Ainda em Filadélfia

Impossível esgotar Filadélfia num post só. Apesar de ter feito uma visita bem vapt vupt, ainda fiquei devendo a praça do xadrez grandão.

Em frente a praça do LOVE, tem uma outra praça com umas peças de xadrez grande, dominó, chapéu, ferro de passar (meio aleatório, não?), tudo tamanho GGG. Um cenário perfeito pra turistas dispararem seus flashs. E não se sintam envergonhado fazendo isso, porque mesmo no frio absurdo que tava nesse dia, tinha muito mais gente tirando foto.

os bastidores

Vale muito a pena a passada lá, pra quem já tá no centro. E imagino que deva ser um bom lugar pra hang out num tempo mais agradável.

Definitivamente eu amei Filadélfia, e moraria lá fácil. Eu sei que declarei meu amor a NYC milhões de vezes, mas aí você descobre que os Estados Unidos todo não se resume a Manhattan, e tem outros lugares muito interessantes pra ser explorado.

aquelas poses que todo mundo faz

o pincel gigante e embaixo uma caca gigante (parece não parece?)

 Claro que devo voltar a Filadélfia, afinal de contas, eu ainda preciso ir lamber o liberty bell. And, it is going to be leden… wait for it… dary! 😀

Uma ótima semana galera!

Beijocas pra quem fica!

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Dica: como não congelar no frio

Pensando nas pessoas que moraram a vida inteira num lugar quente da p*rra igual a mim, e resolvi dar “dicas” de como se vestir no frio.

Antes de mais nada deixa eu avisar que eu não entendo nada de moda, e o intuito aqui não é dar dicas de moda de como ficar elegante no frio mas sim, como funciona as roupas de inverno e como fazer pra ficar quentinha barra confortavel.

Afinal essa dúvida é muito comum pra nós pessoas que vive lá em baixo da linha do Equador e que assim  como eu, nunca tinha enfrentado um frio de verdade. Porque né, depois dessa temporada aqui, o inveno carioca passou a ser de mentirinha pra mim 😛

E, como muita gente pede pra fazer vídeo, resolvi então fazer o tutorial (cof cof cof) em vídeo. Vergonha master de mim mesma, toda sem jeito falando com a câmera. E além do fato de eu não ser nenhum pouco “videogênica” eu ainda resolvi escrotizar , sem pentear o cabelo (desisti de fazer isso), sem maquiagem e com uma luz do mal que ficou na minha cara. Visão do inferno, mas tirando a cara de quem fala, até que eu dou dicas úteis que foram todas coletadas com as au pairs da Europa e um pouco pelos blogs da vida.

A Lígia, meu guro dos vídeos, falou que o volume ficou um pouco baixo e acho que ficou mesmo, eu começo tão sem graça que vou falando bem baixinho. Então aumentei aí um pouco o volume.

Beijos pra quem fica!!

Adrian… I did it!

Já vou fazer uma recomendação antes de você continuar lendo esse post, se você nunca assistiu Rocky Balboa (então tira essa roupa preta que você é moleque!) pára tudo e vai ver primeiro esse filme, do contrário existe alguma chance de você se entediar no decorrer desse post.

Então…

sério mesmo. faça esse bem a você e vai assistir Rocky 😛

E toquem as trombetas… finalmente Filadélfia, eu fui!! Agora toca aí ao fundo a vieta de ‘Rocky Balboa”

“Risin’ up, back on the street
Did my time, took my chances
Went the distance, now I’m back on my feet
Just a man and his will to survive”

Sim pessoas… como missão dada é missão cumprida eu finalmente tirei a foto do Rocky em frente ao museu de Arte da Filadélfia, e como todo bom turista deixei o bom senso de lado, paguei mico  pra poder fazer a ceninha correndo pelas escadarias com direito a filme (que quando eu perder a preguiça pra editar juro que posto).

Yes, I did it!

a cena original

Filadélfia: terra de Benjamin Franklin (falei deles nesse post de há muito tempo, clica aqui pra relembrar), cidade histórica aonde está a Liberty Bell (um dos símbolos da independência americana) e também a carta da independência dos Estados Unidos. Também foi a capital provisória da América depois da declaração de independência  enquanto D.C. era projetada.

rolou um Occupy em frente desse prédio

Só que a gente fez aquela viagem express pela Filadélfia e infelizmente um um dia não dá pra fazer muita coisa e aí tivemos que enxugar o roteiro. Eu como apaixonada por hisórtia adoraria ter feito  esse percurso histórico mas meu amor por cinema falou maior e eu primeiro tive que ir atrás do museu de arte mais conhecido como o museu do Rocky.

E pra minha alegria maior eu consegui ir em dia de neve e mesmo quase morrendo de hiportemia eu fiquei muito feliz que as fotos ficaram ótimas e muito parecidas com a do filme. Quase perdi o pé esquerdo mas foi por uma causa nobre 😛

O museu de arte da Filadélfia

O “museu do Rocky” aonde também fica a famosa estátua fica bem no centrão mesmo da Filadélfia bonita. Antes de chegarmos lá, fomos procurar um mercado brasileiro e tivemos que nos aventurar pela Filadélfia feia.

em panorâmica

Foi a primeira vez que vi um lado mais pobre dos Estados Unidos. Aquelas casas mais coladinhas uma com as outras (que eu acho que ainda são mais espaçosas que muito barraco no Rio), os caras andando com toca e cara de mau e as meninas mais piriguete, bem do tipo Mariazinha (também do Rocky. avisei a você, tem que ver esse filme pra acompanhar o post :P).

no melhor estilo pinto no lixo 😛

Alias eu nem sabia que dava pra ser tão piriguete usando tanta roupa de frio, mas né, povo tem uma criatividade. Enfim, achamos o mercado e eu pude comprar gamadinho e Bis velho e superfaturado. Fazer o que? Lei da procura e oferta.

virando pinguim

Depois fomos num restaurante brasileiro e eu pude matar a saudade de comer coxinha e beber guaraná. Fica a dica, nesses lados da Filadélfia tem um comunidade de brasileiros bem expressiva e dá pra encontrar padaria, mercado e claro restaurantes tudo da terrinha.

Com a pança cheia, era chegada hora de ir para o centrão mesmo. Ou como a Fernanda chama, para a Filadélfia bonita.

no "centrão" de Filadélfia

Meu espírito de pessoa de cidade grande me fez me sentir em casa na hora. Prédios, trânsito louco, buzina, transporte público e até poluição. Ahh que delícia cidade grande.

na estátua do Rocky Balboa

Só que infelizmente com o frio do cão e o inverno que faz escurecer o dia cedo, a gente não pode fazer tudo que gostaríamos e eu tivemos que optar o que fazer.

a turminha do barulho

Bom, foi tudo rápido, nem deu tempo mesmo de entrar no museu (museu, museu, museu). Depois fomos mais pra dentro da cidade tomar um chocolate quente nesse lugar aí que eu esqueci o nome e comer pizza de chocolate. Experimentei o melhor chocolate quente da vida.

tem que fazer conchinha com a mão pra pegar na xicara

E logo dali fomos na praça ver o monumento LOVE que é bem pequenininho em comparação com o de NYC (não lembra? Confere aqui!) e para a praça da frente brincar de xadrez gigante e com as outras peças lá tudo tamanho grandão.

porque se é pra pagar mico, vamos fazer direito 😛

Infelizmente foi isso só mas voltaremos lá com certeza. Além do Liberty bell, ainda preciso ver o Magic Garden, um lugar iraaado que descobri no album de alguém pelo facebook 😛 e visitar a casa de Edgar Allan Poe.

fomos brincar de Jesus e andar em cima da água congelada da fonte (e o medo do gelo quebrar)

Só pra  contextualizar pra quem nunca viu m filme, Rocky Balboa foi um filme passou na decada de 70 e conta a história de um lutador de boxe que aceita o desafio de enfrentar o banbanban do boxe da época. Ele sem recurso nenhum aceita o desafio e começa a treinar da forma que pode e do parcos recursos que possui.

Uma das cenas clássicas lógico, é ele treinando e essa cena culmina ele subindo as escadaria do museu de arte da Filadélfia (alias as pessoas realmente correm por lá). É mais uma daquelas histórias de perseverança, e de lutar por aquilo que acredita. De não desistir mesmo quando tudo parece que vai dar errado e indo contra todas as probabilidades.

Rocky 6 que foi lançado em 2008 já conta a história de um Rocky mais velho, mais maduro e ainda lutando contra algumas adversidades. A melhor cena do filme, sem dúvida, é aquele dá uma lição de moral para o filho ( e pra audiência inteira). Essa cena, na minha opinião fecal, apesar de recente, jávirou clássica também.

E assim fecho a sexta-feira de hoje. Com um post dica de passeio mas também de inspiração para as aspiras aí com o processo que eu sei que é bem difícil. Mas também para as já au pairs como eu, que tem que matar um leão por dia e, superar as dificuldades pra poder chegar no fim dessa caminhada. Para todas nós, força na peruca!

Um excelente final de semana!

E como sempre, beijo pra quem fica!

Ps.: vou postar fotos da praça do xadrez gigante depois. Não sobrou espaço no post e depois eu tenho que ir na escola do meu moleque agora (6 p.m.). Hoje é dia de Fun Family Night e chuta quem vai ser a família do menino? Au pair e mãe nas horas vagas ¬¬

500 Obamas pra estudar (ou quase isso)

Um dos “benefícios” que a au pair tem é a tal da bolsa de 500 dolares que a família tem que pagar. Eu lembro que quando soube disso pensei, nossa que máximo, vou poder estudar coisas bem interessantes, vai ser lindo! Aham, Cláudia…

Acontece que na prática uma das coisas mais frustrante desse programa foi justamente com os estudos. Não só da minha parte, mas como na grande maioria das au pairs. Inclusive semana passada uma amiga minha que veio junto comigo voltou pra casa porque não conseguia estudar e né, ela não viu o porque de ficar aqui só pra ser babar (e eu super compreendo).

Funciona teoricamente assim: para você completar seu programa de au pairs, você tem que completar 6 créditos ou (para as meninas da bosta da AuPairCare ) 60 horas de estudos. Cada 10 horas de curso equivalem a 1 crédito.

Aí você se anima toda, né? Até chegar aqui e ver como a banda realmente  toca. Eu que sou cagada de urubu, tive problemas com isso desde o começo.

Primeiro, não é todo curso que você pode fazer. O nosso visto ( o J1) nos dá direito unicamente de fazer ESL (English as a Second Language)ou os cursos chamados de undergraduate (cursos que não são matérias obrigatórias em uma graduação).

O que isso significa? Significa que se você quiser fazer uma matéria (ou cadeira como muita gente fala) de um curso de graduação qualquer numa faculdade ou até mesmo em Community Collegue, você não poderá cursar porque pra isso é necessário o visto de estudante (sabe-se lá qual o nome dele ¬¬).

O que sobra pra nós pobre mortais au pairs? Cursos soltos que as faculdades oferecem (undergraduate) ou ESL (boring até dizer chega), ou preparamento para o TOEFL.

Aí que entra: os cursos aqui são bem caros. Pra quem quiser fazer qualquer curso minimamente interessante, já vai aí guardando uns 1000 Obamas. O que seria curso interessante? Ahh, sei lá, um de fotografia, ou de business. Uma meninas aqui nas redondezas está fazendo um de turismo e hotelaria, e saiu na bagatela de 1.700 obamas. Isso aí que você ouvi, fia.

O que dá pra fazer com 500 beijocas? Quase nada. Os mais baratos são de ESL ou então cursos feitos para au pair fazer, que costumam ter a duração de um final de semana (em torno de 300 doletas) que vai te dar uns  3 créditos. Ou tem uns cursos muitos famosos que custa uns trezentos e pouquinhos e você estuda sobre um lugar (D.C. , Boston etc)  vai conhecer eles. Um lugar só tá gente? Exempo,  se você estudou sobre D.C., você viaja pra D.C. e por aí vai.

O que isso te adianta? Ué. sei lá. Como estudar é uma condição para você concluir seu programa de au pair com louvor, esses cursos de final de semana é uma ótima medida pra quem quer só ps créditos e não está nem aí para o s estudos.

Curso legal mesmo, custa muito mais que 500 Obamas e aí vai depender da sua prioridade aqui. se você quiser viajar, de repente um curso carão não valha apena, e um ESL ou um curso de final de semana seja melhor para seu bolso.

Pelo que eu vi, não há grandes ofertas de cursos e quase todos  custam os dois olhos da cara. E morar em subúrbio é outra coisa que não ajuda em nada, porque a gente simplesmente não tem opção de faculdade pra estudar. Quem mora em cidades como em NYC ainda tem um certa vantagem, mas em subúrbio, fica muito difícil achar algo interessante e num preço mais ou menos acessível.

E eu? Assim que eu cheguei aqui já meio de cara desencanei com essa parada de estudo, pra não me frustrar muito, e resolvi fazer o que dava pra fazer. Mas ó, eu entrei pelo cano mas né, deixa quieto.

Eu fiz um ESL, English Business for International, e só o nome parece legal, as aulas eram muito sacais, era mais voltado em vocabulário (que né, nada que você não consiga aprender sozinho na vida) e as discussões sobre o fantástico mundo de business eram muito rasas. Mas me custou só 200 beijocas, que me saíram do meu bolso, porque a outra família me fez devolver o dinheiro (trauma foda); E ganhei 4 créditos com esse curso.

estudei na Weschester Comunity College

Lembrando que, as Community Collegues tem um preço bem mais em conta, e eu aconselho a começar a procurar seus cursos por elas. Eu atualmente moro razoavelmente perto de Princenton e vocês não tem noção, um curso de Inglês lá custa uns 1.300 dolares. No way, já estudei inglês suficiente, jamais que morro nessa grana por curso de inglês. A vantagem claro, é o peso do nome da universidade que fica no seu curriculum, então se você tem 1.300 sobrando, vai nessa 😀

Sheldon sempre zoando Penny porque ela fez Community College (e eu também =P)

Agora está me faltando 2 créditos e o que vou fazer? Curso de final de semana também. O outro era aos sábados (único horário disponível para eu estudar) e foi uma chatice porque comia meu final de semana. Dessa vez eu continuo com o mesmo schedule ruim só me restando os finais de semanas pra estudar. Pra não ficar com todos os finais de semanas presos novamenteu eu decidi fazer um curso de um final de semana) especializado para au apair (deve ser bom …).

Outra coisa que você pode fazer é assistir alguma aula interessante como ouvinte. Quem mora em Princenton, bem perto tipo colado, tá fazendo isso. Não sei como funciona, ou como você deva prosseguir, a quem procurar, mas sei de uma meninas que é ouvinte, ela não pode falar nada na aula, debater assunto, ou ainda tirar dúvida. E nem sei ao certo aonde ela pode sentar, mas né… se você tiver muito a fim é uma opção. Não sei se conta créditos e quanto é que você paga por isso, mas se seus objetivos aqui são os estudos, taí uma opção.

Aí você achou o curso dos seu sonhos, na única Community College perto e com um preço justo. Tudo certo? Calma aí cara pálida que você ainda tem que perguntar para seus fofos se eles estão de acordo. Porque você só pode estudar nos horários e datas que melhor convém para eles. Então seu curso ainda tem que ser compatível com os horários e frescurites dos seus fofos.

Tudo para as famílias e na da para au pair 😛 E eu, sortuda como sempre, tive um pequeno problema com isso. Ex- fofa não queria que eu estudasse sábado a tarde, ela queria que eu fizesse curso de um final de semana porque a antiga au pair tinha feito isso e gostado.

Aí esse povo que acha que au pair é tudo igual que a gente vem de um mesmo modelo de fabricação, que gostamos das mesmas coisas. Porque sim, eles comparam as meninas o tempo todo. O que fiz foi bater o pé, não no sentindo de rebeldia, mas sim de ir defender meus direitos. Já que sábado estava fora do meu schedule normal e que eu não queria fazer um curso só por fazer. Ela de meia vontade concordou.

Mas óh, isso é super normal. O povo acha que a gente está aqui única e exclusivamente pra ser babá e eles não tão nem aí com seus estudos. Alias tem família que meio que vai adiando o curso, ou embarrerando até que a au pair acabe fazendo aqueles que eles querem (mais barato e mais perto pra economizar na gasolina). Isso tá errado, seu curso, óbvio, não pode interferir no seu schedule normal, mas fora isso, eles não podem dificultar só porque é mais vantajosos para eles (apesar deles fazerem isso toda hora).

A família também não é obrigada a te dar os quientão. Se você completa seus 6 créditos com 300 doletas, aí colega, perdeu playboy. Você não pode pegar os duzentos e torrar em shopping. Esse dinheiro é pra estudo e se você já usou e completou seus créditos e sobrou money, a família não tem que te dar a sobra em troca.

Se seus fofos forem bacanas eles podem te ajudar com dica  de estudo e se você tiver o c* virado para lua eles podem até te ajudar a pagar um curso que ultrapasse o orçamento previsto. Não acontece toda hora mas já vi isso acontecer com uma menina.

Só aviso a cara futura colega que seu objetivo principal é estudo, não venha como au pair.

Mais um post “desmitificando” o fantástico mundo das au pairs 😛

E há muito tempo, quando eu ainda era aspira, eu fiz um post sobre isso, só clicar aqui!

Beijos pra quem fica!

Ps.: alias, se você tiver dinheiro e condição de fazer qualquer outro intercâmbio minimamente mais decente que esse aqui, não venha como au pair.

P2.: Mais uma dica pra quem quer ser au pair: na boa, não seja 😛

Ps3.: E depois não diga que não avisei 😛

 

 

 

T.V. Au Pair em: Dirigindo na neve

Não tem nada demais. Só redobrar os cuidados, não vai sair metendo um 50 M/h, né gente? É como dirigir numa tempestade normal, todo cuidado é pouco.

Black Ice: é aqui que mora o perigo maior. Isso acontece quando a estrada congela só que você não consegue ver que o asfalto está com uma camada de gelo, e quando você passa adivinha? O carro derrapa.

Se isso acontecer, muita calma nessa hora. E por mais que te bata aquela vontade louca de pisar no freio como se não houvesse amanhã NÃO PISE NO FREIO porque você só vai piorar a situação.

Se você sentir que entrou num black ice e perdeu o controle do carro espera até ele sair sozinho (mão no volante tá povo)e você vai pegar o controle de volta, não pisa no freio por mais que seus instintos te digam pra pisar.

Isso foi um americano que me ensinou. Ele tava dirigindo e o carro fooooi embora (com nós dentro :P) e eu né, já morrendo (se fosse comigo dirigindo tinha tido um filho), ai ele explicou que isso pode acontecer e que caso aconteça NÃO PISE NO FREIO (tô só enfatizando).

Alguns outros fatores podem contribuir para isso, por exemplo o carro dele era baixo (excelente pra atolar na neve) e não era 4×4. O meu é grandão e por ser 4×4 ele parece que adere melhor no chão, sei lá, mas não fica tão assustador.

A outra coisa, é que dependendo da situação você vai ter que mudar a marcha. Ao invés de D, você terá que a usar a D1 se caso ter que subir uma ladeira mais ingrime e coberta de neve. Para os carros automáticos. Se o seu for de marcha normal (se f*deu, brincadeira :P), aí é só usar uma marcha de força, a 1ª ou a 2ª.

No mais é isso.

E como prometido, tai o vídeo comigo limpando carro e dirigindo depois. viu? e nem causei nenhum acidente 😀

Antes eu preciso fazer umas considerações sobre esse vídeo: a introdução já começa tida cagada porque eu não vi que saiu um “introduz o texto aqui” que só percebi depois de ter upado para o vimeo. Tá bom que eu ia fazer tudo de novo por causa desse pequeno detalhe 😛 (aham Cláudia…)

Palmas para mim!!

E beijos pra quem fica!

O Windex nosso de cada dia

Gravem bem o nome desse produto auperizada, ele dividirá muitas emoções com vocês.

Como vocês sabem, muitas de nós fazemos o trabalho de cleaner também. Mesmo sendo só da kid, quando sua casa não tiver cleaner, aí fia entra a au pair.

Limpeza de casa americana é bem facinho. Eles não usam água igual a gente e é tudo feito por cima, no melhor estilo “colocando a poeira pra debaixo do tapete”.

E aqui tem produto pra tudo quanto é coisa 9diferente no Brasil que tudo vai com água e sabão), mas o mais usado sem sombras de dúvidas, é o windex.

Windex você passa em superfície de vidro, espelho e PLUFT a parada fica brilhando. Quando você quiser dar aquela agradada pra fofaiada, só usar um pouco e espalhar bem com papel toalha (aqui a sustentabilidade vai para o cara… ) e voalá.

Também uso no balcão da cozinha, ou na mesa de vidro. Dá um super thãn. E não é magia… rs rs  Qualquer machinha, é só usar o windex.

Boa semana galera,

beijo pra quem fica!

Ps tava pensando em fazer um vídeo mostrando como é a “faxina’. O que vocês acham? Fica muito loser? =P

Ps2.: Ninguém me pagou pra fazer propaganda do windez. Nunca tinha ouvido falar disso antes de vir pra cá, é só uma curiosidade mesmo 😀

Cuidando dos Obamas

Não sou formada em economia nem nada, mas modéstia a parte, eu acho que sei gerenciar dinheiro muito bem. Com o pouco que ganho vou fazendo um certo milagre e no final, acabo fazendo as coisas que quero e ainda sobra uns obaminhas pra gastar com futilidades e ainda pra guardar para as minhas tão sonhadas férias.

Por isso que hoje eu vou responder aquela derradeira pergunta: dá pra ficar rica sendo au pair? Ou vou ficar na merda com o salário de “esvaziadora frenética de dishwahser”?

A resposta vai ser: depende. Depende de suas prioridades e necessidades e de o quão controlada você é. De longe não dá pra você ficar rica, mas também, com um mínimo de gerenciamento, da pra você se virar.

Sim, nós au pairs ganhamos uma miséria se comparado a qualquer outro salário daqui da América. Por exemplo, acho que não há salário que seja menor que 400 dolares por semana (o nosso é 195,75 obaminhas), mas porém, contudo, todavia, a gente não tem despesa de casa (aluguel, luz, comida – em teoria , sabão em pó etc etc ).

Pra vocês terem uma noção, eu já conhecei nanny live in que ganhava 600 dolares por semana. Toma aí né sua au pair! Sim a gente trabalha muito, 45 horas, e ganha uma merreca.

Até porque você vai perceber que o padrão aqui é alto (800 dolares não é nada), piora ainda aonde você for morar. Quem mora perto de D.C. ou em New York, por exemplo, se ferra bonito, porque o padrão de vida é bem mais caro. NYC, jesus, tudo é extremamente caro. Prepare-se para sua carteira virar um trampolim, o dinheiro mal chegar e já pula pra fora.

Esses detalhes que ninguém te conta antes de você viajar pra cá, mas que putz, são super importantes. Então, é bom já saber como será o custo de vida da região. Exemplo, aqui em New Jersey tudo é muito mais ridiculamente barato que em NY.

Vejo muitas meninas chorando baldes com o salário, mas né, se você só quer pa-pa-pa-paty everyday  comprar na Abercrombie sempre, realmente vai ficar difícil. Mas como eu falei, com um mínimo de organização, dá pra ser mais ou menos  feliz.

Outro custo que ninguém te contou. Até contou, mas você não deu bola (eu não dei). A gasolina. Se você for morar no subúrbio (99% de chance) você vai ter que usar carro pra badalar, e você que vai custear sua gasolina. Se seu carro for grande, uma SUV, por exemplo, aí piorou ainda mais. Quanto maior ocarro, mais eles bebem, e mais dindin você gasta com gas 😦

Pra economizar, é legal você dividir a gasolina com suas amigas. Um dia uma vai com o carro, no outro outra e por aí vai. Assim dá pra fazer as paradas sem ficar pesado pra ninguém. Mas já deixe o dinheiro da gasolina separado pra semana, porque será um gasto sempre presente.

Como eu falei, 200 obamas por semana (arredondando)tem que gerenciar. Mas dá pra ser. tenha em mente qual será sua prioridade: viagem, compras, festas? E a partir daí, você começa se planejar.

Cuidado pra não bater Becky Bloom e levar todo seus obamas =P

Por exemplo, quando você receber, já deixa um dinheiro separado para suas férias. Nem que seja uns 50 dolares. Papai me ensinou que é sempre bom ter dinheiro de reserva. A gente nunca sabe do dia de amanhã. E foi o que fiz, e na hora do rematch fia, foi o que me salvou, porque a vaca da outra fofa não me pagou por uma semana (sim perdi 200 dolares), e se eu não tivesse nada guardado pra quem eu iria recorrer, a Luíza que tá no Canadá? Alias, nem está mais 😛

Eu sempre deixo um dinheiro guardado pra sabe-se lá pra que e um dia eu vou resolver o que faço com ele. Até agora eu tô pensando nas férias, mas vai que ele vira um Ipad mas lá pra frente, nunca se sabe 😀

E se sobrar dinheiro da semana eu também procuro guardar. Eu sou ruim de gastar dinheiro. Não é que sou pão dura, mas tenho pena de sair gastando dinheiro aleatoriamente. É sempre tudo friamente calculado então, se por ventura sobrar, eu já deixo separado. Ou guardo, ou deixo para a gasolina da semana seguinte. Sempre dou um fim nele no intuito de não jogar dinheiro no lixo, gastando com coisas desnecessárias (roupas, maquiagem :P).

Outra coisa que faço é deixar um dinheiro separado para o “surtamento”. Funciona assim: tem dias que só o que você quer é surrar alguém. Como eu ainda não posso sair esmurrandos as pessoas por aí, eu parto para a terapia das compras (facil e eficaz). Aletóriamente? SIm e não. Porque já é o dinheiro separado para o alívio da semana, pra gastar com besteira mas sem extrapolar o orçamento.

Daí eu sai e compro qualquer coisa, pra dar uma aliviada no estresse. Pode ser qualquer coisa mesmo: desde uma blusa, até um pijama (amooo pijamas e minha coleção só ta crescendo).

Na minha opinião, ser au pair está sendo meio frustrante (ninguém aí reparou, certeza disso :P) então eu me jogo nas compras bobinhas. Claro, que as vezes, no surto eu compro item necessário. Como quando eu meio que pirei no rematch, eu fiz todo meu enxoval de neve (que tá aqui a toa porque ainda não nevou…aff).

Mas por exemplo, se eu vou passear, aí não gasto com nada. Deixo o dinheiro pra passear, porque né, não dá pra ter tudo. No ano novo eu sabia que eu iria gastar uma grana violenta, então eu já me preparei. Se numa semana eu sei que vou precisar gastar e tal, na outra eu já sossego o facho pra dar uma equilibrada e por aí vai.

Sim, eu até que adquiri algumas coisas (lembra da foto das malas de 4 meses depois?) mas de longe e sou a que menos comprei. Primeiro, eu sou chata e me recuso a dar dinheiro em roupa cara. Na minha cabeça não faz sentindo dar muito dinheiro só por causa da etiqueta. Como eu esfrego muito chão fia, eu dou muito valor as minhas verdinhas.

Então todas essas paradas que todo mundo tem eu nem tenho enem faço questão. Nunca comprei na Abercombrie (que eu nem acho tudo isso que o povo fala), não tenho nada da Victoria Secrets (prefiro natura e as roupas são ridiculamente caras). Não tenho Nike Shox (que eu acho horroroso). Também não tenho nada da MAC, e muito menos uma Luis Vuitton (mas né, acho que nenhuma au pair tem :P).

Fui comprando conforme necessidade e barra um pouquinho de desejos. Tipo, tive necessidade de roupa de frio, mas me contive em comprar só dois casacos os dois de neve que dá pra andar no frio. São feios pra cacete mas são quentinhos. E acho que não comprarei mais. Os dois terão que servir para o resto do inverno.

Desejo porque tinha coisas que eu morria de vontade de ter no Rio. Entrava moda , a moda morria e eu não consegui comprar, seja pelo preço ou não achar do meu tamanho. Aqui, o preço é tranquilo (dependendo do lugar) e você acha tamanho pra tudo quanto é tipo de pessoa, desde o PP até o GGGGGG 😛

Então peças bonitinhas, que eu vou poder usar depois no Rio, e que seria mega caro por lá, eu levo mesmo. Essas peças normalmente fica dentro do meu orçamento da loucura da semana 😛

Mas dificilmente eu compro de impulso. Muito raro. Normalmente eu namoro a peça. Penso mil vezes se preciso e tal. Agora estou me dando o luxo de gastar um pouco mais por causa das promoções violentas e é o mês do meu aniversário (e tenho andando de bode por conta disso), e aproveitei pra arrematar umas paradas meio bobocas, como pijamas (minha nova paixão) e roupa de academia.

Roupa de sair mesmo eu nunca comprei. Todas minhas fotos de party eu tô com roupa repetida 😛 Mas tô com um uniforme de academia bem bonitinho #ALOCKA. Porque como já falei, roupa de malhar é caro na terrinha e eu nunca vou comprar por lá mesmo. Anymore!

Mas assim, não comprei bolsa nenhuma, nem maquiagem, e sei lá, um monte de coisa que o povo sai comprando eu fico aqui me controlando e tal vendo o que eu preciso e não. Afinal, eu queria muito tentar viajar (será que eu consigo ainda?).

Mas como vocês podem perceber, com um pouco de gerenciamento da pra sobreviver com seus parcos 200 dolares pro semana. Só não dá pra sair comprando um Ipad por mês 😛

Com esse dinheiro juntado, aí é com você aspira. Tem meninas que junta pra voltar com dinheiro pra casa, outras torram tudo nas viagens (as sortudas que conseguem porque eu trabalho feriado), outras compram bastante, mas dá pra você sair daqui minimamente com um laptop e uma viagem, se você se organizar.

A dica master que eu dou é, não caia na tentação de comprar as coisas assim de cara, porque a liquidação vai chegar, o preço vai despencar e você vai sentir maior babaca ever de ter pago bem caro numa peça que está mais da metade do preço barata.

Quer ver, vai por mim, eu paguei 40 dolres num casaco, e ainda paguei taxa porque comprei em NY (em New Jersey não se cobra taxa por roupa). Ontem eu achei o mesmo casaco por 11 obamas. Nem me sentir uma idiota, né?

Levantem todas as mãos e prometam para mim: jamais vão pagar um preço total por um coisa. Esperem a liquidação!

E tenho dito 😀

Beijos pra quem fica!

Ps.: Mas pe foda se controlar porque aqui as paradas são realmente mais baratas. o que me bate uma revolta, por que que as coisas são tão cara no Brasil? Fico indignada com isso!

Escolhendo a fofaiada certa

Olá pessoas que não sei se leem mais esse blog, tudo bem?

Antes de mais nada um AVISO: post enooorme, mas muito útil. Se eu fosse você você, cara zero meia, anotaria essas dicas com muito  amor e carinho 😛

Continuando com a sequência de posts “utilidade pública” para au pairs iniciante… vamos falar da etapa mais difícil na vida de uma au pair, a escolha da famílias, ou como eu prefiro falar, a escolha da fofaiada.

se prepara para o que te espera

Porque infelizmente, a família que você vive que vai ditar sua vida aqui, e vai determinar grande parte da sua felicidade como au pair em Terras do Tio Sam (tá meio batido essa expressão, né não?!)

Vocês acompanharam minha saga de escolha de fofos por aqui, bem detalhada como sempre, mas né, naquela época era garota e escolhi a família errada. Como eu passei duas vezes por esse processo chato, eu , no auge da minha humildade, já tô me achando um pouco mais caveira no assunto 😛

Uma coisa é fato, você só sabe o que quer depois que chega aqui e talvez essa seja a maior razão que depois do rematch a vida da au pair tende a melhorar. Porque aí você não vai pelo achismo ou impulsividade ou pressa de viajar (presente!) mas sim pelo que mais tem chance de dar certo, sabendo o que você tá disposto a aturar ou não, seja pelo schedule, pelas leis da casa, ou pelo estilo da família, números de crianças e por aí vai.

Para tentar minimizar isso, vou tentar desmistificar esse processo, e a primeira coisa que tenho a dizer que essa história de “feeling” é bullshit! Pronto falei!

Ouvi muito essa parada de feeling e na boa, maior história da carochinha. O que você tem a fazer é mais ou menos selecionar suas prioridades  e na hora de conversar com a família você saberá o que é importante, e o que você acha que não viverá sem afinal, você não terá tudo. As vezes a família é foda, mas tem 4 filhos. As vezes não tem curfiew mas o lugar parece smalville e por aí vai.

Primeiro de tudo: tenha em mente que sei lá, 97% das famílias são um bando de filhos da p*ta que só querem uma escrava baba, não entendem nada do programa e só querem alguém para criar seus filhos no lugar deles. Com isso em mente, pode fazer a listinha de coisas que podem tornar sua vida mais confortável.

Ahhh mais eles parecem tão legais. É, mais na hora dos interesses prevalecerem, serão os deles primeiro. E você filha, bom, você é só au pair, então, se f*de aí. Mas né, não vai me perguntar sobre carro na primeira entrevista, se não a mulher vai achar que você tá mais interessada na sua vida social que nos pirralhos delas (o que não deixa deixa de ser verdade :P).

Exemplo: ter carro! Ter um carro aqui nos EUA não é luxo é necessidade. Você não vai na esquina comprar remédio sem carro pois o país funciona a base de carros. Nos subúrbios não tem transporte público como estamos acostumados no Brasil, no máximo um trem, mas né, você precisa se deslocar até a estação pois até aonde eu saiba, o teletransporte ainda não foi inventado.

E aí que entra: se você for tomar conta só de bebês, por exemplo, grandes chance de você não ter carro porque né, bebês não tem uma vida social agitadíssima e suas funções se limitaram as paredes de madeira barulhentas da sua casa. Por tanto, make sure que na sua cidade tenha um sistema de transporte público decente que te permita um mínimo de independência ( no caso de você não ter carro), porque trust me, você não vai querer ficar dependendo de carona ou muito menos ficar presa em casa.

Antes eu achava que iria ficar bored em casa tomando conta de bebê, mas hoje eu até preferiria. Só não sou muito fã da responsabilidade gigante que é tomar conta de bebê, mas eles não falam, e só choram sei lá, hoje eu prefiro ficar bored do que estressada. Dai você liga a TV no canal que quiser (eu já to quase surtando com tanto Spongebob que tenho que assistir) e voalá.

Tenha em mente a idade de crianças que você gostaria de lidar. Todas as idades  tem suas vantagens e desvantagens. É com base na idade dos fofinho, ou demônios, dependendo da educação da kids, é que seu schedule será elaborado.

Bebês e todlers (as kids de 2 e 3 anos que estão aprendendo a andar). Normalmente não vão para a escola, e você terá que ficar com eles o dia inteiro sem break. O que é bom que normalmente você termina seu dia cedo, lá pra umas 5 horas, 6 as vezes até umas 4 dependendo da família. Começa mais tarde também, uma 7:30, 8 dependendo da família.

Com essa idade a sua atenção é voltada toda exclusivamente para elas, você mal pode ir no banheiro, e aí é esperar pela tão sonhada nap time ( o cochilo) pra você fazer seu xixi em paz. A vantagem é que são argila mole você pode meio que pode moldar do seu jeitinho. Se for só bebê, então tem a vantagem da nap, seu horário anjo, e você pode ficar assistindo TV amarrodana enquanto ta lá ninando a criança.

Dos 4 aos 6 – com quatro anos a criança já pode ir para escola, começa no Kintergarten (nosso jardim da infância se é que o nome é esse ainda). Tem que tá na escola umas 8:00 depende, também. E volta lá pras  3 horas e esse será seu break. Seu horário vai consistir em de manhã enfiar uma roupa nas criaturas, e dirigir pra escola, ou colocar no tal do ônibus amarelo. Dai, vai buscá-los e normalmente eles já tem varias atividades nessa idade, natação é a mais comum. E vai ficar até bedtime, as vezes até as 7, até as 8:30 (mais comum), até as 9 horas da noite, depende da família (ou se você tiver nascido com o c* pra lua, vai ficar até as 5:30, mas é muuuita sorte).

Tem as sortudas que mesmo com esse break fica livre quando os host chegam, umas 5:30, mas isso é bem raro. Normalmente você vai trabalhando até as 9 que é a hora de todo mundo ir pra cama. E aí sua vida social vai ficar um pouco resumida na hora do seu break, ou se você não tiver curfiew você poderá dar uma escapadinha para um programa mais light no fim do trabalho só pra dar aquela aliviada.

Vantagens – também são argila mole, ou seja, você até pode conseguir moldar um pouquinho. Porém, na minha opinião, as desvantagens são maiores e explico o  porque: essa idade as crianças precisam de atenção total sua, você mal pode ir no banheiro que pode dar merda (meu moleque conseguiu um olho roxo gigante na primeira semana minha aqui), eles são mega dependentes, precisam de você pra tudo mas se acham independentes. Não querem sua ajuda mas vão precisar de você e pior, ficam testando limites deles o tempo inteiro e das pessoas, e claro que vai sobrar pra você querida zero meia.

Eu particularmente não suporto essa fase, mas foi a fase que me especializei pois tomei conta de duas demônias dessa mesma idade.  Era um inferno, até porque a educação dos pais não colaboravam em nada, e agora cuido de um moleque de 5 anos e a coisa boa que ele é educado, me trata bem, tem seus momentos mas se ficar de graça fica de castigo (sim, aqui eu tenho carta branca pra colocar de castig0 então minha vida aqui é infinitamente mais fácil).

São detalhes tão pequenos de nós dois que a gente nunca vai imaginar que são importantes, mas além de sair metralhando aquela listinha de perguntas pra fazer aos seus futuros fofos, pergunta sobre como é a educação, pergunta também em caso dos fofinhos te desobedeceram, qual seria o procedimento e o mais importante tenta descobri se os país são envolvidos na criação dos filhos.

Parece coisa besta, mas ó, uma coisa que percebi e que depois a fofa de uma amiga minha meio que confirmou, a maioria das casais americanos meio que tem filho só pra seguir um protocolo na vida. Tipo casar, ter uma casa no subúrbio, comprar um SUV e ter filhos. A impressão que dá é que eles não estão nem aí pras crianças e que só tiverem porque assim manda o protocolo.

Por exemplo, eu achava mega estranho as vezes eu saía com as demônias e os país nem vinham dar um beijo nela e muitas vezes elas não veriam eles por uns dois dias pois quando eles chegavam tava já todo mundo dormindo. E quando elas gritavam e tal, eles íam lá davam um doce pra elas pararem de berrar e pronto. Sempre optavam para o que seriam mais fácil pra eles.

Conclusão: eu deixava de ser au pair e ficava no papel de mãe. E isso é a pior coisa que pode acontecer com uma au pair, quando você assume extra oficialmente um papel de mãe, sendo que você não tem realmente os poderes de mãe ( se fossem minhas filhas- bate na madeira 3 vezes – já teria descido o cacete em todo mundo)e aí, a parte mais chata é ter que lidar com a frustração das crianças pois os país nunca estão presentes.

E você também fica frustrado porque você não queria ser mãe (deus me livre) só queria ser au pair (deus me livre também, mas no meu caso, tarde demais). Então procura saber se nos tempos livres dos pais eles curtem estar na companhia das crianças, por exemplo, você sabe que os fofos gostam de suas crias se quando eles chegam você já fica off. Na maioria das vvezes, os pais, por incrível que pareça, só querem se livrar das pirralhadas e não curtem nem um pouco passar tempo com eles.

De novo, detalhes bobos mas que fazer uma diferença enorme. Essa idade eu acho mais chatinha e complicada, ainda mais se os pais não tão nem aí, porque aí você encara pergunta do tipo “minha mãe é uma péssima mãe pois se fosse boa ela deveria deixar eu ficar com ela”. Juro que quase me deu vontade de responder: “é sim, também acho que sua mãe é uma vaca”. Mas eu preferi ignorar, ligar o rádio do carro e cantarolar a musica da única rádio que devia pegar em Chappaqua.

Dos 7 aos 9- são mais independentes e no máximo você vai colocar a comida deles. Já tomam banho sozinhos, se vestem sozinhos e as vezes até colocam a própria comida. Você também não vai precisar interagir muito (que no meu caso é ótimo porque eu ODEIO ter que ficar brincando de power ranger, por exemplo). Vai ficar dando as ordens, tipo> fulano, tira isso do chão, hora de ir pra escola, hora de comer e essas coisas. Ah, e você poderá fazer seu xixi que não vai ter perigo da casa estar em chamas quando você sair do banheiro.

Dos 10 em diante, independência total, delicia. Você só precisa ser a presença adulta na casa. Eles não precisam ser vigiados o tempo todos e muitas vezes nem fazem muita questão da sua presença. Aí você saca seu Ipod e fica lá na internet o dia inteiro esperando o dia passar. Ah, claro, vai ter que preparar a comida e dirigir eles também , que eu acho ótimo, eu adooooro ter que dirigir porque o tempo passa rápido, você pode ver o dia ( um porre ficar socado em casa o dia inteiro) e ainda durante aquela atividade você tem uma folga da presença da sua kid.

A maior desvantagem dessa idade é que se eles não tiverem educação, você se fufu, porque já saõ grandes e você não molda mais nada. Aí, vai ser só aturar a pirraça mesmo.

De novo, todas as crianças que vão pra escola, significa que o break da au pair vai ser no meio do dia, vai da manhã até umas 2:30 . Lá pelas três começa a trabalhar de novo e aí vai até umas 9 horas, ou se for mais sortuda menos.

Você tem que ter em mente qual a melhor faixa estaria pra você e qual tipo de schedule você fica mais confortável. Se você quiser muito uma interação social com sua kid, então pula fora de adolescentes e pré adolescentes, mas se você não faz questão, então kid pequeno não é uma boa.

Outra coisa, não adianta fechar no desespero, o legal é você esperar que uma família se adequa a você e vice versa. Por exemplo, eu conheci uma menina que é vegetariana e a família não é. Mas a família dela é foda, no aniversário dela a fofa dela fez um jantar todo vegetariano. Achei tão simpático deles. Eles zoavam ela o tempo todo falando que a comida estava uma delicia mas que se tivesse carne ficaria melhor (eu super concordo) mas eles tavam lá mega aberto a respeitar um escolha dela.

Se você é uma pessoa mega descolada, não entre numa família muito conservadora por exemplo, porque a convivência pode ficar meio complicada se a família não for mente aberta. Não há problema nenhum em conservadorismo, mas o problema quando a família não entende o programa (95%) e pouco ligam para as diferenças culturais e suas necessidades.

Por exemplo, aqui eles são super preocupados em deixar feijão estocado, porque sabe que na alimentação básica de um brasileiro tem feijão, então mesmo eles não ligando muito, sempre tem feijão aqui em casa. De novo, pequenas coisas que deixam uma au pair feliz e satisfeita.

Se você tem tatuagem, ou piercing, não esconda. A família que te escolher tem que saber e vai ter  que te aceitar assim, e acho legal que grandes chances de uma família ser mega mente aberta.

Meu maior erro na hora de escolher a família na primeira vez, além da pressa (eu já tava velha) foi não perceber esses detalhes e acabei fechando com uma família conservadora, que queria só uma empregada e o pior de tudo, controladores. Porque aí você tem que ficar toda hora explicando porque o sabão em pó acabou e a pior coisa do mundo é viver com alguém que te tem como suspeita acima de qualquer coisa.

Sobre curfiew: família que não tem curfiew normalmente são mais relax. Eu achava que curfiew era uma coisa que não me incomodaria, porque sempre fui caseira. Só que a vida de au pair é diferente, como sua área de trabalho vira o lugar que você mora, quando você tá off você quer mais é picar mula e não ver mais a cara de ninguém. O curfiew era um saco pra mim (não tenho mais) porque você fica naquela esquizofrenia de ter que voltar correndo pra casa, e claro que ganhei a alcunha de Cinderela nas época que eu morava em Chappaqua.

Eu virava abóbora as 11:00. E sempre era a última a terminar de trabalhar, sempre saímos tarde por minha causa e voltamos cedo por causa desse maldito curfiew. As vezes eu não queria ficar fazendo nada, só batendo papo mesmo na casa de alguém. Mas ta aí uma coisa que nunca pude reclamar, porque quando eu topei match com eles eu já sabia do curfiew. O que eu não sabia que isso seria bem chato depois. Fora que você se sente uma criança tendo hora pra voltar pra casa né.

Pra quem vai ter curfiew. Olha, nem é a pior coisa do mundo, mas só tenta make sure que esse curfiew possa ser flexibilizado em caso você precise. Tipo, um dia eu quis ir no cinema numa terça (era mais barato) e a fofa quase embarrerou falando que eu tinha que acordar cedo no dia seguinte. Mandei um foda-se. Mentira, mas me deu muita vontade 😛

Na verdade eu respondi: e você acha mesmo que vou estar dormindo as 11 horas da noite? E ignorei e fui assim mesmo. Eu não pedi meio que avisei. Mas não façam isso, eu já tava de rematch e já tava com o foda-se meio ligado (melhor sensação eveeeer!).

Mas olha só que vaca, eu sempre cumpri direitinho as minhas funções de escrava isaura. Custava deixar? Além de ser um porre você ter que ir lá pedi pra ir no cinema (me senti com 15 anso) ainda tem essa, deles não gostarem.

Então, só conversem antes para caso esse curfiew seja flexibilizado. E muitas das famílias legais acabam depois derrubando o curfiew, depois que já te conhecem e tal e ganham confiança na sua pessoa.

Sobre o carro: carro nos subúrbios americanos como falei não é luxo, é necessidade, senão você não consegue ir na esquina. Então, tenha certeza que você terá um carro disponível pra você. A não ser que você more numa cidade aonde tenha transporte público. Viver aqui sem carro, é pedir pra se aborrecer.

Também preste atenção nas regras do carro. Eu só me fudi na outra família. Eles me disseram que eunão podia pegar highway, por exemplo. Ah tá tudo bem, pensei. Mas aí eu não sabia que pra voc~e se locomover por todo canto dessa terra, você precisa pegar highway. Me fudi, porque eu não podia ir pra lgar nenhum.

Depois, não satisfeito inventaram uma outra regra (essa foi surpresa porque não tinha sido combinada anteriormente, foi depois que cheguei), que eu poderia andar só em Chappaqua (que o centro se resumia a uma rua), e outras duas villages que tinham do lado (que os centros também se resumiam a uma rua) e só. Conclusão, meu carro e nada era a mesma coisa. Fui muito carona em Chappaqua. Ah, e eu também não podia dormir fora com o carro.

O que é irritante, é que sem carro você não faz nada. Colocar regra no carro significa limitar seu ir e vir, então pesquisa direitinho sobre os limites e tal pra não cair em armadilha quando chegar. Melhor coisa é quando você tem o carro com disponibilidade total pra você, vai por mim aspiras 😛

E por último, temos a loteria. Sim, loteria, porque por mais que você faça tudo certinho e que consiga fazer match com aquela família que parece perfeita pra você, no lugar perfeito, ainda tem chances de eles se tornarem um tremendo dos filhos da puta. E isso, não dá pra prever, infelizmente.

Tem família que tem tudo pra ser ruim, exemplo, minha amiga tinha uma família igual a minha, judeus, três crianças, e eles eram super amigos da minha ex-família mas acabou que ela está numa das melhores famílias que já conheci. A família é super mente aberta, as crianças uma educação incrível e ela tem uma série de regalias que fazem a vida dela aqui ficar bem confortável. Nem preciso dizer que ela vai extender com a família. Mas também, com a família dela até eu extenderia, e pra sempre 😀

A loteria pode funcionar tanto para o bem quanto para o mal. Não há bola  de cristal, por tanto o jeito é (dá uma fugidinha com você :P) tentar minimizar o coeficiente de vai dar merda o máximo possível. Estuda direitinho o que você quer de uma família, estabeleça suas prioridades vai esperando até uma família ser mais ou menos compatível com você.

Lembrando que você nunca vai ter tudo (minha amiga da família perfeita, por exemplo, trabalha sábado de noite, as vezes, ó que saco) mas ela tá feliz lá que a família realmente é muito boa. Então você tem que priorizar.

Outra coisa importante dizer para as meninas que vem pela AuPaircare (uma bosta de agência) que você não pode sair rejeitando família não se não eles te suspendem o processo ou até te expulsam do programa. Então cuidado aí na hora de dispensar família. Vê lá direitinho o que vocês vão dizer. Não pode sair dizendo que o lugar é uma merda por exemplo, senão a agência fica achando que você tá escolhendo lugar o que tecnicamente falando não pode.

Ah, perguntar para a atual au pair ajuda mas não tanto assim. Porque né, o que as vezes é bom pra um, não é pra outro. E relacionamento de au pair com family é igual casamento, as vezes dá certo com ela mas não contigo.

Ah não ser que a menina extendeu por mais 1 ano, daí isso é um excelente indício de que a família é realmente boa, porque o que eu pude perceber é que quando a família é realmente boa as meninas extendem, fato. Só esse mês eu tenho três amigas extendendo, mas todas tem famílias suuuuper legais e no lugar delas eu também faria o mesmo (ou não… sinto falta de lidar com pessoas da minha idade, sabe qualé?)

No mais, depois do match é rezar para que você tenha feito a escolha certa relaxar e esperar pra ver o resultado, porque aí só vai depender da loteria se deu sorte ou não de ter pegado uma família bacana.

Boa sorte pra todas as meninas que estão nessa fase, força na peruca pra todo mundo!

Beijo pra quem fica!

Size to go

Post leve pra finalizar a semana (TURUM TSSSSSSSS) 😛

A parte que eu mais gosto das farmácias e Targets da vida aqui é a parte do size to go, que é a sessão (seção sei lá) aonde vende as versões dos produtos tudo em tamanho petititinho;

Eu amoooo tudo que é pequeno pra você poder deixar em necessaire. Na terrinha era um saco, é praticamente impossível achar versões pequenas de shampoo, sabonete e até desodorante.

Na Terrinha o que eu fazia era comprar uns potinhos pra não ter que levar maior parada pesada caso fosse fazer um sleep over na casa de alguém (Luna, morando mal desde sempre :P).

Aqui minha vida de peregrina mochileira continua mais ativa que nunca, já que subúrbio americano é um inferno e você não tem mais nada pra ver e interagir além de árvores, então o jeito é se hospedar na casa de alguém.

Não é a toa que uma da primeiras aquisições que fiz aqui foi uma mochila, e a segunda bem, comprei um monte desses produtos de tamanho size to go e a minha necessaire de viagem já fica prontinha, só esperando o próximo final de semana.

atrás necessaire da natural, amiga velha de guerra =D

Essa sessão to go ela é própria mesmo para viajantes em geral, e as paradas com liquido são todos com menos de 100 ml dai você pode levar na sua mala de bordo. E você encontra tudo quanto é tipo de coisa: desde desodorante, bom cheiro, rolinho de tirar pelo da roupa, capinha pra escova de dente, shampoo, condicionar e até sabonete.

acho esse tamanho tão cuti-cuti

Como eu trouxe shampoo e condicionador para o ano inteiro praticamente, meu cabelo meio que se acostumou e foi ficando uma titica, então ao invés de comprar shampoo tamanho normal que aqui é mega animal os tamanhos, eu comprei essas versões menores, daí eu vou alternando e o cabelo não se acostuma com eles #ficaadica

É isso gente, uma dica bem rápida! Deixa eu ir que hoje é sexta 😀

Beijos pra quem fica!!

Dica: o que trazer na mala (versão 2.0)

Vou começar uma série de posts dedicado exclusivamente a todas as aspiras que são loucas o suficiente pra querer ser au pair. São dicas fundamentais (tá, adoro um exagero) para aquelas que ainda estão no início de processo. Processo esse que é longo pra caceta…

A dica que eu dou, antes de mais nada, é pesquisar bastante sobre tudo. Começando pela agência, depois o application, depois a escolha de família, cidade, escola e por aí vai.

Ao longo da pesquisa vocês vão encontrar um monte de informações desencontradas, porque né., opinião é que nem bunda, todo mundo tem a sua ( e dá quem quer, já dizia Sr.K :P).

Portanto, as minhas dicas aqui são baseadas na minha vivência (fonte nada confiável), o que vi por aí. Nada cientificamente comprovado. Mas espero de coração que ajude. Eu sempre vejo lá no grupo as meninas fazendo as perguntas que eu mesma fazia em início de programa né, e agora, quase 6 meses aqui, já posso me considerar veterana (?) e posso esclarecer sobre pequenos detalhes.

Vou tentar deixar o blog com mais dica possível, e menos diário (porque fofoca não ajuda ninguém, né?) e o propósito do Right Track sempre foi de ajudar aquelas que estão no mesmo barco (furado) que eu 😀

Bom, hoje vamos começar sobre malas. E aí, 05, o que você deve trazer das terras tupiniquim?

sente o desespero

Primeiro de tudo, você tem que pesquisar no site da companhia aérea quantos Kgs você pode trazer em cada mala. Resumidamente: se você ficar no lado leste dos EUA, e não precisar pegar avião depois do treinamento do Hotel (que fica em New Jersey, o da APC, Long Island, NY o da CC e acho eu que Connecticut o da APIA), você poderá trazer duas malas despachadas contendo cada uma até 32 Kgs.

Se você tiver que pegar voo doméstico depois do treinamento, então será duas malas de até 23 Kgs. Choraaaa galera, mas não muito. Depois de dois meses aqui você desejaria não ter trazido nada =P

Fora as malas despachada você ainda terá direito a trazer uma mala de bordo (certifique-se que a sua tenha o tamanho certo pra entrar no avião) com até 10 Kgs (nunca vi ninguém pesando mala de bordo), mas um bolsa ou mochila e ainda uma peça solta tipo um casaco ou um guarda-chuva.

Fazer mala é algo extremamente pessoal, e vai depender não só em que companhia aérea você vai voar, mas o lugar que você vai morar e claro, suas necessidades individuais.

Eu vou tentar dar a visão prática das coisas, tentar desmitificar o monstro do “fazer as malas”, pra que você, futura colega de senzala, não chegue aqui se descabelando. Believe-me você vai precisar de toda sua sanidade quando estiver aqui!

Se você for para lugar frio: aqui em New jersey, leste do EUA e para o norte, as estações são bem divididas. Primavera, com flores, verão bem quentão (sim, peguei 40ºC, o que pra mim não é nada :P), outono com árvores coloridas e folhas caindo o tempo todo, e inverno, com neve e temperatura de até -11ºC (hoje por exemplo deu 10ºF).

O que isso significa? que bem, calor mesmo você vai ter só no começo de maio e vai até final de Agosto mais ou menos. Depois a temperatura começa a baixar e não levanta mais. O outono pra mim já era um mega inverno rigoroso.

Mas porque (é junto ou separado?) carga d’aguas eu tô falando isso? bom porque não adianta minha amiga, trazer aquela sua coleção de havaianas se você tá indo morar em Boston. Eu por exemplo fiz a burrice de trazer minhas roupas pra cá, até bastante viu, e putz não precisava, eu usei elas por dois meses e só.

Como eu morava no Rio, eu só tinha roupa de verão e umas jaquetinhas muito das mulambentas, e guess what? Filha usei foi no verão (os ar condicionados daqui bombam) e nem para o outono serviu, nem pra fazer cosquinha. Desde Setembro, está tudo encostado (chinelo, sandália, regatas) e de lá só saírão agora em Maio.

Se você tem roupa de frio (pra galera que já mora mais lá para o Sul) traz algumas peças básicas pra você não ter que sair gastando dinheiro aqui. Mas traz só o necessário, porque como aqui é muito barato, você vai acabar por renovar seu guarda-roupa aqui e nunca mais vai querer comprar nada no Brasil, eu juro (por mim mesmo, por Deus, por meus pais…).

Eu era mega contra essa filosofia de traga o necessário. Mas quando o frio chegou eu tive que fazer um enxoval de inverno, e percebi que não vou mais usar nada que eu trouxe.

Mas assim, né, vai também do planejamento de cada um. Eu sou uma planejadora freak por natureza, então eu tinha planejado trazer minhas roupas e não comprara nada que fosse de verão. E foi o que fiz. (só que eu deveria ter trazido menos).

Quando o outono chegou, o dinheiro que eu tinha economizado eu puder gastar com o meu “enxoval” de frio: casaco de neve, botas de neve, cachecol, luva, e essas coisas.

Como aqui tudo é muito barato, infelizmente existe uma grande possibilidade e você adquirir esse terrível hábito de fazer compras. Coisas que você nunca imaginaria comprar no Brasil (correção, coisas que EU nunca imaginaria comprar no Brasil #fudida) aqui é tão preço de banana que quando você percebe PUFT cadê aquele salário que tava aqui?

Meu exemplo: eu peguei uma tara por roupa de ginástica. Primeiro que eu acabo usando muito aqui, seja pra malhar ou seja pra trabalhar, segundo que no Brasil essas coisas são tão ridiculamente cara. Quando eu malhava na terrinha, eu acho que devia ter uns dois conjuntos de academia, era usando um, e o outro lavando, porque eu me recusava dar muito dinheiro em roupa de malhar, e olha que eu ía comprar na C&A, hein?

Aí você chega na TJ MAXX e acha conjunto adidas, puma, nike, columbia, até the North Face, por um preço que Centauro nenhuma vai te oferecer. Nunca… jamais. E, aí eu penso, é também algo que posso usar de volta no Rio, então não deixa de ser um bom investimento.

Agora, pra quem vai ter que comprar roupa de inverno, prepare-se, porque sim é bem barato (em comparação com os preços do país de origem) mas ainda meio caro para o bolso de uma au pair. Principalmente outwear clothes (que são aqueles casacões que você só usa do lado de fora).

Claro que você que vai lá para os lados da Califa, Arizona, vai tá no calor, então um gasto a menos. Mas pra você que vem para o frio, não faça a imbecilidade que eu fiz trazendo todo seu gurada-roupa de verão, que você vai ter muito pouco tempo usar. Essa é a hora de cultivar a cultura do desapego!!

Então, na boa, vem trazendo o necessário. Coisas pra você usar no primeiro mês, pra você ir se planejando, vendo bem o que você vai comprar.

Uma mala de 32 Kg tá mais que suficiente. E eu odiei vir carregando uma mala de bordo, cansa, e eu não conseguia colocar no compartimento de cima, tinha que pedir pra alguém. Ao invés de mala de bordo eu aconselharia uma frasqueira, até porque quando você voltar, as malas terão triplicado.

Produtos pessoais: ah isso eu aconselho trazer. Para que você não chegue aqui comprando tudo na correria. Tem família que providencia essas coisas para au pair, mas tem muitas que não (eu sempre no grupo que participam da fodelância).

Então traz seu desodorante, seus hidratantes,  até você poder se familiarizar com os daqui. Eu trouxe bastante coisas e nem me arrependo porque são coisas que você usa e não vai fazer volume depois. Tudo bem que eu dei uma exagerada e ainda tenho um monte de coisa tipo, desodorante, hidratante (da natura ainda) e até shampoo e condicionador.

Agora, a dica mais preciosa de todas: prefira trazer suas roupas velhas pra colocar pra trabalhar e deixar pra comprar aqui as roupas bonitinhas de sair. Porque você, cara aspira, vai descobrir (como já falei isso aqui outras vezes) que você vai andar mais mulambenta possível pra trabalhar. Não faz sentindo vir com sua roupa nova e chegar aqui pra compar moleton (como eu fiz ¬¬).

Bom, no geral é isso. Desculpa aí, ficou enorme, né? Eu preciso aprender a ser sucinta. É que eu adoro um detalhe, gente.

Eu iria tentar fazer uma lista do que fazer, mas não dá. Porque, again, vai depender do peso que você pode carregar, do clima do lugar que você vai, da época que você for chegar (se é verão, se é inverno) então, não dá pra ter uma formula.

Quem não se lembra, eu contei o que eu trouxe nesses posts que eu fiz sobre malas, parte 1 e parte 2.

Beijos pra quem fica!

Ps se vocês quiserem muito eu posso “tentar” fazer lista. M

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