Só quero entender

Olá leitoras!! (ainda não descobri nenhum macho alfa que venha visitar esse humilde bloguinho)

Não meu povo, eu não morri e não abandonei o Right Track, eu continuo na correria mesmo de colocar a vida off line em ordem. Lembrando que eu ainda continuo trabalhando, então realmente me sobra pouco tempo para organizar as paradas todas. Depois do visto, espero que venha a calmaria.

Enquanto isso…

Certos hábitos não mudam,e o meu de pensar continua firme forte. Essa semana, em meio a juntação de papelada, marcar hora no cabeleireiro, quer dizer, consulado, e tal, estava cá pensando sobre a experiência em morar fora como um todo.

Já meio que abordei esse assunto aqui, mas acho que ainda não esgotei ele. Afinal de contas, como eu quero passar por essa experiência?

Diferente de outros lugares, Nova York é infestado de brasileiros. Ilegal então ôooooo nem se fala… se a fiscalização batesse no brazilian day, o evento ficaria até vazio. Gente, nada contra brasileiros, até porque eu sou uma, mas até onde isso pode interferir na minha experiência plena? Falar português o tempo todo, manter os hábitos que tenho aqui, não querer passar por esse choque cultural, meio que não mataria a essência de um intercâmbio?

Penso que, ora pois (bateu um espírito português), se for pra manter os mesmos hábitos que tenho aqui, mesma comida, mesmos hobbes (se escreve assim?), não seria muito mais fácil ficar por aqui mesmo? Não precisava me dar um trabalho do cão de atravessar um continente inteiro pra descobri que sinto falta de feijão.

Sensibilidade cultural é você olhar um hábito totalmente diferente do teu e não julgar como esquisito. É só diferente. Poder passar por essas experiências sem fazer julgamento, ver até onde eu consigo ir. Ate´que ponto eu realmente estou disposta a sair da minha zona de conforto?

Claro que vou amar andar com meus amigos brasileiros que já estão me esperando pela minha querida NY (que já virou meu home sweet home). Mas também vou quero fazer questão de me misturar com os nativos, tentar fazer amizade fora do nicho auperiano, fazer o que eles fazem e tentar ao máximo seguir aquele velho ditado em Roma como os romanos, sabe qualé?!

Beber leite com macarrão, olhar uma americana vestida de piriguete na night e tentar entender o comportamento da galera na tal da dança do acasalamento, seu individualismo, seus hábitos, enfim, quero passar por tudo isso, experimentar cada hábito esquisito, sem querer julgar, esse é um dos meus objetivos, por incrível que pareça, eu só quero entender.

Acho que isso faz parte do open minded. Quero passar por tudo isso, e que essa experiência de passar por uma terra tão estranha e desconhecida me faça uma pessoa melhor, mais tolerante, mais aberta. When you know better you do better, right?!

Confesso que não quero ficar preso ao ciclo vicioso que os EUA pode atrair, tipo compras, night, e fast food. Acho que a cultura americana (alias, qualquer outra) tem muito mais para me oferecer. Que eu seja madura o suficiênte para entender isso e realmente desfrutar de um ano incrível, com direito a ter um “the time of my life” (com perrengue incluído, minha gente, porque sabemos que vida de au pair é vida de fudido). Amén!

Deixo vocês aí com as minhas reflexões.

Mas e vocês, quais são os seus objetivos? O que esperam ganhar com essa experiência?

… beijo pra quem fica!!

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5 comentários (+add yours?)

  1. gibaby
    Jun 15, 2011 @ 10:53:20

    Falou tudo hein! ;D
    Sinto exatamente o mesmo e estava bem feliz pois pra onde eu ia não tinha brasileiras, somente alemãs… ahhahaha
    Mas minhas queridas brasileiras serão sempre bem-vindas!

    Luna… será que o Papai do Céu não deixou meu visto ser aprovado pra gente viajar juntas no dia 10/07? ahhahahaha
    Tomara né?
    Bjsssssssss

    Responder

    • Luna
      Jun 15, 2011 @ 10:55:56

      Gi, fé que vamos nos encontrar dia 10 naquele bendito hotel!!!
      Tem que dar certo!!

      E não se diz pra onde você ía, é pra onde você VAI!!!!
      Beijos e muuuito boa sorte pra todas nós!!!!

      Responder

  2. Mary_Mello
    Jun 15, 2011 @ 17:45:44

    Vc tá certa em gêneró, número e grau!

    Mas manter amizade com brasileiros aqui acho que é essencial pra vc não surtar a princípio.. De verdade Luna!

    Mas não SÓ brasileiros! Sou a favor da troca de culturas…

    Eu já tenho amigos americanos e até alemães! Como sim a comida deles, mudei um pouco os meus hábitos mas tem coisa que vai ser igual pro resto da minha vida e não tem jeito!

    Continuo achando as piriguetes da balada umas piriguetes mas nunca esquentei minha cabeça pra isso… Elas fazer o que querem com o corpo delas, certo?

    Vc tá mais que certa em querer desfrutar de tudo que NY pode te dar, e olha que não é pouca coisa não hein garota! ;D

    Um mega blaster beijo pra vc e vá me deixando a par de tudo que acontece ctg…

    Responder

  3. Vanessa Lima
    Jun 16, 2011 @ 17:40:38

    Ai menina, eu tbm tinha abandonado meu blog… Mas não por querer, é que chegando perto do embarque é a maior correria!! Sufoco geral!!

    Bjs

    Responder

  4. Ray
    Jun 19, 2011 @ 21:26:19

    Luna, caí no teu blog sem querer e olha, te contar que adorei tudo aqui. Dei uma lida em quase todo o arquivo (quase todo, tô deixando o restinho pra mais tarde) e ta sendo massa acompanhar o teu step by step auperiano. Coisa mais chata do mundo é entrar nesses blogs e ver um copy paste desinteressante… Gostei principalmente dos teus tópicos sobre história e cultura americana, mas sem ser aquele blá blá blá de sempre 🙂 Curto muito história também, mas morro de preguiça de ficar escrevendo haha Além disso eu não sou muito boa pra contar as coisas esperando que os outros entendam.

    Enfim… Tu descreveu muito bem o sentimento do exchange pra mim. Viver e estar inserida em outra cultura, de cabeça. Se jogar mesmo! Encarar as kids pestinhas e saber que os pais mimam mesmo, é da cultura deles; a dificuldade da língua, a forma como as pessoas te tratam, o que eles comem, como se comportam etc etc etc.

    Ando pensando muito em entrar no programa de au pair, mas ainda tenho lá minhas dúvidas e muito medo de arriscar a sair da minha ‘zona de conforto’. Me conheço, sei que eu vou pedir pra morrer longe da minha ‘mainha’. Mas nada que uma boa pesquisa não possa ajudar.

    Mas né, se eu tivesse pensando em ficar no bem-bom e só turistando pelos states, eu juntava meu suado dinheirinho e tirava férias por lá. Mas a graça é VIVER, é sentir que a gente cresce com as experiências, por mais duras que elas sejam. Ir ali e voltar em uma semana é muito cômodo. E como tu falou no post “A Teoria Auperiana (por mim mesma)”, a experiência é a gente que faz.

    Ainda tô definindo meus objetivos e tentando me convencer de que vale a pena fazer o programa. ‘Vale a pena’ no sentindo de que sim, eu tô pronta encarar sem risco de arrependimento.

    Falei muito haha acho que temos o mesmo problema com o excesso de palavras 🙂

    Beijo!

    Responder

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