Ser ou não ser uma Au Pair…?

Estava revisando o post anterior que na pressa pra postar ele foi parecendo que foi escrito por uma criança de 5 anos. Cada erro que JESUIS doía meu coraçãozinho frágil.

Mah, geeeeente, como eu tô parecendo bipolar nesses últimos dias, né? Já entrei no espírito americano pelo jeito. Aqui vocês sabem né, americano é tudo cambada de bipolar.

Quis fazer intercâmbio pra interagir com a cultura e olha aí que coisa, ser au pair acabou me deixando com uma raiva do povo americano. O tiro não poderia ter saído mais pela culatra. Juro!

Uma vez conheci um rapaz americano e advinha a primeira coisa que ele me disse: sorry for my people! (desculpa pelo meu povo!). E eu que nem gosto de uma platéia pra soltar todo meu drama shakeaperiano auperístico fiquei lá chorando todas as pitangas do mundo.

Americano são folgados, cara. Se você deixar, super montam. Aqui eu percebi que pró atividade não é uma boa porque tudo que você faz a mais vira sua obrigação. E isso vai contra minha religião, sabe? Odeio ver algo pra ser feito e ignorar, mas né, lei da sobrevivência, ajoelhei não ajoelhei? Então, agora me mandem os creminhos da natura (porque Yate eu não quero! piada interna gente, foi mal aê) porque o joelho tá todo esfolado de tanto rezar.

Era isso, ou a outra opção seria começar acumular o cargo de cleaner fooooda. Por isso meu carro virou um grande latão de lixo sobre 4 rodas. Minhas amigas morrem de nojo  de pegar carona comigo e eu também teria, viu? Se depender devo achar um rato no meio daquela nojeira toda. Mas vai ficar assim, quem mandou fofaiada criarem três aprendizes de porquinhas.

Eu tento ensina, não quer? F*da-se! O carro não é meu. Eu só não tenho vontade de vomitar mais porque claro que meu banco e meu espaço ficam limpinhos mas o resto…. imundice. Papis teria um ataque do coração quando visse. As meninas aqui morrem de rir porque é impossível abrir a porta do carro e não deixar algum porcaiada  cair.

E pra vocês não acharem que estou exagerando, registrei a nojeira.

GROSS

Mas aqui é tudo assim. A casa é bem imundinha e toda bagunçada. Tem porcaria espalhada em tudo quanto  é lugar e pra piorar, americano tem mania de acumular. Nada se joga fora. Tem brinquedos aqui que ninguém toca, mas não pode passar pra frente. E isso aqui não é só na minha casa aonde a mão-de-vaquice rola solto, já percebi na casa de outros fofos também é do mesmo jeito.

Nossa, como tô chata. né? Alias, falei láaaa em cima que tava bipolar porque uns post eu meto o pau no programa e em outro eu falo normalmente dos passeios como se nada mais me afetasse.

Então, de começo eu nem iria comentar sobre o rematch aqui e essas coisinhas mais pessoais porque tenho a maior impressão que tô lavando roupa suja em público.

E tô mesmo!

Mas, vê aí se vocês não concordam porque na minha cabeça fez sentindo: esse blog é um registro da minha vida de au pair e não só de passeio e viagem pelo USA. Daí não achei justo a proposta do blog relatar só as dicas de passeio porque sei lá, quem tá lendo isso aqui (a pessoa que deve ganhar o prêmio Nobel da paciência) vai ficar com uma visão não muito real do programa.

Porque não só de passeio vive uma au pair. Assim também como não só de chimbatada vive uma au apir. A gente passa por várias coisas. Infelizmente eu passei pelo rematch, e achei que seria honesto contar como está sendo.

Aliás, podem aguardar um post mais detalhado sobre como foi o processo, como se deu, todo o bafão de como fui falar com a família, a reação deles, os procedimentos e claro, como foi a posição da agência. Já aviso logo, tomei muito no c* (esses moletons me deixaram uma menina tão delicada, gente. É muita finess) por causa da agência.

Vai ser pratcamente um E! Entreteriment Television sobre todo o bafo do rematch. Mas só depois que tudo se resolver.

Mas isso é história para um próximo capítulo…

Queria deixar bem claro que a intenção não é fazer ninguém desistir. Antes de eu vir pra cá, eu li uma caralhada de blogs contando experiência legal e outras com experiências péssimas. A minha infelizmente está sendo essa daí. Mas é minha experiência. Não é porque eu nasci com Murfhey agarrado no pescoço não quer dizer que a sua, futura limpadora de bunda, será assim também.

Se eu indicaria: NÃO! Não indicaria por tudo que eu já cansei de falar. Isso aqui não é intercâmbio cultura nem aqui nem na china, paguei pra ser empregada e nas horas vagas babá. Olha aí que bosta. E eu ODEIO (letra maiúscula e negrito pra enfatizar bem) o trabalho.

ODEIO a rotina chata de trabalho que ou estou bocejando ou estou estressadíssima com alguma criança encapetada berrando no ouvido. Ou tendo que engolir sapos da fofaiada… sei lá. A rotina em si ainda acho que é pior. Não adianta, não nasci pra esses trabalhos em que você precisa desligar o cérebro.

Sinto falta de colocar o cérebro pra funcionar de vez em quando. Toda vez que estou ajoelhada limpando o chão da cozinha (dignidade pra que?) eu sinto que meu QI despenca. Gente, como tenho a impressão que estou emburrecendo. Pelo menos estou emburrecendo em inglês 😛

Limpar chão, organizar armário, tirar roupa por roupa pra ver se cabe nas fofinhas (sim, eu fiz isso, num  FERIADO!), nossa… odeio. É muito desanimador. Sei lá, cada um nasce pra fazer alguma coisa e eu não nasci para trabalho braçal e muito menos pra tarefas domésticas, limpar banheiro, varrer chão, sempre foi meu ponto fraco.

Tenho certeza que fofa acha a mesma coisa porque eu olho e vejo que a cama não está bem feita. Daí tento duzentas vezes arrumar e continua uma bosta então deixo de lado. O chato que quero ser perfeccionista e fico até com raiva de mim quando vejo que tô colocando muita energia pra limpar o fogão da velha, por exemplo.

Enfim, ODEIO trabalho, será que alguém notou? Será que deixei claro o suficiente? Ou fui muito sutil? Cada um com sua aptidão e cuidar de criança somado a todas as outras tarefas não é a minha, mas né, tem gente que vai trabalhar no McDonald e gosta. Que bom! Como diria a Paris de Gilmore Girls, sempre precisamos de alguém para trabalhar no McDonald.

Agora a pergunta é: deixaria de vir? NÃO! Porque eu nunca me contentaria com a opinião dos outros. Por mais que eu lesse o meu blog, vamos supor, eu viria assim mesmo, porque acredito que cada um tem a sua experiência e eu não vou tomar uma decisão puramente baseado na dos outros.

É como aconteceu com o museu de cera da Madame Tussauds. Todo mundo falou não valia muito a pena. Não quis nem saber! Pa* no c* de todo mundo! Tirei o escorpião do bolso e paguei lá os 34 dolares (39 mas eu tinha desconto) pra ver a parada mas creepy da face da terra.

E… realmente, não valia muito a pena. Trequinho sem graça para se gastar essa grana toda. Mas agora eu sei disso porque vi com meus próprios olhos que um dia se Deus quiser e minha medica permitir deixaram de usar óculos, e posso dizer com toda a propriedade que não, não vale a pena!

Jamais deixaria de ir baseada na experiência de outra pessoa. Não dá, porque sou muito curiosa e tem coisas 9(que só a Philco faz pra você :P) que eu tenho que ir lá ver e tirar minhas próprias conclusões. Então agora eu sei que o museu não vale a pena baseada em mim mesmo.

Agora é legal ler tudo e tal pra você não ir no escuro, saber o que poder esperar. Legal ser realista. Não venham iludidas pelo cao brabo que as agências vendem.

Mas e se eu soubesse como seria a minha experiência, eu viria mesmo assim? Minha falta de maturidade momentânea vai dizer que não viria, porque né PQP! Mas sei lá, vou esperar pra ver lá na frente… como diria Steve Jobs, não dá pra conectar os pontos pra frente. Então vou esperar o ano passar (faltam 9 meses)  pra poder conectar os pontos lá atrás.

Beijos pra quem fica galera!

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9 comentários (+add yours?)

  1. Suelen
    Nov 04, 2011 @ 13:03:07

    Luna,
    eu sou assim como tu sabia???
    Eu gosto de ouvir a opiniao das pessoas… Mas tem coisas que quero formar a minha propria.. Nem que seja pra depois dizer. eh, realmente nao vale a pena…
    hehe
    Eu acho que a gente consegue sempre carregar algo de bom nas experiencias. Sejam elas boas ou ruins…
    Boa sorte com o processo.
    beiJoo

    Responder

  2. Suelen
    Nov 04, 2011 @ 13:03:48

    Esqueci de falar.. Os carros aqui tb nao sao um exemplo de limpeza…
    Mas esse teu ai hein.. Que nojeeeeeeeeeeeeeeeeira!!!! haha

    Responder

  3. Mônica Carlos
    Nov 04, 2011 @ 15:23:15

    Luna muito legal seu post… é muito bom saber detalhes assim da vida de uma au pair, pq a maioria conta por cima ou só conta as partes boas.
    Deu pra ver só por este post q vc é uma pessoa inteligente e espero q aguente até o final e consiga tirar uma experiencia boa de vida com isso td e volte pro Brasil sem arrependimentos.
    Boa sorte.
    Beijos

    Responder

    • Luna
      Nov 04, 2011 @ 16:16:21

      Então, eu tõ tentando dar um quadro bem realistico, tanto com a coisas boas com oas ruins.
      Claro né, que tudo em cima da minha experiência.

      Beijos Mônica 😀

      Responder

  4. Mima
    Nov 04, 2011 @ 16:37:13

    Luna… Luna… Não queira aprender TUDO por experiência própria. Tem certas coisas que é melhor ouvir o que os outros tem a dizer sobre o assunto e, se forem unanimimente negativas, passar ao largo.

    E sim, estadunidenses são porquinhos no geral. Get used to it.

    Fico feliz que tu tenhas conseguido uma outra família e numa região que tu querias.

    Responder

    • Luna
      Nov 04, 2011 @ 16:53:11

      Tem razão Mima, quando forem unanimamente negativa podes crer, né?

      Mas assim, eu tinha que ir no museu de cera. eheheeh
      beijos e valeu pelo prestígio!

      Responder

  5. Beatriz
    Nov 04, 2011 @ 19:46:58

    Eu acho que vc falou td q eu venho pensando e sentindo nesses 5 meses de au pair. DeixAria de vir ? Nao, mAs se soubesse de td tentaria vim prA ca de outro jeito. ReAlmente cada vez q eu limpo um fogao ou qualquer outra merda sinto meu QI abaixando. Fiz 4 anos de facu pra q? Otimo post e valeu pela sinceridade.

    Responder

  6. samaris
    Nov 04, 2011 @ 22:08:39

    Engracado, a minha familia eh muito tipo familia mesmo minha, as vezes quando to trabalhando parece q to fazendo um favor…. mas eu sinto exatamente o mesmo vazio, eu sou enfermeira concursada e amo minha profissao, aqi nao limpo nada, mas por que ele ainda eh um bebe… mas me sinto menos capaz exatamente por que nao faco nada…. to muito feliz, mas ao mesmo tempo um pouco mais vazia…
    vou comecar trabalho voluntario mes que vem em um hospital, quem sabe me conplete mais um pouco.

    Responder

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