Casando de novo

Como todo mundo sabe, término de relacionamento é uma merd@. É um saco pra  aquele que pediu o divórcio e muito pior para aquele que tomou um chute na bunda. Aí aquele que levou um kick in the ass vai ficar todo revoltadinho, querer chantagiar até dizer chegar e depois, no auge do desespero, vai querer fazer questão de tudo, das pequenezas.

O resultado disso tudo é um trauma foda. Não só para o que levou o chute mas para o chutador também. Não pessoas eu não vim aqui falar da minha vida pessoal (povo gosta de uma fofoca :P), mas mais ou menos posso dizer que depois de passar por um rematch é assim que eu me sinto. E por incrível que pareça, tenho a impressão que minha atual família também.

Pelo menos ela saiu com 300 mil de mesada por mês. E eu?

Vim aqui hoje pra contar pra vocês como  funciona (ou está funcionando) pra mim a vida pós rematch. Não lembro de outro blog comentar sobre isso e tem um motivo, normalmente é bem doloroso, traumático o que te faz você querer virar essa página pra sempre e nunca mais tocar no assunto. Mas como eu incorporei  essa veia Machado de Assis ( olha aí que modesta) eu vou relatar um pouquinho. Até porque depois de quase um mês (nossa tempo, sai dessa velocidade 5 do créu porque assim você me assusta) as feridas começam a cicatrizar (agora tô me sentind A Drummond :P).

Pedir rematch é como pedir um divórcio. No meu caso foi eu que pedi, pegou a família meio que de surpresa até porque quando eu pedi eu não queria tentar resolver eu só queria sair dali. Aí, segue-se a sequência que todo mundo conhece de fim de relacionamento.

A parte com a traseira chutada vai fazer de tudo pra te convencer a mudar de idéia (contei sobre meu bate-papo com ex fofo aqui!), depois vem o climão, depois você que jogou tudo para o alto passa a ser tratado como o lobo mal, aí vem as mesquinharias ( que eu tive que devolver o dinheiro do curso e graças a isso fiquei uma semana sem receber, e ainda devolvi 5 obamas e 25 centavos em moedas também), o conformismo e finalmente o let it go.

Com tudo isso, lógico que você entra no próximo relacionamento com uma bagagem pesada de traumas. E uma das coisas que mais me incomodava na outra família era a falta de confiança. Sério, eu tinha uma rotina pesada, crianças capetas, uma casa horrível (que se não fechasse a porta logo os ratos entravam), o pior quarto do mundo auperiano, mas no final das contas, essa falta de confiança que eles tinham (eu devia desconfiar, o cara é advogado :P) acabava comigo.

Eu sempre me sentia na berlinda. Sabe quando você nunca relaxa? Pra vocês terem noção, toda vez que eu queria cochilar eu ligava pra alguém pra poder dar ma passadinha na casa da pessoa, era o único jeito de eu desligar um pouco a mente.

Enfim, que volta né, desiste não gente, vou chegar lá (tô começando a desconfiar que tô perdendo leitores  porque falo muito)… quando eu cheguei na nova família, eu vim com toda essa carga. Demorou um tempo até eu relaxar, sabe? Não ter mais que agir como se todos suspeitassem de você o tempo todo te deixa uns 50 kg mais leve.

O mais engraçado é que minha família passou pela mesma coisa, só que do lado da au pair. Sente o bafo, a ex-au pair jogou na cara da minha fofa que não confiava nela. Assim do nada (minha Lcc que me contou).

Então host family e eu estamos trabalhando para que nosso passado não interfira no nosso atual relacionamento. Desde o começo foi combinado que conversaríamos sobre tudo e tal. E realmente, vire e mexe a gente acaba meio que “desabafando”. Contei pra ela como vendiam o programa pra gente, e ela me contou como era o programa vendido para famílias (são dois programas diferentes, juro pra vocês.).

Ela também me contou o futuro da carreira dela (oi?) achei bonitinho. Daí aos poucos eu fui relaxando. Relaxei tanto que na minha primeira semana eu fiquei doente assim de cara. Maior merda ficar doente na sua primeira semana de trabalho (sim, gente, por mais fofa que os atuais fofos sejam, isso aqui ainda é trabalho). Fiquei de cama e tive que ligar para o plano de saúde pra ver como ficaria.

Alias, eu tenho que fazer esse post de como se usa o plano que vem com a gente. Eu nem cheguei a usar mas né, custa nada deixar aqui, vai que um dia alguém precise.

Então é isso meninas, para aquelas que passaram, o vão passar por rematch, fiquem clama. Rematch é a coisa mais natural nesse programa. Pra vocês terem uma idéia, vim com 16 meninas do Brasil ( a gente tem um grupo nosso no facebook) e de todas nós metade já entrou em rematch. Simples assim.

Uma, porque muitas das vezes (quase sempre) a família não respeita o combinado e outra, só depois que você está aqui que você tem uma idéia de o que você quer da família. Por exemplo, quando eu fui escolher família pela segunda vez eu descartava de cara judeus (sem preconceitos, mas a fama de pão duros não saiu do nada aparentemente) ou famílias conservadoras demais. Mas isso porque eu já tinha uma noção do que eu realmente queria e não o que eu achava que ía dar certo.

Ou você pode entrar naquele 5%  (tô começando achar que são 3%) de azaradas que nunca se foderam tanto ao ponto de pedir rematch (não sabem o que estão perdendo, a experiência de au pair em toda sua glória). É como alguém que casa com um cara só e fica até o fim da vida. Mas tudo bem gente mudar, Elisabeth Taylor casou só umas 8 vezes 😛

A adpatação na segunda família foi bem mais rápido. Em um m~es já me sinto mega adapatada aqui. Me sentiria mais adapatada se meu GPS não ficasse de pombagirisse com a minha cara e parasse de me mandar pra lugares que não existe.

Mas é isso por hoje gente, já falei de mais (pra variar).

Beijos pra quem fica!!

Ps.: Lembrando que não existe família perfeita mas tem as aturáveis ou aquelas que não vão te fazer de escrava Isaura. Sempre vai ter algo aqui ou alí que né, você vai ter que engolir. Lembrando que engolir sapo é a primeira atividade básica de toda au pair.

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4 comentários (+add yours?)

  1. Bárbara
    Dez 15, 2011 @ 16:52:21

    usahusahushausa
    Adorei o post, é uma maneira bem legal de falar sobre esse assunto complicado. 🙂
    Espero ser esses 5% (3%?). Mas acho que todas esperam isso.
    Enfim, que bom que está tudo bem!

    Beijos

    Responder

  2. Lívia Silva Santos
    Dez 15, 2011 @ 16:58:30

    Oie! Estou acompanhando e adorando a tua experiência aí!

    Eu já fiquei 1 mês no canadá e, se nesse pouco tempo tive várias histórias para contar, imagino você!!!!

    Aproveite a experiência. Os maus momentos também te fazem crescer 😀

    Ah, só uma dúvida, tu falou que o programa au pair é diferente do que é dito para vocês e o que é dito para a família, né? Quais são essas diferenças???

    bjs

    Responder

    • Luna
      Dez 15, 2011 @ 17:04:53

      Oi Lívia,

      então são sim. uita gente me perguntou sobre isso e eu vou fazer um post só contando como isso funciona. no fundo, a agencia só quer o lucro dela e pronto.

      Beijos e valeu pelo Ibope =D

      Responder

      • Lívia Silva Santos
        Dez 15, 2011 @ 17:11:01

        Ah, legal! Vou esperar o post!

        Quando eu viajei fiquei na expectativa sobre a casa da família em que ficaria. No fim, dei muita sorte: fiquei com uma família muito bacana, numa casa ótima e bem limpa (importante enfatizar o limpa, hein)! Diferente de outras pessoas que tiveram experiências bem diferentes.

        O melhor é ter coragem para mudar caso seja necessário!

        😀

        bjs

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