Blá-blá-blá eu-eu-eu e mais curiosidades e dicas para futuras au pairs

Vou contar que esses dias fiquei muito tentada a abandonar o blog. Pois é, e nem é a primeira vez que bate essa vontade. Da outra vez que aconteceu isso foi quando cheguei aqui, foi tão broxante o primeiro contato com a família que eu achei que o blog iria perder sentido se eu entrasse aqui só pra reclamar.

E acho que é exatamente o que está acontecendo recentemente. Sem querer ficou uma sequência de mimimi um post atrás do outro. E já vou avisando, pra quem quer que eu pare tudo pra contar toda a história do rematch, nossa, aí mesmo que vai dar roteiro pra novela mexicana.

Então, vou fazer um plot twist no próprio post, parar de reclamar da vida, que não é lá essas maravilhas mas tá indo tudo bem… vamos falar de curiosidades aleatórias na vida de uma au pair (azarada).

Muita gente me perguntou por exemplo, como era minha relação com a família. Fiz um post interinho contando sobre isso aqui, então esse tópico eu vou pular. Próximo assunto!

Ah, tá, sobre o carro: cada família tem sua lei, aqui nessa atual casa funciona assim: eles colocam gasolina a cada 250 milhas rodadas. Ou seja, não da nem pra usar gas na surdina porque aqui a gasolina é controlada na milhagem. cada vez que o tanque é enchido o meu fofo vai la e zera a milhagem. Assim ele sabe o quanto eu rodei com a gasolina dele e de quebra ele sabe se eu fui para onde eu não devia.

Porque a outra regra do carro é: não poder pegar highway e não sair de Chappaqua, Mt Kisco e Pleasentville. Aí você pensam, bom três cidades, tá bom né. Foi o que pensei. Só que essas três cidades juntas não são nem do tamanho do meu bairro no Rio, vai vendo… fui muito carona nessa vida.

A única exceção aberta foi para o college, porque né? Não tem ônibus nesse raio de lugar, a pé também não dava pra ser, então eu fui de carro ( a contra gosto da fofaiada). Além de pegar highway eu sai do diâmetro Chappaqua, Mt kisco e Pleasentville. E eles são obrigados a custear a gasolina para os estudos.

Comida: a vontade aqui. Pelo menos isso eu nunca tive problemas. Tá vai, teve uma vez que ela me fez contar o quanto de fatias de pão estava sendo usado. E as vezes ela faz umas perguntas do tipo, sei lá: cadê o dressing que tava aqui? (o gato comeu?)

ahh sei lá cara, tem 6 pessoas nessa casa, porque que ela se espanta se alguma coisa acaba? E normalmente é a mais velha que traça tudo, só que dessa vez foi eu que tinha comido o dressing todo. Respondi: eu comi?.Ai ela manda um: mas como?? tava cheio na semana passada. Dai eu penso: é né, semana passada…. Mas só penso, na verdade eu respondo: é pois é, mas tava gostoso 😛

O que mais vocês querem saber? hum… vamos ver, tolhas, cobertor isso é fornecido pela família. Agora aqui todo artigo de higiene pessoal sou eu que custeio. Nunca ninguém me ofereceu nada. No meu primeiro dia fofa falou que a au pair iria me levar na target para eu poder comprar o que eu precisava.

Sorte que eu não precisava de nada. Como o seguro morreu de velho, trouxe tudo e um pouco mais da terrinha. Tanto é que passado 4 meses ( eu ainda não acredito como voou o tempo) eu ainda tenho shampoo, condicionador, desodorante, perfume, remédio então nem se fala. Tenho para dar e vender 😛

Outra dica aleatória que deixo para quem tá vindo. Fui na onda da galera do “não traz muita coisa que aqui você compra”! Me ferrei, porque tenho que ficar comprando coisa que eu tenho no brasil e não precisaria comprar e gastar meu suado rico obaminhas em coisa que eu já tenho!

Por exemplo, traga toda sua coleção de roupa velha que você morre de vergonha de admitir que usa mais usa mesmo na privacidade do seu sofá de baixo do edredon. Traz cara, que pra trabalhar, é isso aí que você usa. Já falei sobre isso também aqui!

Eu não trouxe, conclusão tive que comprar moleton e um monte dessas roupas “de bater” aqui pra não colocar as bonitinhas que trouxe pra trabalhar. Tudo bem que eu adoro, porque eu amo essas roupas feias confortáveis e que até no brasil essas paradas são caras.

Minha dica pra compra dessas roupas (que confesso usarei sim no conforto e privacidade do meu lar) é na Strawberry! Assim, a qualidade é zero! Acho que a qualidade fica lá no Vietnan aonde essas roupas são feitas. Mas assim, você compra legging por 6 dolares, camisa basicona por cincão e aí vai… eu sempre que passo em frente a uma strawberry faço estrago.

esqueci de falar que o estilo é meio purpurinado =P

Eu super achando que iria comprar na Abercrombie, não dá gente, a Abercrombie é muito cara para meu bico. Fica para outra hora. Alias, essas lojas podiam abrir uma sociedade com as au pair. Toda au pair que se preze tem um Nike shocks no pé (ou como diriam os favelados, Nike 4 molas), um Ipod touch e várias roupas da hollister e da abercrombie. Ah! E maquiagem MAC. Só eu que não tenho nada disso KUÉN!! Alguém aí afim de me patrocinar?

Mas tudo bem que para o Black Friday estou planejando me dar um super presente também. E vou deixar todo mundo na curiosidade 😛 Ainda tô na dúvida, tenho que escolher entre 3 itens. Tá difícil…

Minha professora no curso explicou o porque desse nome Black Friday que é a sexta-feira depois do thanksgiving, mas eu já esqueci (cabeça de vento). Vou pesquisar e conto para vocês.

Falei muito, né? Então galera, vou ficando por aqui. Volto pra cuspir mais abobrinhas outra hora.

beijo pra quem fica galera!

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9 comentários (+add yours?)

  1. Fernanda
    Nov 15, 2011 @ 18:39:14

    Oi Luna, lá venho eu de novo dar sugestão de post, hehe! Se estiver sendo abelhuda me avisa, ok? Mas seria legal saber o passo a passo do rematch (conversa com a família, conversa com a LCC, encontro com possíveis futuras host families). Assim como tem o passo a passo do application até o match, faz um passo a passo do rematch tb, rs! Pelo menos é o q eu gostaria de saber!
    Aaaaaa… fala tb como sua família do Brasil recebeu a notícia do match… se eles ficaram muito aflitos e tals!

    Bjus e tô na torcida!

    Responder

    • Luna
      Nov 15, 2011 @ 21:08:43

      Super vou fazer esse post. Na verdade eu até comecei mas não saiu, sei lá… são tantas coisas pra falar, que acho que vai ficar post parte 1, 2 3 e assim vai 😛
      Mas é legal falar pra galera saber como funciona, né?

      Beijos e obrigada Fernanda!

      Responder

  2. Fernanda
    Nov 15, 2011 @ 18:40:23

    ops
    *notícia do rematch!

    Responder

  3. Debora
    Nov 15, 2011 @ 18:43:12

    Luna, o esquema de comprar na Abercrombie eh esperar qdo tem sale, clearance e etc! Mas nunca na loja da 5th Ave, pq la NUNCA nenhuma promocao do site se aplica! Mas naquela loja do Westchester Mall sim, dai, sucesso!

    Bjo!

    Responder

    • Luna
      Nov 15, 2011 @ 20:25:10

      Ahhh valeu pela dica Débora. Entro no site e fico só babando, aí vou na target e compro roupas parecidas com as que eu quero, sucesso!! ahahaha

      beijos!!

      Responder

  4. Karen
    Nov 15, 2011 @ 19:54:17

    adorei!! Seus posts são engraçados. não pare de postar não!! beijoooo

    Responder

  5. Fernanda
    Nov 16, 2011 @ 00:00:49

    Otimo post…. Vou só em janeiro mas já andei pensando em algumas coisas que vc colocou ai, e estava realmente em duvida!!!

    Obrigada!!!

    bjss

    Responder

  6. R. Tomaz
    Nov 16, 2011 @ 13:32:46

    Por que eu leio On The Right Track

    Em um passado nem um pouco remoto, quando ainda estávamos migrando do Orkut para o Facebook, o que podíamos fazer em relação às atualizações dos amigos nesta rede limitava-se a curtir ou comentar. Ainda assim, percebi que o potencial de interação era muito maior que a rede do Google e, não sem alguma resistência, acabei aderindo definitivamente ao Facebook. Lembro-me bem quando vi o plug-in (aplicativo ou qualquer nome que tenha tal função) de overshare. Genial! Overshare era uma função que permitia que o usuário compartilhasse algo interessante que algum dos seus amigos havia postado, estava ali uma grande ideia. Talvez.

    Não faço ideia de qual tenha sido a relação do aplicativo (plug-in, whatever) com o Facebook, mas não tardou muito para que a função Share/Compartilhar fosse incorporada à rede. Bacana, supimpa mesmo. No entanto, tal função pode servir de exemplo para explicar que não adianta dar grandes ferramentas quando as pessoas não as sabem usar adequadamente (digo isto, naturalmente, de um ponto de vista egocêntrico, sem medo de ter preconceitos). Não pretendo aqui explorar a tese do uso inadequado de ferramentas excelentes, apenas reclamar deste mau uso e algumas das suas consequências.

    A começar pelo nome, o Facebook poderia ter mantido o Overshare, pois é isso o que vem ocorrendo. Toda aquela linda ideia de compartilhar links, histórias e vídeos interessantes/curiosos/engraçados acabou virando uma enxurrada de toda e qualquer quinquilharia virtual que o mouse de nossos amigos consegue alcançar. A verdade é que as pessoas passaram a compartilhar como se não houvesse amanhã e, principalmente, como se não tivesse havido um ontem. Quem viveu a época das correntes e dos powerpoints anexados sabe bem de ressurreição de lixo eletrônico falo, e chegam como se fosse a última invenção do século. Criticaram tanto os ursinhos coloridos e musicais dos scraps no Orkut, mas o excesso de fotos bonitnhas com frases-pílulas de autoajuda equivalem àquela purpurinice virtual.

    Poderia acrescentar à lista a suruba autoral que fazem com as frases perdidas por aí. Parece que Luis Fernando Veríssimo e Millôr Fernandes – “autores” de todos os textos anônimos do advento da Internet – deram lugar a Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector e, até, Johnny Depp.

    Para não dizer que não falei das flores, óbvio que não acredito que devamos ter discussões mega filosóficas baseadas nas ideias de Adorno e Horkheimer (o que seria uma chatice sem igual). Encaro as redes sociais como uma forma de descontração também, gosto de ver uma foto engraçadinha e compartilho algumas, gosto dos memes da net e encorajo as piadas das piadas. Abrindo uma parenteses aqui e já retomando o ponto: cansei de elogiar a capacidade criativa dos internatuas e o talento para fazer uma piada render, inventando e reinventando, quase esgotando todas as possibilidades de uma simples brincadeira. Ponto para a Internet. Entretanto, ali está o ponto que gostaria de retomar e o que justifica tudo: criatividade.

    Quando me desanimo com o overshare, faço-o menos pelo seu conteúdo e excesso que pelas suas aparentes consequências. O problema maior é que se perdem muito do que é verdadeiramente autoral, acaba gerando mais do mesmo. Não há criatividade, não há dialética, não há autoria, não há produção de conteúdo no compartilhamento. Cria a ideia de uma bolha em que tudo é repetido incessantemente. E quando há reinvenção de uma brincadeira, não se trata de uma verdadeira reinvenção dando novo sentido e significado, mas apenas uma alteração que mantém a essência e não traz nenhum elemento novo. É diferente quando se pega um quadrinho e acrescenta-se um “bitch, please” para inserir um elemento que o contradiz e quando o usuário coloca uma setinha “esta pessoa é torcedora do XV de Jaú, o maior do sertão” alterada para “esta pessoa é torcedora do Pirinense, o maior do sertão”.

    Enfim, toda esta abstração para dizer por que é bom ler On The Right Track ainda que eu nada tenha a ver com este processo pelo qual vocês passam, mas por ser o que tem faltado na Internet atualmente. Blog autoral, é bom ler o que alguém tem a escrever sobre suas experiências e não uma coletânea no estilo flogão ou fotolog. Naturalmente, existe aquela preocupação inerente à amizade que me faz ler e preocupar-me. Ainda assim, ver que ideias percorreram todo aquele caminho do pensamento até o papel (ou o ecrã dos nossos monitores) atrai-me para aqui. Mais que forma, métricas ou caprichos: ideias. Estas, sim, mereciam overshare.

    Responder

    • Luna
      Nov 16, 2011 @ 13:54:13

      Renato 😀

      adorei mesmo o texto, já me convenceu, não vou mais abandonar o blog.
      Eu fico com vergonha as vezes de de dizer que tenho blog porque acho isso tão começo dos anos 2000 quando se era cool ter um blog =P Por isso que levei um tempo até colocar ele no twitter.

      Justo eu que era mega traumatizada com isso, porque ficava recebendo atualização pela inbox (na época não existia twitter, facebook, ou até leitor de feed) com os amigos pedindo pra comentar. Tomei tanto trauma que eu odeio quem pede pra comentar e por mais que as vezes eu torço pra pipocar um comentário qualquer, eu jamais peço, porque continuo achando muito chato.
      Mas essas declarações espontaneas são as melhores. 🙂

      Continue praticando, você sabe que o convite de colaborador está mais aberto 😀
      Beijos!!

      Responder

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