Elementar minha cara au pair

Saiba que quando você for au pair querida aspira, você vai dizer tchau pra sua privacidade… true story!

Vamos a mais um capítulo do “desvendando o maravilhoso mundo mágico das au pairs”, nos bastidores da vida linda e maravilhosa que a agência te vende. O intercâmbio perfeito que você paga pouco (true), faz parte da família (maior mentira ever), tem 1 ano maravilhoso (com muitos aborrecimentos e rugas novas) e ainda vai poder viajar muito (alguém me avisa quando eu vou poder viajar já que eu trabalhei todos os feriados, e ainda alguns sábados…) e trabalha muito (isso é mentira, a verdade é que aqui você praticamente SÓ trabalha, é trabalho pra caraaai), e não, não dá pra ficar rica com o salário.

Enfim, sei que tem muitas aspirantes que não gostam quando as au pairs reclamam das suas vidas, que pensam que todo mundo aqui é fresco, e que com elas será tudo diferente. Aham Cláudia… eu também fui aspira e também achei tudo isso.

E quando eu cheguei aqui a primeira coisa que eu pensei foi: mas por que que nos milhões de blogs que eu li ninguém falava a verdade? Parecia realmente um mundo mágico… e por isso que acho que quanto mais contato com a realidade se tem, melhor que vocês que ainda estão por vir podem se preparar para o que te esperam. Já vão treinando aí, a primeira coisa a aprender a fazer é saber dizer não, grande parte das fofaidas são abusadas, e quanto mais pró ativo você for, mais eles vão te f*der, e pra variar, sem nunca nem te cortejar ou te beijar.

Mas hoje eu vim falar de outro ponto muito importante que uma aspira tem que saber a se desapegar, a privacidade. Será 1 ano (ou se você for sortuda de pegar uma senhora fofaiada ou maluca o suficiente será mais tempo) que você viverá de hóspede na casa dos outros ou pior ainda, tem família que trata a au pair como se ela morasse de favor.

Privacidade: a au pair teoricamente tem que ter um lugar digno pra ela ficar, a única exigência da agência é que tenha uma cama no quarto. Todo o resto é luxo.

Na outra família por exemplo, eu tinha uma cama de solteira e um gaveteiro, num espaço tão minúsculo, mas tão minúsculo que mal cabia eu lá dentro e olha que eu sou bem petit. Não tinha janelas e o detalhe mais lindo de todos: a porta era de vidro. Privacidade? Bom, acho que quando eu desci do avião em Miami, ela pegou o avião de volta para o Rio, só pode.

Era um micro quarto, no porão. Só que o porão todo era um playroom, cheio de porcarias das demônias. Lá no fundão, nada perto da minha senzala ficava um mini armário que era pra ser da au pair (segundo a antiga au pair, foi uma exigência da primeira au pair, porque nem isso tinha). E tinha uma televisão (que tinha um quadrado preto no meio da tela, que depois de um tempo até esqueci ele lá) , mais uma mesa de brinquedo das crianças e atrás uns pufs mega desconfortáveis.

a ex-senzala

A porta do porão não tinha tranca e dava de cara pra porta da rua. Assim como a minha porta de vidro também não tinha tranca. Normalmente eu ficava sozinha no porão, mas e quando tinha gente nele? Sim, eu ficava na minha micro gaiola, com porta devidro. E como eu fazia pra me trocar? Tinha que ir para o banheiro.

Tinha um banheiro no porão que eu limpava. Sempre que eu voltava da minha temporada no cafofo da Dudi (ahhh saudades)o banheiro tinha sido usado, tinha xixi espalhado por tudo quanto é lado e nunca davam descargaga. Sério que quando eu falo que é vida de m*rda tem gente acha que eu exagero… enfim, mas voltando, aí coloquei um recado, pedindo que por favor, após usar que descem descarga, igual em banheiro público. Por um curto tempo funcionou, depois fui embora, aí f*da-se né…

Mas o melhor ainda não acabou, a porta do porão que dava pra rua tinha que ficar aberta, e quando digo aberta quero dizer, escancarada. E aí, quem entrava na casa, dava de cara com meu quarto de porta de vidro. A porta só podia ser fechada quando eu tava no porão. Quando não, tinha que ficar aberta. Por quê? Esquizofrenia do meu ex-fofo. Porque a casa era dele, e segundo eles, todas as outras au pairs faziam isso.

Como eles acham que au pair é tudo igual, que a gente tem um modelo só de fabricação, e como ninguém nunca se incomodou, eu não tinha direito de me incomodar. E aí ficou a guerra das portas… mas aí eu cansei. Deixei a porta escancarada, não era minha casa e bem feito pra mim, quem mandou ser au pair?

Mas porque eu tô contando isso. Porque vire e mexe a falta de privacidade é uma das coisas mais irritantes que uma limpadora de bunda tem que enfrentar. você vê a parada errada e  não pode falar porque você não tá na sua casa.

E hoje isso me irritou muito. Aqui, na nova família.

Ontem foi mais um daqueles dias em que tudo deu errado. Tudo mesmo. Pra piorar eu sai de casa e esqueci a chave e o GPS. Primeiro fiquei perdida por aí, depois trancada do lado de fora. Fui dormir na cada de uma amiga. Quando a gente entrou no quarto dela bateu uma desconfiança que alguém tinha entrado lá. Como? O computador que não só estava aberto mas também estava ligado.

Bom, todo mundo sabe que o notebook depois de um tempo ligado ele vai desligar sozinho. É a configuração normal de um computador, pelo menos um que seja windons. O dela tava ligado, e a gente tinha ficado fora o dia inteiro.

Não tem nada pior que desconfiar que alguém entrou no seu precioso espaço. Uma sensação de impotência, sensação de homeless horrível. Bom, fizemos um teste e deixamos lá o computador ligado pra saber quanto tempo ele fica ligado até ele adormecer. E chuta? Ele ficou ligado… não desligou. Kuén pra todo mundo!

Aí fica aquele negócio… e agora? Alguém mexeu ou não mexeu aqui? Ela jura que tinha fechado o computador. Eu sou esquecida, não lembro. Fomos olhar a configuração e tava lá, em tantos minutos o computador tem que desligar. Tá, mas por que que quando a gente fez o teste ele não desligou?

Ficamos com a pulga atrás da orelha. Falei pra ela colocar senha no computador, just in case. E fomos dormir.

Manhã seguinte, ela foi trabalhar e eu fui de novo olhar o computador dela, sei lá, ver se tinha alguma pista, indício, olhar o cache, histórico, dá uma de stalker mesmo, mas né, sou noob ao quadrado e minha falta de habilidade em computador não deixou as minhas investigações irem muito longe… elementar meu caro Watson, até porque ela tinha descido e o computador dela estava com senha agora 😛

Eu me arrumei, desci, filei um café da manha e fui pra casa. Milagrosamente não me perdi, só pra descobrir que eu estaria trancada do lado de fora. Sabe a chave? Aquela coisinha mágica que abre todas as portas… pois é? Deixei do lado de dentro. E cadê movimento pela casa?

Né, não tinha. Mandei SMS pra fofa, nada. Tentei ligar. Nada também. Tentei abrir a porta da garagem, mas não funcionou. Tive a brilhante idéia de entrar pela copa e… o alarme disparou. Nice… olha aí a au pair criando problema. Se o alarme fica disparado, a polícia aparece, dá maior problema.

Bom fechei a porta, o alarme parou de gritar. Eu sem sentir mais minhas mãos, no frio da p*rra. Fiquei na dúvida… pô, todos os carros estavam na garagem. Eles tinham que estar em casa… será que ainda estavam dormindo? Pô chatão se eu tiver que acordar a galera… ódio de mim mesma de ter esquecido a p*rra da chave.

Fiquei na dúvida, volto ou não volto pra minha amiga? Queria voltar. Mas eu não tinha dinheiro pra colocar mais gasolina. Coloquei o que tinha usado e foi tudo embora, se eu voltasse eu teria que pegar dinheiro com ela emprestado. Não tinha jeito, voltei para o carro e coloquei o Ipod. Uma hora o povo tinha que acordar… eu pelo menos estaria mais  ou menos aquecida dentro do carro.

A cara de interrogação da vizinha pra mim, me olhando eu andar ao redor da casa. Tentando entrar, alarme disparando e por fim… eu sentadinha no carro.

15 minutos depois (aqueles que parece uma eternidade) fofa me liga e fala que mandou o moleque abrir a porta. Ufa… tava dentro de casa.

Aí subi no quarto. Deixo minha coisas, vou tomar banho e olho pra lixeira. Vejo uma caixa amarela em formato de coração jogada no lixo. Uma muito parecida com a que eu ganhei e mostrei aqui no Valentine’s day. Bom, pode existir mais que uma, né? Afinal, certeza que a Hershel não fez aquela caixa especialmente para mim.

É pessoas, mas a minha caixa, em cima do móvel que eu deixei não estava mais lá. Assim como todos os chocolates também não estavam mais lá. E eu tinha deixado bastante porque eu acho que os chocolates Hershel daqui tem um gosto estranho e eu levo mais tempo pra comer. Sim, alguém entrou no meu quarto, pegou a caixa de bombom e comeu tudo.

Sou só eu que acho isso o cúmulo da invasão? E não é pelos chocolates mas sim o fato de alguém ter estado aqui dentro sem minha presença e ou autorização. O nosso quarto é o único lugar da casa que você fica confortável. O único canto seu, que você tem uma “certa” privacidade.

E aí vocês vão me dizer, ué passa a trancar a porta quando sai. Não dá, as portas aqui só trancam por dentro. Maior coisa de português isso. Porque como só tranca por dentro, adivinha quantas vezes as demônias já se trancaram do lado de dentro dos comodos e a trouxa da au pair ficava implorando pra elas destrancarem?

Eu normalmente tranco meu quarto quando estou nele porque meu moleque entra aqui que nem um trovão, porque como ele já jogou na minha cara algumas vezes, essa aqui não é minha casa e ele tem o direito de entrar no meu quarto quando der na telha. Já tentei explicar milhões de vezes que a banda não toca assim, e tentei explicar porque ele pode sair entrando no quarto dos pais dele e não no meu.

Não deu muito certo, então eu só tranco e f*da-se. Mas e quando eu tô fora? Ai…

Eu tenho quase certeza que foi o moleque que pegou a caixa, mas fica aí a dúvida, ninguém viu? Tinha bastante chocolate nela e ninguém viu ele se entupir de chocolate? E o chocolate estava no alto como ele fez pra pegar?

E assim como foi o chocolate poderia ter sido qualquer outra coisa. Eu tenho uma mini coleção de bonequinhos que até mostrei foto deles aqui, e que eu nunca deixo eles fora da gaveta justamente por isso, por ele cismar que é dele e o medo de não encontrá-los mais aqui quando eu chegar de qualquer lugar. É f*da você não poder colocar seus bonequinhos pra fora. Pequenas faltas nessa vida…

Coisas que eu sempre fiz e vou deixar a dica pra vocês, afinal a gente mora com estranhos e sempre é bom prevenir: nunca deixe seu computador ao alcance de todo mesmo no seu quarto. Se eu vou ficar fora, eu sempre deixo numa gaveta por exemplo, e longe do alcance das crianças que nunca querem ficar contigo na hora do trabalho mas querem ficar no seu quarto quando você tá off ou fora.

Se você for um pouco mais paranóica, coloque senha. Senha é chatão, mas né, aí você tem certeza que ninguém entrou no seu computador.

Cuidado também com os sites que vocês entram. Como a banda é dos seus hosts, eles tem como saber pela troca de dados aonde você tá entrando. Não reclame se você entrou no forshare por exemplo e seu fofo vir te dar esporro. A internet pertence a eles e se eles quiserem eles podem fazer sim esse tipo de controle. Não que isso não seja estranho, mas … de novo essa não é a sua casa.

Não deixe coisas importantes ao alcance. Guarde bem seus documentos, e principalmente o seu DS e seu  passaporte.

Vai sair? Coloque Ipod, Ipad, Iqualquercoisa, kindles, e coisas pessoais dentro de armário, gaveta, não deixe por aí dando bobeira.

E por último, se você tá desconfiando que tem boi na linha, existe o clássico teste do papelzinho na porta pra saber se tem gente entrando no seu quarto. Coloque um pedaço pequeno de papel na porta. Se você voltar e ele tiver lá preso entre a porta significa que ninguém entrou no quarto.

Mas se você chegar e ver que o papel está no chão, é porque alguém abriu a sua porta. O próximo passo é você tentar descobri porque? Au pair e CSI nas horas vagas 😛

Sobre as câmeras. Sim, tem famílias que coloca câmeras espalhadas pela casa pra saber o que a au pair faz com os filhos. Isso pode, é desconfortável mas é válido. Normalmente as famílias não avisam. Então, faça uma varredura pela sala antes de sair desfilando por aí de calcinha enquanto não tem ninguém pela casa.

O que não pode é câmera dentro do seu quarto. Isso não pode! Parece coisa de filme, mas vocês não tem idéia quantas histórias de au pair morando com família doida eu sei. Quantas mensagens no facebook eu recebo de meninas pedindo ajuda ou só querendo desabafar, solicitação em skype ou até os depoimentos no grupo.

Parece que os testes e as entrevistas feitos para participar do programa são realizados mesmo só com as au pairs. As escolhas das famílias são feitas a moda a caraaa…. dando a impressão que a única forma de seleção é o dinheiro. Se a família tem dinheiro pra pagar o programa, beleza, não importando o quão doidos eles são.

E como dira Dorothy, there is no place like home! Não impota aonde seja, mas desde que seja o SEU home.

Beijos suspeitos pra quem fica!

Ps.:  eu achando que meu tempo perdido assistindo Death Note nunca me valeriam de nada 😛

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With a little help from my friends

Esse post vai ser express, daqueles bem rapidinhos (acabou que não foi. Eu e meu problema de não saber ser sucinta)

É que hoje ontem aqui foi dia do amigo. Tá, valentine’s day também é dia dos namorados aqui, mas eu prefiro que seja data pra lembrar de amigos e gente querida #foreveralonefeelings

Aí, nessas datas sempre bate uma melancoliazinha por você tá longe de todo mundo. Apesar do meu dia ter sido foooooooda regado de muito tiro, palavrão, e Capitão Nascimento (#todassuspira), e ainda com direito a troca de cartões arrematado com McDonald.

Queria muito mostra o que eu ganhei aqui da Fernanda (um cartão fofo, outro cartão engraçaralho e uma caixa de chocolate ) mas a bateria da máquina morreu. Agora só amanhã.

Eu mostrei aqui as outras coisas que ganhei. Também mostrei o cartão que dei pra Fernanda. Me senti culpada porque ela me deu mais coisa que o combinado, então dei pra ela um Mc chicken, que faz parte do Dollar Menu do McDonald:P (porque o que vale é a intenção) SIm, depois de toda testosterona de tropa de Elite, agente foi fechar com chave de ouro se jogando nas gorduras trans. Tem coisa melhor?

Para o dia ter ficado perfeito mesmo, só faltou o laser tag. Nada como atirar pacas, pra liberar o estresse. Barneu Stinson tem razão. Tô pensado inclusive seriamente em usar terno, tomar wiskey e fumar charuto 😛

Infelizmente eu não pude estar com todo mundo que queria nesse dia por questões óbvias de logística, muito menos deu pra eu trocar cartão com todo mundo que eu queria (contei aqui da parada do curso e como eu estou quebrada ao quadrado), mas também não pude deixar de lembrar de tanta gente que me ajuda e/ou me ajudou a chegar até aqui.

Parece coisa boba, mas lembro que Tolken uma vez comentou (olha aí a intimidade) que é na guerra que a gente faz as maiores conexões. Sabe quando tá  tudo desabando? Aí entra as parcerias que putz, é o que vai te segurar aqui quando tudo tá dando errado, é o que vai fazer você não pirar.

É com os amigos que você vai trocar vinte mil SMS por dia pra reclamar do seu dia. Que vai ligar pra falar qualquer bobeira enquanto seu kid está na natação. Que você vai correr pra quando você tiver qualquer 5 minutos de folga. Que vai chorar junto, passar pelos perrengues juntos, e tá ali, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no match e no rematch.

E eu sempre brinco que eu ganhei alguns mais novos amigos de infância nesses 7 meses aqui.

Já falei aqui mil vezes, já tive que me despedir de muita gente nessa vida (nossa que dramática eu) mas o tchau mais doloroso de todos foi quando sai de Chappaqua, justamente porque o porto seguro tava todo lá.

Mas aí, como você não tem mais 10 anos de idade, que você não quer mudar de escola pra não ficar longe dos amiguinhos, chgou a hora que mudar se tornou inevitável e eu tive que me mudar. E mesmo assim, elas ainda estão presentes. Gabi que o diga. Aquela menina que aceitou assistir Jurassic Park no cinema comigo (ninguém mais queria) e olha só… o curso que vou fazer é aonde? E adivinham com quem?

Dirigi milhares de vezes pra NY pra ir vê lá. Passamos o ano novo juntas. E no meu aniversário ela já me intimou: seguinte, ou eu vou aí ou você vem pra cá. O que vai ser? Mais nada se compara o que ela fez quando eu tava na m*rda.

Ela me abrigou. Fez uma pesquisa por família por mim. Ía me visitar quando eu mal saía da cama, e foi sozinha pra NYC pra comemorar o meu aniversário comigo. Na alegria e na tristeza ela esteve lá. Eu amo morar em New Jersey, só seria mais perfeito se ela tivesse aqui.

Gabi e eu na comemoração do meu aniversário em NYC

Aí você se muda. Tem que começar a vida social do zero. Vai em cluster meeting forever alone, vai pra House Party sem conhecer ninguém (e sim, é igual nos filmes), vai sozinha para uma cidade que nunca foi… até que PUFT aparece outra BFF (como o host dela sacaneia a gente) na sua vida, e  o melhor, mora a 20 minutos de você.

Sacaneio ela dizendo que ela tem só um defeito: tem menos de 21. Um feto gente. Eu que tenho que sair pra comprar bebida pra gente, posso com isso? Ela não pode entrar em bar, nem comprar bebida. E aí quando você vê? Tá lá trocando mil mensagens, falando mal da vida dos outros :P, resmungando da vida, procurando por um posto que vende gasolina mais barato, e se vendo quase que diariamente, quando o dinheiro da gasolina permite.

tem também todo mundo que já passou pela sua vida auperiana, as cofofetes queridas, a cafofete mó Dudi( que me carregou do meu porre absurdode tequila, e ficou deitada comigo na escada do metrô cascando o bico nas palavras dela #derrotanãoseespalha ). E até gente que você nunca teve oportunidade de ver ao vivo, que está a algumas milhas distantes mas está sempre presente. E até te manda uma lembrança de valentine’s day, não porque tinha planejado, mas só porque você (eu!) estava triste (escorre uma lagrima). Thanks forever Lais.

cafofetes no metrô (tá faltando a Larissa - leitora numero 1, e a Suélen)

Pessoa que você conhecia de oi no Brasil e que agora está na lista A de importância. Que me ligava diariamente pra saber como eu tava durante meu rematch, e me dava bronca se eu não mandava noticias. A Cris linda, que me caçou no ano novo pela Times Squaree ainda veio com um mimo. Um querida mesmo!

comendo Sushi com a Cris na Carolinas

E até as pessoas maravilhosas que conheci através do blog. Sim, existe muita pessoa que não vale a pena, mas ainda sim, existe muita gente boa, como a Fernanda, leitora do blog, que muito fofamente me ofereceu a senha da sua netflix (e eu tava só brincando, viu?). Eu ainda espero poder esbarrar contigo ainda 🙂

Ou ainda a Serena que sempre passa aqui deixando comentários corrigindo minhas caneladas. Nunca vou esquecer um dia que ela me ligou tentando me ajudar quando soube que eu tava em rematch. Thanks 🙂

Porque não adianta, por mais que você queira desabafar com os amigos de fora, família, parente, namorado, cachorro, periquito, marido, não tem jeito SÓ QUEM PASSOU PELO O QUE VOCÊ PASSOU VAI TE ENTENDER MELHOR. Em outras palavras, só quem é/foi au pair vai te entender, e são pra essas pessoas que você vai querer abrir seu coraçãozinho de limpadora de bundas. Para todas as outras se abstenha a dizer que NYC é f*da e que você tem comprado bastante 😛

Sempre é frustrante tentar falar com quem tá de fora. E é impressionante que quando você conversa com que está na mesma situação ou então quem já passou por isso, PLUFT a conexão é instantânea. E assim, as amizades são sendo construídas. E elas serão sua família aqui. (oouuunnnnnnnn),

Por último, para minha BFF mó (só pra esclarecer que eu uso esse termo na gozação, sempre!), que ficou no Brasil. Tá, ela não é au pair, nem nunca será (sorte dela), mas é a pessoa que sempre caminhou comigo juntas. É mais que amiga, é irmã. Que se eu coloco qualquer coisa no twitter, ela já vem com um e-mail querendo sabe o que houve, como estou. Que até tirou o visto pra vir aqui me ver.

Quem nem precisou estar aqui, ou ser au pair pra poder me entender.

Sem ela ir no cinema até perdeu um pouco da graça. Era minha companheira de tudo, de programa de índio, de furada, e que mesmo distante, de corrida atrás do ônibus certo que passava na minha casa e na casa dela, sempre presente com seus bear hugs virtuais. Missing her a lot.

E essa é a úncia forma de eu ficar maior que a Jacque

Eu sempre brinco que sou a cagada de urubu, mas relendo esse posts, pude perceber como as vezes eu tiro a sorte grande. Pelo menos em se tratando de pessoas.

Realmente a vida de au pair não é fácil, sinto muito dizer isso aspiras, porque parece que tô desanimando a galera, mas não é fácil mesmo. E olha que eu nunca tive vida de princesa no Brasil. Mas com uma ajudinha dos amigos, a caminhada se torna menos difícil.

“What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I’ll sing you a song,
And I’ll try not to sing out of key.

Oh, I get by with a little help from my friends,
Mm, I get high with a little help from my friends,
Mm, Gonna try with a little help from my friends.

What do I do when my love is away?
(does it worry you to be alone?)
How do I feel by the end of the day?
(are you sad because you’re on your own?)

No, I get by with a little help from my friends,
Mm, I get high with a little help from my friends,
Mm, Gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.”

Post boiola do dia, mas sei lá… fiquei com vontade de fazer um agradecimento geral. Normalmente eu entro aqui só pra reclamar da vida. Sei que a vida aqui não tá perfeita, que passei por um monte de coisas, também sei que não tenho a família perfeita (ainda tenho que ter a conversa Bela Flor) mas né, pelo menos eu tive sorte com as pessoas, e serei sempre grata a isso 🙂

Beijos açucarados pra quem fica (#todasvomita)

Ps.: e amanhã voltaremos com a nossa programação mimimi normal.

E começou a contagem regressiva: faltam só 5 meses

para ter minha vida de volta 😀

Olá pessoas!

Uma coisa interessante que eu percebi de quando se é au pair, a impressão que se dtem é que você deu um pause na sua vida de verdade.  Você não mora na sua casa, e nada aqui te pertence: objetos, o carro que você dirige, a cama que dorme e muito menos a sua rotina.

Não que eu ache o Brasil o melhor país do mundo e também muito menos o pior, pelo contrário. Eu sou/estou/me tornei meio desapegada com terra, e juro que toparia morar em qualquer lugar (com exceção da Colômbia :P), não tenho essa necessidade de ter que voltar para o Brasil e essa experiência aqui só me confirmou que eu me tornei menos nacionalista pra me tornar mais uma cidadã do mundo.

Aqui é um país maravilhoso sem dúvidas nenhuma, mas as vezes acho que também não me encaixo aqui. De repente pela condição ou então pelo fato de sempre morar em subúrbio e por isso conviver com um estilo de vida mais provinciano e ortodoxo, o que não combina muito comigo.

Mas o motivo do countdown não tem nada ver com a América, e muito menos os americanos (que digamos assim, não é o povo mais simpático, pelo menos no norte do país) e sim com o atual estilo de vida de m*rda.

E nem falo da falta de realização pessoal, porque isso meu povo, a gente já sabe que vai encarar antes de vir. A gente sabe que vai ser faxineira, babá, mãe, recreadora, chofer, andadora de cachorros e o que mais tiver aí, não dá pra reclamar (tá eu reclamo ainda sim, eu sei que tenho uma veia mimimi aflorada, vou tentar me controlar).

Mas o que dá mais saudade é da liberdade. É saber que quando eu saía do meu trabalho eu tinha o dia livre pra mim e não precisava mais justificar nada para meu chefe. E o melhor, que eu tinha hora pra começar e pra terminar. Todas as horas extras que fiz na vida, foi porque quis, e quando não podia por sei lá, ter um compromisso, eu não fazia.

Coisas pequenas dessa vida, ter controle do seu próprio schedule.

E foi assim ontem que eu trabalhei até meia noite, e sem nem saber, porque no meu schedule oficial eu termino as 8:30. Só que eu ja até desisti de sonhar em parar de trabalhar a essa hora, já que fofa nunca chega aqui no horário. Então pra não ficar desmarcando compromisso mais (acho chat0) eu simplesmente desisti de sair de casa de segunda a sexta de noite. Fácil e prático. Fica em casa eu e mais meu menino.

Ele normalmente dorme lá pelas 9 ou 10, mas ontem ele ficou acordado a noite inteira. O que foi uó, porque eu taca caindo de sono, doida pra tomar banho e nada. e sem saber que horas fofa iria chegar, sabe quando você não sabe o que fazer? Não queria dormir e deixar ele acordado, então lá pelas 11:30 mandei sms perguntando que horas ela voltaria, e tenho a leve impressão que ela não gostou.

E minha fofa nunca tem a consideração de em avisar quando ela vai chegar mais tarde, tipo bem mais tarde. Então, eu fico assim, no escuro sem saber realmente quando vou terminar, literalmente a disposição.

Sei que todo mundo vai falar que isso não tá certo, e eu sei que não tá mesmo não. Mas eu resolvi nem mais revoltar, sabe, só me conformo. Não tá certo eu sei, mas né, a vida não é justa mesmo, muito menos esse programa. Então, deixa. Eu só preciso dar um toque nela pra ela ter a consideração de me avisar, só pra eu ter uma noção também. De resto, bom, faltam só 5 meses… passa rápido.

E amanhã eu tinha combinado de bater perna, mas minha amiga aqui também foi pega de surpresa e vai ter que trabalhar amanhã e nem sabe como vai ser o schedule. Tá bom também, né? Porque au pair tem mais é que viver em função das suas famílias… viemos aqui só pra isso mesmo.

A coisa boa que finalmente conseguimos resolver meu curso. Ela não tava afim de pagar curso pra mim (contei aqui, não contei?). Mas conversando a gente se entende e encontramos um meio do caminho: um curso de final de semana não caro pra eu fazer e no final de semana que eu queria. Já me matriculei.

A parte triste da história: ela disse que o curso não estava no orçamento então eu teria que pagar com meu dinheiro (porque eu devo ganhar mais que eles). Como aqui eu recebo por quinzena, ela vai descontar o valor do meu salário e vai me pagar de volta em abril. Ou seja, terei que sobreviver com metade do salário de uma semana, só que pra duas semanas. Não queria mesmo sair de casa ¬¬

E de novo, deixa né. Com tanto que pague em Abril eu me viro nos 30 com o resto. O que mais aprendi aqui foi me virar nos 30. Já falei que ganhei 2 cabelos brancos aqui, mas cabelo a gente pinta e fica tudo certo.  Não to afim de ganhar é ruga, porque aí é mais complicado de disfarçar 😛 Então, tô matriculada no curso que mais ou menos queria, na semana que queria. Só que mais pobre que nunca.

Se alguém aí tiver a conta do netflix pra me emprestar juro que vou agradecer, porque a HBO não tá querendo colaborar para essa minha temporada em casa.

Juro pra vocês que tô bem e quem nem tô chateada. Já me conformei. Faço meu trabalho, quebro um monte de favores mas só restam mais 5 meses e aí será FREDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!

No mais é isso galera. Vou ficando por aqui, porque também não recebi e tenho 10 dolares na carteira o que reduz minha opção de coisas pra fazer.

Só o saco que tá dando Tron na televisão, pô podia dar um filme melhor pra eu assistir, né? Já que tô aqui sem fazer nada (desculpa Laís mas eu realmente não gosto desse filme :P)

Beijocas pra quem fica!

Ps.: Obrigada a todos pelas palavras de carinho, de ânimo e de força nesses 7 meses. Desde o processo, passando pelo rematch, e até em  pequenas coisas da vida, os comentários sempre muito positivos.

A nova rotina (a.k.a #VDM )

Ahh que preguiça eterna de escrever sobre como é a nova rotina. Falar de trabalho dá até um desanimo…

Mas vamos lá! Como é a minha mais nova rotina?

Quase nada mudou e eu continuo fazendo a mesma coisa que fazia antigamente, só que agora com um kid só, de 5 anos. Então, se antes eu ficava correndo pra cima e pra baixo pra dar conta de 3 demônias, agora eu posso fazer tudo com mais calma e menos estresse.

Meu horário de trabalho agora é as 7:00 horas da manhã. Eu coloco o despertador pra despertar (ãh?) as 6:45 e fico de preguiça até as 6:50. Levanto, e aqui mudou um pouco porque se antes eu mudava de roupa, agora eu só coloco uma bota de neve e saiu de pijama mesmo. Jogo uma água na cara, escovo dentes e PUFT tô pronta pra trabalhar. Bem no estilo Marinete de ser.

E aí colega? Tudo bem?

O quarto do moleque é do lado do meu. Vou lá, acendo a luz e deixo a tv ligada pra ele ir despertando (amo essa casa que tem tv pra tudo quanto é lado facilitando ao máximo o trabalho da au pair) e vou lá em baixo na cozinha, deixo a merendeira do moleque (essa palavra ainda existe?) na mochila ( que eu preparo no dia anterior) e subo com o achocolatado dele.

Como toda boa criança americana ele faz um pouco de manha pela manhã. Um saco isso, não sei que tanto essas crianças choram. Mas em comparação com as demônias é bem pouco e aturável. Aì troco a roupa dele, coloco ele pra escovar os dentes e pentear o cabelo e essas coisas. A gente desce e umas 7:20 estamos saindo pra eu dirigir ele pra escola.

Quando eu volto é o meu intervalo. Eu volto a trabalhar as 2:25 quando eu tenho que buscar o moleque na escola.

No intervalo as vezes eu trabalho, quando é dia de limpar banheiro (ô delicia de vida essa sô!) ou aspirar o quarto do menino. Aqui não tem cleaner, então eu cuido da limpeza e arrumação do menino. Sendo que normalmente eu já deixo tudo arrumado antes de sair com ele pra escola. Só quando tem que aspirar e trocar lençol (coisa mais chata) que faço isso no intervalo (agora que tô mais descolada já vou fazendo quando tô com moleque e deixar o intervalo só pra mim).

Antigamente eu fazia um monte de coisas no intervalo, como lavar a louça, ou a laundry do menino. Agora faço tudo quando ele tá em casa né? Vamos deixar o break pra eu curtir uma folga um pouco.

Quando eu busco o kido da escola, eu as vezes levo ele pra biblioteca pública daqui. Ai ele faz uns exercício de leitura, ou brinca um pouco ou a gente fica no computador brincando nuns joguinhos chatos mas que ele super se amarra.

Ás terças-feira tem uma espécie de aula de leitura, aí depois de ficar na biblioteca, eu levo ele lá e fico meia hora de bobeira esperando ele na aula. Aí que delicia. Adoro que o tempo passa mais rápido.

brincando na cama elástica aqui de casa com o moleque e seu playdate (quem olha assim até acredita que vida de au pair é mega divertida, nem é, mas até que esse dia foi =p)

Antes ele tinha natação as 5 feira. também, adoro! Ajuda a passar o tempo mais rápido se você não precisa ficar junto com a criança. Mas ele andou muito doente e aí fofa cortou a natação.

No mais é isso, a gente volta. Ligo o Power Ranger dele. Ele fica lá assitindo, brincando de lutar forever alone. Eu dou alguma coisa pra ele comer. Antes eu brincava com ele, mas na boa, eu não tenho saco com criança e ficar brincando de luta, de boneca de qualquer coisa me enche a paciência e eu parei. Só fico e, cima pra garantir que ele esteja safe.

Quando fofo tá em casa as vezes ele sobe e fica com o pai. E eu vou adiantando alguma coisa da casa, como varrer as migalhas que a criatura deixou cair toda no chão ou ir lavando a louça.

Ou quando realmente ele não sai do quarto do pai eu vou para o meu e fico no computador e olho o movimento. Se ele sai do quarto do pai eu saio junto se ele vai ficando por lá eu vou ficando no meu.

Minhas obrigações aqui são aquelas que todas já conhecem: laundry do menino (1 vez por semana), deixar as coisas dele arrumadas e limpas. Deixar cozinha limpa depois de dar lanche pra ele. Gente, ele deixa farelo pra tudo quanto é lugar.

As 7:00 boto ele no banho. E fico vigiando se ele tá fazendo tudo certo.

Aí ele come, as vezes, as vezes não. E já é hora dele ir para cama. Eu deixo ele brincar por uns minutinhos e aí ele vai pra cama. Eu não preciso mais ficar com ele. De vez em quando ele fica vindo no meu quarto eu mando ele voltar.

Eu fico off óbvio quando fofa chega, o que é sempre uma surpresa. As vezes 8, as vezes 9, as vezes lá pras 10. Mas essa hora eu já tô na cama as vezes até dormindo.

Eu não cozinho aqui e nem tenho schedule. Eu tenho as coisas que tenho que fazer mas ela me deixa livre pra fazer quando eu achar que tem que fazer.Então eu que decido o dia de trocar lençol, a hora dele tomar banho, a hora dele comer. Eu que decido quando levar ele na biblioteca e tal.

Inclusive passei a dar pitacos na educação dele, já que ele precisva ganhar peso, não ganhava tinha 2 anos. Depois que chegeuei (vai fazer 3 meses, já!) ele foi dando uma engordada. Fofaiada ficou toda feliz com minha eficiência,então eu fiquei com carta branca na educação dele.

Só quando tem alguma coisa que ela me pede pra fazer. Sei lá, tipo, se o lixo tá muito cheio aí ela vai pedi pra levar o lixo pra fora.

Durante as horas que fico com ele eu já preparo o lanche do dia seguinte e enquanto ele toma banho eu vou passando a camisa do dia seguinte também.

Evento da escola chamado de "diversão em família" e chuta quem foi? Só nessas horas que au pair vira família

Ah que mais? É isso basicamente. Nem mudou muito, mas ele é bem mais tranquilo e não me deixa louca. O que eu não suporto é isso da fofa nunca ter hora pra chegar. Daí eu nunca sei quando vou ficar off.

E as vezes eu tenho que comprar umas paradas pra ele, tipo leite ou pão pra ele levar pra escola (quando acaba) aí eu levo ele comigo. Fazer compras com criança do lado é uó, mas melhor que fazer no meu intervalo, né?

A coisa boa é que ele não grita, é educado e me ouve. e se não ouvir tem time out. E mesmo com fofo em casa (o que te deixa mais confortável) eu ainda tenho o “poder” sobre ele o que facilita muito minha vida.

É isso. EU acho que é um rotina tranquila, pra não dizer monótona sabe? O que se espera de uma au pair mesmo. Eu trabalho as 45 horas por semana. Mas assim, não tenho grandes estresses. Só não dá pra negar que é uma vidinha de merda essa não é não? 😛

Bem feito pra mim. Quem mandou querer ser au pair? 😛

É isso galera,

beijos pra quem fica!!

Ps.: nesse dia da noite em família eu esqueci o Ipod em casa, cara que tédio ter que ficar vendo a pirralhada correr pra cima e pra baixo e mega deslocada lá no meio dos pais.

Ps2.: eu já tinha falado da outra rotina também bem mais pesada na outra família aqui!

Estudando in the USA

Então, muitas meninas me perguntam seu eu já tinha estudado, o que, quanto foi, se eu gostei? No post anterior meio que an passant eu comentei sobre isso.

Uma das entradas do Weschester Community Collage (WCC)

Aqui os cursos são por temporadas e agora tá abrindo o do spring que vai durar a primavera inteira. Eu fiz um que durou o outono.

Fiz na Weschester Community College, em Weschester (Valhalla) óbvio e era aos sábados de tarde. Um excelente horário para se estudar… NOT.

o prédio por dentro (WCC)

Apesar do nome chique do curso “English Business for International” ele era um ESL (English as a Second language) só que voltado para o vocabulário exclusivo para o mundo de business.

foto repetida, já coloquei ela em outro post =P

A gente de leve deu uma passada em management (o que eu mais gostei), marketing, financeiro, e mais outros ramos de business. Mas assim, tudo bem por cima, nada muito profundo.

intervalo e eu catucando em algum Ipod alheio

Como foi? Ahh, na minha opinião (de merda :P) poderia ter ser muito mais interessante. Começa que a professora era de línguas e não de business, por tanto o foco era em vocabulário (e as vezes gramática) e aí na área de business  tinha coisa que ela patinava bonito ou ainda possuía informações bem rasas sobre o assunto.

corredor

O foco mesmo era mais vocabulário, e também pouco de pronúncia. A gente tinha que levar um artigo de business todo sábado pra aula e discutir sobre eles. Era pra mim a parte mais interessante da aula, apesar de eu nunca lembrar de levar um artigo mas ficava interessada nos dos outros 😛

entrada da minha sala de aula

Não tivemos provas no final e eu levei  4 créditos. Não foi tão ruim assim, mas me custou muito no final, porque eu já morando em New Jersey eu ía dirigindo até Weschester pra poder finalizar o curso.

do lado de fora (ainda era outono)

Fora que antes o sábado ficava sempre comprometido. Foi aí que decidi que curso aos sábados nem pensar, chegar de comprometer o alívio e foco de toda au apir: o final de semana.

sala de aula

A parte triste da história é por eu ter precisado faltar com mudança e tal, eu não ganhei certificado. Só os créditos. Tá bom né? Nem vou reclamar.

Na aula a presença massiva era de au pair. E uns gatos pingados de quem tá aqui há algum tempo e fica fazendo curso pra dar um up no Inglês. Que eu lembre tinha uma Colombiana, um cara da Arábia Saudita que era impossível de entender o que ele falava, um menino que parecia menina de algum lugar asiático que eu não lembro maise um menino da Venezuela mala pra kct. O resto era au pair, e claro, maioria do Brasil (presente!).

os alunos no último dia de aula

No último dia de aula a gente levou uns comes e bebes e fizemos um jogo para relembrar o que foi aprendido durante as aulas.

A professora que parecia professora de kintergarten, falava aquele jeito manso, sabe qualé? Nervoso das pessoas que falam assim #Prontofalei

Eu com a teacher

Pra quem se interessou, esse curso sempre abre inscrições lá na WCC e tem outros também de ESL (de pronúncia, gramática, preparatório para TOEFL) e custa sempre em torno de duzentão, o que tá bem barato, viu?!

E é isso galera. Depois contarei como foi o outro curso que farei.

Beijos pra quem fica!!

Meme auperiano do dia

Normalmente eu não dou muita bola para os milhares de memes que pipocam facebook a fora. Ma esse realmente resume tudo!

E com isso, eu encerro por hoje!

Beijos pra quem fica!

Ps.: Créditos para Stephanie Ferreira (do grupo)

500 Obamas pra estudar (ou quase isso)

Um dos “benefícios” que a au pair tem é a tal da bolsa de 500 dolares que a família tem que pagar. Eu lembro que quando soube disso pensei, nossa que máximo, vou poder estudar coisas bem interessantes, vai ser lindo! Aham, Cláudia…

Acontece que na prática uma das coisas mais frustrante desse programa foi justamente com os estudos. Não só da minha parte, mas como na grande maioria das au pairs. Inclusive semana passada uma amiga minha que veio junto comigo voltou pra casa porque não conseguia estudar e né, ela não viu o porque de ficar aqui só pra ser babar (e eu super compreendo).

Funciona teoricamente assim: para você completar seu programa de au pairs, você tem que completar 6 créditos ou (para as meninas da bosta da AuPairCare ) 60 horas de estudos. Cada 10 horas de curso equivalem a 1 crédito.

Aí você se anima toda, né? Até chegar aqui e ver como a banda realmente  toca. Eu que sou cagada de urubu, tive problemas com isso desde o começo.

Primeiro, não é todo curso que você pode fazer. O nosso visto ( o J1) nos dá direito unicamente de fazer ESL (English as a Second Language)ou os cursos chamados de undergraduate (cursos que não são matérias obrigatórias em uma graduação).

O que isso significa? Significa que se você quiser fazer uma matéria (ou cadeira como muita gente fala) de um curso de graduação qualquer numa faculdade ou até mesmo em Community Collegue, você não poderá cursar porque pra isso é necessário o visto de estudante (sabe-se lá qual o nome dele ¬¬).

O que sobra pra nós pobre mortais au pairs? Cursos soltos que as faculdades oferecem (undergraduate) ou ESL (boring até dizer chega), ou preparamento para o TOEFL.

Aí que entra: os cursos aqui são bem caros. Pra quem quiser fazer qualquer curso minimamente interessante, já vai aí guardando uns 1000 Obamas. O que seria curso interessante? Ahh, sei lá, um de fotografia, ou de business. Uma meninas aqui nas redondezas está fazendo um de turismo e hotelaria, e saiu na bagatela de 1.700 obamas. Isso aí que você ouvi, fia.

O que dá pra fazer com 500 beijocas? Quase nada. Os mais baratos são de ESL ou então cursos feitos para au pair fazer, que costumam ter a duração de um final de semana (em torno de 300 doletas) que vai te dar uns  3 créditos. Ou tem uns cursos muitos famosos que custa uns trezentos e pouquinhos e você estuda sobre um lugar (D.C. , Boston etc)  vai conhecer eles. Um lugar só tá gente? Exempo,  se você estudou sobre D.C., você viaja pra D.C. e por aí vai.

O que isso te adianta? Ué. sei lá. Como estudar é uma condição para você concluir seu programa de au pair com louvor, esses cursos de final de semana é uma ótima medida pra quem quer só ps créditos e não está nem aí para o s estudos.

Curso legal mesmo, custa muito mais que 500 Obamas e aí vai depender da sua prioridade aqui. se você quiser viajar, de repente um curso carão não valha apena, e um ESL ou um curso de final de semana seja melhor para seu bolso.

Pelo que eu vi, não há grandes ofertas de cursos e quase todos  custam os dois olhos da cara. E morar em subúrbio é outra coisa que não ajuda em nada, porque a gente simplesmente não tem opção de faculdade pra estudar. Quem mora em cidades como em NYC ainda tem um certa vantagem, mas em subúrbio, fica muito difícil achar algo interessante e num preço mais ou menos acessível.

E eu? Assim que eu cheguei aqui já meio de cara desencanei com essa parada de estudo, pra não me frustrar muito, e resolvi fazer o que dava pra fazer. Mas ó, eu entrei pelo cano mas né, deixa quieto.

Eu fiz um ESL, English Business for International, e só o nome parece legal, as aulas eram muito sacais, era mais voltado em vocabulário (que né, nada que você não consiga aprender sozinho na vida) e as discussões sobre o fantástico mundo de business eram muito rasas. Mas me custou só 200 beijocas, que me saíram do meu bolso, porque a outra família me fez devolver o dinheiro (trauma foda); E ganhei 4 créditos com esse curso.

estudei na Weschester Comunity College

Lembrando que, as Community Collegues tem um preço bem mais em conta, e eu aconselho a começar a procurar seus cursos por elas. Eu atualmente moro razoavelmente perto de Princenton e vocês não tem noção, um curso de Inglês lá custa uns 1.300 dolares. No way, já estudei inglês suficiente, jamais que morro nessa grana por curso de inglês. A vantagem claro, é o peso do nome da universidade que fica no seu curriculum, então se você tem 1.300 sobrando, vai nessa 😀

Sheldon sempre zoando Penny porque ela fez Community College (e eu também =P)

Agora está me faltando 2 créditos e o que vou fazer? Curso de final de semana também. O outro era aos sábados (único horário disponível para eu estudar) e foi uma chatice porque comia meu final de semana. Dessa vez eu continuo com o mesmo schedule ruim só me restando os finais de semanas pra estudar. Pra não ficar com todos os finais de semanas presos novamenteu eu decidi fazer um curso de um final de semana) especializado para au apair (deve ser bom …).

Outra coisa que você pode fazer é assistir alguma aula interessante como ouvinte. Quem mora em Princenton, bem perto tipo colado, tá fazendo isso. Não sei como funciona, ou como você deva prosseguir, a quem procurar, mas sei de uma meninas que é ouvinte, ela não pode falar nada na aula, debater assunto, ou ainda tirar dúvida. E nem sei ao certo aonde ela pode sentar, mas né… se você tiver muito a fim é uma opção. Não sei se conta créditos e quanto é que você paga por isso, mas se seus objetivos aqui são os estudos, taí uma opção.

Aí você achou o curso dos seu sonhos, na única Community College perto e com um preço justo. Tudo certo? Calma aí cara pálida que você ainda tem que perguntar para seus fofos se eles estão de acordo. Porque você só pode estudar nos horários e datas que melhor convém para eles. Então seu curso ainda tem que ser compatível com os horários e frescurites dos seus fofos.

Tudo para as famílias e na da para au pair 😛 E eu, sortuda como sempre, tive um pequeno problema com isso. Ex- fofa não queria que eu estudasse sábado a tarde, ela queria que eu fizesse curso de um final de semana porque a antiga au pair tinha feito isso e gostado.

Aí esse povo que acha que au pair é tudo igual que a gente vem de um mesmo modelo de fabricação, que gostamos das mesmas coisas. Porque sim, eles comparam as meninas o tempo todo. O que fiz foi bater o pé, não no sentindo de rebeldia, mas sim de ir defender meus direitos. Já que sábado estava fora do meu schedule normal e que eu não queria fazer um curso só por fazer. Ela de meia vontade concordou.

Mas óh, isso é super normal. O povo acha que a gente está aqui única e exclusivamente pra ser babá e eles não tão nem aí com seus estudos. Alias tem família que meio que vai adiando o curso, ou embarrerando até que a au pair acabe fazendo aqueles que eles querem (mais barato e mais perto pra economizar na gasolina). Isso tá errado, seu curso, óbvio, não pode interferir no seu schedule normal, mas fora isso, eles não podem dificultar só porque é mais vantajosos para eles (apesar deles fazerem isso toda hora).

A família também não é obrigada a te dar os quientão. Se você completa seus 6 créditos com 300 doletas, aí colega, perdeu playboy. Você não pode pegar os duzentos e torrar em shopping. Esse dinheiro é pra estudo e se você já usou e completou seus créditos e sobrou money, a família não tem que te dar a sobra em troca.

Se seus fofos forem bacanas eles podem te ajudar com dica  de estudo e se você tiver o c* virado para lua eles podem até te ajudar a pagar um curso que ultrapasse o orçamento previsto. Não acontece toda hora mas já vi isso acontecer com uma menina.

Só aviso a cara futura colega que seu objetivo principal é estudo, não venha como au pair.

Mais um post “desmitificando” o fantástico mundo das au pairs 😛

E há muito tempo, quando eu ainda era aspira, eu fiz um post sobre isso, só clicar aqui!

Beijos pra quem fica!

Ps.: alias, se você tiver dinheiro e condição de fazer qualquer outro intercâmbio minimamente mais decente que esse aqui, não venha como au pair.

P2.: Mais uma dica pra quem quer ser au pair: na boa, não seja 😛

Ps3.: E depois não diga que não avisei 😛

 

 

 

As porcaiadas de um mundo civilizado

Arrotar na frente de todo mundo? Peidar alto? Mastigar de boca aberta e ainda por cima fazendo barulho? Sim, cara amiga futura chofer dea pirralhada, você está na América.

Que povo mais porco, assim começo esse post falando da falta de educação desses americanos, viu? E depois nós que somos os latinos favelados, que mora num país pobre, mas ó, qualquer favelado acho que tem um comportamento mais digno que um americano bem criado.

No começo achava que era um problema da outra família que essas coisas aconteciam só lá (naquela casa dos infernos), aí mudei de casa e certas coisas continuaram. Conversando com outras meninas eu percebi que o problema era geral, americano é tudo cambada de porco.

Banho é uma vez por dia. Escovar o dente de manhã e de noite, sendo que quando é criança as vezes elas passam dias sem escovar dente e sem tomar banho.

Arrotar: quanto mais alto melhor. Enquanto a gente morre de vergonha, aqui você pode dar maior arrotão na mesa, e é só mandar um excuse-me e fica tudo bem. E as pirralhadas de todas as idades adoram forçar arroto. Alias, tudo que é nojento e errado as  crianças aqui fazem já que raramente elas serão chamadas atenção.

A menina mais velha da outra casa que eu morava (senhor, muito obrigada de ter me livrado daquela gente!) , jesus, para cada arroto era um tapa na mesa. E gente, não é um arrotinho, era aqueles bem sonoros. E ela já tinha 10 anos.

Ai fora que ela começou a menstruar bem quando eu cheguei e advinha? Ela deixava o absorvente dela SUJO espalhado por tudo quanto é canto. É filha, ficou com nojo? Então não venha ser au pair.

Tirei muita mancha de sangue de lençol. Até que um dia cheguei para ex-fofa e falei: eu não toco nisso! Ela que aprenda a colocar no lugar. Gente, isso é inadmissível na terrinha. Au pair sofre, tá achando que é brincadeira?

Ai fora que ela peidava na boa assim na sua frente sabe? E como aquele povo  (a outra família) era o cumulo da falta de educação, noção, bons modos, limpeza, higiene, ficava por isso mesmo. Nem um excuse-me nem nada.

Mas assim, tipo você tá trocando sua criança e ela vai peidar na sua frente. As educadas (o meu atual) vão falar excuse-me e tá tudo certo.

Eu morro de nojo! Juro, morroooooo. Vire e mexe me dá ânsia de vomito quando essas cpisas acontecem. Principalmente quando o moleque está escovando os dentes (porque eu forço) e ele não cospe a pasta como a gente faz, aqui eles engolem. Gente, só de escrever isso me dá vontade de vomitar.

Nossa eu sou muito nojenta. Nessas horas eu dou graças a deus de não tomar conta de bebê, porque putz, trocar fralda, que inferno que deve ser!

Ai fora a mania de cutucar o nariz toda hora e comer, arrghhhhhhh que nojo! Aí eu lembro daquele conselho… quem mandou não estudar… virei au pair olha aí que vida sem dignidade essa ¬¬

Já deixo uma dica, nunca aceitem nada da mão dos seus kids. E também eles nunca lavam a mão depois de ir no banheiro. Eu que fico em cima e faço ele voltar lá e lavar, isso em mieo a muita manha e reclamação.

Aqui nessa casa, como falei, é mais tranquilo porque eu fico em total controle da situação. Inclusive depois de quase dois meses aqui, eu tenho o comando até com a presença dos pais porque eles viram vários progressos no moleque então meio que eles tão mega feliz com meu jeito de “administrar” o moleque.

Daí eu tô resolvendo algumas coisas como: fazer o moleque comer de boca fechada. Gente, isso é tão nojento, não é não? Ou sou eu que sou fresca demais? Agora toda vez que ele come (e a gente come juntos) eu coloco o Ipod, porque tem coisa mais irritante que barulho de gente comendo e de boca aberta?

Se cutuca o nariz eu mando lavar, se não eu saio desligando a televisão (e é a morte pra ele). Basicamente ameaçando desligar a televisão eu consigo as coisas que quero que ele faça. e se não fizer a televisão é desligada (mas depois eu faço post contando sobre como funciona o time out).

Oinc Oinc pra você também

Aqui ele não tem noção básica de higiene como, não sentar pelado no chão. Ou sair jogando roupa intima no chão do banheiro ou até mesmo toalha. Eu  tô tentando ensinar essas coisas pra ele da forma mais terrorista possível: falei sobre os germes (que na minha histórias viraram monstros) e que causa doença sérias e você acaba indo parar no hospital e tomando várias injeções (e que crianças não tem medo de injeção?).

E assim vai funcionando. Agora ele já lembra de não colocar as coisas no chão e me avisa que é por causa dos germes. Aliás, ele avisa a todo mundo, a mim, a mãe…  germes já virou pauta rotineira nessa casa.

Da mesma forma que pra comer tem que lavar a mão e essas coisas que pra gente brasileiros é algo natural mas aqui… aff o que adianta se vestir de ouro com os dentes podres, hein?

Mas claro que tem coisa que não dá pra mudar porque é cultural (na minha cabeça ainda tá errado mas…) como o arroto. Aqui não é nada demais desde que você fale excuse-me depois, e aí como explicar que tá errado pra ele se todo mundo faz aqui?

Um dia meu moleque observou que eu nunca arroto (tá brabo o papo hoje). E eu é né, pois é, a gente não faz essas coisas no Brasil e se por um acaso fizer todo mundo vai te fuzilar, fazer brincadeira e você vai ficar muito sem graça. Ele me olhou e respondeu, aqui na América todo mundo arrota e não é errado ¬¬

Eu jamais teria coragem de casar com um americano, só de pensar nessas porcaiadas, Deus me livre!

A gente é pobre mas é limpinho 😛

Beijos (com nojo) pra quem fica!

Ps.: Hoje resolvi escrotizar e abordar um assunto super agressive. mas se você tem estômago fraco e não aguentou chegar até o final, então fia, tira essa roupa porque você é moleque. E como eu sempre falo por aqui, pra ser au pair tem que ser caveira!

Só porque sou Au Pair

Segunda, aniversário do Dr King, feriadão, que bom né?

Não para au pair, que não tem essa de feriado, final de semana, nem nada disso. Nosso trabalho depende da agenda dos fofos e eu vivo 24 horas em função disso.

Começo a trabalhar as 8 SEM HORA PRA TERMINAR. Ah, mas eu sou só a au pair, não tenho direito a fazer planos.

Tô ficando com ódio mortal de feriado. Até hoje eu trabalhei TODOS os feriados e o único que não trabalhei foi o do thanksgiving, simplesmente um dos mais populares daqui, porque tava doente mas ó, fui descontada por isso.

Mas né, sou só a au pair, não tenho direito de ficar doente.

Ai fofa chega muito mais tarde do que deveria (três horas mais tarde), e você tem que desmarcar o jantar que tinha combinado na hora que supostamente você deveria estar off.

Mas né, sou só a au pair, não tenho direito a vida social.

Aí você chega na segunda, e tem a pilha de louça do final de semana inteiro pra ser lavada.

Mas né, sou só a au pair, morando de favor, tenho mais a obrigação de lavar a louça de todo mundo mesmo.

Tenho mais é que tomar no c* mesmo, vou até deixar o KY separado pra da próxima vez que tiver que tomar no c*, já estar lumbrificado. E eu ainda paguei pra esta aqui. Se fode aí então, afinal eu sou só a au pair.

O dia que eu puder fazer minhas coisas sem dar satisfação, e voltar a ser dona do meu nariz de novo e dos meus horários serei a pessoa mais feliz do mundo.

Até lá, é moletom, limpar banheiro, aturar criança mimada, e sem reclamar (mas óh, em inglês)

Mas tudo bem, porque eu sou só a au pair.

Beijos pra quem fica!

Ps.: se alguém me doar 800 dolares eu juro que saio dessa vida, porque eu já esgotei os motivos de porque eu tenho que ficar aqui por mais 6 meses.

Ps2.: mal passou o winter break e já estou sofrendo pelo spring break que virá.

Dois pesos, duas medidas

Olá galera, tudo bem?

Começando de bem assim porque até que hoje eu tô bem humorada (costumava ser raro, a rabugice tava ownando tudo). Final de semana maravilhoso, aí a segunda não fica nem tão insuportável assim.

Ontem consegui ir no meu primeiro meeting do meu novo cluster. Primeiro meeting da agência ever pra mim, porque no outro cluster, apesar de ter várias meninas, a vaca da Lcc fazia só coisa chata e ainda mandava um, olha e nem precisa aparecer não, tá? Conclusão, ninguém aparecia de fato.

Enfim, mas cluster novo, vida nova. Então, depois da viagem toda de volta de NY, eu ao invés de ir direto  pra casa, fui pra casa da Lcc aonde seria nossa reunião.

Não tinha menor noção da onde era, ainda não conheço os lugares aqui, e fui confiando cegamente no GPS (que dia desses deu furo comigo e ficamos de mal) mas dessa vez ele fez seu trabalho direitinho e me elevou lindamente no buraco que minha Lcc mora. Maior Hill e sem iluminação. Me senti back to Chappaqua.

Ah, e pra ficar mais linda a história, o meeting era 6 horas da tarde, ou seja, já tava super escuro. Tava com cagaço de pegar estrada no escuro mas foi again, tudo bem.

Aí sai eu do carro, fazendo celular de lanterna, concentração máxima pra não tropeçar e chego lá no lugar, eu e meus cookies. Maior vergonha né, você chegar todo mundo lá reunido e eu não conhecia ninguém. Nossa, entrou eu e minha timidez de mãos dadas, unidas sempre.

O encontro foi muuuito legal. Fizemos joguinho boring, mas pude comer bastante, e conversar com a galera. Trocar telefones, mandei muito o famosos “vamos marcar”, e por aí foi. Saí de lá as 10 horas da noite. E cada uma de nós ( e tem boys no nosso cluster também) ganhou uma lembrancinha de natal, bem simpático.

Lembrancinha da lcc para as au pairs

Cheguei em casa bem tarde, porque a Lcc mora a 40 min daqui. Olha eu sou muito sortuda, porque todo mundo mora daquele lado de lá, e eu a única pra essas bandas da Pensilvânia.

Fica aí a dica meninas, na hora de socializar, ir aos meeting que a sua Lcc faz pode ser uma boa idéia 😀 Certeza que vou no próximo, vai ser no Disney on Ice, acha mesmo que vou perder?

e tinha o nome de cada uma de nós

Bom, mas depois dessa volta toda, vamos ao que interessa. Comentei aqui sobre um papo muito honesto com minha atual fofa e nessa conversa a gente esclareceu umas coisas sobre esse programa de au pair. Acho que deixei um monte de gente curiosa quando comentei sobre isso, e vou contar pra vocês como o programa é vendido para as famílias e aí dá pra perceber o porque que a maioria das famílias tratam as meninas do jeito que sabemos, porque é como se fosse dois programas diferentes.

Não sei como surgiu essa parada de ser au pair, mas para gente (vocês sabem muito bem) o programa é vendido como intercâmbio, onde você mora com a família e toma conta dos filhos. Você será como membro da família, interagindo com eles. Tem que ter um lugar decente pra ficar. Vai ganhar um salário que em três meses vai poder pagar o seu investimento. E vai poder viajar e estudar muito. Tem a bolsa de 500 dolares. Ah claro, e trabalha também , tomando conta das crianças.

Aí a sua reação quando descobre isso é: olhos brilhando pensando, é essa a solução! Posso viajar , estudar ainda, e vou se mega rica com esse salário que tão falando aí visto que não tenho despesa. Demorô, já é! Quando posso mesmo entregar meu application?!

Tá, esse é o lado da au pair. Agora para as famílias, segunda fofa o programa é vendido assim.

A menina vem pra cá exclusivamente para trabalho. A maior da vantagem é a flexibilidade. Ou seja, ela fica a disposição da família. Ela é bem treinada, e está super preparada pra ficar um ano em outro país ( mentira, todo mundo sabe que o treinamento é bem mais ou menos). Então é assim, interesses da família sempre, se sobrar vontade, aí a gente pode té ver o  que é bom para a au pair.

Pra gente, é programa de intercâmbio, de troca de cultura e até de estudo. Para as famílias é só o trabalho e a nossa flexibilidade. Isso porque tem família que nem sabe que a gente pagou pra virmos pra cá. Muita delas acham mesmo que a gente veio pra cá por causa do dinheiro, pra juntar e voltar para nosso país merda de terceiro mundo.

O rematch pode ser mais rápido que o casamento da Kim com o Cris =P

Assim fica difícil, quase que impossível, alinhar as expectativas dessa forma, tanto da au pair  quanto para a família. A família,no seu direito de senhor da senzala que lhe foi outorgado pela agência vai botar pra f#der com a au pair. E a au pair, que tá mega achando que vai tá fazendo intercâmbio vai tá lá reivindicando seus direitos de ter o schedule respeitado, as horas obrigatórias, e até salário, porque tem muita família que simplesmente “esquece” de pagar as meninas.

Para as famílias não é dito que isso seria um programa de intercâmbio sabe? Para elas são só meninas necessitadas que vem para a América trabalhar de qualquer coisa pra ter dinheiro. E aí, se você não tirar na loteria de pegar uma família mais mente aberta e legal, vai ser assim que você será tratada.

E aí, do outro lado, tem a frustração das meninas que chega aqui e descobre que a bolsa estudo não dá pra fazer curso legal, só cursinho ESL de inglês. Que seu salário não é bom, porque você vai entender como a economia daqui funciona e vai ver que não é bem assim. E vai descobri o maior dos gastos que ninguém te falou, a gasolina.

Uma vez que pra ir na esquina você tem que usar o carro, você precisa de combustível, certo? Mas isso é você que custeia, então… o negócio é ficar torcendo para que fique tido tranquilo lá nas arábias e não comece uma nova crise na gasolina 😛

Olhando nesse ponto, acho que agora dá pra entender porque que acontece chuvas de rematch, fica complicado realmente atender a expectativa dos dois lados porque cada um tá esperando uma coisa diferente do lado de lá.

A agência por usa vez meio que lava as mãos, na hora de defender interesses, vai ficar do lado que melhor lhe convém. O lado que melhor convém a agência, sem dúvida é aquele em que o dinheiro é maior, e como a família dá nada mais nada menos que uns 8 mil Bill Clintons para a agência (o nosso dinheiro ficou no Brasil, se ferra aí então) no ano (acho que é ainda mais), claro que no final das contas, a família tá sempre certa.

Por tudo isso, acho que se tivéssemos que apontar um culpado, diria que é a agência e o governo americano que regulou essa bosta de programa que não tem nem o mínimo esforço de preparar as meninas para o que vão de fato encarar (chegou aqui é você e deus) e nem as famílias para receber e conviver com alguém de fora.

Porque a gente já tá careca de ouvir história de família que tacou o terror dna au pair, mas né, também tem muito caso de menina que go crazy também. Que não tem a menor idéia o quão escroto mas de uma responsabilidade enorme esse trabalho de tomar conta de criança ( e empregada nas horas vagas) requer.

Lembro de ouvir que um dos maiores motivos de família pedir rematch era por motivo de roubo. Pode isso não né, pô!! E tem as que não tem preparo nenhum pra lidar com a pressão de morar longe de tudo e de todos, se virar nos trintas sem ajuda de ninguém e conviver com uma cultura totalmente diferente que a dela.

Aí, pra terminar esse post que ficou quase que um tratado, deixou uma DICA importantíssima pra você, cara aspirante a au pair:

Se você é muito apegada a sua vida no Brasil, seus amigos, família, namorado, não consegue ficar sozinha nunca, ou ainda, tem uma rotina confortável e não consegue se imaginar sem isso, então NÃO VENHA!

Sério, na boa, vem não. Putz, pra ficar aqui o tempo todo chorando pelos amigos, porque fulano vai casar, viver de cara no skype e não aproveitar a vida lá fora, ficar repetindo milhões de vezes que seus amigos de verdade estão no Brasil, então nem venha perder seu tempo. Aqui é pra passar perrengue o tempo todo, e sozinha ou com apoio dos seus novos amigos de infância que você conhece todos aqui.

Dica, vem de turista que você vai aproveitar mais, vai amar o país do entretenimento e das compras. Vai voltar com Ipohne, Ipad, Iisso, Iaquilo, toneladas de roupas de marca e várias fotos de dar aquela invejinha básica nos amigos do face (sic).

No mais é isso, deixo aí a reflexão do dia pra vocês. Para casa: refletir bem se ser au pair é para você.

Beijo pra quem fica!

Ps.: tô ficando tão preguiçosa com essa parada de tirar foto. esqueci completamente de tirar foto no cluster meeting.

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