a tendência a querer a mesma vida dura muito tempo. BULLSHIT.  Porra, se você saiu do país não o leve na mala, então esqueça no começo as fotos do Cristo e a garrafinha com água da Ipanema (se você não deu a sorte de ser carioca, substitua por outra coisa típica, como a fumaça de carros da Paulista por exemplo).  Não ver o Brasil te ajuda a se concentrar no aqui e agora.
2 – Seja um gringo.

É meio brabo mudar os hábitos e se desapegar da sua cultura, mas é essencial  pra ficar confortável no seu novo lar tentar fazer o que os gringos fazem e entender o porquê disso. Na Bulgária aprendi Búlgaro e li cirílico e amarrava martenitza nas árvores, na Holanda andei de bicicleta pra cima e pra baixo, na Turquia rezei numa mesquita, na Grécia andava de toga na rua tomava café gelado enquanto jogava gamão, na Índia como com as mãos. Na Argentina… bem tudo tem limite, preferi continuar brasileiro mesmo (sacanagem, Argh!-entina é sensacional).

3 – Crie uma rotina

A menos que você queira ser uma turista de longo prazo é bom criar uma nova rotina. Tenha um barzinho preferido, faça amigos locais e mantenha novos hábitos como você tinha em casa. Tudo no estilo local. A primeira coisa que eu faço num lugar novo é achar um lugar pra me socar depois do trabalho e uma night pra curtir, achar um restaurante legal e daí pra frente me sentir bem. A rotina faz você se sentir fiting in.

4 – Conheça a área aonde mora.

Você sabe que seu bumbum repousa naquela cidade quando é capaz de dar informações para expatriados novatos ou mesmo locais. Decore os landmarks, saiba os nomes das ruas e como chegar lá. Uma hora você dispensa o Google Maps e sai andando de olhos fechados e quando vê já até critica os turistas fazendo presepada na rua.

5 – Delete o Português.

Nossa língua é linda, mas a verdade é que se você quer morar fora perca esse hábito de falar Português, especialmente se tiver uma outra au pair gringa por perto. Sério, isso atrapalha quase todos os brazucas abroad e se torna um hábito. De quebra, mais estrangeiros vão chegar junto e você ainda evita a fama de brasileira bitch que não se mistura. Leia em inglês e aprenda as gírias e expressões locais ASAP.
Que fique claro que não estou sugerindo a você a não falar com brasileiros especialmente no começo quando a coisa aperta, mas evite ficar numa bolha verde-e-amarela que não dá espaço pra uma experiência mais ampla. Quem lida com intercâmbio conhece histórias sem fim de gente que foi embora e voltou sem quase nenhuma melhora no Inglês por causa do excesso de convivência com Brasileiros. Quer falar Português, vai pra Moçambique.
Amigo é que nem sorvete, tem que provar todas as cores e sabores.
6 –  A errada é você!
Julgamento de valores é a primeira coisa que fazemos quando vemos quando os gringos se comportam. Na China achamos tudo conservador, numa boate americana, tudo uma putaria. Sempre se lembre que seu bikini te fará uma vagaba aos olhos da gringaiada, o Carnaval é um feriado de 4 dias para a mais pura sacanagem e no fim das contas nós não toleramos homens e mulheres dividindo casa se não forem namorados.
Essa é a cultura do país e a errada é você. Tente entender os motivos (nem eles saberão dizer) e faça QUASE tudo da mesma maneira. Digo quase porque senão você vai aceitar ser trocada por um camelo no Marrocos, e convenhamos, a mulher brasileira vale mais do que isso. Pelo menos uma moto. :PConclusão, saia da zona de conforto e sua estada na Gringolândia vai ser muito mais fácil.  Demora mais ou menos dependendo da pessoa, mas lembre-se que isso passa e a sua capacidade de absorver os hábitos locais vai transformar sua viagenzinha mixuruca numa life-changing experience.
Beijos direto do Taj Mahal!
P.S.: qualquer pergunta, deixa aí nos comentários que eu terei prazer em responder. Até mesmo um xilique ocasional eu tratarei com muito carinho. Fofíssimas!

Só quero entender

Olá leitoras!! (ainda não descobri nenhum macho alfa que venha visitar esse humilde bloguinho)

Não meu povo, eu não morri e não abandonei o Right Track, eu continuo na correria mesmo de colocar a vida off line em ordem. Lembrando que eu ainda continuo trabalhando, então realmente me sobra pouco tempo para organizar as paradas todas. Depois do visto, espero que venha a calmaria.

Enquanto isso…

Certos hábitos não mudam,e o meu de pensar continua firme forte. Essa semana, em meio a juntação de papelada, marcar hora no cabeleireiro, quer dizer, consulado, e tal, estava cá pensando sobre a experiência em morar fora como um todo.

Já meio que abordei esse assunto aqui, mas acho que ainda não esgotei ele. Afinal de contas, como eu quero passar por essa experiência?

Diferente de outros lugares, Nova York é infestado de brasileiros. Ilegal então ôooooo nem se fala… se a fiscalização batesse no brazilian day, o evento ficaria até vazio. Gente, nada contra brasileiros, até porque eu sou uma, mas até onde isso pode interferir na minha experiência plena? Falar português o tempo todo, manter os hábitos que tenho aqui, não querer passar por esse choque cultural, meio que não mataria a essência de um intercâmbio?

Penso que, ora pois (bateu um espírito português), se for pra manter os mesmos hábitos que tenho aqui, mesma comida, mesmos hobbes (se escreve assim?), não seria muito mais fácil ficar por aqui mesmo? Não precisava me dar um trabalho do cão de atravessar um continente inteiro pra descobri que sinto falta de feijão.

Sensibilidade cultural é você olhar um hábito totalmente diferente do teu e não julgar como esquisito. É só diferente. Poder passar por essas experiências sem fazer julgamento, ver até onde eu consigo ir. Ate´que ponto eu realmente estou disposta a sair da minha zona de conforto?

Claro que vou amar andar com meus amigos brasileiros que já estão me esperando pela minha querida NY (que já virou meu home sweet home). Mas também vou quero fazer questão de me misturar com os nativos, tentar fazer amizade fora do nicho auperiano, fazer o que eles fazem e tentar ao máximo seguir aquele velho ditado em Roma como os romanos, sabe qualé?!

Beber leite com macarrão, olhar uma americana vestida de piriguete na night e tentar entender o comportamento da galera na tal da dança do acasalamento, seu individualismo, seus hábitos, enfim, quero passar por tudo isso, experimentar cada hábito esquisito, sem querer julgar, esse é um dos meus objetivos, por incrível que pareça, eu só quero entender.

Acho que isso faz parte do open minded. Quero passar por tudo isso, e que essa experiência de passar por uma terra tão estranha e desconhecida me faça uma pessoa melhor, mais tolerante, mais aberta. When you know better you do better, right?!

Confesso que não quero ficar preso ao ciclo vicioso que os EUA pode atrair, tipo compras, night, e fast food. Acho que a cultura americana (alias, qualquer outra) tem muito mais para me oferecer. Que eu seja madura o suficiênte para entender isso e realmente desfrutar de um ano incrível, com direito a ter um “the time of my life” (com perrengue incluído, minha gente, porque sabemos que vida de au pair é vida de fudido). Amén!

Deixo vocês aí com as minhas reflexões.

Mas e vocês, quais são os seus objetivos? O que esperam ganhar com essa experiência?

… beijo pra quem fica!!

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