Um alou de Manchester

Antes de mais nada, uma salva de palmas pra mim que no isolamento total (alerta de Drama Queen no máximo) de Vermont, eu consegui manter o blog (mais ou menos) atualizado.

Eu bem que ouvi as sugestões de você e está tudo anotado. Prometo que assim que voltar pra NY e souber como será minha rotina de verdade (porque no verão é tudo diferente) eu posto pra vocês aqui. Vai ficar bem bacana o post, heio de detalhes e matando a curiosidade de geral 😀

Como vocês bem sabem eu fui compelida convidada a ir passar as férias com a fofaiada. O lugar: Manchester, Vermont.

Vocês me ouviram reclamar muito no twitter (segue aí) sobre essa bendita viagem, e principalmente sobre o fato de estar totalmente isolada, sem amigos, sem carro (= sem liberdade) e sem internet. Mistura isso tudo com a vontade nenhuma de ir para um outra cidadezinha minúscula, só pode resultar em mal humor total.

Mas por mais que eu estivesse com uma má vontade do cacete com Vermont, que até ganhou o apelido entre a gente de crap Vermont, não posso ser injusta: o lugar é lindo e por mais que eu tente, me esforce muito a odiar o lugar, eu até que passei bons momentos em Crap Vermont (porque nunca vou perder a piada).

Eu diria que Manhchester é mais aquele lugar de lua-de-mel, sabe? Aquela cidade bem Stars hollow de Guilmore Girls aonde o atendimento nos cafés é super simpático e com personalidade, sabe qualé?! Não é automático que nem no starbucks.

O centro de Manchester

É também aquela típica cidade pra se tirar férias, fazer um turismo, a cidade é toda prepara pra isso, quer ver um exemplo, tem mapa da cidade de graça em todos os estabelecimentos. Assim como aquelas lojinhas vendendo coisas típicas do lugar, camisetas com nome da cidade e artesanato de índio.

Mapa da cidade de Manchester que se encontra em tudo quanto é lugar

Me esforcei pra odiar Manchester mas acabei gostando do lugar aos poucos. Tirando o fato de eu estar sentindo uma leve falta de ver prédios, pessoas e barulho, foi tudo bem. Tá, confesso pra vocês que duas semanas foi mais que o suficiente, já deu pra meditar bastante.

mais uma foto random de mManchester

Meditar? Não no sentindo literal da palavra. Olhando para o lado positivo da coisa ( o copo meio cheio) foi até bom porque de uma certa forma foi oportunidade de me sentir mais a vontade com os fofos. De poder interagir mais e me sentir mais integrada a eles. Quem é Au Pair de inicio de carreira sabe o quão desconfortável você fica no começo do programa com essas pessoas que você nunca viu na vida mais que agora dividem o mesmo teto que você (e que também são seus chefes).

Livraria que salvou minha vida

Foi em Vermont também que tive minha primeira crise braba de homesick. Chorei em banheiro de restaurante, ouvindo música, no quarto eta lê lê. Vermont teve altos impactos em mim 😛 A maioria causado pela falta de liberdade que tive que passar. Fomos em dois carros e adivinha quem ficou sem? Porque sempre sobra para o pião…

Porém, depois de duas semanas, três temporadas de How I Met your Mother, vários brownies e incontáveis horas na livraria eu estou aqui linda e viva escrevendo essa história e pronta pra voltar pra minha vida em NY.

Mudando um pouco de assunto: ontem resolvi voltar da livraria (a único lugar com acesso a internet) andando pra casa e olha só,  achei um máximo!  A fofaiada toda ficou sem entender: como assim ela andou tudo isso a pé?! Nem é tanta coisa assim, a caminhada do centro da cidade até a casa dura em torno de meia hora, eu acabei encontrando com eles quase que no final do caminho no campo de golf (taí uma coisa que nunca imaginaria jogar, e é chato pra cacete).

Totalmente sem jeito tentando jogar Golf

O ponto alto do dia foi andar de carrinho de golf mesmo. Me senti uma criança.

Hoje, no auge do meu tédio, resolvi vir para o centro de Manchester caminhando de novo. Sensação boa essa de poder sair assim só, me lembra um pouco a sensação de liberdade que perdi estando aqui (e ficar dependendo de carona sucks). Ninguém entendeu nada quando disse que sairia pra caminhar, fofa me ofereceu carona e depois que fofo ficou sabendo até me ofereceu o outro carro, mas eu estava decidida, iria colocar minhas pernas pra funcionar de novo.

Com tanta dependência de carro por aqui, achei melhor dar usos as pernas com medo de desaprender como se usa. Segundo, que é ótimo caminhar só as vezes e colocar os pensamentos no lugar.

Mas claro que o que na teoria parecia ser uma boa idéia, na pratica não foi bem assim. Hoje tive a impressão que demorou muito mais, e eu não poderia estar com a roupa mais errada pra caminhar. All Sta e calça jeans. All star porque foi a única coisa parecida com tênis que trouxe e a calça jeans foi a única parte de baixo limpa que sobrou. Fora o calorão que estava fazendo.

Para caminhar eu sempre coloco no Ipod nerdcast e agora meu mais novo vício podcastício: o Matando Robô Gigante. Só que pra deixar a caminhada mais “divertida” eu resolvi fazer um vídeo da minha saga. Atenção para a vergonha alheia de mim mesma falando com a câmera  sozinha no meio da rua.

Nem preciso dizer para ignorar minha cara de pastel no vídeo né?! Como vocês sabem sou a pessoa menos fotogênica do mundo (razão pela qual quase nunca tem fotos minhas) e quiçá vidiogênica.

 COMUNICADO!!

Devido a problemas com conexão eu não consegui fazer o video subir de jeito nenhum. Então prometo que vou publicar o vídeo quando tiver em terras Neyorkianas. Afinal de contas queria que o post fosse ao ar hoje. Foi mal aê 😀

Amanhã estarei de volta a minha querida NY e de volta a minha programação normal. Todas as fofinhas indo para escola, e aí poderei fazer o tão esperado post da rotina da vida de uma Au Pair.

Não vejo a hora de voltar pra NY e poder recomeçar a experiência do intercâmbio. Porque as vezes “nada melhor que respirar fundo e dar um reboot”.

See you in NY folks!

Beijo pra quem fica!!

Ps.: Que tal todos ignorarem meu modelito totalmente anos 90 de casaquinho amarrado na cintura, né?! Não dá pra ser muito estilosa quando se cuida de três fofinhas 😛

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