As porcaiadas de um mundo civilizado

Arrotar na frente de todo mundo? Peidar alto? Mastigar de boca aberta e ainda por cima fazendo barulho? Sim, cara amiga futura chofer dea pirralhada, você está na América.

Que povo mais porco, assim começo esse post falando da falta de educação desses americanos, viu? E depois nós que somos os latinos favelados, que mora num país pobre, mas ó, qualquer favelado acho que tem um comportamento mais digno que um americano bem criado.

No começo achava que era um problema da outra família que essas coisas aconteciam só lá (naquela casa dos infernos), aí mudei de casa e certas coisas continuaram. Conversando com outras meninas eu percebi que o problema era geral, americano é tudo cambada de porco.

Banho é uma vez por dia. Escovar o dente de manhã e de noite, sendo que quando é criança as vezes elas passam dias sem escovar dente e sem tomar banho.

Arrotar: quanto mais alto melhor. Enquanto a gente morre de vergonha, aqui você pode dar maior arrotão na mesa, e é só mandar um excuse-me e fica tudo bem. E as pirralhadas de todas as idades adoram forçar arroto. Alias, tudo que é nojento e errado as  crianças aqui fazem já que raramente elas serão chamadas atenção.

A menina mais velha da outra casa que eu morava (senhor, muito obrigada de ter me livrado daquela gente!) , jesus, para cada arroto era um tapa na mesa. E gente, não é um arrotinho, era aqueles bem sonoros. E ela já tinha 10 anos.

Ai fora que ela começou a menstruar bem quando eu cheguei e advinha? Ela deixava o absorvente dela SUJO espalhado por tudo quanto é canto. É filha, ficou com nojo? Então não venha ser au pair.

Tirei muita mancha de sangue de lençol. Até que um dia cheguei para ex-fofa e falei: eu não toco nisso! Ela que aprenda a colocar no lugar. Gente, isso é inadmissível na terrinha. Au pair sofre, tá achando que é brincadeira?

Ai fora que ela peidava na boa assim na sua frente sabe? E como aquele povo  (a outra família) era o cumulo da falta de educação, noção, bons modos, limpeza, higiene, ficava por isso mesmo. Nem um excuse-me nem nada.

Mas assim, tipo você tá trocando sua criança e ela vai peidar na sua frente. As educadas (o meu atual) vão falar excuse-me e tá tudo certo.

Eu morro de nojo! Juro, morroooooo. Vire e mexe me dá ânsia de vomito quando essas cpisas acontecem. Principalmente quando o moleque está escovando os dentes (porque eu forço) e ele não cospe a pasta como a gente faz, aqui eles engolem. Gente, só de escrever isso me dá vontade de vomitar.

Nossa eu sou muito nojenta. Nessas horas eu dou graças a deus de não tomar conta de bebê, porque putz, trocar fralda, que inferno que deve ser!

Ai fora a mania de cutucar o nariz toda hora e comer, arrghhhhhhh que nojo! Aí eu lembro daquele conselho… quem mandou não estudar… virei au pair olha aí que vida sem dignidade essa ¬¬

Já deixo uma dica, nunca aceitem nada da mão dos seus kids. E também eles nunca lavam a mão depois de ir no banheiro. Eu que fico em cima e faço ele voltar lá e lavar, isso em mieo a muita manha e reclamação.

Aqui nessa casa, como falei, é mais tranquilo porque eu fico em total controle da situação. Inclusive depois de quase dois meses aqui, eu tenho o comando até com a presença dos pais porque eles viram vários progressos no moleque então meio que eles tão mega feliz com meu jeito de “administrar” o moleque.

Daí eu tô resolvendo algumas coisas como: fazer o moleque comer de boca fechada. Gente, isso é tão nojento, não é não? Ou sou eu que sou fresca demais? Agora toda vez que ele come (e a gente come juntos) eu coloco o Ipod, porque tem coisa mais irritante que barulho de gente comendo e de boca aberta?

Se cutuca o nariz eu mando lavar, se não eu saio desligando a televisão (e é a morte pra ele). Basicamente ameaçando desligar a televisão eu consigo as coisas que quero que ele faça. e se não fizer a televisão é desligada (mas depois eu faço post contando sobre como funciona o time out).

Oinc Oinc pra você também

Aqui ele não tem noção básica de higiene como, não sentar pelado no chão. Ou sair jogando roupa intima no chão do banheiro ou até mesmo toalha. Eu  tô tentando ensinar essas coisas pra ele da forma mais terrorista possível: falei sobre os germes (que na minha histórias viraram monstros) e que causa doença sérias e você acaba indo parar no hospital e tomando várias injeções (e que crianças não tem medo de injeção?).

E assim vai funcionando. Agora ele já lembra de não colocar as coisas no chão e me avisa que é por causa dos germes. Aliás, ele avisa a todo mundo, a mim, a mãe…  germes já virou pauta rotineira nessa casa.

Da mesma forma que pra comer tem que lavar a mão e essas coisas que pra gente brasileiros é algo natural mas aqui… aff o que adianta se vestir de ouro com os dentes podres, hein?

Mas claro que tem coisa que não dá pra mudar porque é cultural (na minha cabeça ainda tá errado mas…) como o arroto. Aqui não é nada demais desde que você fale excuse-me depois, e aí como explicar que tá errado pra ele se todo mundo faz aqui?

Um dia meu moleque observou que eu nunca arroto (tá brabo o papo hoje). E eu é né, pois é, a gente não faz essas coisas no Brasil e se por um acaso fizer todo mundo vai te fuzilar, fazer brincadeira e você vai ficar muito sem graça. Ele me olhou e respondeu, aqui na América todo mundo arrota e não é errado ¬¬

Eu jamais teria coragem de casar com um americano, só de pensar nessas porcaiadas, Deus me livre!

A gente é pobre mas é limpinho 😛

Beijos (com nojo) pra quem fica!

Ps.: Hoje resolvi escrotizar e abordar um assunto super agressive. mas se você tem estômago fraco e não aguentou chegar até o final, então fia, tira essa roupa porque você é moleque. E como eu sempre falo por aqui, pra ser au pair tem que ser caveira!

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90% dos Serial killers estão nos EUA

Olá pessoas!!

Esgotado os post sobre treinamento hoje vou começar a falar de coisa que mais me chocou quando cheguei aqui, a educação americana. Chocou também não porque é muito forte, mas mais estranhei, digamos assim.

Eu sei, vocês devem estar pensando, que raio de título é esse? Vou voltar ao título na conclusão, pode deixar que eu tenho um ponto 😀

Uma das coisas que a gente aprende no treinamento (olha eu mencionando o dito cujo de novo) é como os americanos são educados, ou seja  como funciona a formação de um americaninho. E se você está se perguntando porque que tem que saber disso, ora você tem que saber como tratar e lidar com a criança que você vai cuidar, certo? Mas não é da forma que está acostumada, meu bem, e sim da forma que a família faz. Se família por si só muda bastante uma de outra, imagina criada de forma completamente diferente por uma cultura completamente diferente.

Quando eu estava no Brasil e não fazia menor idéia de como as coisa são tão diferentes nos EUA. Mas são!! A gente acha que sabe muito da vida deles por assistir tudo nos filme e tal, mas aqui o impacto é bem grande viu?! Morar aqui ou na Russia ou no quinto dos infernos, tanto faz, a cultura é diferente uma da outra e você leva tempo pra se acostumar.

De verdade a forma com que eles educam foi o que mais achei estranho e é o que ainda não acostumei (e acho que não vou me acostumar nunca). Mas vamos aos fatos:

Basicamente não se diz a criança o que fazer, você sempre dá escolha pra ela. Aqui não se diz não, você dá opções que no final culmine naquilo que você quer que ela ou ele faça. É confuso eu sei, eu achei super confuso assim na teoria, mas quando cheguei na família vi que é exatamente assim que eles são criados.

Então, você diz: o que que você quer comer? Quer ir pra onde, pra tal lugar ou tal lugar? E a criança cresce com essa sensação de independência, mas que para mim (minha opinião, não precisa concordar) serve mais pra alienar a criança do que dar senso de responsabilidade, porque o moleque ou fedelha (dependendo de quem você está babysittiando) cresce com a sensação de que tudo gira em torno do seu próprio umbigo. Porque ele nunca teve a chance de ouvir um não, ele simplesmente não sabe o que é ter falta, ou sensação de perrengue.

Aqui a criança tem a palavra final. E não falo de maiorzinho com seus 9 ou 10 anos não. Falo de criança novinha mesmo, tipo de 3 anos seus 4 anos. Tudo funciona assim, a criança decide o que fazer, e se contrariar a vontade do pai, provavelmente a criança ganha.

lembra do Pestinha? pois é, uma triste realidade auperiana

Eu costumo brincar entre outras Au Pairs (ou colegas de profissão, como nos auto denominamos) que não se fala inglês com a criança, e sim retardadês. Você tem que deixar a voz mole e terminar sempre com um “sweet” ou “honey” no final, tal como a Penny fala com o Sheldow quando ele começa a se comportar como criança querendo levar um robô pra casa. Sem sacanagem, é daquela forma. E qualquer coisa que a criança faça, solta-se um “good job”. E quando eu digo qualquer coisa, é qualquer coisa mesmo. Ai, como eu odeio esse “good job”!! (desabafei)

Agora vou até escrever em letras garrafas pra mostrar meu espanto: COMO ASSIM BIAL??? Na minha terra criança não decide nada, uma porque maturidade zero, e segundo, os pais sabem o que é melhor pra ela, ou não? Você acha mesmo que uma criança de 4 anos sabe o que é melhor pra ela??

Daí qualquer manha, qualquer uma mesmo, os pais fazem a vontade. Quando minha mãe colocava meu prato pra jantar eu tinha que comer tudo e só levantava quando o prato estava devidamente limpo. Aqui a criança decide quando comeu, como vai comer (com garfo, com mãe, colocando refrigerante na salada, ou qualquer porcaria parecida) ou seja, nunca come. Coloca o que quer no prato e depois vai tudo pro lixo, dá até pena de ver tanta comida intacta indo pra lixo.

Porque aqui não se força a criança a comer nem nada. Gente não tô falando em bater ou maltratar, mas na minha cabeça se você deixa a pirralhada fazer o que quiserem fazer, eles crescem achando que são os donos do mundo.

Quer ver uma coisa muito engraçada: aqui criança doente ganha prêmio. primeiro por qualquer dor, sério, qualquer dorzinha (tipo uma dor na garganha imaginária), se falta a escola e vai ao medico. Daí a criança ganha doce, picolé e coca-cola. Preciso dizer que na maioria das vezes não é doença porra nenhuma e só manha?!

Fora que são cheios das frescuras, porque americano é acostumado desde cedo a nunca passar perrengue. Sabe a praticidade americana tão elogiada? Pois é, isso porque eles não podem quebrar a cabeça por 1 min pra descobrir como abrir a caixa de leite, tem que ter lá uma seta em neon indicando como faz pra abrir.

Tudo tem que ser fácil, porque é assim que eles são criados desde pequenos, para serem centrados neles mesmos. Sem poder perder tempo com qualquer outra coisa. E daí cria-se a cultura do desperdício, porque essa facilidade e praticidade deles acaba por gerar um lixo enorme. E quanto mais você joga fora mais você consome, a idéia que tudo é descartavel, que nada se aproveita me incomoda também.

Me incomoda porque como é tudo muito fácil de consumir as coisas perdem valor. Quando vem fácil, você simplesmente não dá valor. Por isso que é fácil ouvir dizer que eles não ligam quando damos presente (ouvi muitas meninas no grupo comentando a respeito), agora sei porque, ora, eles tem tudo, não precisam de nada. E podem comprar mais duzentos se quiserem. Pra eles, é só mais uma tranqueira qualquer.

Interessante é que chega na adolescência e aí a pirralhada percebe que o mundo não gira em torno deles, aí já viu?! Tá pronta a receita do vai-dar-merda! O high school deles marca a vida pra sempre. Ou você vai ser a popular (é muita futilidade, fala aí?) ou aquele que vai ficar sofrendo bulling dos colegas. Não é fácil quando cai a ficha que existe pessoas que não estão dispostas a fazer o que você quer pela vida inteira, como seus pais faziam.

uma das que despirocaram

As meninas viram umas Miley Cyrus da vida (tô generalizando gente, claro que não deve ser todo mundo). Aqui as meninas jovens se vestem pra sair com umas roupas muito parecidas com as que as meninas usam para ir nos bailes funks da minha terra. Alias, nem imaginava ver isso por aqui, afinal sou carioca, mas juro pra vocês que me sinto uma freira quando coloco pra sair os vestidos que trouxe comigo do Brasil. Beleza, o que quero dizer com isso, que parece que fica jovem e aí despiroca geral.

Ai faz 25 anos, casa tem uns três quatro filho, compra um Volvo, uma casa no subúrbio e nunca mais faz sexo na vida (não sei se esse último é fato, só cogitação maldosa) e paga de conservador.

Que vidinha meldicre, né não?! Por isso que falo, dá vontade de gritar, GENTE PARA QUE TÀ TUDO ERRADO!! VOCÊS NÃO SABEM VIVER!!!!

Engraçado que achei que eu que tinha ficado a chata e entrei numa de criticar tudo e todos, mas conversei com outras pessoas, de diferentes lugares, tá tudo da Europa e todos tiveram a mesma percepção que eu.

Tá Luna, mas e o título? Que que tem a ver com tudo isso?

É que descobri que sim, 90% dos malucos psicopatas matador de criancinhas e mulheres inocentes vivem aqui. Será que tem a ver?? Para e pensa, com essa educação de berço tão alienada nem me admira que a galera venha a pirar foda na batatinha, e também gente 90 % de serial killers é coisa bagarai, o resto 10% espalhado pelo mundo, tem alguma coisa muito errada acontecendo por aqui, né não?! Ou tê vendo coisas demais?

Tá bom, tô um pouco implicante,  na verdade o número ta arredondado, conta-se 88 vezes mais de serial killers no EUA, mas é que assim chama mais atenção né?! ÔOo virei aprendiz de jornalista 😛 Tá, mas só pra não perder a credibilidade, eu não tirei esse número do nada, eu peguei daqui ó!

Nossa jura mesmo que o post ficou enorme que vou ter que parar por aqui?! É pois é, leitores cansados de ler as baboseiras que escrevo volto depois com mais reflexões sobre isso aqui que tô vivendo.

Beijo pra quem fica!!

Ps: Deu pra perceber que estou um pouco cri-cri com as coisas por aqui. Todo mundo aqui já percebeu, galera falou que depois entro na fase da aceitação. Será??!! poe enquanto, crítica neles. =P

Ps 2: Vocês estão liberados pra descordar de tudo que escrevi, afinal são minhas conclusões. E nas sábias palavras  do Senhor K: “Opinião é que nem bunda, dá quem quer.” (de uma profundidade impar)

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