A nova rotina (a.k.a #VDM )

Ahh que preguiça eterna de escrever sobre como é a nova rotina. Falar de trabalho dá até um desanimo…

Mas vamos lá! Como é a minha mais nova rotina?

Quase nada mudou e eu continuo fazendo a mesma coisa que fazia antigamente, só que agora com um kid só, de 5 anos. Então, se antes eu ficava correndo pra cima e pra baixo pra dar conta de 3 demônias, agora eu posso fazer tudo com mais calma e menos estresse.

Meu horário de trabalho agora é as 7:00 horas da manhã. Eu coloco o despertador pra despertar (ãh?) as 6:45 e fico de preguiça até as 6:50. Levanto, e aqui mudou um pouco porque se antes eu mudava de roupa, agora eu só coloco uma bota de neve e saiu de pijama mesmo. Jogo uma água na cara, escovo dentes e PUFT tô pronta pra trabalhar. Bem no estilo Marinete de ser.

E aí colega? Tudo bem?

O quarto do moleque é do lado do meu. Vou lá, acendo a luz e deixo a tv ligada pra ele ir despertando (amo essa casa que tem tv pra tudo quanto é lado facilitando ao máximo o trabalho da au pair) e vou lá em baixo na cozinha, deixo a merendeira do moleque (essa palavra ainda existe?) na mochila ( que eu preparo no dia anterior) e subo com o achocolatado dele.

Como toda boa criança americana ele faz um pouco de manha pela manhã. Um saco isso, não sei que tanto essas crianças choram. Mas em comparação com as demônias é bem pouco e aturável. Aì troco a roupa dele, coloco ele pra escovar os dentes e pentear o cabelo e essas coisas. A gente desce e umas 7:20 estamos saindo pra eu dirigir ele pra escola.

Quando eu volto é o meu intervalo. Eu volto a trabalhar as 2:25 quando eu tenho que buscar o moleque na escola.

No intervalo as vezes eu trabalho, quando é dia de limpar banheiro (ô delicia de vida essa sô!) ou aspirar o quarto do menino. Aqui não tem cleaner, então eu cuido da limpeza e arrumação do menino. Sendo que normalmente eu já deixo tudo arrumado antes de sair com ele pra escola. Só quando tem que aspirar e trocar lençol (coisa mais chata) que faço isso no intervalo (agora que tô mais descolada já vou fazendo quando tô com moleque e deixar o intervalo só pra mim).

Antigamente eu fazia um monte de coisas no intervalo, como lavar a louça, ou a laundry do menino. Agora faço tudo quando ele tá em casa né? Vamos deixar o break pra eu curtir uma folga um pouco.

Quando eu busco o kido da escola, eu as vezes levo ele pra biblioteca pública daqui. Ai ele faz uns exercício de leitura, ou brinca um pouco ou a gente fica no computador brincando nuns joguinhos chatos mas que ele super se amarra.

Ás terças-feira tem uma espécie de aula de leitura, aí depois de ficar na biblioteca, eu levo ele lá e fico meia hora de bobeira esperando ele na aula. Aí que delicia. Adoro que o tempo passa mais rápido.

brincando na cama elástica aqui de casa com o moleque e seu playdate (quem olha assim até acredita que vida de au pair é mega divertida, nem é, mas até que esse dia foi =p)

Antes ele tinha natação as 5 feira. também, adoro! Ajuda a passar o tempo mais rápido se você não precisa ficar junto com a criança. Mas ele andou muito doente e aí fofa cortou a natação.

No mais é isso, a gente volta. Ligo o Power Ranger dele. Ele fica lá assitindo, brincando de lutar forever alone. Eu dou alguma coisa pra ele comer. Antes eu brincava com ele, mas na boa, eu não tenho saco com criança e ficar brincando de luta, de boneca de qualquer coisa me enche a paciência e eu parei. Só fico e, cima pra garantir que ele esteja safe.

Quando fofo tá em casa as vezes ele sobe e fica com o pai. E eu vou adiantando alguma coisa da casa, como varrer as migalhas que a criatura deixou cair toda no chão ou ir lavando a louça.

Ou quando realmente ele não sai do quarto do pai eu vou para o meu e fico no computador e olho o movimento. Se ele sai do quarto do pai eu saio junto se ele vai ficando por lá eu vou ficando no meu.

Minhas obrigações aqui são aquelas que todas já conhecem: laundry do menino (1 vez por semana), deixar as coisas dele arrumadas e limpas. Deixar cozinha limpa depois de dar lanche pra ele. Gente, ele deixa farelo pra tudo quanto é lugar.

As 7:00 boto ele no banho. E fico vigiando se ele tá fazendo tudo certo.

Aí ele come, as vezes, as vezes não. E já é hora dele ir para cama. Eu deixo ele brincar por uns minutinhos e aí ele vai pra cama. Eu não preciso mais ficar com ele. De vez em quando ele fica vindo no meu quarto eu mando ele voltar.

Eu fico off óbvio quando fofa chega, o que é sempre uma surpresa. As vezes 8, as vezes 9, as vezes lá pras 10. Mas essa hora eu já tô na cama as vezes até dormindo.

Eu não cozinho aqui e nem tenho schedule. Eu tenho as coisas que tenho que fazer mas ela me deixa livre pra fazer quando eu achar que tem que fazer.Então eu que decido o dia de trocar lençol, a hora dele tomar banho, a hora dele comer. Eu que decido quando levar ele na biblioteca e tal.

Inclusive passei a dar pitacos na educação dele, já que ele precisva ganhar peso, não ganhava tinha 2 anos. Depois que chegeuei (vai fazer 3 meses, já!) ele foi dando uma engordada. Fofaiada ficou toda feliz com minha eficiência,então eu fiquei com carta branca na educação dele.

Só quando tem alguma coisa que ela me pede pra fazer. Sei lá, tipo, se o lixo tá muito cheio aí ela vai pedi pra levar o lixo pra fora.

Durante as horas que fico com ele eu já preparo o lanche do dia seguinte e enquanto ele toma banho eu vou passando a camisa do dia seguinte também.

Evento da escola chamado de "diversão em família" e chuta quem foi? Só nessas horas que au pair vira família

Ah que mais? É isso basicamente. Nem mudou muito, mas ele é bem mais tranquilo e não me deixa louca. O que eu não suporto é isso da fofa nunca ter hora pra chegar. Daí eu nunca sei quando vou ficar off.

E as vezes eu tenho que comprar umas paradas pra ele, tipo leite ou pão pra ele levar pra escola (quando acaba) aí eu levo ele comigo. Fazer compras com criança do lado é uó, mas melhor que fazer no meu intervalo, né?

A coisa boa é que ele não grita, é educado e me ouve. e se não ouvir tem time out. E mesmo com fofo em casa (o que te deixa mais confortável) eu ainda tenho o “poder” sobre ele o que facilita muito minha vida.

É isso. EU acho que é um rotina tranquila, pra não dizer monótona sabe? O que se espera de uma au pair mesmo. Eu trabalho as 45 horas por semana. Mas assim, não tenho grandes estresses. Só não dá pra negar que é uma vidinha de merda essa não é não? 😛

Bem feito pra mim. Quem mandou querer ser au pair? 😛

É isso galera,

beijos pra quem fica!!

Ps.: nesse dia da noite em família eu esqueci o Ipod em casa, cara que tédio ter que ficar vendo a pirralhada correr pra cima e pra baixo e mega deslocada lá no meio dos pais.

Ps2.: eu já tinha falado da outra rotina também bem mais pesada na outra família aqui!

Dica: como não congelar no frio

Pensando nas pessoas que moraram a vida inteira num lugar quente da p*rra igual a mim, e resolvi dar “dicas” de como se vestir no frio.

Antes de mais nada deixa eu avisar que eu não entendo nada de moda, e o intuito aqui não é dar dicas de moda de como ficar elegante no frio mas sim, como funciona as roupas de inverno e como fazer pra ficar quentinha barra confortavel.

Afinal essa dúvida é muito comum pra nós pessoas que vive lá em baixo da linha do Equador e que assim  como eu, nunca tinha enfrentado um frio de verdade. Porque né, depois dessa temporada aqui, o inveno carioca passou a ser de mentirinha pra mim 😛

E, como muita gente pede pra fazer vídeo, resolvi então fazer o tutorial (cof cof cof) em vídeo. Vergonha master de mim mesma, toda sem jeito falando com a câmera. E além do fato de eu não ser nenhum pouco “videogênica” eu ainda resolvi escrotizar , sem pentear o cabelo (desisti de fazer isso), sem maquiagem e com uma luz do mal que ficou na minha cara. Visão do inferno, mas tirando a cara de quem fala, até que eu dou dicas úteis que foram todas coletadas com as au pairs da Europa e um pouco pelos blogs da vida.

A Lígia, meu guro dos vídeos, falou que o volume ficou um pouco baixo e acho que ficou mesmo, eu começo tão sem graça que vou falando bem baixinho. Então aumentei aí um pouco o volume.

Beijos pra quem fica!!

T.V. Au Pair em: Filadélfia

Olá pessoas, tudo bem?

Esse vídeo é o meu orgulho, meu xodó. Finalmente consegui correr por aquelas escadarias do museu e fazer a ceninha do Rocky tão esperada.

Como vocês podem ver, tava com gelo e a cada degrau era uma esperança de não escorregar.

Percebam também que ninguém olha nem nada porque aposto que todo dia tem alguém alí fazendo aquela corrida.

Novamente venho encarecidamente pedi que ignorem a falta de sincronização das legendas. Já expliquei aqui que eu não consigo ver as cenas na hora que edito porque meu computador não tem placa de vídeo (ou sei lá mais o que) suficiente, e eu realmente faço o melhor que um netbook e um movie maker me permite.

Beijos pra quem fica!

Adrian… I did it!

Já vou fazer uma recomendação antes de você continuar lendo esse post, se você nunca assistiu Rocky Balboa (então tira essa roupa preta que você é moleque!) pára tudo e vai ver primeiro esse filme, do contrário existe alguma chance de você se entediar no decorrer desse post.

Então…

sério mesmo. faça esse bem a você e vai assistir Rocky 😛

E toquem as trombetas… finalmente Filadélfia, eu fui!! Agora toca aí ao fundo a vieta de ‘Rocky Balboa”

“Risin’ up, back on the street
Did my time, took my chances
Went the distance, now I’m back on my feet
Just a man and his will to survive”

Sim pessoas… como missão dada é missão cumprida eu finalmente tirei a foto do Rocky em frente ao museu de Arte da Filadélfia, e como todo bom turista deixei o bom senso de lado, paguei mico  pra poder fazer a ceninha correndo pelas escadarias com direito a filme (que quando eu perder a preguiça pra editar juro que posto).

Yes, I did it!

a cena original

Filadélfia: terra de Benjamin Franklin (falei deles nesse post de há muito tempo, clica aqui pra relembrar), cidade histórica aonde está a Liberty Bell (um dos símbolos da independência americana) e também a carta da independência dos Estados Unidos. Também foi a capital provisória da América depois da declaração de independência  enquanto D.C. era projetada.

rolou um Occupy em frente desse prédio

Só que a gente fez aquela viagem express pela Filadélfia e infelizmente um um dia não dá pra fazer muita coisa e aí tivemos que enxugar o roteiro. Eu como apaixonada por hisórtia adoraria ter feito  esse percurso histórico mas meu amor por cinema falou maior e eu primeiro tive que ir atrás do museu de arte mais conhecido como o museu do Rocky.

E pra minha alegria maior eu consegui ir em dia de neve e mesmo quase morrendo de hiportemia eu fiquei muito feliz que as fotos ficaram ótimas e muito parecidas com a do filme. Quase perdi o pé esquerdo mas foi por uma causa nobre 😛

O museu de arte da Filadélfia

O “museu do Rocky” aonde também fica a famosa estátua fica bem no centrão mesmo da Filadélfia bonita. Antes de chegarmos lá, fomos procurar um mercado brasileiro e tivemos que nos aventurar pela Filadélfia feia.

em panorâmica

Foi a primeira vez que vi um lado mais pobre dos Estados Unidos. Aquelas casas mais coladinhas uma com as outras (que eu acho que ainda são mais espaçosas que muito barraco no Rio), os caras andando com toca e cara de mau e as meninas mais piriguete, bem do tipo Mariazinha (também do Rocky. avisei a você, tem que ver esse filme pra acompanhar o post :P).

no melhor estilo pinto no lixo 😛

Alias eu nem sabia que dava pra ser tão piriguete usando tanta roupa de frio, mas né, povo tem uma criatividade. Enfim, achamos o mercado e eu pude comprar gamadinho e Bis velho e superfaturado. Fazer o que? Lei da procura e oferta.

virando pinguim

Depois fomos num restaurante brasileiro e eu pude matar a saudade de comer coxinha e beber guaraná. Fica a dica, nesses lados da Filadélfia tem um comunidade de brasileiros bem expressiva e dá pra encontrar padaria, mercado e claro restaurantes tudo da terrinha.

Com a pança cheia, era chegada hora de ir para o centrão mesmo. Ou como a Fernanda chama, para a Filadélfia bonita.

no "centrão" de Filadélfia

Meu espírito de pessoa de cidade grande me fez me sentir em casa na hora. Prédios, trânsito louco, buzina, transporte público e até poluição. Ahh que delícia cidade grande.

na estátua do Rocky Balboa

Só que infelizmente com o frio do cão e o inverno que faz escurecer o dia cedo, a gente não pode fazer tudo que gostaríamos e eu tivemos que optar o que fazer.

a turminha do barulho

Bom, foi tudo rápido, nem deu tempo mesmo de entrar no museu (museu, museu, museu). Depois fomos mais pra dentro da cidade tomar um chocolate quente nesse lugar aí que eu esqueci o nome e comer pizza de chocolate. Experimentei o melhor chocolate quente da vida.

tem que fazer conchinha com a mão pra pegar na xicara

E logo dali fomos na praça ver o monumento LOVE que é bem pequenininho em comparação com o de NYC (não lembra? Confere aqui!) e para a praça da frente brincar de xadrez gigante e com as outras peças lá tudo tamanho grandão.

porque se é pra pagar mico, vamos fazer direito 😛

Infelizmente foi isso só mas voltaremos lá com certeza. Além do Liberty bell, ainda preciso ver o Magic Garden, um lugar iraaado que descobri no album de alguém pelo facebook 😛 e visitar a casa de Edgar Allan Poe.

fomos brincar de Jesus e andar em cima da água congelada da fonte (e o medo do gelo quebrar)

Só pra  contextualizar pra quem nunca viu m filme, Rocky Balboa foi um filme passou na decada de 70 e conta a história de um lutador de boxe que aceita o desafio de enfrentar o banbanban do boxe da época. Ele sem recurso nenhum aceita o desafio e começa a treinar da forma que pode e do parcos recursos que possui.

Uma das cenas clássicas lógico, é ele treinando e essa cena culmina ele subindo as escadaria do museu de arte da Filadélfia (alias as pessoas realmente correm por lá). É mais uma daquelas histórias de perseverança, e de lutar por aquilo que acredita. De não desistir mesmo quando tudo parece que vai dar errado e indo contra todas as probabilidades.

Rocky 6 que foi lançado em 2008 já conta a história de um Rocky mais velho, mais maduro e ainda lutando contra algumas adversidades. A melhor cena do filme, sem dúvida, é aquele dá uma lição de moral para o filho ( e pra audiência inteira). Essa cena, na minha opinião fecal, apesar de recente, jávirou clássica também.

E assim fecho a sexta-feira de hoje. Com um post dica de passeio mas também de inspiração para as aspiras aí com o processo que eu sei que é bem difícil. Mas também para as já au pairs como eu, que tem que matar um leão por dia e, superar as dificuldades pra poder chegar no fim dessa caminhada. Para todas nós, força na peruca!

Um excelente final de semana!

E como sempre, beijo pra quem fica!

Ps.: vou postar fotos da praça do xadrez gigante depois. Não sobrou espaço no post e depois eu tenho que ir na escola do meu moleque agora (6 p.m.). Hoje é dia de Fun Family Night e chuta quem vai ser a família do menino? Au pair e mãe nas horas vagas ¬¬

Estudando in the USA

Então, muitas meninas me perguntam seu eu já tinha estudado, o que, quanto foi, se eu gostei? No post anterior meio que an passant eu comentei sobre isso.

Uma das entradas do Weschester Community Collage (WCC)

Aqui os cursos são por temporadas e agora tá abrindo o do spring que vai durar a primavera inteira. Eu fiz um que durou o outono.

Fiz na Weschester Community College, em Weschester (Valhalla) óbvio e era aos sábados de tarde. Um excelente horário para se estudar… NOT.

o prédio por dentro (WCC)

Apesar do nome chique do curso “English Business for International” ele era um ESL (English as a Second language) só que voltado para o vocabulário exclusivo para o mundo de business.

foto repetida, já coloquei ela em outro post =P

A gente de leve deu uma passada em management (o que eu mais gostei), marketing, financeiro, e mais outros ramos de business. Mas assim, tudo bem por cima, nada muito profundo.

intervalo e eu catucando em algum Ipod alheio

Como foi? Ahh, na minha opinião (de merda :P) poderia ter ser muito mais interessante. Começa que a professora era de línguas e não de business, por tanto o foco era em vocabulário (e as vezes gramática) e aí na área de business  tinha coisa que ela patinava bonito ou ainda possuía informações bem rasas sobre o assunto.

corredor

O foco mesmo era mais vocabulário, e também pouco de pronúncia. A gente tinha que levar um artigo de business todo sábado pra aula e discutir sobre eles. Era pra mim a parte mais interessante da aula, apesar de eu nunca lembrar de levar um artigo mas ficava interessada nos dos outros 😛

entrada da minha sala de aula

Não tivemos provas no final e eu levei  4 créditos. Não foi tão ruim assim, mas me custou muito no final, porque eu já morando em New Jersey eu ía dirigindo até Weschester pra poder finalizar o curso.

do lado de fora (ainda era outono)

Fora que antes o sábado ficava sempre comprometido. Foi aí que decidi que curso aos sábados nem pensar, chegar de comprometer o alívio e foco de toda au apir: o final de semana.

sala de aula

A parte triste da história é por eu ter precisado faltar com mudança e tal, eu não ganhei certificado. Só os créditos. Tá bom né? Nem vou reclamar.

Na aula a presença massiva era de au pair. E uns gatos pingados de quem tá aqui há algum tempo e fica fazendo curso pra dar um up no Inglês. Que eu lembre tinha uma Colombiana, um cara da Arábia Saudita que era impossível de entender o que ele falava, um menino que parecia menina de algum lugar asiático que eu não lembro maise um menino da Venezuela mala pra kct. O resto era au pair, e claro, maioria do Brasil (presente!).

os alunos no último dia de aula

No último dia de aula a gente levou uns comes e bebes e fizemos um jogo para relembrar o que foi aprendido durante as aulas.

A professora que parecia professora de kintergarten, falava aquele jeito manso, sabe qualé? Nervoso das pessoas que falam assim #Prontofalei

Eu com a teacher

Pra quem se interessou, esse curso sempre abre inscrições lá na WCC e tem outros também de ESL (de pronúncia, gramática, preparatório para TOEFL) e custa sempre em torno de duzentão, o que tá bem barato, viu?!

E é isso galera. Depois contarei como foi o outro curso que farei.

Beijos pra quem fica!!

Meme auperiano do dia

Normalmente eu não dou muita bola para os milhares de memes que pipocam facebook a fora. Ma esse realmente resume tudo!

E com isso, eu encerro por hoje!

Beijos pra quem fica!

Ps.: Créditos para Stephanie Ferreira (do grupo)

500 Obamas pra estudar (ou quase isso)

Um dos “benefícios” que a au pair tem é a tal da bolsa de 500 dolares que a família tem que pagar. Eu lembro que quando soube disso pensei, nossa que máximo, vou poder estudar coisas bem interessantes, vai ser lindo! Aham, Cláudia…

Acontece que na prática uma das coisas mais frustrante desse programa foi justamente com os estudos. Não só da minha parte, mas como na grande maioria das au pairs. Inclusive semana passada uma amiga minha que veio junto comigo voltou pra casa porque não conseguia estudar e né, ela não viu o porque de ficar aqui só pra ser babar (e eu super compreendo).

Funciona teoricamente assim: para você completar seu programa de au pairs, você tem que completar 6 créditos ou (para as meninas da bosta da AuPairCare ) 60 horas de estudos. Cada 10 horas de curso equivalem a 1 crédito.

Aí você se anima toda, né? Até chegar aqui e ver como a banda realmente  toca. Eu que sou cagada de urubu, tive problemas com isso desde o começo.

Primeiro, não é todo curso que você pode fazer. O nosso visto ( o J1) nos dá direito unicamente de fazer ESL (English as a Second Language)ou os cursos chamados de undergraduate (cursos que não são matérias obrigatórias em uma graduação).

O que isso significa? Significa que se você quiser fazer uma matéria (ou cadeira como muita gente fala) de um curso de graduação qualquer numa faculdade ou até mesmo em Community Collegue, você não poderá cursar porque pra isso é necessário o visto de estudante (sabe-se lá qual o nome dele ¬¬).

O que sobra pra nós pobre mortais au pairs? Cursos soltos que as faculdades oferecem (undergraduate) ou ESL (boring até dizer chega), ou preparamento para o TOEFL.

Aí que entra: os cursos aqui são bem caros. Pra quem quiser fazer qualquer curso minimamente interessante, já vai aí guardando uns 1000 Obamas. O que seria curso interessante? Ahh, sei lá, um de fotografia, ou de business. Uma meninas aqui nas redondezas está fazendo um de turismo e hotelaria, e saiu na bagatela de 1.700 obamas. Isso aí que você ouvi, fia.

O que dá pra fazer com 500 beijocas? Quase nada. Os mais baratos são de ESL ou então cursos feitos para au pair fazer, que costumam ter a duração de um final de semana (em torno de 300 doletas) que vai te dar uns  3 créditos. Ou tem uns cursos muitos famosos que custa uns trezentos e pouquinhos e você estuda sobre um lugar (D.C. , Boston etc)  vai conhecer eles. Um lugar só tá gente? Exempo,  se você estudou sobre D.C., você viaja pra D.C. e por aí vai.

O que isso te adianta? Ué. sei lá. Como estudar é uma condição para você concluir seu programa de au pair com louvor, esses cursos de final de semana é uma ótima medida pra quem quer só ps créditos e não está nem aí para o s estudos.

Curso legal mesmo, custa muito mais que 500 Obamas e aí vai depender da sua prioridade aqui. se você quiser viajar, de repente um curso carão não valha apena, e um ESL ou um curso de final de semana seja melhor para seu bolso.

Pelo que eu vi, não há grandes ofertas de cursos e quase todos  custam os dois olhos da cara. E morar em subúrbio é outra coisa que não ajuda em nada, porque a gente simplesmente não tem opção de faculdade pra estudar. Quem mora em cidades como em NYC ainda tem um certa vantagem, mas em subúrbio, fica muito difícil achar algo interessante e num preço mais ou menos acessível.

E eu? Assim que eu cheguei aqui já meio de cara desencanei com essa parada de estudo, pra não me frustrar muito, e resolvi fazer o que dava pra fazer. Mas ó, eu entrei pelo cano mas né, deixa quieto.

Eu fiz um ESL, English Business for International, e só o nome parece legal, as aulas eram muito sacais, era mais voltado em vocabulário (que né, nada que você não consiga aprender sozinho na vida) e as discussões sobre o fantástico mundo de business eram muito rasas. Mas me custou só 200 beijocas, que me saíram do meu bolso, porque a outra família me fez devolver o dinheiro (trauma foda); E ganhei 4 créditos com esse curso.

estudei na Weschester Comunity College

Lembrando que, as Community Collegues tem um preço bem mais em conta, e eu aconselho a começar a procurar seus cursos por elas. Eu atualmente moro razoavelmente perto de Princenton e vocês não tem noção, um curso de Inglês lá custa uns 1.300 dolares. No way, já estudei inglês suficiente, jamais que morro nessa grana por curso de inglês. A vantagem claro, é o peso do nome da universidade que fica no seu curriculum, então se você tem 1.300 sobrando, vai nessa 😀

Sheldon sempre zoando Penny porque ela fez Community College (e eu também =P)

Agora está me faltando 2 créditos e o que vou fazer? Curso de final de semana também. O outro era aos sábados (único horário disponível para eu estudar) e foi uma chatice porque comia meu final de semana. Dessa vez eu continuo com o mesmo schedule ruim só me restando os finais de semanas pra estudar. Pra não ficar com todos os finais de semanas presos novamenteu eu decidi fazer um curso de um final de semana) especializado para au apair (deve ser bom …).

Outra coisa que você pode fazer é assistir alguma aula interessante como ouvinte. Quem mora em Princenton, bem perto tipo colado, tá fazendo isso. Não sei como funciona, ou como você deva prosseguir, a quem procurar, mas sei de uma meninas que é ouvinte, ela não pode falar nada na aula, debater assunto, ou ainda tirar dúvida. E nem sei ao certo aonde ela pode sentar, mas né… se você tiver muito a fim é uma opção. Não sei se conta créditos e quanto é que você paga por isso, mas se seus objetivos aqui são os estudos, taí uma opção.

Aí você achou o curso dos seu sonhos, na única Community College perto e com um preço justo. Tudo certo? Calma aí cara pálida que você ainda tem que perguntar para seus fofos se eles estão de acordo. Porque você só pode estudar nos horários e datas que melhor convém para eles. Então seu curso ainda tem que ser compatível com os horários e frescurites dos seus fofos.

Tudo para as famílias e na da para au pair 😛 E eu, sortuda como sempre, tive um pequeno problema com isso. Ex- fofa não queria que eu estudasse sábado a tarde, ela queria que eu fizesse curso de um final de semana porque a antiga au pair tinha feito isso e gostado.

Aí esse povo que acha que au pair é tudo igual que a gente vem de um mesmo modelo de fabricação, que gostamos das mesmas coisas. Porque sim, eles comparam as meninas o tempo todo. O que fiz foi bater o pé, não no sentindo de rebeldia, mas sim de ir defender meus direitos. Já que sábado estava fora do meu schedule normal e que eu não queria fazer um curso só por fazer. Ela de meia vontade concordou.

Mas óh, isso é super normal. O povo acha que a gente está aqui única e exclusivamente pra ser babá e eles não tão nem aí com seus estudos. Alias tem família que meio que vai adiando o curso, ou embarrerando até que a au pair acabe fazendo aqueles que eles querem (mais barato e mais perto pra economizar na gasolina). Isso tá errado, seu curso, óbvio, não pode interferir no seu schedule normal, mas fora isso, eles não podem dificultar só porque é mais vantajosos para eles (apesar deles fazerem isso toda hora).

A família também não é obrigada a te dar os quientão. Se você completa seus 6 créditos com 300 doletas, aí colega, perdeu playboy. Você não pode pegar os duzentos e torrar em shopping. Esse dinheiro é pra estudo e se você já usou e completou seus créditos e sobrou money, a família não tem que te dar a sobra em troca.

Se seus fofos forem bacanas eles podem te ajudar com dica  de estudo e se você tiver o c* virado para lua eles podem até te ajudar a pagar um curso que ultrapasse o orçamento previsto. Não acontece toda hora mas já vi isso acontecer com uma menina.

Só aviso a cara futura colega que seu objetivo principal é estudo, não venha como au pair.

Mais um post “desmitificando” o fantástico mundo das au pairs 😛

E há muito tempo, quando eu ainda era aspira, eu fiz um post sobre isso, só clicar aqui!

Beijos pra quem fica!

Ps.: alias, se você tiver dinheiro e condição de fazer qualquer outro intercâmbio minimamente mais decente que esse aqui, não venha como au pair.

P2.: Mais uma dica pra quem quer ser au pair: na boa, não seja 😛

Ps3.: E depois não diga que não avisei 😛

 

 

 

As porcaiadas de um mundo civilizado

Arrotar na frente de todo mundo? Peidar alto? Mastigar de boca aberta e ainda por cima fazendo barulho? Sim, cara amiga futura chofer dea pirralhada, você está na América.

Que povo mais porco, assim começo esse post falando da falta de educação desses americanos, viu? E depois nós que somos os latinos favelados, que mora num país pobre, mas ó, qualquer favelado acho que tem um comportamento mais digno que um americano bem criado.

No começo achava que era um problema da outra família que essas coisas aconteciam só lá (naquela casa dos infernos), aí mudei de casa e certas coisas continuaram. Conversando com outras meninas eu percebi que o problema era geral, americano é tudo cambada de porco.

Banho é uma vez por dia. Escovar o dente de manhã e de noite, sendo que quando é criança as vezes elas passam dias sem escovar dente e sem tomar banho.

Arrotar: quanto mais alto melhor. Enquanto a gente morre de vergonha, aqui você pode dar maior arrotão na mesa, e é só mandar um excuse-me e fica tudo bem. E as pirralhadas de todas as idades adoram forçar arroto. Alias, tudo que é nojento e errado as  crianças aqui fazem já que raramente elas serão chamadas atenção.

A menina mais velha da outra casa que eu morava (senhor, muito obrigada de ter me livrado daquela gente!) , jesus, para cada arroto era um tapa na mesa. E gente, não é um arrotinho, era aqueles bem sonoros. E ela já tinha 10 anos.

Ai fora que ela começou a menstruar bem quando eu cheguei e advinha? Ela deixava o absorvente dela SUJO espalhado por tudo quanto é canto. É filha, ficou com nojo? Então não venha ser au pair.

Tirei muita mancha de sangue de lençol. Até que um dia cheguei para ex-fofa e falei: eu não toco nisso! Ela que aprenda a colocar no lugar. Gente, isso é inadmissível na terrinha. Au pair sofre, tá achando que é brincadeira?

Ai fora que ela peidava na boa assim na sua frente sabe? E como aquele povo  (a outra família) era o cumulo da falta de educação, noção, bons modos, limpeza, higiene, ficava por isso mesmo. Nem um excuse-me nem nada.

Mas assim, tipo você tá trocando sua criança e ela vai peidar na sua frente. As educadas (o meu atual) vão falar excuse-me e tá tudo certo.

Eu morro de nojo! Juro, morroooooo. Vire e mexe me dá ânsia de vomito quando essas cpisas acontecem. Principalmente quando o moleque está escovando os dentes (porque eu forço) e ele não cospe a pasta como a gente faz, aqui eles engolem. Gente, só de escrever isso me dá vontade de vomitar.

Nossa eu sou muito nojenta. Nessas horas eu dou graças a deus de não tomar conta de bebê, porque putz, trocar fralda, que inferno que deve ser!

Ai fora a mania de cutucar o nariz toda hora e comer, arrghhhhhhh que nojo! Aí eu lembro daquele conselho… quem mandou não estudar… virei au pair olha aí que vida sem dignidade essa ¬¬

Já deixo uma dica, nunca aceitem nada da mão dos seus kids. E também eles nunca lavam a mão depois de ir no banheiro. Eu que fico em cima e faço ele voltar lá e lavar, isso em mieo a muita manha e reclamação.

Aqui nessa casa, como falei, é mais tranquilo porque eu fico em total controle da situação. Inclusive depois de quase dois meses aqui, eu tenho o comando até com a presença dos pais porque eles viram vários progressos no moleque então meio que eles tão mega feliz com meu jeito de “administrar” o moleque.

Daí eu tô resolvendo algumas coisas como: fazer o moleque comer de boca fechada. Gente, isso é tão nojento, não é não? Ou sou eu que sou fresca demais? Agora toda vez que ele come (e a gente come juntos) eu coloco o Ipod, porque tem coisa mais irritante que barulho de gente comendo e de boca aberta?

Se cutuca o nariz eu mando lavar, se não eu saio desligando a televisão (e é a morte pra ele). Basicamente ameaçando desligar a televisão eu consigo as coisas que quero que ele faça. e se não fizer a televisão é desligada (mas depois eu faço post contando sobre como funciona o time out).

Oinc Oinc pra você também

Aqui ele não tem noção básica de higiene como, não sentar pelado no chão. Ou sair jogando roupa intima no chão do banheiro ou até mesmo toalha. Eu  tô tentando ensinar essas coisas pra ele da forma mais terrorista possível: falei sobre os germes (que na minha histórias viraram monstros) e que causa doença sérias e você acaba indo parar no hospital e tomando várias injeções (e que crianças não tem medo de injeção?).

E assim vai funcionando. Agora ele já lembra de não colocar as coisas no chão e me avisa que é por causa dos germes. Aliás, ele avisa a todo mundo, a mim, a mãe…  germes já virou pauta rotineira nessa casa.

Da mesma forma que pra comer tem que lavar a mão e essas coisas que pra gente brasileiros é algo natural mas aqui… aff o que adianta se vestir de ouro com os dentes podres, hein?

Mas claro que tem coisa que não dá pra mudar porque é cultural (na minha cabeça ainda tá errado mas…) como o arroto. Aqui não é nada demais desde que você fale excuse-me depois, e aí como explicar que tá errado pra ele se todo mundo faz aqui?

Um dia meu moleque observou que eu nunca arroto (tá brabo o papo hoje). E eu é né, pois é, a gente não faz essas coisas no Brasil e se por um acaso fizer todo mundo vai te fuzilar, fazer brincadeira e você vai ficar muito sem graça. Ele me olhou e respondeu, aqui na América todo mundo arrota e não é errado ¬¬

Eu jamais teria coragem de casar com um americano, só de pensar nessas porcaiadas, Deus me livre!

A gente é pobre mas é limpinho 😛

Beijos (com nojo) pra quem fica!

Ps.: Hoje resolvi escrotizar e abordar um assunto super agressive. mas se você tem estômago fraco e não aguentou chegar até o final, então fia, tira essa roupa porque você é moleque. E como eu sempre falo por aqui, pra ser au pair tem que ser caveira!

T.V. Au Pair em: Dirigindo na neve

Não tem nada demais. Só redobrar os cuidados, não vai sair metendo um 50 M/h, né gente? É como dirigir numa tempestade normal, todo cuidado é pouco.

Black Ice: é aqui que mora o perigo maior. Isso acontece quando a estrada congela só que você não consegue ver que o asfalto está com uma camada de gelo, e quando você passa adivinha? O carro derrapa.

Se isso acontecer, muita calma nessa hora. E por mais que te bata aquela vontade louca de pisar no freio como se não houvesse amanhã NÃO PISE NO FREIO porque você só vai piorar a situação.

Se você sentir que entrou num black ice e perdeu o controle do carro espera até ele sair sozinho (mão no volante tá povo)e você vai pegar o controle de volta, não pisa no freio por mais que seus instintos te digam pra pisar.

Isso foi um americano que me ensinou. Ele tava dirigindo e o carro fooooi embora (com nós dentro :P) e eu né, já morrendo (se fosse comigo dirigindo tinha tido um filho), ai ele explicou que isso pode acontecer e que caso aconteça NÃO PISE NO FREIO (tô só enfatizando).

Alguns outros fatores podem contribuir para isso, por exemplo o carro dele era baixo (excelente pra atolar na neve) e não era 4×4. O meu é grandão e por ser 4×4 ele parece que adere melhor no chão, sei lá, mas não fica tão assustador.

A outra coisa, é que dependendo da situação você vai ter que mudar a marcha. Ao invés de D, você terá que a usar a D1 se caso ter que subir uma ladeira mais ingrime e coberta de neve. Para os carros automáticos. Se o seu for de marcha normal (se f*deu, brincadeira :P), aí é só usar uma marcha de força, a 1ª ou a 2ª.

No mais é isso.

E como prometido, tai o vídeo comigo limpando carro e dirigindo depois. viu? e nem causei nenhum acidente 😀

Antes eu preciso fazer umas considerações sobre esse vídeo: a introdução já começa tida cagada porque eu não vi que saiu um “introduz o texto aqui” que só percebi depois de ter upado para o vimeo. Tá bom que eu ia fazer tudo de novo por causa desse pequeno detalhe 😛 (aham Cláudia…)

Palmas para mim!!

E beijos pra quem fica!

Apareceu a margarida olê olê olá

Então, como vocês sabem (ou não ¬¬) a neve demorou pra chegar aqui. Quer dizer, mais ou menos, porque o tempo aqui tá uma doideira (segundo meu pai, tudo minha culpa, desde que eu cheguei por essas bandas já foi furacão, terremoto, tempestade de neve em outubro… vai vendo…e no meio desse parênteses gigante eu me perdi ¬¬ vamos então mudar de parágrafo (professores de português enfartando em 1… 2 …)

Enfim, sim em outubro teve uma tempestade de neve, do nada, porque outubro ainda é outono e não é o mês mais apropriado pra nevar, digamos assim. Como eu contei nesse vídeo que fiz aqui, as árvores ainda estão cheias de folhas e ficaram pesadas com a neve. A conclusão foi: um Deus nos acuda.

Aí beleza, passou novembro, chegou dezembro, invernão aí e… cadê a neve? Nada dos floquinhos aparecerem. Brasileiras (caipiras que somos, e antes de mimimi eu me incluo nessa) numa angustia, só faltando rezar para os deuses da neve ( Hyoga de Cisne, talvez?). Por outro lado, auperizada européia dando graças porque a neve não parecia chegar nunca (a macumba deles tava mais forte pelo visto).

Mas depois de toda essa espera angustiante, eis que ela apareceu, dando todo ar da sua graça (vixi, alerta de breguice no máximo). E sábado de manhã eu acordei com esse cenário. Missão cumprida, já posso voltar pra casa (mentira, minha missão foi cumprida no domingo mas isso é post para outro dia).

apareceu a margarida olê olê olá

O legal daqui é que a meteorologia parece funcionar. Já é hábito aqui antes de dormir checar pra ver como o tempo vai estar no dia seguinte. A gente normalmente já sabe o que vai rolar a semana inteira, pra saber com que roupa sai de casa. Mas o melhor de tudo são as notificações no meio da sua programação normal.

Estava eu assistindo um The Big Bang Theory em mais uma noite de insônia e não é que aparece maior tarjão na tela avisando de uma mega tempestade (essa era de chuva mesmo)que iria ocorrer de madrugada e no dia seguinte. E não é que aconteceu?

Enfim, só pra avisar, que não foi surpresa, eu já sabia que iria nevar. Não programei nada pra fazer na sexta (até porque nunca faço nada na sexta mesmo :P) mas lembrei de comprar Nuttela, ficar a toa na vida pra ver a neve passar.

Fui dormir e nada de neve. Mas no dia seguinte… já contei isso né? vamos para a próxima então 😛

o quintal

Fiquei toda bobona, fofa morrendo de rir da minha cara. Eu coloquei o casaco e sai de pijama, mas fiquei meio enrolada de ficar tirando foto de forever alone na neve, não consegui. Tirei umas duas e voltei porque é meio complicado, muita neve, Luna afundando, segura a cybershot pra ela não cair (que eu não vou ligar porque eu odeio essa máquina), aí neve derrete, faz melecância na entrada. Vixi, que confuso, melhor voltar pra dentro. Voltei.

Meu moleque ainda meio doente nem pode curtir a neve, ficou lá abrindo berreiro até fofa ir fazer cupcakes com ele e distrair o menino.

E aí começa a sucessão de perrengue com a neve. Sim, todo mundo que já conviveu com a neve (neve, neve, neve) vai querer te dar um banho de água fria dizendo que é inconveniente, que no primeiro dia é lindo mas que no segundo dia você tá de saco cheio e blá blá blá.

Acho isso um porre! Acho um saco quem quer estragar a surpresa alheia, poooo se você pode ver neve em algum momento da sua vida, bom ora você! Não venha querer estragar a festa dos outros, né? Momento fudida revoltada, ahh “deixa eu” (usado propositalmente pra forçar piada, não sou analfa) fudida e nunca vi neve, e seguirei sonhando em ver. Que povo mais estraga prazer… mas enfim. A neve é linda, é mágica, fica tudo lindo, branquinho, cenário de filme, super vale a pena ver… mas sim ela traz uns perrengues, mas assim, sem muitos motivos pra mimimi todo.

Acho que as chuvas no Rio (tive que mudar de parágrafo, tava ficando gigante) fazem um estrago muito maior. Sim, você até vai ter uns entraves nos planos por causa da branquinha (tô esgotando a palavra neve já), mas pra mim foi tranquilo, juro, nada de demais. Até porque aqui tudo é tão organizado. Contarei como os perrengues foram se segunido, mas nada que aperte meu botão de mimimi (e olha que eu acho que esse meu botão veio com defeito de fábrica).

A primeira coisa foi o policial bater na casa e fofa quase levar uma multa porque o carro (que é aquele bonitão que vocês viram na foto que eu uso) fica estacionado na rua (não tem espaço para todos os carros mais na driveway) e atrapalhar o caminhão, trator, o caramba a quatro, que limpa a rua, é motivo de multa.

os floquinhos

Ai corre fofa no meu quarto pra me pedir a chave que fica comigo. Sei lá com como ela saiu com o carro naquela situação, mas saiu e deixou na driveway.

Ai beleza. Eu, ainda engajada na missão “vamos fazer amiguinhos mais perto de casa porque dirigir 40 min tá foda para o bolso’, tinha marcado um almoço com um novo au pair que tinha chegado aqui pelas minhas bandas. Mas ele tava sem carro e eu iria ter que ir buscar num buraco que eu nem nunca tinha ido antes.

E cadê a coragem de sair de casa? Olhei para a rua, mais ou menos limpa, e olhei o estado do carro na driveway. Eu nem sabia por onde começar a limpar. Lembrei da vaca da minha outra fofa que me colocou um medo de dirigir na neve, falando do tal dos black ices.

Alias, minha atual fofa nem aí. Ela perguntou, e aí? Vai socializar hoje? E eu, garoteei. Falei, ai, sei lá, como ainda cai neve no chão, tava só no cagaço do carro atolar (nem passou nem funk na cabeça de vocês nesse momento não, né?!) ou pior de deslizar num black ice.

Ela falou que era só eu redobrar a cautela. Mas eu preferi não. Fofa toda fofa falou, a tudo bem, amanhã vai estar melhor e você vai se sentir confiante. Quase falei pra ela (mas minha auto censura ainda tá funcionando), meu maior medo não é com a minha pessoa, é estragar a droga desse carro. Sou au pair, não tô podendo 😛

Enfim. não sai e assim passei o sábado inteiro em casa, olhando neve lá fora, escutando choro de criança o dia inteiro (isso porque ele não bate na minha porta de 5 em 5 min só pra ver o que tô fazendo) e comendo muita nuttela.

Dias seguinte. Já surtada de ter ficado em casa o dia inteiro. Só pra lembrar, quando se é au pair, ficar em casa em tempo off é mais ou menos ficar no escritório no final de semana. Você meio que acaba trabalhando. Por mais legal que sua fofaida seja, você quer dar um tempo de ver a cara deles.

No domingo eu já tava decidida a sair por aí. Fui lá fora ver a situação. Voltei. Fui lá fora de novo. Voltei pra dentro. Não sabia nem por onde começar. Aí ía lá fora, voltava com cara de “olha o cão arrependido”. O pior é que escorrega a neve, toda vez que eu ía lá fora, eu dava aquele oops… e ficava com mais medo ainda desse oops acontecer no carro.

Fofo só olhando minha dança da indecisão, mas vamos nessa né. Perguntei para meu fofo, meio que como quem não quer nada, o que eu deveria fazer, crente que ele iria se oferecer a limpar a neve, e porque não, até colocar o carro na rua.

Ele mandou um: ah, liga o aquecedor e espera que vai descongelar. Entendi como um, toma que essa pica é sua aspira. Tá bom né, o que que um siricutico de não querer ficar em casa faz com a pessoa. Fui lá, tentar resolver a situação.

E como diria um bom caveira, missão dada é missão cumprida! E eu não só limpei (bem porcamenmte confesso), mas como consegui tirar o carro de lá, e cheguei no lugar de origem sem fazer nenhuma merda.

E fiz até vídeo, que por uma questão de “falei de mais e agora preciso encerrar esse post urgentemente” deixarei para um próximo post.

Pra encerrar, um resumão: a neve é linda. Não é esse perregue todo que a galera canta por aí e eu espero que venha nevar novamente 😀

beijos pra quem fica!

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