A Teoria Auperiana (por mim mesma)

Então, minha gente…

tava aqui pensando (pra variar), acho que quando a gente desce para essa vidinha aqui que temos que encarar, a gente vem munido de algum dom. Eu tenho quase certeza que descobri o meu: o de pensar. Vivo pensando por aí, na morte da bezerra e no que não presta então nem se fala. Normalmente meus post saem meio vomitados (mas eu pesquiso antes tá minha gente, quando precisa, também não é tão assim ao deus dará), e costumam ser grandes, mas  novamente , devido ao fato de  eu pensar muito (e por consequência acabo por escrever muito).

Ultimamente, então, minha vida tem sido pra pensar. São tantas teorias formuladas por esses meus neurônios inquietos e ansiosos que fico abismada comigo mesma com essa minha capacidade de pensar. Formulo teoria para tudo e todos, mas claro, nenhuma cientificamente comprovada (ainda) 😛

A última que me passou pela cabeça tem a ver com o mundo auperiano e por isso que decidi dividir aqui com vocês. E veja bem, isso não quer dizer que eu esteja ficando, tipo assim, sem assunto (magiiiina) mas vamos lá:

Então, dentro das minhas tantas observâncias vida afora pelo mundo das Au Pair e as que cogitam ser uma (presente!), uma coisa que percebi é essa constante busca por uma justificativa. Sabe, a tal da famigerada pergunta “por que você quer ser uma Au Pair” atormenta a todas nós, porque parece que muitas vezes a pessoa está tentando se convencer (que isso é bom), para convencer os outros. Como se fosse muito mais difícil se convencer do que os outros.

As pessoas em geral adoram um título. Não podem dar de cara com um que já sai se agarrando neles e sai dando carteirada por aí. Acho que ninguém nunca está satisfeito somente com seu próprio nome ou sobrenome. Tem que ser fulano – isso, ou fulano – que é aquilo. É o famoso você é o que faz e não o que é.

Uma vez conheci um cara que tinha recentemente conseguido um cargo quetanto almejava. Claro que ele tinha que fazer a assinatura dele no e-mail (isso quando a pessoa não coloca a própria função no e-mail, tipo assim – funalowebdesign@gmail.com , sério, precisa disso?) mas daremos o desconto para o rapaz porque tinha a ver com o trabalho. Mas ele não só colocou seu titulo lá bonitão, ele achou que tinha que colocar todas as funções que o cargo dele exigia ele fazer. Pode imaginar o tamanho da assinatura do rapaz? Tudo bem que ele devia está muito orgulhoso dele mesmo, mas vamos combinar que para quem nem é do meio, tipo não entende o que a pessoa faz, vai cagar para tudo aquilo.

Porque realmente não dá pra saber qual a relevância das funções de cada profissão. Tá algumas dá, todo mundo sabe que o cirurgião é o fodão dos médicos… mas isso é outra história. 😛

Acho que essa coisa de titulo varia muito de profissão também. Normalmente tem a ver com profissões que estão na área de humanas… aquela pessoa que nunca soube o que queria fazer da vida e aí se descobre (nem que seja na marra), e finalmente vê aquela oportunidade de parar de marcar “estudante” quando tiver que preencher algum cadastro de qualquer coisa. Acho que isso deve subir na cabeça das pessoas :P.

Provavelmente essa pessoa vai virar advogado, que virou o antro de gente que não sabe o que quer da vida (não estou falando que é o seu caso, querido leitor, estou generalizando), mas vai atrás de algo mais seguro, estável, e de quebra, pega benzão, né?! Família fica toda orgulhosa. E você que é amigo desse cara, vai ter que aturar ele no facebook linkando tudo que é reportagem do STF, das súmulas, das decisões e você cagando foda pra tudo aquilo, afinal, o que aquilo te interessa?! 😛

Galera da área de comunicação também adora essas coisas né?! Falar com propriedade sobre uma campanha whatever, usar palavras como job e  target. São altos debates sobre o comercial tal que você gostou e tal mas não vê como aquilo vai mudar a sua vida.

Toda essa divagação não é a toa, vou voltar ao meu ponto. Sim pessoais, ainda não fiquei completamente doida (tô quase lá), eu tenho um ponto (por mais que não pareça :P) era pra falar justamente sobre ser Au Pair. Na boa, ninguém sonha em ser baba a vida inteira, e vamos combinar? Parece que ninguém tem orgulho de assumir (não é um bom título para se ostentar). E diferente de outros intercâmbios, você não vai está salvando o mundo, só vai estar montando lagosta de papel marche (só quem viu o filme *simplesmente amor* vai entender isso :P). Não vai ter reunião glamourosa, muito pelo contrário, seu trabalho, por mais que Au Pair pareça ser nome glamouroso, não vai ter nada de glamour.

Você não vai ficar colocando com orgulho no seu facebook, ou twitter ou sei lá o que você use, “hoje troquei a melhor fralda da minha vida”, ou então ” minha kid fez maior pirraça mas consegui contornar a situação bem,” ou ainda “muito orgulhosa da minha tirada de louça da maquina de lavar louça”. Ou seja, nada de sair por aí se exibindo para seus amiguinhos.

Gente o que eu tenho a dizer é a experiência é a gente que faz. E o seu objetivo tem que estar claro e certo(em inglês “crystal clear” , adoro essa expressão :P) na sua mente: quero fazer um curso foda, quero melhorar meu inglês, quero me tornar uma pessoa mais independente, ou como diria MY PAL Mary Mello, quero ter a melhor época da minha vida, enfim, independente da tua host family e do teu trabalho em si. Não dá pra depositar tua felicidade em cima disso, só vai se frustrar.

Tem que saber que muitas das vezes (na maioria dos casos) o trabalho vai ser cansativo e vai parecer um ponto fora da curva (tipo, putz sou formada em nutrição, o que estou fazendo aqui ?), mas você não pode esquecer dos seus objetivos. E se você está indo sem um, trate de traçar os seus fia, porque não adianta ir para um lugar diferente achando que tudo vai ser diferente, porque a tua mente, e teus problemas vão todos com você 😀

Como diria a Oprah (nossa isso agora ficou muito auto ajuda) temos que aprender a deixar o ego de lado e confiar nos nossos instintos. Se tem alguma pulginha no teu ouvido falando pra ser Au Pair então vai, sem preconceitos, e vai confiante, sabendo que o trabalho é duro (mas até nobre de uma certa forma), mas a experiência no final (que vai depender muito mais de você que qualquer outra coisa) vai valer a pena.

Não precisamos de justificativas, de títulos para alimentar nosso ego para sermos feliz. E quem sabe toda essa experiência também não vale para nos ensina a dar menos valor ao nosso ego e sermos mais humildes, e crescermos com o pessoa, hein?!

Esse post não vai ter acrescentar em muita coisa, concretamente falando (tipo, não tem dicas nenhuma), é só mais uma reflexão mesmo. Vou me despedir aqui de vocês, tô surpresa eu mesmo com esse post, não esperava liberar essa Oprah dentro de mim 😛

  … e beijo pra quem fica!!

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3 comentários (+add yours?)

  1. Lais
    Maio 07, 2011 @ 21:13:29

    RI DEMAIS MENINA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    AMEI!!!

    Sério fia, tu viaja legal na maionese. Mas adorei igual, amei ler teus delirios ali em cima!!!!

    Beijoooooo,
    E BORA PRA DC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Responder

  2. Cris
    Jul 21, 2011 @ 16:47:52

    rsrs in the same boat..just loved it!!!
    xoxo, Cris

    Responder

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