Highway and Girls Night In

Ola pessoas!

Ainda tem alguém visitando isso aqui? Sim, porque a dona do blog deu uma abandonada bonita no coitado do pobre do esquecido do Right Track. Novidades? Sim, algumas.

A parte mais pain in the ass de deixar o blog parado é que os babados vão se acumulando e eu não sei nem por onde começar. Tô cheia de idéias de posts e tal pra fazer mas sem a menor noção por onde começar. Tipo, ainda tem muita coisa velha de passeios pela NYC, e a vida do pós rematch. Vou ter que dar um jeito de priorizar porque sabe como é? 50 horas semanas eu tô com o chicote nas costas.

Mas vamos começar com a maior de todas as novidades: minha visita express em Chappaqua. Siiim pessoas, isso mesmo, fui parar em Chappaqua esse final de semana e vocês nem imaginam como: fui dirigindo 😀 Como diria aquele ditado, o bom filho à casa retorna.

Foi assim: enquanto morava em Chappaqua eu estava fazendo curso numa Collegue de lá de Weschester e fui fazendo as aulas normal mesmo com rematch com o pensamento de se ficar perto poder aproveitar os créditos (afinal os filhos da p*ta da minha ex família me fizeram devolver o dinheiro do curso, mas isso é assunto para outro post). Beleza, conversei com minha atual fofa e lcc sobre isso e elas concordaram que eu deveria terminar o curso, afinal só faltavam mais duas aulas.

Até aí tudo bem mas aí, pensei, tá mas como vou fazer pra chegar lá? Nessas horas eu sinto muita falta de ônibus, e nunca achei que eu iria dizer isso na minha vida. Ironias da vida…

Então mandei assim pra fofa, como quem não quer nada: ai mas como eu vou chegar lá? Fofa devolveu com um: você quer ir dirigindo? Eu respondi: e macaco quer banana? Mentira gente, falei isso não. Respondi, meio sem graça: ai eu quero (bem do jeitinho da Dudi de falar :P) se você não se importar. Ela falou: não beleza, pode ir com a SUV mesmo.

Essa conversa a gente teve na sexta-feira, dentro do carro enquanto voltávamos da Carolina do Norte. Aí lógico, que como o curso termina as 4 horas, e a essa hora já tá anoitecendo ( isso me deixa terrivelmente deprimida)  pedi pra ficar por lá pra não voltar de noite e assim eu poderia dar aquele abraço quebra costelas nas minhas amigas, of course.

Sábado acordei cedão, fui com ela na Pensilvânia devolver o carro alugado que a gente voltou da Carolina, ela no alugado e eu atrás seguindo ela com o SUV pra poder ter como voltar. Jesus, minha fofa é louquinha no trânsito. Pra eu não perder ela de vista eu tinha que ir a 80 milhar por horas, o que deve ser mais ou menos uns 100 Km/h, 120 por aí. E ela sai costurando os carros, Juro que eu nunca corri tanto na minha vida.

Beleza, chegamos e dei uma bronca nela, de brincadeira claro. Falei que nunca tinha corrido tanto e que se eu tivesse levado uma multa a culpa seria dela. Ela claro que morreu de rir. E ela tem maior fama de corredora mesmo.

Chegamos em casa e fui me preparando pra fazer minha viagem. Tava pinto no lixo, tamanha felicidade, mas também numa ansiedade né, porque iria cruzar o estados, pegar interestaduais e tal pela primeira vez e sozinha. Lembrando que na outra família (como fiquei 4 meses naquela maluquice?) eu não podia sair da vila e olha que dirigia um carro bem furrequinha.

Achei bem legal da parte deles confiarem em mim. Também deve ser porque eu estava acostumava a viver numa família que me tinha como suspeita a cima de qualquer coisa. Então essas pequenezas me fazem ficar mega feliz. Mas enfim…

Preparei o GPS , conferi o endereço e tal. Coloquei uma musiquinha e coloquei o pé na estrada. Que sensação de liberdade maravilhosa, gente! Eu, o carro e a estrada. Pra melhorar descobri que as radios de NJ são bem melhores que de NY, tem uma que só dá rock que é o tipo perfeito de música pra se pegar a estrada.

Tava toda pimpona cantando “should i stay or should i go”, e de olho no GPS claro. E querem saber de uma coisa? Agora eu entendo essa ode que os americanos tem com as highways da vida. Já perceberam quantos filmes se tem que a história tem cenário viagem de carro? Reparem só? E música então?

Agora eu entendo o porque. Os EUA é um país feito pra se andar de carro. Já vi várias meninas falando que o transporte público daqui é um lixo. NÃO galera, não é um lixo por não ser ineficiente. Simplesmente não existe transporte público porque o país é feito pra se locomover de carro. Aqui qualquer pé rapado pode comprar um carro. Carro aqui é necessidade básica (nunca feche com uma família que você não possa usar o carro, conselho de amiga). Só minha família tem 4 carros. (bati o recorde de palavra repetida num mesmo parágrafo : carro)

Você pode cruzar estados todos só nas estradas. Elas são lindamente lisas e sinalizadas. Diferente do Brasil que as estradas são mega perigosas, aqui o único perigo é você cair num tédio e cochilar. Eu tava concentradíssima no GPS pra poder relaxar tanto, mas claro fiz umas merdinhas, não podiam faltar.

Eu sou a rainha de errar saídas. Sei lá, as vezes o GPS me confunde nas direções. Do nada a mulher me dá três orientações, uma atrás da outra sem intervalo comercial. Tipo, tá chegando sua saída, aí a voz do além do GPS (medo dessa voz) fala: exit ahead, turn right and keep the left line. E eu fico, do tipo WHAAAAAT? Pera aí moça, dá pra repetir? Fora meu problema com esquerdo e direito que em inglês só fica pior.

Enfim, vinte mil direções, e você a 70 milhas por horas, não pode dar certo e claro que errei algumas saídas. O que deixou a viagem mais longa. A pior de todas foi atravessando um ponte que dava em NYC e eu fiquei meio bobona vendo a cidade sabe da ponte. Eu no carrão lá, quem diria… tava dirigindo para NYC, e nossa, como é bonita a vista daqui, nossa tô atravessando a ponte numa mercedes, uma história pra contar, será que falta muito pra próxima saída? PQP o GPS tá recalculando ¬¬ Essa foi eu percebendo que tinha errado outra saída.

Outro mini momento de pânico foi perder o sinal do satélite. Eu tava numa ponte, outra (sei lá por quantos pontes ou viadutos eu passei) e aí virava um tunel ou algo assim, daí fiquei sem satélite e não lembrava do último comando. A sensação de tô indo sabe se lá pra deus onde é muito ruim.

Beleza, quando o sinal voltou me dei conta que tava em manhattan. Ou seja, tava no caminho errado porque pra ir para pro norte de NY não precisa sair em manhattan. Mas tudo bem, dirigi um pouco naquele trânsito meio caótico do lado dos taxis amarelos. Posso cruzar agora da minha lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer o seguinte ítem: dirigir por NYC.

Nesse momento desliguei o rádio porque né, NYC é muito confusa. Era prestar atenção nas placas, nos carros fazendo maluquice, e nos comandos do GPS, liguei o botão da atenção ao máximo. Até que peguei uma estrada de novo e depois de um tempo eis que surge a placa, Welcome to Weschester County.

Que emoção! Sei lá, não imaginaria que iria voltar lá tão cedo numa situação tão diferente. Quando saí de lá eu tava chateada, estressada. Agora eu vinha dirigindo, toda feliz, relaxada, me senti uma outra pessoa. Tava dirigindo naquele lugar e vim de tão longe, sendo que eu nunca pude passar por lá quando morava lá mesmo. Sério, me bateu uma euforia boba, tava me sentindo livre.

Aí gente, abafa esses meus momentos boiolas, aí nesse meio tempo me tornei A motorista. Me controlando para não correr muito. A estrada é lisinha, ela praticamente te implora pra você correr. E até eu que sou meio cagona, vinha do lado esquerdo da pista, cortando uns caminhões aqui e alí. Lembrando que há um ano atrás eu nem tinha carteira. Na pior das hipóteses já posso virar taxista quando voltar 😛

Enfim, em Yonkers errei entrada novamente. Raiva master de mim. Me tomou mais uns minutinhos porém, eu cheguei. Sã e salva eu tinha chegado.  Aí foi correr para o abraço literalmente. Abracei tanto a única coisa que deixei pra trás em Chappaqua, os amigos.

Girls Night In

Foi muito difícil aturar a aula, particularmente naquele dia. Eu queria ficar eternamente falando com as meninas. E elas doida pra saber da minha nova vida (sim, meus amigos não tão nem aí pra esse blog #mimimi). Mas enfim, a aula acabou e fomos nos reunir na casa da Gabi, não por acaso. Os fofos delas não estava m em casa, então a mulherada toda acampou lá.

A briga tava feia entre as meninas e a garrafa de vinho

Chappaqua tava um frio do cão, já tava dando 32ºF, o que já é 0ºC, e eu estava preparada, porque tava no sul e lá nem faz o frio daqui de cima. Mas tudo bem, porque dessa vez o programa seria in. Seria um  Girls Night In.

tintin

Cozinhamos (virgula Gabi cozinhou) strogonoff, abrimos um vinho e achamos um pack de 18 cerveja da Bud Light por sei lá, uns 15 dolares,o que foi um achado. E ficamos curtinho nossa festa do pijama.

a cozinheira

Pausa pra contar a história do vinho. A idéia do vinho foi minha porque eu não bebo cerveja (Sandy feelings) mas né, não entendo nada de vinho. Entramos numa dessas lojas chiquetê especializada em vinho, e ficamos lá gabi e eu com aquela cara de poía conteúdo, fingindo que entendia alguma coisa. Comecei achar que eu teria que aprender a gostar de cerveja naquele dia porque tinhas uns vinhos de  200, 100 dolares.

matando a saudade

Já tava pedindo pra sair, quando na sequência Gabi foi achando os vinhos que nos interessavam, com um preço mais de acordo. Foi caindo pra 49 dolares, 20, até que pimba, tinha um lá de 10 doletas. Não pensamos duas vezes, era ele mesmo que iria. Pausa para o diálogo que se seguiu:

Luna: ô Gabi, será que esse vinho é bom? (como se eu entendesse alguma coisa de vinho)

Gabi: Olha aqui tá dizendo que é da Itália. Bom, na Itália tem uva né, então deve ser bom.

Fiz aquela cara de desenho de animê, só faltou surgir uma gota na minha testa. Mas tudo bem porque amas sabiam que o motivo de termos escolhido o vinho era o fato de ele ter custado 10 dolares.

mesa devidamente posta

A noite foi maravilhosa. Chegou o domingo e eu tinha que partir. Queira ir cedo e tal, porque agora escurece muito cedo e tava muito cansada.

o dia seguinte, com a presença ilustre da Eva

Mas é claro que pra voltar eu tinha que fazer uma burrada, ou uma lunice.Tô eu voltando pra casa, alí na altura de NYC numa mega concentração para não errar nenhuma entrada de novo até que…

a nossa mascote Lily

Olho no GPS e percebo que a expectativa de chegada era as 10 horas da noite. Isso era 1 horas da tarde. E eu opa, esse GPS tá louco. Isso eu tava numa auto estrada a umas 70 milhas por hora.

Fui conferir o endereço e aí cara, tava lá o endereço da casa da Carolina do Norte. Pausa para um mini pânico que se sucedeu. Eu sem saber pra onde ir, e não conseguia colocar o meu endereço no GPS no carro em movimento. Mesmo indo pra direita pra poder não correr, mas mesmo assim, ficaria perigoso diminuir muito a velocidade numa auto estrada.

Aí cara, o pior aconteceu. Calma gente, eu não bati com o carro. Mas eu tive que para num acostamento. Que nervoso. Fiquei lá tentando programar o GPS. Tava dando maior merda por isso que tive que parar porque sei lá para onde eu tava indo e o GPS simplesmente não tava reconhecendo o meu endereço.

Calma Luna, se controla não adianta se desesperar. Pensa rápido numa solução porque você tá parada numa auto estrada, sua louca!!

Mexi pra ver se tinha algum endereço próximo e lembrei que uma vez coloquei o endereço do McDonald perto da minha casa e ele tava lá, lindão me esperando. Ufaaaa, tinha um endereço pelo menos.

O outro problema foi saber agora como voltar para a pista, levando que estava maior movimentada e os carros vão frenéticos. Não tinha pensado nisso, mas né, vamos lá, sai com o carro e na primeira brecha que avistei, enfiei o carro e pisei fundo, contando com a boa vontade do cara de trás de mim. Consegui!

E depois foi tranquilo, porque eu não tava fora da rota, graças a deus eu tinha reparado a minha burrice a tempo . De NJ a NY eu fiz em 2 horas. Mas das duas vezes eu tive esses contra tempos.

Minha fofa quando me buscou fez em 1:30 mas ela né, é o Senna gente, ninguém corre como ela.

 Ainda dei umas voltinhas em Chappaqua e nem lembrava como era feia e escura e cheia de hills infernais. Ahhh e sem graça, quase não tem casas enfeitadas por lá. Sentiram meu amor a Chappaqua, né? Definitivamente os Clintos tem um péssimo gosto pra cidade. De novo, me bateu aquela sensação de nossa, como é diferente passar por lá agora, sem pressão sabe, mas aliviada. Fiquei imaginando meus ex-fofos me encontrando na rua, iriam ficar besta se soubesse que eu vim dirigindo.

Então é isso por hoje. Essa foi minha aventura. Amei demais!

Pra quem teve paciência pra ler esse mega conto até o final, beijo pra quem fica!

Ps.: quem será o corajoso que ficou até o final?

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13 comentários (+add yours?)

  1. Dudi Ribeiro
    Dez 12, 2011 @ 12:04:36

    Luninhaaaaa!!

    Ai que diliciiiiia!!! Deu ateh fome!!
    E ai q legal q sua fofa nova deixou vc ir de carro! =D

    Sauadessss d+!!
    Bjjooooooosss

    Responder

    • Luna
      Dez 12, 2011 @ 12:13:34

      Ahhh Dudinha…. fizemos um cafofo itinerário e faltou você lá!!
      Foi bem legal, ano que vem já sabe né? Te carrego pra lá!!

      Beijos e saudades mil!!

      Responder

  2. Caroline Gibin
    Dez 12, 2011 @ 13:48:58

    Eu fiquei \o/ Porque ahh, eu adoro seu blog 😀 Escreve um livro de cronicaas!!

    Responder

  3. Gabrielle
    Dez 12, 2011 @ 19:55:08

    Eu li todino, como leio todos os posts que vc escreve. 🙂

    Responder

  4. Suelen
    Dez 12, 2011 @ 19:57:48

    Oiii
    Eu fui corajosa tah e li ateh o final. 🙂
    O post tava super legal. Fico muito feliz que tu tenha encontrado uma familia melhor, que confia em ti.
    Eu adoro pegar o carro e sair por ai. Coloco o carro mega alto, vou cantando e fazendo as minhas barbeiragens. hehehe Errar saidas eh comigo tambem. 🙂

    Responder

    • Luna
      Dez 13, 2011 @ 00:07:15

      Valeu suellen,
      nossa foi aqui que eu aprendi a gostar de dirigir. Sem dúvida a melhor hora do dia é quando vou levar o moleque pra algum lugar =D
      Beijos

      Responder

  5. Karina
    Dez 12, 2011 @ 20:24:00

    Também sou corajosa e fiquei!!!! =)
    Bj Luna.

    Responder

    • Luna
      Dez 13, 2011 @ 00:05:29

      ahahaha obrigada pelo corajosa Karina, eu falo demais eu sei =´D
      Tô até começando a pensar que isso está espantando a freguesia, viu?
      Vou tentar trabalhar um resumão antes de mandar ver no publicar!

      Beijos e obrigada =D

      Responder

  6. Renata Kerche Patteti
    Dez 13, 2011 @ 19:45:25

    Aaaah…Parabéns pela coragem e pela conquista!!!!
    Afinal, não é tão simples fazer esse trajeto sozinha, perder o sinal do GPS e ainda por cima entrar em NYC…..e lógico, se a Host te libero o car é pq confia em vc!!!
    Espero ter essa coragem tb!!! “D

    Fico mto feliz em ver q as coisas estão dando certo e q vc encontrou um lugar agradável, pois até agora as palavras “demônia” e “meninas perturbadas” não apareceram!!!…… e q existe sim a possibilidade de ser Au pair e ser feliz! haha

    Bjão

    Responder

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